Notas iniciais
para compensar o tempo todo que estive sem postar nada, aqui vai um capitulo grande
espero que gostem.
comentem :)

Pov Nico

Isto, decididamente não estava na lista. Eu juro que quando decidi vira à colónia, não era com a intenção de sair de lá com uma missão. Mas porque carga de água é que eu aceitei aquela missão? Bem, se calhar eu estava a precisar de uma folga do mundo dos mortos, e de sair com gente viva. Ou pelo menos era disso que eu tentava convencer-me. Analisando bem a situação, era forçado a admitir que a razão que me levou a aceitar a missão, foi Lilly. Mas que estupidez!!! Como poderia eu ter ficado neste estado por causa de uma simples rapariga?

Fui para a minha cabana recentemente construída e preparei-me para a partida. Ia-mos partir no dia seguinte.

Bateram à porta. Fui abrir e a minha boca abriu-se num enorme sorriso ao ver Lilly (que estúpido que eu sou). Só mais tarde é que notei que Rachel a acompanhava.

-Oi – disse Rachel – precisamos de conversar sobre a missão. Podemos entrar?

-Claro – respondi.

Elas entraram e sentaram-se numa das camas. Rachel começou a tagarelar sobre as visões que os deuses tinham tido, mas eu notei que Lilly estava muito pouco à vontade. Eu entendi-a muito bem. Tinha perdido tudo o que tinha e agora era enviada para uma missão, a mandato da mãe que ela só vira uma vez na vida. Estava num sitio estranho, com pessoas que não conhecia de lado nenhum e tinha como supervisores um deus e um centauro. Não nos conhecia-mos muito bem, mas já que íamos viajar juntos achei que ao menos podia dar-lhe a entender que podia confiar em mim.

-Rachel – disse eu – porque não vais ver se o Percy e a Annabeth já chegaram?

-Mas eu saberia se... — pareceu finalmente olhar para o ar de infelicidade de Lilly – oh...claro, volto já.

Saiu e eu sentei-me ao lado de Lilly.

-Estás bem? — perguntei-lhe.

-Não – ela admitiu – não estou nada bem. Simplesmente não consigo acreditar que tudo isto é real. Que o meu pai esta morto, que o Harry está morto, que os deuses existem e que a minha mãe é uma deles, e que anda um monstro que transforma as pessoas em pedra a tentar matar-me.

-Eu sei que é difícil, mas tu não estás sozinha. Tens a Rachel, tens-me a mim, e a tua irmã Annabeth. Eu tenho a certeza de que ela vai ficar muito feliz por te ajudar.

-A Rachel explicou-me que as cabanas que aqui há são distribuídas de acordo com quem são os nossos pais.

-Sim.

-Então Annabeth não é a minha única irmã.

-Não, tens muitos mais. Malcom por exemplo. Mas a Annabeth é diferente de todos eles, tem uma mente muito mais aberta. Ela deve estar a chegar ao acampamento com o namorado. O meu primo Percy, filho de Posidon.

Contei-lhe as historias da guerra com os titãs, do que se tinha passado à pouco tempo com Gaia e da minha irmã Bianca.

Estivemos a conversar e eu descobri que ela só podia ser filha de Atena. Era inteligente, e tinha uma maneira muito especial de ver as coisas. Mas deduzi também que era muito boa a analisar o carácter das pessoas, pois fiquei com a sensação que enquanto falávamos, ela estava cuidadosamente a analisar-me, mas ao contrário do que devia, não me senti incomodado, aliás, senti-me até bastante confortável. Ela conseguia fazer as pessoas sentirem-se confortáveis à volta dela. Portanto, também não seria estranho se ela fosse filha de Afrodite.

Bateram à porta e Percy entrou acompanhado de Rachel e Annabeth.

Seguiram-se as apresentações:

-Percy, Annabeth – disse eu – esta é a Lillyan, ou como ela prefere que lhe chamem, Lilly e é filha de Atena.

-Filha de Atena? — perguntou Annabeth – então és minha irmã?

-Sim. E tu – virou-se para Percy – deves ser Percy Jackson? O Nico contou-me as tuas batalhas. Devo dizer que gostava de ser tão corajosa como tu.

-Não tenho a menor duvida que és tão corajosa como a tua irmã. Por outras palavras, mil vezes mais corajosa que eu.

Lilly sorriu. Era bom vê-la sorrir.

Contaram a Percy e Annabeth da profecia.

