Lilith: Entre Demônio e Anjo
5 Capítulo 05- Coincidências?
Notas iniciais
– Alam, certeza que não quer dormir aqui? Está tarde para você voltar sozinho.
– Estou bem Hanna, obrigado pelo jantar.
– Alam, se quiser carona para sua casa, eu te levo.
– Obrigado dona Alice, mas não precisa se preocupar. Até amanhã Hanna e até a próxima visita dona Alice.
– Já te disse pra me chamar somente de Alice. Você não precisa ser formal comigo, bem, cuidado e quando chegar, por favor, avise a Hanna, tudo bem?
– Sim senhora.
Hoje está uma noite agradável, não muito quente nem muito frio. Mas está tarde, meia noite, nem quero ver como vou estar amanhã. Estava chegando perto do parque de casa quando reparei numa sombra parada atrás de um poste, ao olhar melhor, dava para reparar no cabelo castanho e os olhos azuis. Era Ryan.
– Ryan? O que faz aqui? – Perguntei chegando perto dele, mas ele apenas me olhou e voltou a olhar para o parque.
– Ia para sua casa hoje, mas você não estava lá. Então decidi esperar você aqui no parque, mas daí ela apareceu.
– Estava na casa da Hanna, a mãe dela foi visitá-la hoje e... Ela? – Olhei para a mesma direção que Ryan e vi uma pessoa de cabelos lisos brancos, sentada no balanço. Se não a conhecesse acharia que era um fantasma – Lilly?
– Shh, ela não reparou que estou aqui ainda – Ela estava apenas olhando para seus pés, usava um vestido branco que fazia com que ela se parecesse mais um anjo ou um fantasma – O que ela faz aqui a essa hora?
– Vamos lá chamá-la? – Ia começar a andar, porém Ryan me puxou e ficamos um pouco mais afastados do poste de luz. Atrás dela apareceu um homem de cabelos brancos como o dela e olhos mais vermelhos que os meus, eles brilhavam como se emitissem luz própria. Ele não precisou se aproximar e logo Lilly levantou sua cabeça como tivesse assustada.
– Lilith, milady, vamos para casa.
– Milady? – Cochichei para Ryan que estava estático – Os olhos...
– Dama da noite, demônio em formato de mulher.
– Ryan? – Olhei para ele que por sua vez possuía os olhos fixos na garota, não sei dizer o que passava na mente dele, mas sem dúvidas estava mais surpreso que eu ao ver que ela possuía o olho esquerdo tão vermelho quanto do homem que estava parado atrás da mesma, enquanto que o outro olho permanecia intacto, azul como o céu, brilhando- Como que isso é possível? Ela tem os dois olhos azuis na escola... Lente de contato?
– Corre — Olhei para Ryan e não entendia, até que me puxou e começamos a correr em direção ao meu apartamento – Corre e não olha para a Lilith.
Corri mais do que eu achei que conseguia, chegando em casa deitei no sofá enquanto Ryan tomava fôlego apoiado na parede.
– Agora.... Agora pode me explicar... – estava com dificuldade de respirar- o motivo da gente ter corrido?
– Fomos vistos – Ryan dizia entre respirações – Aquele cara nos viu lá....
– Quem era ele? – Levantei do sofá e comecei a tentar andar, mas minhas pernas estavam bambas – Nem meus olhos são daquele jeito, nunca vi nada igual.
– Não sei..... Só sei que não é humano. Não tem como ser um, a velocidade dele não é normal. Muito menos a visão. Não tinha como ele não ver daquela distância. Empresta seu notebook, onde ele está?
– No quarto- Ryan entrou e nem se importou com a bagunça que estava (Mesmo depois da Hanna ter arrumado, ainda estava bagunçado)- Achou?
– Hanna veio aqui? Está um pouco mais arrumado que o normal – Concordei com a cabeça – Aqui... Olha.
“Significado de nomes: Lilith: Dama da noite, nome dado ao demônio em forma de mulher. Em várias mitologias como a Babilônica, também pode ser a primeira mulher de Adão, antes de Eva e uma deusa cultuada na Mesopotâmia associado com ventos e tempestades e que se imaginava ser um portador de doenças, enfermidade e morte”.
– Está falando sério?
– Tem mais – Ryan me mostrou as outras pesquisas dele, por isso ele andava tão sério.
“Significado de nomes: Lilly: Derivado do nome de uma flor. O Lírio, que significa inocência e a pureza”.
“Significado de nomes: Will: O Protetor Absoluto”.
– Estranho isso não é? Um nome tão... Obscuro e um apelido tão.... Angelical....
– Agora você me compreende?
–Não pode ser verdade, tudo não passa de uma coincidência. Não é mesmo, Ryan?
– Realmente acredita nisso?
Ok, eu não vou mentir... Eu quero acreditar? Sim. Se eu acredito? Não.
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