Limiar entre intrigas, desejo e o amor
55 Epílogo
Notas iniciais
.... Seis meses depois...
POV SOPHIE
Estou emocionada olhando para os meus bebes. Afinal de tanto tentar conseguir e três de uma vez. Solto uma risada, meio histérica.
__ O que a sra Vidal está rindo?
Me viro para deparar com o homem mais lindo e sexy, o meu marido, o pai dos meus filhos.
Abraço-o e o beijo suavemente.
__ Estava aqui rindo de alivio por esses três finalmente estarem dormindo.
Ele rir e me aperta ainda mais em seus braços.
__ É amor as noites estão preenchidas por essas criaturinhas. Podíamos descansar um pouco agora? – Sua voz é quase uma suplica.
Observo mais uma vez Christopher Vidal Neto, Alexandra Vidal e Theodore Vidal Neto. Sorrio pelas minhas dadivas divinas.
Seguimos abraçados ao nosso quarto, onde nos deitamos aconchegados para curtir um momento de sossego.
__ Soph?
__Hum.. –digo sonolenta.
__No seu aniversário de cinco anos eu te dei um presente. Se lembra?
__ Claro. Um colar com pendente de diamantes e safira azul cravados em platinas. Tenho até hoje e também a pulseira com safiras azuis e diamantes e nosso anel de casamento que completa um jogo. Por que pergunta?
__ Por que eu quero que você saiba que desde o primeiro presente eu escolhi cuidadosamente, por causa dos seus olhos, por causa do amor que eu sempre senti por você. E está enganada o anel não completa o jogo. Falta algo.
Me levanto um pouco para nossos olhos se encontrarem. Faço uma cara interrogativa. Ele tira três pingentes de bonequinhos revestidos de safiras e diamantes: dois homens e uma menina.
Começo a chorar.
Ele me abraça forte.
__ Quero que coloque no colar. Ai sim está completo.
__ Oh Chris obrigada por me fazer tão feliz, por me querer, me amar e...
Ele coloca os dedos nos meus lábios.
__ Eu que tenho que te agradecer por ser o meu anjo. Eu te amo para além da vida.
Nos beijamos apaixonadamente e se não fosse o resguardo nos entregaríamos a nossa luxuria. Finalmente o nosso final feliz.
Pov Ella
Voltamos a morar no Canadá. Não porque temos medo. Apenas porque aqui se tornou o nosso lar.
Alicia é uma boneca, tão loirinha e de olhos tão azuis. A cada dia mais eu a acho parecida com o pai Eduard, ela já completou um aninho e está dando seus primeiros passos. Edu é um pai babão e um marido incrível.
__ Vamos? — ele chega ao camarim. Estávamos em uma apresentação dele.
__ Nossa amor foi tão lindo. Muito orgulho de você.
Ele ri e me beija delicadamente. __ Casa? –ele pergunta maliciosamente.
__ Na verdade queria que fossemos jantar. Alicia está com minha mãe está tudo bem, não apareceu febre e eu queria conversar com você.
__ Algo serio?
__ vamos jantar?
Ele faz uma careta pega minha mãe e saímos do teatro.
Sentamos em um reservado. Ele me olha interrogativamente.
__ Carinho? – ele está angustiado, posso sentir.
__ Primeiro vamos pedir um vinho.
Ele assente com a cabeça. Quando já estamos servidos, ele se mostra impaciente.
__ Ella pare de enrolar. O que foi?
Faço uma cara de inocente. __ Eu só queria ter um momento com você.
__ Eu te conheço. Quer me falar algo.
__ Edu eu quero te dizer que sou muito feliz com você, que Alicia e você são tudo para mim. Eu queria muito ter outro filho, só para poder fundir um pouco de nós dois. Não que isso tenha importância, nossa vida é perfeita e Alicia é sim nossa filha, nossa princesa.
Ele faz uma cara de triste.
__ O tratamento não deu certo. – é uma afirmativa. Seu semblante é de tristeza.
Há três meses iniciamos um tratamento para podermos ter outra filho. Como Edu teve caxumba ele não tem espermatozoide na ejaculação. Foi necessária uma microcirurgia para a retirada do espermatozoide de dentro do testículo e assim fazermos inseminação artificial intrauterina.
Me levanto. Ele se espanta. Me sento no colo dele.
__ Tenho um presente para você.
Ele arregala os olhos. Pego uma pequena caixinha no bolso do meu sobretudo e lhe entrego.
Ele abre meio desajeitado. Sinto seu tremor.

__ Carinho?
__ Sim. –digo com lagrimas.
__ Obrigada Deus, obrigada carinho. Te amo. –ele diz me puxando para seus braços e me beijando apaixonadamente.
Nosso jantar foi de comemoração. Pela vida. Por Alicia. Por nossas carreiras. E pelo bebe que está a caminho de nos completar. Enfim a nossa felicidade completa.