-Algo não está bem – disse Annabeth – a profecia é demasiado...

-Directa – completou Lilly – sim, também já tinha pensado nisso, mas não dei grande importância visto que não estou habituada a nada disto.

-Mas de qualquer das formas, não me parece que vocês tenham escolha. Mas cuidado.

-Bom, vamos lá falar de coisas intersantes – disse Percy – Armas.

-O quê?- disse Lilly.

-Armas – disse Percy – todos nós temos a nossa. Eu e Nico temos uma espada, Annabeth tem uma faca... e a tua qual é?

-Percy – repreendeu Rachel – a miúda acabou de chegar e tu já lhe queres dar uma arma para a mão?

-Não é nada disso. Bolas, vocês falam como se eu fosse um maníaco – fingiu estar ofendido, mas tinha um ar tão engraçado que Annabeth e Lilly não resistiram e desataram a rir. Percy continuou, desta vez já serio – Mas ela vai amanhã em missão, tem de ter algo com que se defender.

-Percy tem razão – concordei – estávamos a esquecer-nos dessa parte. Mas não temos tempo para a treinar com a espada.

-Sim – concordou Annabeth – Tens boa pontaria Lilly?

-Sim, até que nem é má.

-Se calhar podíamos dar-lhe um arco.

-Não – disse eu – Um arco em batalha é demasiado lento. Ela não tem os reflexos das caçadoras.

Lilly pareceu aperceber-se de algo. Sussurrou ao ouvido de Annabeth.

-Boa ideia. O meu pai uma vez fez isso... — disse Annabeth – esperem aqui que eu vou ver o que consigo arranjar.

Saiu porta fora e deixando-nos curiosos.

-Então – disse eu a Lilly – vai contar-nos a tua brilhante ideia?

-Uma arma, uma pistola, o que lhe quiserem chamar, mas com balas de bronze celestial.

Tinha de admitir que era uma excelente ideia.

-Bem pensado – elogiou Percy – achas que me podes fazer um favor?

-Claro.

-Ensinas-me a disparar?

-Com todo o prazer.

Esperamos por Annabeth durante uns vinte minutos. Rachel e Lilly sentaram-se numa das camas e conversavam sobre arte. Pelos vistos, Lilly, apesar de segundo ela não ter jeitinho nenhum para a pintura, também se interessava muito por arte.

Eu olhava para Lilly e tinha a noção de que estava completamente a leste de tudo o que me rodeava, mas não conseguia tirar os olhos dela. Depois senti que estava a ser observado. Olhei para o lado e vi Percy que estava sentado numa cadeira a sorrir para mim.

-Estás a rir-te de quê? — perguntei-lhe.

-De nada – disse ele ainda contendo o riso.

Annabeth entrou com Cornnor e Travis Stoll.

-Olá pessoal – disseram eles – tu deves ser a Lilly. Devo dizer que foi uma excelente ideia aquela das balas. O meu nome é Travis, e ele é o Connor.

-Muito prazer – Lilly sorriu-lhes.

-Bem, Annabeth, podias ternos dito que a tua irmã era assim tão bonita.

A minha vontade era estrangula-lo, mas Lilly sorriu e corou.

-Bem – continuou Connor – vamos então testar a ideia das balas. Nico, importas-te que a tua cabana seja usada como campo de treino?

-Claro que não.

Montaram um alvo e afastaram a maior parte das coisas do caminho.

-Lilly, primeiro vamos testar a tua pontaria. Vai para a porta e dispara.

-Mas não vamos dar cabo da cabana?

-Nã. Muito provavelmente a bala vai ficar presa no alvo.

-Provavelmente? — perguntei.

Lilly chegou-se para ao pé da porta e disparou. Um tiro em cheio no coração. Tal como o Stoll tinha calculado, a bala ficou no alvo.

-Bom, a arma funciona – disseram eles – só falta saber se são eficazes. Já agora, boa pontaria Lilly.

-Obrigada.

-E as balas funcionam. — disse a Annabeth – o meu pai já as utilizou uma vez.

Pelos vistos estava tudo pronto. Percy e Annabeth iam passar as ferias na colónia caso fosse preciso alguma coisa. Quiron tinha pedido a Argo para levar Lilly a casa para fazer uma mochila com algumas roupas e depois regressaram a colónia.

Não sabia porquê, mas tinha a sensação de que algo não ia correr bem.


