Like a Happy Family

4 O aniversário de Josh Parte 2 - 2011, 15 de Agosto


Notas iniciais
OI PESSOAS ADIVINHA QUEM É? É claro que é a Marina porque só eu grito quando vou cumprimentar vocês, sorry aí. Capítulo imperdível, esse de hoje. Espero que gostem!

Maya virou-se para encarar o dono da voz e se deparou com Lucas.

— O quê? – Maya riu. — Josh e eu? Você, por acaso, andou bebendo essas bebidas alcoólicas, Lucas?

— Eu não tinha percebido isso antes, mas agora eu entendi tudo. Era ele o tempo todo não é, Maya? A razão pela qual você gostar tanto de futebol. Josh adora futebol. Por que você sabe tanto sobre Josh, Maya?

— Eu já expliquei, acidentalmente eu fui descobrindo isso, Huckleberry. — Maya continuou mentindo.

— Você está mentindo – disse Lucas acreditando no que defendia.

— Pare! – Maya gritou. — Você, não sabe nada sobre mim! – Maya falou pausadamente. — Nos conhecemos faz uns quatro dias, então pare de pensar que me conhece tanto quanto eu! Você não passa de um Huckleberry mentido a anjo que quer ser o garoto perfeito! Pare de tentar ser alguém legal comigo, pare de tentar fazer da minha vida uma coisa horrível mais do que é, e por favor, pare de esfregar na minha cara que o que eu sinto não passa de um amor não correspondido!

Josh e Missy voltaram suas atenções para Maya e Lucas, que se encaravam no corredor dos quartos. Os dois adolescentes saíram do quarto de Riley para ir vê o que estava acontecendo.

— O que está acontecendo aqui? – Josh perguntou sério e encarou Lucas. — Ei, você fez alguma coisa com a Maya? Você parece ser um cara legal mas se tiver feito algo com essa garota aqui,você vai ser a o número um na minha lista negra, loirinho.

— Não, Josh.Ele... Ele.... Nós só estávamos conversando.

Josh olhou desconfiado para Maya e Lucas.

— Tem certeza disso Maya? – Josh encarou a loira ao seu lado.

— Claro, hm, vamos para o jardim Lucas? – Maya perguntou puxando Lucas para fora dali. — Vamos deixar o casal sozinho.

Josh deu um sorriso, embora achar que tinha acontecido alguma coisa estranha ali. Mas aquilo tudo foi deletado de sua cabeça assim que Missy o chamou para conversar sobre coisas aleatórias.

Assim que Lucas e Maya chegaram no jardim, foram cada um para um lado; Maya foi conversar com Zay e Charlie, que tinha chegado na festa agora a pouco; Lucas foi até Riley e Farkle, que conversavam alegremente sobre como os unicórnios eram fantásticos.

— Riley podemos conversar? –Lucas perguntou, pegando a mão de Riley.

— Claro – a morena sorriu e permaneceu naquele lugar.

— Riley – Lucas chamou. — Vamos?

— Vamos para onde? – a garota parecia confusa.

— Conversar.

— Estamos conversando.

— Vamos conversar em lugar privado.

— Oh, tudo bem!

Os dois iam até um banquinho quando Farkle intrometeu-se no meio deles.

— Não, vocês podem falar qualquer coisa na minha frente.

— Farkle, é um assunto muito sigiloso – Lucas disse.

— Sem problemas, podem falar.

— Não podemos, Farkle.

Farkle suspirou.

— Você rouba meus brinquedos e agora quer roubar minha mulher?

— Sua mulher? – Lucas ergueu suas sobrancelhas.

— Sou apaixonado pela Riley desde dos meus cinco anos – Riley sorriu.

— Oh, tudo bem. Mas, por favor, Farkle preciso falar com sua mulher em particular. Eu posso?

— Já que você pediu dessa vez, eu deixo.

[...]

Josh saiu do quarto de Riley para ir pegar um refrigerante para ele e Missy beberem, mas parou no caminho assim que ouviu algo que o lhe deixou confuso.

— Maya gosta do Josh – Lucas falou a Riley. — E tem medo de admitir isso e é por esse motivo que ela estava estranha esse tempo todo.

— Então, era o Josh o tempo todo? – Riley parecia surpresa. — Eu deveria ter descoberto isso antes, Maya é minha melhor amiga como eu não desconfiei?

— Isso não importa Riley, o que importa é que ela está triste, ela acha que a vida é horrível. Ela precisa de ajuda, Riley.

— Eu vou fazer o possível para ajuda-la, Lucas. –Riley ficou séria por alguns minutos, depois olhou para Lucas e sorriu. — Obrigada.

— Pelo o quê? – o loiro parecia confuso.

— Por ser nosso amigo.

—E u sempre estarei aqui quando precisar, é só gritar meu nome.

Os dois sorriram.

Josh empurrou Maya até o jardim depois daquilo que ouvira, a garota estava confusa com o que ele estava fazendo, porém Josh, com certeza, era o mais confuso naquele momento.

— É verdade o que eu ouvi o Lucas falando pra Riles? – perguntou Josh assim que chegaram onde ele queria. A loira parou por um instante, o que será que Huckleberry havia contado?

— O que ele falou, Josh? Eu não sou adivinha.

— Ele falou que você gosta de mim – revelou Josh, e Maya paralisou por uns instantes – É verdade? Porque se for, eu...

— Josh – Maya o interrompeu – A gente se conhece desde sempre. Cê não acha que eu já teria contado se eu realmente gostasse de você?

