Notas iniciais
Oi amores estou de volta, sexta não consegui postar porque chegou visitas para passar o fim de semana, e não conseguir ter um tempinho para postar. Mas agora aqui estou eu. Vou deixar o suspense por mais um tempo rsrsr Curtam esse capítulo porque ele será importante para os próximos acontecimentos.

POV JESSE

__Jess?

__ Oi mamãe? — digo levantando os olhos dos papeis que estou analisando.

__ Filho vai ficar ai nesse escritório de novo? Não vai comer? Não vai conversar comigo e seu pai?

__ Estou trabalhando.

__ Jes...

__ Eu sei mamãe. Não consigo esconder nada da senhora mesmo. Preciso trabalhar para não fazer uma besteira.

Ela se adentra e se senta na poltrona enfrente a mesa que estou.

__ E que besteira seria essa meu bem?

__ Ir implorar a Isabelle um pouco de sua atenção, um beijo, uma migalha de amor.

Ela sorrir.

__ Já imaginou mamãe um CEO implorando? –tento fazer piada. __ Nem por Emma eu fiz isso.

Acho que falei algo errado minha mãe arqueia a sobrancelha e a expressão do seu rosto me diz que ela não está satisfeita.

__ Acho que está na hora de você me contar o que aconteceu entre você e Isabelle. E onde Emma entra nisso.

Faço uma careta. Fecho os olhos e volto no tempo, exatamente no momento em que há pedi em namoro depois de um sexo quente.

On Flaskback

__Não há nenhum problema com você. Muito pelo contrário. Você instigou meu lado mais primitivo.

__ E você o meu Jesse Grey. Eu gostei de conhecer o prazer com você.

__ Belle?

__ Oi?

__ Quer namorar comigo?

Seus olhos brilharam e senti meu coração palpitando pela ansiedade. De repente ela se levanta e começa a se vestir. Pisco diversas vezes tentando entender o que está acontecendo. Olho-a com espanto.

Quando ela se dá o trabalho de me olhar, só vejo frieza.

__ Preciso ir embora.

__ Belle?

__ Por favor, Jesse.

Sua voz é gelada. Levanto-me, visto a roupa. Olho-a mais uma vez, penso em tantas coisas para dizer mas sua expressão fria me faz desistir de tentar uma conversa.

__ Vamos. – digo meio transtornado.

O caminho é feito todo em silencio constrangedor e inquietante. Ela fechou os olhos e seu semblante é de tristeza. Eu não entendo que aconteceu como de um momento quente passamos a esse iceberg? O que eu fiz ou falei de errado? Sinto uma dor oprimir meu peito.

__ Chegamos. – digo ao encostar no seu prédio.

__ Obrigada. –ela diz sem me olhar e se virando para abrir a porta.

__Eu não sou digno nem de você me olhar nos olhos?

Ela fica um momento imóvel. Vira-se com um sorriso torto e falso.

__ Obrigado Jesse. Até mais. –ela me olha nos olhos, mas o que vejo é tristeza, dor?

__ Você não me respondeu... –digo baixinho que mal escuto minha própria voz.

__Sobre? – sua expressão é fria.

Sua frieza me leva aos meus limites.

__ Sobre? Eu te peço em namoro e você simplesmente desdenha. Eu me enganei com você.

__ Eu que me enganei com você. Achei que você não ia subestimar minha inteligência a esse ponto.

__ Do que você está falando?

__ Acha mesmo que eu acreditei que você curtiu tanta o sexo entre nós que quer namorar comigo?

__ Eu não quero namorar com você por causa do sexo.

__ Eu sei. Você quer me usar para atingir Emma. Mas me permita te dizer uma coisa eu já fui usada uma vez e isso não irá se repetir.

__ Emma? O que ela tem haver com essa conversa?

__ Você mesmo me confessou que sofreu quando ela te largou. Agora do nada você se encanta comigo e acha que eu sou tão boba assim?

Meu Deus do que ela está falando?

__ Você pensa tão pouco de si mesma? – provoco-a expressando toda a minha irritação.

__Não. Mas eu conheço esse jogo e não vou fazer parte dele.

__ Você não me conhece absolutamente Isabelle. Não faço jogos. Eu errei com Emma e paguei por isso e desde então venho assumindo as conseqüências.

__ Você também não me conhece Jesse.

__ Não. Mas pela primeira vez eu confiei no meu coração. No que esses malditos batimentos me provocam. Confie na minha intuição.

Ela arregala os olhos.