Pov Emma
Observo Gideon e Christian dormirem e sinto a paz do meu lar. Lar. A vida que eu sempre quis, não com o homem que eu esperava, mas com aquele que o destino me reservou e que é muito além de tudo que sonhei. Eric é meu lar. A minha vida.
__ Em?
__ Oi amor. – respondo sem me virar. Eu já sabia que ele estava na porta me observando.
___ Por que não vem se deitar? Estou sentindo a sua falta.
__ Só quis conferir as crianças.
Ele me abraça por trás.
__ São dois anjinhos. Eu tenho que agradece-los por dormirem a noite toda.
__ Por que Eric? – me faço de desentendida.
__ Por que estou realmente tentando fazer uma menininha linda como você e preciso praticar muito para compensar os primeiros meses.
Solto uma risada.
Esse é meu marido. Esse é meu homem. Esse é a razão do meu viver e de toda a minha felicidade.
__Acho que deveríamos começar agora. – Minha voz sai rouca e cheia de desejo.
__Agora senhora Cross. –ele me pega em seus braços e me leva para nossa cama, onde me mostra com gestos e carinhos todo amor que sente por mim.
O que eu poderia esperar mais da vida? Uma sogra melhor? Talvez. Mas não se pode ter tudo nessa vida. Eu e Phoebe não nos damos mesmo, mas como ela é louca com os netos e o filho estamos encontrando o caminho.
Eric é agora o presidente da Crossfire. Ele se tornou um CEO tão brilhante como seu avô Gideon. Falando nisso Gideon e Christian ficarão tão emocionados por termos colocado seus nomes em nossos gêmeos que tive a certeza que foi a escolha certa. Meu irmão agora é pai de trigêmeos. Essa família tem mesmo um gene bom para reproduzir.
Me aconchego mais em meu marido e agradeço a Deus por tudo que me aconteceu e por ter chegado aqui. Enfim meu final feliz.
Pov Samuel
Claire entra no quarto e se joga em meus braços.
Sorrio pela satisfação de vê-la tão feliz.
__ O que foi amor? – pergunto apertando-a em meus braços.
__ Além do sucesso da sua empresa? – ela diz me beijando no pescoço e provocando ondas pelo meu corpo de luxuria.
___ E do seu escritório também. –digo respondendo abaixando sua blusa e captando um mamilo.
___Sabe acho que deveríamos marcar logo nosso casamento.
__ Quando quiser. Amanha? –digo passeando a língua em seu bico entumecido.
___ Ah não ser que queira seu filho ou filha como dama de honra. – seu tom sai casual.
Me afasto de uma vez? Nossos olhos se encontram. Eu não consigo dizer nada.
__ Samuel? – sua voz é suave mas devota medo.
Me ajoelho diante dela e beijo a sua barriga.
__ Jura amor?
__ Juro. Estou gravida de três meses.
__ obrigada Claire. Só faltava isso para eu ser muito feliz.
__ Você está feliz?
__ Além do que eu mereço e já almejei na minha vida.
Deixo escorrer lagrimas. Estou tão feliz.
__ Claire eu sei que você já aceitou se casar comigo e já usa uma aliança. Mas diante de nosso filho eu te pergunto de novo: Aceita formar uma família comigo?
__ Claro seu bobo, eu te amo.
__ Eu amo vocês. – digo a puxando sobre mim e nos deitando no chão.
Não poderia estar mais feliz. Essa é a maior dadiva que Deus poderia me dar. Depois de tantos descaminhos eu encontrei meu final feliz.
Pov Jesse
Meu mundo desmoronou... eu perdi o meu rumo. Eu olho para Gabe e me sinto ainda mais perdido. Eu jurei ama-lo acima de tudo e eu o amo, mas ainda não consigo lidar com a ausência de Isabelle, ainda não sei lidar com minha dor.
Meus pais estão vivendo em minha função. Me sinto mal por esta fazendo-os sofrer tanto, mas não posso arrancar essa dor de mim.
Que mal eu fiz ao universo? Por que? Essa pergunta eu me faço todos os dias. Não vejo motivos para sorrir, e se não fosse ´por Gabe nem viver mais valeria a pena.
Eu sei que o caminho será longo. E nem sei se poderei algum dia recomeçar. Só que nesse momento dói.
É como se fosse eu contra o mundo. Sozinho.
Se eu já era muito ligado a minha família, nesse momento estou ainda mais conectado, apesar da minha distancia emocional.
A minha irmã finalmente engravidou e teve trigêmeos, mas eu sei que por mim ela não consegue está totalmente feliz. Todos parecem sentir minha dor e eu não consigo fazer nada para mudar isso pelo simples fato que morri junto com Isabelle.
E agora como seguir? Como será o caminho daqui para frente?
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