Lily

3 Frost Lake


Notas iniciais
Olá amores! :) Meu tempo está melhorando, mas ainda não estou de férias. Só estou postando vários capítulos nesta fic pq a Lily é demais e a Agnes me inspira. rs Não esqueci minhas fics de Agents of S.H.I.E.L.D. okay? Assim que meu estágio terminar eu atualizarei tudo. Enfim, vamos de capítulo! #BoaLeitura! :)

Lily era um bebê fofo.

Logo após ter sido enviada para fora de seu mundo, a pequena criaturinha pôde sentir um choro pesado saindo de seus frágeis pulmões. Não era costume deixar os bebês dragões sozinhos durante os primeiros meses de vida. Principalmente porque era nesse período em que as asinhas e as garras estavam se formando completamente. A mamãe dragão, então, cuidava para que seu filhote ficasse no ninho, enquanto velava por ele todos os instantes, providenciando a comida que ele precisava para se desenvolver de forma saudável. Lily, no entanto, não teve ninguém que a amparasse e velasse seu conturbado sono. Acabou abandonada próximo a um lago, em um lugar bastante frio, apenas cercada por meia dúzia de cisnes que haviam feito seu lar às margens de Frost Lake.

Alguns dias depois, um gentil casal que passava as férias numa casa próxima, encontrou Lily numa espécie de casulo – que lembrava bastante uma concha com detalhes em espiral – antes que o frio de Dezembro consumisse seu pequeno coração. Eles a ampararam como se ela fosse fruto de suas próprias entranhas, mas, com o passar do tempo, a garota começou a demonstrar sinais de rebeldia. Lily amava sua família adotiva, mas não conseguia evitar de se meter em encrenca. Nada parecia fazer sentido na sua vida; talvez essa fosse a razão pela qual sempre estava a procura de algo.

Até o dia em que conheceu Emma Swan.

Foi nesse dia que sua vida perdeu o rumo. O dia em que se deparou com a luz que tão injustamente havia sido sugada dela. E então, Lily e Emma se separaram com uma promessa: Seriam amigas para sempre.



. . .

– Você ainda não me disse como descobriu sobre a sua origem.

Emma perguntava com interesse, atravessando a floresta em direção ao poço que tantas vezes foi palco das maldições e nuances, em grande parte causados por Gold e Regina.

– O Aprendiz – Lily respondeu indiferente, enquanto escalava um tronco coberto de musgos – Ele me achou no ônibus, no dia em que a gente se despediu pela última vez.

Emma sentiu o peito apertar. Sabia que Lily estava sempre metida em encrenca, mas não podia ter abandonado ela daquele jeito. A raiva daquele dia, havia afastado as duas, obrigando-as a tomarem caminhos diferentes e solitários.

– Eu não podia saber, Lily…

– Deixa pra lá, Emma. – a morena sacudiu a cabeça e sorriu num misto de pena e desinteresse. – Nenhuma de nós poderia saber o que estava acontecendo na época.

– Ele te explicou tudo, então? O Aprendiz?

– É – ela deixou o ar sair com força pelos pulmões. – Ele disse que estava em dívida comigo, que tinha sido o responsável em grande parte por tudo que estava acontecendo na minha vida. Falou da Malévola, dos Charmings, do ritual… de Você.

– E desde então você foi ligando às coisas.

– Isso. Foi aí que eu percebi que estávamos conectadas, que você era a chave para Storybrooke, que era o meio pelo qual eu conseguiria minha vingança contra aqueles que tinham me condenado a viver com isso… Que tinham me tornado tão destrutiva…

– Bem – Emma parou a caminhada e virou-se para Lily, percebendo os olhos verdes se tornarem cinzas e subitamente sombrios. – Agora nós estamos quites. Eu me tornei a Senhora das Trevas e, provavelmente, tenho potencial destrutivo o suficiente para acabar com todo o clã de vilões de Storybrooke sozinha.

– Eu não queria vingança contra você. – ela despejou com honestidade, dessa vez erguendo os olhos e encontrando o poço que procuravam. – Você foi a única pessoa em quem eu confiei durante muito tempo. A única que eu insistia em querer ter por perto. Ironicamente, o Bebê das Trevas precisava ter a Salvadora por perto.

– Já disse para não se chamar dessas coisas.

– Você não parece ter mudado muito. – Lily parou e ficou observando Emma andando já a poucos metros do poço. – Fora, claro, essa mecha escura no cabelo e essa aura negra em torno de você.

