E no alto da magnífica torre de Astronomia estavam Lily e Severus.

Ele tentava dizer-lhe o que sentia, pois era esse o propósito de tê-la chamado para encontrar-se ali com ele, porém tudo o que conseguia fazer era olhá-la e ver o quão linda ela era. A noite estava serena e com poucas nuvens, a lua brilhava fortemente iluminando os cabelos ruivos da garota.

Lily virou-se na direção dele.

— Sev, porque estamos aqui? Tenho que terminar de estudar e já está muito tarde. Temos provas amanhã.

Severus tentava tomar coragem. Ele a olhou cheio de culpa, estava prendendo-a ali sendo que ela tinha obrigações. Era tão estudiosa. Severus apaixonava-se mais por ela a cada instante.

— Tudo bem, Lily. – Começou Severus. – É o seguinte... – e travou.

Lily ficou olhando-o com uma expressão confusa espalhada por seu rosto.

— O que é? Continue. – Ela o encorajou.

E antes que pudesse perceber, ele disse:

— Estou apaixonado. – Disparou atropelando-se com as palavras.

Choque espalhou-se pelo rosto dela por um breve instante antes de ser substituído por um imenso sorriso.

— Sev, isso é fantástico! – ela lançou-se nele de braços abertos e o apertou com firmeza, ele a abraçou de volta. — Quem é a sortuda?

Ele estava atônito, não conseguia dizer nada, apenas olhar para ela.

— Vamos Sev, me diga. Quem é ela? – Lily dava pulinhos de felicidade e chacoalhava as vestes de Severus.

— Hã... – Severus começou a olhar para os lados e remexer as mãos em agonia.

E agora? O que digo? “Estou apaixonado por você caramba!” — Não, assim não, é arrogante demais... — “Lily, estou apaixonado por você. Fique comigo, por favor...” — Por que estou implorando? Ela achará que sou um perdedor que não pega ninguém, – mas você é um perdedor que não pega ninguém, Severus. – pensei comigo mesmo. Tenho que achar uma maneira de facilitar isso. Droga!

Ele levantou os olhos para Lily e a viu com uma expressão estranha.

— Olha Sev, tudo bem se não quiser me dizer quem é, mas não fique calado, não me ignore. Isso é rude. – Ela cruzou os braços.

Tão linda quando está brava...

— Desculpe. Não é que eu não queira te contar, é que você não a conhece então fica meio difícil dizer quem é.

Que péssima desculpa.

Lily pensou no que Severus disse e desfez a cara de brava e descruzou seus braços.

— Ah, tudo bem. Desculpe Sev, mas é só isso? Porque eu tenho, realmente, que ir para a cama. Fico feliz, muito feliz por você, mas tenho prova do mesmo jeito amanhã.

— Sim, é só isso. Perdão por segurá-la. – Severus abaixou a cabeça.

— Boa noite, Sev. – Ela lhe deu um pequeno beijo na bochecha e correu escadaria a baixo.

— Boa noite, minha Lily... – sussurrou ele.

E olhando a lua desaparecer no céu atrás das nuvens, ficou pensando no quão linda aquela noite poderia ter sido se tivesse contado a verdade a ela. Lily em seus braços era seu maior e melhor sonho.

“Covarde”, fora seu último pensamento antes de descer rumo ao seu dormitório.

Notas finais
Obrigada J.K. por seus maravilhosos personagens e obrigada a minha imaginação que dessa vez resolveu cooperar kkkk.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!