– Estamos bem. — Sara respondeu.

– Desculpem, por essa confusao toda. — Jack disse.

– Você nao tem que se desculpar, Jack Bruno.- Nem sempre é o culpado.

– Mas a urgencia da nossa viagem nao diminue. — Seth disse.

– Nao se preocupem, vou levar vocês aonde tem que ir. É justo.

Eu ainda estava de olhos fechados. Eu só ouvia a conversa. A verdade é que eu nao estava cansada. Mas o ombro do Seth estava tao aconchegante que eu nao queria me mexer. Ele tinha uma pele muito quente.

Com os olhos entreabertos pude ver que chegamos a umas montanhas e rochedos. Alguns de areia, alguns de terra e alguns de rocha. Eram altas, bem altas. Por onde se olhasse da jalela, via-se brichos como escorpioes, largatos e arranhas.

Subimos até o topo de um rochedo, o mais alto talvez. Decidi acordar quando Sara disse:

– Hum! Nós já chegamos Jack Bruno.

– É aqui? Nao tem nada. — Eu retruquei. Nao reconhecia esse lugar, era muito afastado.

Seth apontou para baixo e eu vi. Uma pequena casinha, de cor escura. Estava mais para um chalé. Aparentemente abandonado.

Sara sorriu.

– Tem alguém esperando vocês, né? Por que essa casa tá abandonada. — Jack disse.

– Nao precisa se preocupar Jack Bruno. Logo nós vamos reencontrar nossa familia.

– Maravilha 720 dolares e sete sentavos! Mas depois do que aconteceu hoje, vou dar um descontinho especial de 25%...- Jack disse irronico.

– Toma. — Seth disse e entregou 15.000 dolares.

Eu, Seth e Sara descemos do carro.

– Lilly, fique aqui é muito perigoso pra você. — Seth disse.

– Eu vou parar de fazer o que os outros acham certos, a partir de agora eu faço o que eu acho certo, e eu vou Seth.

– Ta bom, mais fique perto de mim. — Claro que eu ia né!

Acho que Jack ficou preocupado, por que ele também desceu.

A casa era bem antiga. Suas cortinas estavam fechadas porém caidas. Havia quadros antigos e empuerados na parede. Ela era toda em tons de cinza e marrom. Parecia mal-assombrada.

Algo ou alguém esparou no vaso e ele caiu. E fez um grande estilhaço. Eu acabei cortando meu rosto. Fiz um corte enorme na minha bochecha. Que levava de um pouco abaixoi do olho até perti do nariz.

Seth cortou a manga da sua blusa e colocou na minha ferida.

– Vamos! — Sara disse.

Vimos uma especie de robo, ou algo do tipo. Ele era todo negro. Sara nos puxou para baixo. Nós encondemos atrás do sofá.

Vi Jack entrando. Seth foi cutucar sua perna para chama-lo. Quando Jack bateu nele com um metal. Achando que era alguém.

– Ai! — Seth sussurou.

– O-oque que ouve? — Jack perguntou.

– Hum, Jack Bruno, você nao devia ter complicado sua vida nos seguindo. — Sara explicou.

– Em que confusao estao envolvidos? — Jack perguntou.

– Sugiro que voltem para seu veiculo. Seu serviço nao é mais nescessario — Seth disse enquanto mexia em seu "GPS"

– Ele só está tentando ajudar. — Eu disse.

– Nao precisamos. Alguém já veio aqui e talvez acho oque precisamos. Nao podemos simplimente confiar em qualquer um. — Seth retrucou, olhando para Sara. — Só nos dois ,Sara. A Lilly já nao é ajuda o suficiente.

Eu suspirei.

– Agradecemos pela sua intençao de nos ajudar, Jack Bruno. Mas o meu irmao está certo. Nao podemos envolver mais gente.

– Achei! — Seth disse. Depois de mexer no aparelho.

– Vamos. — Sara disse.

– Ai, me expliquem o que está acontecendo. — Jack disse.

Nós o ignoramos e fomos até a cozinha.

– Por aqui. — Seth ordenou. — Rapido Lilly.

Seth abriu a geladeira. Estava vazia. Ele colocou o aparelho nela e digitou alguma coisa.

Aprateleiras foram para trás abrindo uma passagem.

– O-Oque que é isso? — Jack perguntou.

Seth me olhou com a espressao de"vamos?". Jack disse algo com: Oh, ou, ou. Nao, nao.

Veio na minha mente uma voz que dizia: "Nao entre na geladeira maluca, Lilian" . Nós entramos. Eu estava tremendo de frio.

Havia uma escada. As paredes ao redor eram de pedra.

Estava escuro lá em baixo. Seth me abraçou para que eu nao caisse. Ele parecia saber o caminho muito bem.

O aparelho foi de novo para a parede (eu quero um aparelho eu abre passagens). A parede se mexeu para o lado. Ele o retirou.

Parecia uma caverna, havia uma luz azul vindo do fundo.

A paisagem era a mais bonita que eu já tinha visto.

Havia cristais de varias cores. Plantas variadas. E um rio congelado que passava em baixo. Era... Perfeito.

Todos pareciam extremamente surpresos. Entao eu vi Jack. Ele tinha nos seguido. Eu disse:

– Que lugar é esse?

– Por aqui. — Seth disse e segurou minha mao para me levar junto.

Passamos por algumas plantas baixas, enquanto Seth procurava eu apenas o seguia. Ele encontrou uma especie de bolha, gosmenta, com algo dentro.

– Gente é aqui! — Ele gritou.

Sara veio correndo, seguida por Jack.

Ela tirou um colar com um simbulo. Parecia um machado mais em sua lamina havia tres bolinhas azuis. Ela a colocou em cima da bolha.

Ela colocou a mao dentro, que nojo, e retirou algo.

– O-oque é isso? — eu disse.

– É por causa disso que viemos, Lilly.- Sara disse.

– Ae, será que nao tem mais ninguém procurando isso? Talvez a pessoa que destruiu tudo lá em cima? — Jack perguntou.

– Achamos que sim. Isso é muito valioso. Por isso que era importante que o localizacimos primeiro. — Seth disse.

– E o que garante a vocês que nao tem mais ninguém procurando essa coisa. — Jack retrucou.

A porta se Abriu.