Like a Happy Family

6 Merry little Christmas – 24 de Dezembro, 2011


Notas iniciais
YAAAAAAAAAAAAY Aqui é a Duda postando esse capítulo de natal :) Mil desculpas pela fanfic ter dado meio que uma 'parada' é que essas semanas foram muito corridas e tals, mas agora prometemos que vamos postar os capítulos com mais frenquência. Bem, esse é o último capítulo de 2011 :( espero que gostem.

— Esse vai ser o melhor natal de todos, Riley. – dizia Farkle enquanto embrulhava os presentes de natal e os colocava em baixo da arvore dos Matthews.

Ele e Riley estavam fazendo embrulhando os presentes enquanto os outros ainda não chegaram. Josh, Sam, Auggie, Topanga e Cory estavam arrumando a cozinha, claro que Auggie e Josh não estavam colocando os pratos na mesa, eles apenas estavam comendo escondidos de Topanga.

Lucas, Maya, Charlie e Zay estavam quase chegando. Mas quem Cory realmente estava ansioso para ver era Shawn, seu melhor amigo de infância. As crianças nunca tinham visto Shawn pessoalmente, exceto Josh, mas sempre ouviram suas histórias desde sempre sobre as suas aventuras com Cory quando pequenos. E todos, tudo bem apenas Josh, queriam ser igual à Shawn.

A campanhia tocou e Cory correu até a porta.

— Shawn?! – gritou sorridente.

— Não, é a Maya e o Lucas.

— Shawn?! – Cory perguntou outra vez esperançoso.

— Qual é, seu namorado ainda não chegou? – Maya perguntou irônica.

— Ele não é meu namorado! – Cory disse irritado.

O Sr.Matthews abriu a porta dando de cara com Maya e Lucas segurando dois presentes cada um.

— Claro que é. – Maya disse sorrindo deixando Cory irritado. Maya caminhou até Riley e Farkle.

— Feliz natal Sr.Matthews! – desejou Lucas e depois foi até os outros. – Certo quem é Shawn?

— É o namorad... Amigo do papai – respondeu Riley.- É o primeiro natal dele aqui em New York. Os presentes são para quem?

— Surpresa, Riles – Maya disse e colocou seus dois presentes debaixo da árvore, Lucas fez o mesmo logo depois. – Sinto que esse vai ser o melhor natal de todos.

— Por quê? – Lucas perguntou curioso.

— Eu não sei Ranger Rick.

Riley e Farkle sorriram ao ouvir o novo apelido de Lucas.

— Os seus pais vão vim, Farkle? – Maya perguntou.

— Não, eles saíram a trabalho. Por isso que eu vou ficar aqui hoje – Farkle respondeu um pouco cabisbaixo. – Tudo que eu queria era que meus pais estivessem comigo no natal.

— Tudo que eu queria era que o tio Shawn seja uma pessoa legal no natal. – Pediu Riley.

— Tudo que eu queria era que a vida não seja injusta nesse natal – Sam se juntou a eles, e logo Josh veio atrás dele. – Só quero que o próximo aniversário que eu for não seja tão ruim quando foi o último. – e então, Josh, Maya, Lucas e Sam se entreolharam. Farkle e Riley ficaram sem entender nada.

— Tudo que eu queria era ganhar um presente decente nesse natal – pediu Josh.

— Tudo que eu queria era que meu pai voltasse a morar com minha mãe – pediu Maya.

— Tudo que eu queria era que minha mãe nunca seja magoada de novo nesse natal. – Lucas disse. — E que a Maya pare de colocar apelidos em mim.

Todos riram.

— Não vai se livrar de mim tão fácil Huckleberry. – Maya deu duas tapinhas no ombro de Lucas e depois se lembrou de algo. – Riles, podemos conversar?

— Hm, claro. Sobre o que? – Riley perguntou saiu de perto de Farkle e foi para o lado de Maya.

— É particular, vamos para o seu quarto.

[...]

— Então, no aniversário de Josh ele te beijou? – Riley perguntou sentada na janela junto com Maya. – Como o Josh não me contou isso? Eu estou com raiva, com muita raiva, eu irei explodir de raiva Maya! – Riley gritou levantando uma das mãos.

— Ei, ei, Riles – Maya abaixou as mãos de Riley. – Pode fazer um favor para mim?

— Claro que posso – Riley sorriu.

— Pode ser a minha melhor amiga para sempre? – Maya levantou seu dedo mindinho.

— Com toda certeza – Riley sorriu e colocou seu dedo mindinho junto ao de Maya. – Serei sua melhor amiga para sempre, não importa o que aconteça. Quando sair sangue de você também, estarei te ajudando.

Maya riu e abraçou Riley.

— Você é a minha melhor amiga, Riles – Maya disse sorrindo ainda abraçando a amiga.

— E você é a minha – Riley sorriu e afastou-se de Maya. – Tem certeza que só era isso que queria me contar? Eu sei que você está agindo diferente, tem alguma coisa que você está escondendo.