– Queria eu que fosse apenas isso. – Emma suspirou e apoiou uma das mãos na cintura, virando-se para Lily – Chegamos. Venha até aqui e abriremos um portal para onde quer que esteja seu pai.

– Você disse que uma gota desse feitiço localizador é o suficiente para guiar-nos até ele.

– Sim. Você precisa tirar o colar de lua. Como isso é a única coisa que pode te dar pistas, temos que encantar esse objeto.

– Mas isso não vai danificar, vai?

– Não. Só vai nos levar até o seu pai.

– Ótimo. Vamos logo com isso, então.

Lily tirou o colar com certo receio, já que nunca ousara passar muito tempo sem aquilo pendurado no pescoço, entregou-o a Emma que encantou o objeto cuidadosamente. O pequeno caco de ovo em formato de lua pareceu brilhar mais forte do que os olhos de Lily quando dourados pela ira flamejante que ardia em seu coração. Emma levantou os olhos para cima e com um gesto de mãos, uma semente esverdeada surgiu entre seus dedos. Lançou a semente no poço e alguns segundos depois o poço tornou-se um portal para outro mundo. Emma já tinha visto aquela cena dezenas de vezes, e a sensação que vinha era sempre de pesar. Sempre seguida de adeus e despedidas, e mortes, e declarações de amor fora de hora. Parecia ter sido amaldiçoada com algum tipo de carma, do tipo: “se declare para alguém e essa pessoa será sugada para longe ou morrerá”. No entanto, Emma apenas ignorou todas as lembranças e segurou a mão de Lily enquanto via a morena subir na borda do poço com uma faísca de medo em seu olhar. Aquele mesmo olhar que via quando Lily demonstrava que toda a rebeldia dentro de si não passava de uma coragem forçada. No fundo, a loira sabia que Lilith sempre estava se segurando. Sempre no seu próprio limite.

– Não precisa ter medo.

Os olhos cinzentos e amedrontados de Lily encontram os claros e sombrios de Emma. A morena respirou fundo e apertou a mão da loira por puro reflexo, como um lembrete de que ainda vivia dentro dela aquela garota assustada que praticamente havia implorado para que Emma não a deixasse sozinha naquela parada de ônibus.

– Tudo bem, eu estou pronta.

Emma sorriu – e Lily agradeceu mentalmente por aquilo conseguir acalmá-la – e ambas saltaram para dentro do poço, que brilhava e assumia uma forma em espiral, sugando-as para fora de Storybrooke e levando as duas para uma terra muito distante de onde estavam.



(…)



– Vossa majestade, o mensageiro das colinas acaba de chegar ao palácio.

O criado afastou-se de Arthur, entendendo o silêncio de consentimento que ele permitiu ecoar pelo enorme vão do salão principal. Em seu peito, uma velha lembrança ardeu quase que por instinto, resquício de uma procura que nunca lhe levara a lugar nenhum.

– Com sua permissão, majestade. – o mensageiro curvou-se diante do rei e este lhe concedeu que falasse. – Perdoe a demora em trazer-lhe a notícia, mas – ele hesitou – Finalmente encontramos o Mago.

Num ato de pura incredulidade, o Rei Arthur levantou-se de seu trono e rodeou a sala, indo até o mensageiro para buscar o pergaminho pessoalmente. Não lembrava-se de quanto tempo fazia desde seu desaparecimento, logo, não sabia ao certo como reagir diante daquilo. Nem mesmo seus cabelos grisalhos e experientes puderam orientar-lhe sobre o que sentir naquele momento.

– Ele está vivo? — Perguntou o rei, com uma ponta de receio.

– Sim, senhor. Embora… Temo que esteja louco.

– Merlin está… louco? – Arthur ensaiou seu nome na cabeça antes de pronunciá-lo de mal jeito.

– Não temos certeza ainda, majestade. Mas sabemos que ele se esconde em um reino distante. Um reino devastado, arrasado pela guerra dos Trolls.

– Não me diga que ele a está procurando.

– Possivelmente, senhor. Não temos certeza de nada ainda. Ele está vagando entre os mundos, aleatoriamente?

– Merlin não faz nada aleatoriamente.

Aquelas palavras saíram de sua boca e voltaram para seus ouvidos como um bumerangue. Como pôde não ter pensado nisso antes?

– A Excalibur. – Arthur levantou os olhos para o nada, deixando seus pensamentos flutuarem. – Ele a está procurando. Claro que está.

Notas finais
Alguma teoria? O que estão achando? Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.