Limiar entre intrigas, desejo e o amor
29 Capítulo 29
Notas iniciais
POV EDU
__ Achei que tínhamos combinado que você não teria amantes aqui.
__ Não se preocupe tanto querida esposa. Serei discreto. Não aparecerá nada nos tabloides.
__ Obrigado.
Ella sobe as escadas quase correndo. Mal posso acreditar nessa nossa conversa. Jura que ela acha que terei uma amante. Será que ela não enxerga o quanto a amo? Eu prometi que seria fiel, ela não acredita na minha palavra?
Sinceramente dessa vez ela me tirou do sério. Não acredito que ela está preocupada com fofocas, com tabloides. E conosco? Ela não entende o quanto é difícil para mim, ela simplesmente não ver...
É uma tortura para mim morar na mesma casa com a mulher que mais desejo nesse mundo e não poder toca-la. Já temos dois meses de casamento e embora a barriga dela esteja saliente eu só consigo deseja-la mais. Sonho com aqueles lábios, com aquele sorriso, com aquela pele. Ella é espirituosa e nossa convivência era maravilhosa.
Era até o dia do concerto. Ela voltou diferente de lá. Seu humor está irascível. Ela nunca tinha estado tão perto de Christopher novamente, e eu acredito que esse encontro desencadeou seu velho amor.
Eu sofro de ver que ela ainda está ligada a ele. Achei que estava vencendo suas barreiras. Ela já fala da criança como minha. Estava carinhosa, atenciosa. Mas foi só encontrar com ele, vê-lo feliz com minha irmã que ela ficou amargurada. E consequentemente se afastou de mim e ficou mal humorada.
Além de tudo está com medo que eu a traia e os paparazzi vejam e registrem. Ela está preocupada com escândalos e não comigo. Quando na verdade eu não posso ficar com outra mulher quando só penso e quero ela.
Agora mesmo ela me diz isso com a maior calma e sobe as escadas correndo. Me evitando. Eu não sei mais como agi. Estou aqui parado como um bobo, ainda tentando entender que conversa foi essa que tivemos. Foi uma discussão?
O tempo mudou consideravelmente. Começou a chover desse que saímos do Space Scott e ainda vem uma tempestade por ai, e já sinto o ar gelado na casa. Vou ate o aquecedor e regulo a temperatura. O vento está forte e bate com força nas janelas. Acendo a lareira no meu quarto, para me aconchegar melhor. Coloco um moletom e me deito, mas meus pensamentos estão em Ella. Sinto um opressão no peito.
Escuto o barulho do vento, e de gotas caindo. Vai vim uma tempestade daquelas. O tempo está como meu coração. Ai meu Deus Ella odeia tempestades. Desde pequena ela tem pavor, ela sempre teve receio. Resolvo engolir meu orgulho e ir vê-la. Preciso ter certeza que ela está bem para poder pensar em ficar bem.
Bato na porta, mas ela não responde. Então decido entrar. Com a escuridão do quarto demoro a localiza-la enrolada em um cobertor sentada na poltrona com os olhos fechados e tremendo. Corro até ela e abraço-a. Imediatamente sinto seus braços em meu pescoço.
__Edu... Eu tenho medo...
__Eu estou aqui. – pego-a e a carrego para meu quarto onde a lareira já esta acesa. Ela se agarra em mim.
Vou coloca-la na cama, mas ela gruda mais ainda em mim.
__ Não me deixe...
__ Calma Ella, vou só fechar a porta da varanda que está um pouco aberta. Eu não te deixarei.
Digo mas ela me aperta mais. Volto com ela para meu colo e ela se enrola em mim. Vou com ela até a varanda e lacro a porta. Sinto a tremer com o uivo do vento.
Sento com ela no tapete enfrente a lareira.
__ Está tudo bem. –digo acariciando seus cabelos.
Ela afasta a cabeça fazendo com que nossos olhos se encontrem. Seus olhos estão vermelhos. Ela chorou. Por que? Por quem? Por Chris?
__ Obrigado. –ela diz baixinho.
__ Não tem que me agradecer. Eu jurei que cuidaria de você.
__ Eu estou atrapalhando sua vida...
Não resisto mais e beijo-a com ardor. Para minha surpresa ela corresponde a meu beijo se apertando mais a meu corpo. Quando afastamos nossos lábios, estou louco por mais dela, mas tenho medo de assusta-la.
Ela passa a mão sobre minha blusa e posso sentir minha ereção se formando. Ao simples toque dela. Passa a mão em meu rosto e contorna meus lábios, se aproximando lentamente e me beijando. Mal posso acreditar nisso. Ela esta me beijando.
__ Eu te quero tanto. –digo quando o beijo diminui a vivacidade.
Ela sorri para mim, desce a coberta e puxa a blusa para cima deixando os seios perfeitos expostos.
Meus olhos brilham de luxuria. Como eu quero essa mulher.
Levo minha mão ao seio direito e no outro levo minha boca. Ela suspira ao meu toque.
O fogo da lareira queima alto, mas o fogo interno que sinto por ela está me consumindo.
Viro-nos a deitando no tapete e ficando sob ela. Beijo sua boca, e vou descendo por cada parte de seu corpo.
__ Edu...
Levanto meu olhar, tenho medo dela pedir para eu parar. E não me sinto capaz de parar. Não quando a tenho assim, debaixo de mim.
__ Oi. –digo baixinho.
__ Eu estou gorda...
__ Você está linda. E eu te desejo muito. Quero você.
__ Eu quero ser sua. –ela diz quase como um sussurro.
Sorrio e volto a lhe beijar. Exploro cada parte do seu corpo e suas reações ao meu toque só aumentam minha excitação. Tiro nossas roupas e ficamos nu diante do fogo. Apenas nós dois e nosso desejo.
Penetro-a devagar, para senti-la por completo. Eu nunca me senti tão bem quanto dentro dela. Fiz devagar, com calma e ela pedia por mais e rápido. Mas não. Eu precisava senti-la por completo. Só permitir a libertação após possuí-la por completo. Depois de sentir cada reação dela. Tivemos um orgasmo alucinante.
Deito a seu lado e a puxo para meus braços.
Ficamos em silencio. Mas não é um silencio constrangedor. É um silencio bom, de saciados e satisfeitos.
Fico acariciando seu cabelo. E ela passa a unha suavemente em meu braço. Eu sempre sonhei em ficar assim com ela. Lá fora a tempestade caiu, mas não vimos porque estávamos no nosso próprio mundo. Até o tempo se acalmou diante de nós.
Ela se aconchega mais em mim. Levanta a cabeça e beija meus lábios. Um beijo tão doce e ao mesmo tempo tão cheio de promessas. Ela volta a posição antiga e recomeça a passar a unha de leve agora em meu abdome.
Quando sinto que ela parou de passar a unha sei que ela dormiu. Minha vontade é de não me mover. Mas ela está grávida não posso deixa-la dormir no chão. Pego-a delicadamente e deito-a na minha cama. Aconchego-me nela, tenho medo que ao amanhecer ela se arrependa. Mas nesse momento sou o homem mais feliz do mundo.
__Eu te amo. –digo beijando suavemente seus lábios.

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