— Não estou escondendo nada, Riley. – Maya disse com um sorriso um pouco falso. Claro que ela estava escondendo algo de Riley, ela não contou nada sobre o beijo de Sam e Lucas. Maya não sabia qual seria a reação de Riley sobre isso, então preferiu ficar calada. – Eu juro, isso é coisa da sua cabeça. Vamos para a sala? Todos já devem está sentindo nossa falta.

— Hm, tudo bem – disse Riley com um pouco de desconfiança.

E foram as duas para a sala, lá estavam as mesmas pessoas que estavam lá antes de Riley e Maya irem para o quarto de Riley. Shawn ainda não tinha chegado, e isso deixava Cory cada vez mais preocupado.

A campanhia tocou e Cory correu até a porta.

— Shawn?! – gritou esperançoso.

— Não, é o Zay.

— Shawn?!

— Eu nem sei quem é esse – respondeu Zay do outro lado da porta.

Cory, de má vontade, abriu a porta e se deparou com um Zay segurando três pequenos presentes em mãos.

— Esses são os seus presentes? – Cory perguntou.

— É, qual o problema? Acha que o embrulho ta ruim? É que não tinha papel de presente em casa, eu e Lucas tivemos que...

— Coitado de quem você irá dar esses presentes – Cory disse por fim indo em direção a Topanga e Auggie, que comia alguns doces.

— Feliz natal para você também Sr.Matthews.

Zay foi até os outros e sentou-se entre Riley e Sam.

— Maya, pode colocar esses presentes debaixo da árvore, por favor? – Zay perguntou.

— Claro, Zay – Maya pegou os três presentes de Zay e os colocou de baixo da árvore.

— Hoje, eu não sou o Zay – disse o garoto decidido.

— Então quem você é? – Riley perguntou.

— Sou o tempero que faltava para o seu natal – Zay deu um sorriso para Riley, que franziu a testa confusa. – Certo, você não entendeu nada. Vou tentar isso com outra pessoa.

— Você tem sérios problemas mentais, Zay. – Sam comentou.

— Hoje, eu não sou o Zay.

— Então quem você é? – Sam perguntou. – Não, não responda! – Sam gritou e Zay o encarou com raiva.

— Ei, será que dá para eu sentar perto da Riles? – Farkle perguntou para Zay.

— Desculpa Farkle, não dá – Zay disse.

— Tudo bem então – Farkle ficou cabisbaixa.

Riley percebeu como seu amigo ficou e saiu de perto de Zay, deixando ele e Sam sozinhos, e foi sentar perto de Farkle no chão perto da árvore.

— Por que você veio pra cá? – Farkle perguntou confuso.

— Porque você é meu melhor amigo, e eu gosto de ficar perto dos meus melhores amigos. – Riley sorriu para Farkle.

Farkle deu um meio sorriso e depois abaixou a cabeça triste.

Porque você é meu melhor amigo.

Claro que para ela Farkle não se passava de um melhor amigo de infância. E era claro que ela estava certa, mas Farkle não queria ser apenas o melhor amigo de Riley. Muito pelo o contrário, ele queria ser seu namorado.

Era fato de que Farkle sempre teve uma queda por Maya e Riley. Ao longo do tempo, seus sentimentos por Maya foram diminuindo e seus sentimentos por Riley foram aumentando cada vez mais. E ele sabia que se Maya e Riley o amarem do mesmo jeito que ele as ama e tivesse que escolher entre uma delas, ele escolheria, sem dúvida alguma, Riley Matthews.

A campanhia tocou novamente, Cory correu até a porta e gritou:

— Shawn?!

— Não, é o Charlie.

— Shawn?!

— O Shawn também está aqui, mas...

Antes de Charlie continuar sua frase, Cory abriu a porta e abraçou Shawn, que logo retribuiu o abraço.

— Ei, eu também estou aqui! – Charlie disse, mas Cory e Shawn o ignoraram, estavam ocupados de mais se abraçando e matando a saudade um do outro.

— Eu senti sua falta! – Cory gritou ainda abraçando Shawn.

— Eu senti muito mais a sua falta! – Shawn gritou.

— Eles são como namorados ou o que? – Zay sussurrou para Sam, que o olhou achando que Zay fosse um louco por achar aquilo.

Assim que Shawn e Cory pararam de agir como um casal de namorados , todo mundo sentou no chão da sala e foram entregar os presentes de natal.

— Esse daqui é para a Maya – Riley disse dando um colar escrito “melhor amiga”para Maya, que sorriu ao ver o que tinha ganhado. – Esse é para o Farkle – a morena deu um tablet para Farkle, que ficou surpreso ao ver o que Riley tinha o dado.

— Riles, você realmente está me dando isso? – Farkle perguntou. – Isso é muito, não posso aceitar.

— Eu sei o quanto que você queria isso, fiquei ouvido todos os dias que seu sonho era ganhar isso, e eu estou te dando um tablet por que você merece – Riley disse sorrindo.

— Mas...

— Sem mas, Farkle.