__ Você conversou com Emma depois de tudo?

__ Não há nada para ser dito.

__ Entendo. Por favor, não me procure mais. –ela se vira para sair.

O que?

__ Isabelle na faça isso. Eu não imploro por amor, nem por mulher nenhuma.

__ Eu imagino que não. E nunca pensei que faria por mim. Não sou ninguém para te dar conselhos, mesmo pelo meu histórico de erros. Mas acho que você deveria encarar Emma no lugar de sair procurando uma namorada para substituí-la.

Ela sai e trinco meus dentes de raiva. Minha vontade é de sair desse carro, agarrá-la e mostrar a ela o é quanto sincero meu desejo de tê-la. Mas sou orgulhoso demais para isso. Acabou antes mesmo de começar.

Off Flasback

__Filho?

A voz da minha mãe me traz de volta ao presente.

__ Desculpa mamãe.

__ Jes por que vocês não estão juntos se você gosta tanto assim dela?

__ A senhora demorou a saber que amava o papai?

Ela sorrir. Falar do meu pai sempre a faz sorrir. __ Não. Acho que soube no momento em que abrir a porta da casa do meu irmão e nos encaramos. Aconteceu tudo tão rápido, eu entreguei meu coração a ele e tive que domar o dele. Seu pai foi um homem difícil, assim como imagino que você é para Isabelle.

Sorrio. Eu sempre soube que eu peguei o gênio do meu pai e a polidez da minha mãe, que juntos me fazem sofrer, por que sou incapaz de deixar o orgulho de lado.

__ O que eu faço mamãe?

__ Por que não começa resolvendo de vez seu fatídico noivado com Emma? –ela se levanta, dá a volta na mesa e beija o topo da minha cabeça. __ Só quero te ver feliz filho. Deixe seu orgulho de lado uma única vez e faça o que seu coração quer.

Ela sai me deixando pensativo.

Eu evitei até aqui conversar com Emma. E sei que devo isso a ela e a mim mesmo.

Ligo para ela.

__ Jesse? –ela parece espantada.

__ Em. Eu preciso falar com você. Será que podemos nos encontrar?

__ Jesse...

__ É importante Emma.

Ela parece pensar. __ Tudo bem. Onde?

__ Podemos jantar? No Altura Restaurant em -olho para meu rolex- uma hora?

__ Sim. Será que conseguimos sem reserva?

__ Não se preocupe eu providencio.

__ Ok. Encontro-te lá então.

__ Obrigado Emma.

Fico um tempo olhando para o telefone criando coragem para o que tenho que fazer. Ligo para o dono do Altura que é um conhecido da família e consigo uma mesa reservada. Tomo um banho rápido e vou ao encontro de Emma.

Depois de dez minutos que estou na mesa tomando um vinho ela aparece. Linda. Eu nunca a vi tão bonita.

__ Emma. –me levanto a beijando de leve na face.

__ Jesse.

Ela se senta e eu volto a minha cadeira.

__ Vinho? –pergunto lhe apontando a taça.

__ Sim.

Eu a sirvo e ficamos um momento em silencio.

__ Jesse acho que você não me chamou aqui para jantar de fato.

__ Não. Eu quero mesmo é conversar com você.

__ Sobre?

O que dá nessas mulheres para fingir que não sabe o motivo?

__ Nós dois.

__ Achei que não existia mais nós dois. – nunca tinha escutado Emma ser fria.

__ Eu te devo um pedido de desculpas por tudo que aconteceu.

__ Você quer dizer por você ter me usado?

__ Emma não foi assim.

__ Como foi então? Você decidiu ficar comigo para contrariar seu irmão, mas isso não significava largar sua vida boemia, me traiu e ainda me pediu em casamento.

__ Eu errei. Mas eu me apaixonei de verdade por você. E nunca mais te trair depois que dormimos juntos.

Ela faz uma cara de desdenho.

__ Isso diminui o que você fez?

__ Não. Só demonstra o quanto infantil fui.

__Por que dessa conversa agora Jesse? Quando eu voltei eu quis ter essa conversa... agora acho-a desnecessária.

__ Eu queria que você soubesse que eu realmente me apaixonei por você, apesar de toda a merda.

__ Não sei se você percebeu, mas até agora você só usou a palavra paixão. E amor Jesse você sentiu?

__ E você Emma sentiu?

__ Eu te amei a minha vida toda...

__ Você acha isso. Mas você amou quem eu realmente sou? Amou meus defeitos? Minhas qualidades? Por que você fugiu se me amava? Por que simplesmente não me confrontou? Estou descobrindo que covardia não é amor.

