Lilly E Seth - Um Amor Mais Que Proibido
2 Dra. Alex Friedman
Notas iniciais
Valeu
Beijos
Esfreguei os olhos para afastar o sonho que tive naquela noite, foi com alienigenas, como estava tendo todos esses dias, e como essas coisas estavam passando na Tv, quando ouvi uma voz me chamando da escada.
– Lilly! — Era Jack, meu pai adotivo, eu estava atrasada.
Senti como se ainda estivesse sonhando. Mexi os labios para responder mas só consegui soltar um grunido.
– Lillian? É hora de levantar.
O encanto do sonho desapareceu no momento em que Jack disse em voz mais alta. Minha voz voltou e respondi.
– Já desço em um minhuto.
Sai debaixo das cobertas, pulei da cama e andei até a comoda, lá estava o jeans skinny, minha blusa de manga longa branca e meu all star xadrez.. Peguei minha jaqueta de couro, para caso esfriasse. Tremi, dava para ver minha respiração no ar. Por que estava tão frio?
Examinei o quarto, a janela principal estava entreaberta, não era muito. Mas o bastante para deixar o frio se apoderar do quarto. Não me lembro de te-lá deixado aberta, mas como normalmente,não me lembro de quase nada, só a fechei.
Peguei minhas roupas e corri pelo largo corredor em direção ao banheiro do meu quarto, com jacuzzi e boxe de banheiro separado. Me olhei pela primeira vez no espelho hoje.
Ignorei o maximo que pude meus olhos azuis claros, quase translucidos, me olhando no espelho novamente. Aqueles olhos chamativos não me trouceram nada além de olhares por todos esses anos.. Em vez disso, me concentrei nas coisas que podia mudar. Examinei meu rosto, palido e macio, como sempre, afilnal, nunca está diferente. Peguei minha escova, imaginando pela milésima vez como poderia domar esses meus cabelos castanhos escuros, lisos em cima e com apenas as pontas onduladas. Náo estavam táo mau hoje.
Abri a janela para dar a primeira olhada na manhã ensolarada.
O brilho do sol afastou meu sonho e me animou um pouquinho. Pensei que talvez, no final das contas coseguiria chegar ao fim desse dia.
Era mais um dia normal aqui em casa. Mas eu já tinha me descidido. Hoje seria diferente. Nao sei como nem por que, mas hoje, exatamente hoje, eu faria diferente.
Desci e encontrei Jack tomando café.
– Bom dia Jack — eu disse enquanto descia a escada da casa.
– Bom dia Lilly. Como foi sua noite? — Ele disse sem muito interesse, e eu sabia disso.
– Hum... Normal... Eu acho. Eh...Jack... Eu posso ir ao trabalho com vocë hoje?
– Por que? — Ele disse como se seu trabalho fosse o proprio inferno.
– Eu nao quero ficar em casa hoje, posso ir? — eu falei com aquela carinha de cachorro molhado.
– Tudo bem Lilly, mais se apresse. Temos meia hora.
Terminamos de tomar café normalmente e fomos direto para o carro.
A primeira parada foi meio estranha, eu finalmente, estava achando que o emprego do Jack era otimo.
Encontramos dois caras fantasiados de star wars. Logo que o taxi parou um deles disse:
– Droide do imperio — ninguém merece, neh? — condiza seu caça até o planet Holiwood... hahaha.
Eu ri em voz alta.
– Morra! Morra! — Um deles gritou e fingiu atirar em Jack.
Jack era bem forte. Pegou as armas de plastico em segundos e mostrou o lembrete no carro:
Náo permitimos armas a bordo.
Eu ri por dentro. Eles resmungaram alguma coisa e continuamos pelo trafego da famosa Las Vegas. Eles queriam chegar até uma convençao para malucos da cidade, algo como, um centro de Et's e Cosplay.
Os deixamos la e Jack resmungou algo como:
– Ufa...
Estavamos parados no sinal vermelho quando alguém disse.
– Planet Hollywood, por favor.
Era uma moça com no maximo 25 anos. Tinha cabelos castanhos, curtos e repicados até o queixo. Estava bem vestida, como uma advogada.
Jack ligou o carro e foi rondar pela cidade.
– Aqui tem de tudo né? — Ela disse. — Andar por essas ruas é como fazer uma viagem a outro planeta. Vendo isso toda noite nunca deve ficar entediado.
Jack apenas a observava pelo retrovisor. Chegamos a convenção. Havia casinos e lojas em toda sua volta.
Na porta havia varios Cosplays de programas de Tv.
– Seja bem vinda a convenção dos malucos. — Jack murmurou.
– Eu entendo sua reação. Eles não ajudam a imagem da nossa causa. — Ela respondeu.
– Nossa causa? — Jack perguntou. Ela não parecia maluca.
– Ham... Educar o publico sobre a posibilidade legitima de vida em outros planetas. Na verdade vou dar uma palestra sobre Detecsão de Anomalia Astrofisica nessa convenção de malucos. — Ela entregou um folheto a Jack. — Apareça por lá se quiser. Os céticos são sempre bem vindos.
Ela entregou o dinheiro.
– Fique com o troco.
– Valeu. — Eu respondi enquanto ela saia do taxi.
– Dra. Alex Friedman. — Jack murmurou. Ele a observou ir embora. — Só me aparece doido.
Eu ri.
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