Pov Lilly

Acordei super mal disposta. Sentia a barriga ás voltas. Tinha sido a minha primeira noite na cabana de Atena. Apesar de pela primeira vez na minha vida me sentir em casa, sentia que algo não estava bem.

Sai da cabana por volta das 7:50h e encontrei Nico e Rachel na colina. Quiron também me esperava.

-Preparada Lilly? — perguntou ele.

-Não – admiti.

-É normal. Ouvi dizer que arranjas-te um substituto para a espada.

-Arranjei sim. E até já prometi ao Percy que o ensinava a disparar – sorri.

-Bom – disse Nico – são oito horas, vamos?

-Sim – disse eu e Rachel.

Nico pegou na minha mão (oh meus deuses) e na de Rachel. Despedimo-nos de Quiron e Nico disse:

-Prontas?

-Não – respondi.

De repente já não estava na colina. Estava tudo escuro. Eu sentia o vento na minha cara, mas ao mesmo tempo parecia que borboletas voavam no meu estômago. Resumindo: Adorei.

Depois parou. Continuava tudo escuro, mas a sensação era diferente. Percebi que tínhamos chegado ao nosso destino: O mundo dos Mortos.

-Chegamos – disse Nico.

-Eu odeio isto – afirmou Rachel.

-Eu adorei – disse eu.

-A sério? — perguntou Nico – a maior parte das pessoas detesta.

Passamos por sítios que eu acho melhor não descrever. Não é que eu ache que vocês não aguentem, eu é que não aguento.

-O que fazemos primeiro? — perguntei.

-Primeiro devíamos falar com Hades para ele nos dizer se sabe onde se encontra a caixa. Depois logo vemos.

Fomos até ao Palácio de Hades. Devo confessar que estava muito nervosa. Eu já conhecera Dionísio, o deus do vinho, mas Hades era o deus do submundo. Entramos e a primeira coisa que vi foi o próprio Hades. Em tudo se perecia com Nico, excepto na expressão dura. A de Nico era mais suave.

-Pai – começou Nico – presumo que saiba porque estamos aqui.

-Sei sim. — respondeu Hades – Mas primeiro...não me apresentas as tuas amigas?

Nico ficou nervoso, mas disse:

-Presumo que saiba quem é Rachel?

-Sim. O oráculo. Espero que sejas mais competente do que o anterior. E a outra rapariga?

Pela maneira como o disse, percebi, que quando ele tinha dito “apresentas as tuas amigas” se referia especificamente a mim. Pelo que percebi pela sua cara, esse facto não passou despercebido a Nico.

-Esta é Lillyan Marion. Filha de Atena.

-Uma filha de Atena... Não é má companhia de todo, se bem que a ultima que conheci andava em muito má companhia.

-Pai – disse Nico – não vai começar outra vez pois não? Temos assuntos mais importantes para tratar. Onde está a caixa de Pandora?

-Receio bem não vos poder dar essa informação. Garanto-vos que ela esta segura. Não liguem ás visões que os meus irmãos andam a ter.

Então era isto? Iamos voltar para a colónia e dizer a todos que está tudo bem? Nem pensar nisso. A minha mãe era a deusa da sabedoria, e não me ia enviar numa missão se ela não fosse nada de importante.

-Senhor Hades – disse eu – algo se passa. A minha mãe não me teria enviado se não fosse nada de especial. A caixa está em perigo. Tem de nos deixar leva-la para o acampamento.

-Não, fora de questão dar uma coisa tão poderosa aos mestiços.

Como devem calcular foi inútil. Hades não nos disse nada sobre a caixa. Saímos do palácio e sentamo-nos na relva dos jardins do palácio.

-E agora? — perguntei.

-Agora vamos fazer a única coisa que podemos. — disse Rachel.

-O quê?

-Vamos nós a procura da caixa.

-Mas este sitio é enorme.

-Nico conhece-o muito bem. Pode guiar-nos.

E assim foi. Nico guiou-nos durante quase todo o dia. Até chegar-mos a uma caverna. Era enorme. Mas parecia que vivia lá alguém.

-Tenham cuidado. — avisou Nico – Vamos procurar aqui. Mantenham-se juntas.

Após uns minutos ouvimos alguém dizer:

-Voltamos a encontrar-nos filha de Atena.

Agarrei na minha arma rapidamente e apontei para onde vinha a voz.

Notas finais
por favor comentem
beijos da autora que vos adora
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.