__ É por isso que você está aqui hoje?

__ Sim. Eu preciso encerrar nossa história de verdade pra poder seguir enfrente.

__ Você sabe que se Samuel não tivesse feito aquele show nós estaríamos casados?

Assinto com a cabeça.

__ Nós seriamos felizes Jesse?

__ Por um tempo talvez sim. Para ser duradouro eu não poderia nunca cruzar com Isabelle.

Ela abaixa os olhos.

__ Me perdoe Emma...

__ Por ser sincero comigo uma vez na vida?

__ Não. Por ter feito você sofrer. Juro que isso me feriu também. Eu te admiro e respeito à pessoa que você é. Se tivéssemos nos casado eu iria te respeitar acima de tudo, e te daria paixão, mas talvez nunca meu coração, porque a pouco eu descobrir que ele pode bater.

Uma lágrima rola por seu rosto. Me levanto e me ajoelho diante dela. __ Por favor, Em, eu não suporto mais te fazer sofrer.

__ Você não está Jesse.

__ Então porque essa lágrima? –digo passando a mão suavemente em seu rosto.

__ De alivio.

Faça uma careta de interrogação.

__ Por essa conversa. Por está escutando a verdade de você. Alivio por saber que sim eu te amei, amei mais que a mim mesma, mas que eu não era apaixonada por você.

__ Não estou entendendo Emma você disse que me amou, mas não foi apaixonada?

__Amor e paixão devem estar presentes juntas em uma relação. Se um deles faltar a relação não vai para frente. Eles são pilares e um só não sustenta. Consegue me entender?

Sorrio de leve. __ Sim. Compreendo de verdade.

__Jesse eu tenho que te agradecer apesar de tudo. Você me fez abrir para a vida, me ensinou a ter confiança, fé e a gostar de mim. Eu preciso melhorar em muitos níveis ainda, mas você foi o meu primeiro em muitos termos: o primeiro que eu entreguei meu coração, meu corpo....

__ Mas não entregou sua alma. –constato apertando seu pulso. Estou ainda de joelhos diante dela.

__ Não. Ela eu deixei para entregar ao homem que eu amar e ser apaixonada.

__ Obrigada Emma. –digo com um movimento de lábios.

__ Obrigado Jesse. –ela diz com outro movimento de lábios.

Levo meus lábios aos dela e roço suavemente. É uma despedida. Abraçamo-nos.

Levanto-me e me sento de novo em minha cadeira. Ela levanta os ombros e coloca um sorriso no rosto.

__ Ainda jantamos? –ela pergunta com o sorriso sincero no rosto.

__ Eu adoraria.

Jantamos em um clima agradável. Eu sinto que ela me perdoou e que nós dois podemos seguir enfrente a partir daqui.

Quando chego em casa repasso toda a nossa conversa. Não posso deixar de pensar em quão sortudo será o homem que ela lhe entregar sua alma. Ela é uma pessoa especial.

Mal consigo dormir em expectativa. Agora vou implorar a Isabelle. Vou seguir o conselho da minha mãe. Deixar meu orgulho de lado e lutar pelo que meus instintos dizem. Ainda não sei o que sinto por ela, não sei a palavra mesmo por que nos conhecemos a pouco tempo, mas os sentimentos que ela me provoca eu não senti em meus vinte anos. Ela é intrigante e mexe comigo de um jeito inexplicável. Preciso olhar para aqueles olhos que mais parecem um poço de águas cristalinas.

Acordo cedo, tomo um café rápido. A esse horário ela já está na empresa de Soph. Acho que nossa conversa vai ser lá mesmo.

Estou saindo agitado quando meu pai sai da biblioteca.

__ Jesse...

__ Pai agora não posso. Na empresa conversamos.

__ Vai me contar algo?

__ Espero que sim. –digo saindo em disparada.

Pego um transito infernal. Minha ansiedade está me consumindo ainda não sei o que vou dizer, mas se tiver que implorar eu irei.

Entro na empresa como um lunático. A secretária me dá u sorriso caloroso.

__ A senhorita Cavendisk já chegou?

Seu sorrio some. __ Sim. Está na sala dela.

Antes que ela queira me anunciar sigo para a sala. Eu já sei onde fica. A porta está entreaberta. Ela está com o rosto baixo.

__ Isabelle.

Quando ela levanta o olhar percebo seus olhos vermelhos.