— Não, porque até hoje teve muita coisa que você não me contou, Maya.

— Okay, Josh – Maya abaixou a cabeça – Eu gosto. De mais. – agora, com a cabeça levantada, procurava as palavras certas para não bombardear Josh com seus sentimentos – E é por isso que eu sei tudo sobre você, é por isso que eu sempre tento falar com você e ficar ao seu lado. Mas é muito difícil, e eu já me convenci de que você é dois anos mais velho e que nada vai acontecer entre...

Estavam perto demais. Maya simplesmente não conseguia terminar a frase. Estavam perto demais. Tão perto que poderiam ver cada detalhe do rosto um do outro.

— Nada vai acontecer? – perguntou Josh, interrompendo o silêncio.

— Nada. Porque nada de bom nunca acontece na minha vida. – e assim que a loira tornou a ficar cabisbaixa e acabou deixando uma lágrima escorrer de seus olhos, Josh ergueu seu rosto e começou a beijar aquela garota que tinha visto como uma prima por sua vida inteira.

Para ela, uma das únicas coisas boas que tinham acontecido em sua vida.

Para ele, só mais um beijo.

[...]

— É hora de cantar parabéns e apagar as velinhas! — avisou Katy, chamando todas aquelas crianças e pré-adolescentes para voltarem para a sala, onde havia um grande bolo.

— Corre, vó! Se não, eles vão apagar você! Viu só como eles são?! — caçoou Josh. Missy e seus colegas deram altas gargalhadas. Seu pai, Eric Matthews, chegou a ficar emocionado.

"Esse é meu garoto..."

— Josh, querido... Eu disse apagar as VELINHAS não as VELHINHAS — Katy tentava se manter calma, mas praticamente gritou com o garoto.

— Mãe! — sussurrou Maya em tom de desaprovação.

— Afinal, a gente vai cantar parabéns ou não? — gritou Zay — Eu quero comer bolo!

— Parabéns pra você — começou o coro de vozes — nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida.

E cantaram mais alguns versos típicos de aniversário antes de chegarem na parte mais esperada durante o ano inteiro.

— Com quem será, com quem será — dessa vez as crianças praticamente gritavam — com quem será que o Josh vai casar? — ("Ah, não" pensou Maya) — Vai depender se a Missy vai querer...

Missy corou, Maya também.

Missy sorriu, Maya tentou.

— Agora vamos cortar o bolo — avisou Topanga. Zay e Riley quase se mataram pra tentar pegar mais pedaços.

O bolo estava tão bom que nem perceberam quando Sam e Lucas desapareceram. E nem quando Maya foi junto.

[...]

Maya estava andando por aí meio triste. Sabia que tinha que parar de ficar assim, Josh havia a beijado, qual a chance dele ter feito a mesma coisa com Missy?

Mas algo mais interessante do que isso parou a loira, e a fez espiar de trás de um arbusto que ali havia. A curiosidade era maior que sua dor.

— Por que você me trouxe aqui justo agora que eles iam cortar o bolo? — perguntou Lucas, ainda sendo puxado por Sam.

— Eu precisava te contar uma coisa — Sam respirou fundo — Lucas, eu... gosto de você. — Lucas o encarou surpreso e Maya se engasgou.

"EU SABIA QUE O SAM ERA VIADO" pensou Maya.

— Eu também gosto de você — Sam abriu o maior sorriso do mundo com a revelação de Lucas. Maya quase gritou; nunca tinha pensado naquela possibilidade, mas agora com toda certeza, apoiava Sam e Lucas.

— Sério?!

— Claro! Somos todos amigos, não somos? — perguntou Lucas, o sorriso de Sam se desfez.

"Para de ser tão inocente, Huckleberry!" Maya gritou. Mas gritou em sua cabeça, então só ela ouviu.

— Somos, Lucas, mas eu... Não quis dizer isso — afirmou Sam.

— Não? — Lucas tentava imergir todas aquelas informações.

— Não. Eu... Chegue mais perto que eu vou te dizer — sussurrou Sam.

"É agora" pensou Maya, se ajeitando mais para ver o que iria acontecer a seguir.

Lucas, na maior inocência, chegou mais perto, e foi surpreendido por um beijo.

— Que isso, Sam? — Lucas empurrou o garoto — Tá me estranhando? — e saiu andando de volta a casa.

O momento mais triste de toda a vida de Sam, ele fora rejeitado.

"VAI TOMAR NO CU, LUCAS" gritou Maya, mas é claro, só na cabeça dela. Então ela foi imediatamente até Sam, que antes estava radiante, e agora, chorava.

— Sam, vai ficar tudo bem... — disse Maya, sentando-se ao seu lado — O Lucas não te merece.

— M-Maya... — ele abraçou a garota — Eu gosto muito dele.

— Vocês se conheceram há uns três meses! — comentou Maya — E afinal, você tem certeza que gosta de meninos?

Sam parou por uns instantes e olhou para os olhos brilhantes daquela loira em quem estava abraçado. Sem pensar duas vezes, deu um beijo em seus lábios.

— É, eu gosto de macho mesmo — respondeu a assim que o beijo acabou e saiu dali. Maya ficou sem entender mais nada.

Notas finais
Se quiserem mandar chocolates pra mim e pra Duda, lembrem-se que a gente mora cada uma numa ponta do Brasil porque a vida é triste. O SAM É VIADO GENTE :O #CHOCADA tá, quem não sabia? Sá coisa tá até na sinopse...