__ Belle. –digo me aproximando.

Ela se levanta e vem ao meu encontro. Ela levanta a mão e acerta o lado direito do meu rosto. Não consigo ter reação.

__ O que foi isso? –digo segurando suas mãos que começam a esmurrar o meu peito.

__ Veio me contar antes? Chegou tarde.

__ Contar o que?

__ Eu já sei não precisa se fazer de bobo. É capa principal do jornal.

__ Do que você está falando? Não consigo entender.

Ela se afasta vai até a mesa, pega um jornal e joga em mim.

Passo os olhos parando em uma foto minha e de Emma. Eu ajoelhado diante dela e nos beijando (aparentemente nos beijando). De ontem. Do nosso jantar. Sinto meu sangue gelar. Na manchete: “Herdeiros de milionários reataram? Os impérios Vidal e Grey unidos pela segunda vez?”

__ Isabelle...

__ Não diga nada. Não é preciso. Saia daqui!

__ Mas não é o que parece.

Ela solta uma risada histérica.

__ Não é o que parece? Você está ajoelhado, vocês estão se beijando... precisa de mais alguma coisa? –sua voz expressa à dor.

__ Eu estava de fato ajoelhado, mas não nos beijamos, esse maldito ângulo. Eu juro eu posso explicar.

__ Explicar o que? Que me pediu em namoro, mas ama mesmo a ex noiva e vão se casar?

__ Não. Não. Fui conversar com Emma por causa de você.

__ Eu uni vocês. É isso que quer dizer?

__ Belle. Me escuta por favor.

__ Sai Jesse.

__ Fui encerrar minha história com Emma para poder ser livre para você.

Ela me encara. Aproveito que ela não diz nada e continuo a falar.

__ Eu entendi o que você me disse naquele dia que recusou ser minha namorada. Eu entendi que você ficou insegura, afinal eu me recusava a enfrentar Emma e meus sentimentos. Eu estive tão fodidamente perdido com sua recusa, com sua frieza. Precisei sofrer essas semanas todas para entender o que você estava sentindo. Pedi a Emma para conversarmos, a convidei para jantar, pedir perdão por tudo, disse que eu realmente fui apaixonado por ela, mas que não cheguei a amá-la, me ajoelhei diante dela porque ela começou a chorar e eu achei que era porque eu estava a fazendo sofrer novamente. Odiei-me por isso. Mas não era isso, ela estava chorando de alivio por finalmente nós encerramos a nossa história para continuar nossas vidas separados. Nos abraçamos em despedida. Eu juro que foi isso. – digo tudo em uma velocidade.

__ E essa nota no jornal?

__ Eu não sei. Algum maldito paparazzo. Eu mal dormir essa noite pensando o que eu diria a você. Eu vim pedir para você namorar comigo, ficar comigo. Vim disposto a implorar.

__ Achei que você não implorava. –ela diz me encarando e percebo um lampejo de sorriso.

Sinto um alivio dentro de mim.

__ Se precisar implorar para te ter... Eu só não ajoelho por que ontem não foi uma escolha sabia.

Ela acaba com á distancia entre nós. __ Você está me dizendo à verdade?

__ Eu juro pelos meus pais e pela minha irmã que são as pessoas mais sagradas para mim.

__ Jesse...

__ Eu não posso te dizer o que sinto por você agora, mesmo por que nem eu sei, só sei que preciso de você para me sentir calmo, para conseguir trabalhar direito, para ter paz...

__ Você dormiu com outra mulher depois de nós?

__ Não. Meu Deus eu nem penso em outra desde que coloquei meus olhos em você. É você. Apenas você.

Ela me beija nos lábios. E esse é o meu paraíso. Aprofundo nosso beijo.

__ Isso é um sim? –pergunto beijando-a na clavícula.

__ Sim. Eu vou te dar uma chance. Mas você tem que me prometer uma coisa.

__ O que você quiser. –digo desesperado passando a mão em seu corpo, tentando sugar todo esse tempo longe dela.

__ Se acontecer de você querer outra mulher, não me quiser mais eu quero ser a primeira a saber.

Outra? Duvido muito que eu tenha essa chance. Essa mulher entrou em minhas veias. Mas sei que só dizer isso a ela não vai ser o bastante. Preciso provar.

__ Eu juro! –digo recomeçando as caricias.

__ Tranque a porta. –ela fala com a voz aveludada. Agora tenho a certeza que estou perdido.

Notas finais
Comentários??