— É, aceita logo o presente – Zay disse.

— Tudo bem então – Farkle disse por fim. – Esse é o seu presente.

Farkle deu a Riley uma caixa, a morena abriu e lá tinha um porta retrato, onde se encontrava uma foto dos dois quando pequenos. Poderia ser um presente bobo para os outros, mas para Riley não, aquele tinha sido um presente muito especial para ela. Ela um presente muito especial dado por alguém muito especial.

— Obrigada. – Riley disse um pouco emocionada. – Eu te amo, Far – Riley abraçou o melhor amigo. – Foi o melhor presente que alguém poderia me dar.

— Own... – Zay, Sam, Lucas, Maya e Charlie falaram ao mesmo tempo.

Riley enxugou as lágrimas e foi até Lucas e Zay, os entregando seus presentes.

— Isso é por vocês se tornarem nossos amigos em tão pouco tempo – Riley disse.

Lucas e Zay sorriram e abriram o presente, para Lucas, Riley tinha dado um casaco preto, e para Zay; ela tinha dado um ingresso para um jogo de futebol que iria acontecer semana que vem.

— Obrigado, Riley! – Lucas agradeceu e abraçou Riley. – Era o que eu estava precisando mesmo, muito obrigado.

— Sério? – Riley perguntou insegura. – Eu procurei tanto uma coisa legal para você, achei que essa não seria o suficiente para te agradecer pelo que fez por nós, e pela Maya.

— Foi mais do que o suficiente, muito obrigado!

Riley sorriu e olhou para Zay.

— E você, Zay?

— Eu adorei! – Zay sorriu. – Só ganhei um ingresso para um jogo por ser seu amigo imagina quando for seu marido?!

— O quê? – Riley perguntou confusa.

— Esses são os meus presentes! – disse Zay mudando de assunto e entregando para cada um seus presentes. Maya, Farkle, Lucas, Riley, Josh, Sam e Charlie ganharam uma caixinha pequena cada um. Todos abriram seus presentes e Zay sorriu. – E ai?

— E ai o que? – Josh perguntou irritado.

— Mas não tem nada – disse Maya confusa.

— Claro que tem – Zay disse. – Sou eu. Eu sou o presente de vocês, e não deu para me colocar dentro dessas caixinhas então, cá estou eu.

Todos encaravam Zay com uma expressão confusa, enquanto o mesmo sorria orgulhoso de si próprio.

— Ta brincando com a minha cara? – Josh perguntou. – Tudo que eu queria era um presente decente, e você me vem com isso daqui?

— Estou muito desapontado com você Zay – Lucas disse e todos concordaram com ele, exceto uma pessoa.

— Mas eu adorei o presente! – Riley disse sorrindo.

— Obrigado, Riles – Zay foi para perto de Riley e colocou seu braço no ombro dela. – Estão vendo? Riley reconhece um bom presente.

— Só eu a chamo de Riles – Maya disse e foi até os dois e puxou Riley para longe de Zay.

— Eu quero comida! – gritou Charlie, se contorcendo no sofá – Tô morrendo de fome...

— Problema seu – murmurou Sam. Charlie o encarou com cara de tacho — Sabe, pessoas normais só comem a ceia depois meia noite, e ainda falta uns quinze minutos pra virada do dia, então se acalma aí – afirmou Sam, enquanto cruzava os braços.

— Falando nisso... Vamos criar um acordo entre nós? – perguntou Maya e os outros assentiram – Vamos... Não ser pessoas normais? Vamos ser honestos uns com os outros, já que ninguém aqui é perfeito.

— É um bom acordo – concordou Riley.

— Parece justo – comentou Lucas.

— Vai funcionar quando a Maya gritar na minha cara que eu sou um nerd esquisito – disse Farkle, a loira riu e deitou a cabeça no ombro do garoto.

— Então todos concordam? – perguntou Zay.

— Todos concordamos.

— Ótimo... – disse Josh – Então se vamos ser sinceros uns com os outros, eu finalmente posso entregar o meu presente de Natal.

Matthews levantou-se da poltrona em que estava e caminhou em direção a Maya, que tirou a cabeça do ombro de Farkle e se ajeitou no sofá assim que percebeu que Josh agora estava ajoelhado. Maya demorou para entender o que estava acontecendo ali.

— Maya Hart – começou Josh, tirando uma caixinha de seu bolso.

— Você esqueceu do ‘Penélope’ – sussurrou Lucas – É o nome do meio dela.

— Cala a boca! – gritou Sam – Isso vai ser legal.

— Você aceita ser a minha namorada? – e então abriu a caixinha, revelando um anel de compromisso que o próprio Josh havia comprado (com a ideia de Sam, mas ele quem havia comprado).

As reações eram extremas e chegavam a ser engraçadas: Maya arregalou os olhos incrédula do que acabara de acontecer; Riley prendeu a respiração, ansiosa de qual seria a resposta; Lucas preferiu olhar que horas eram, antes de bocejar; Sam estava quase emocionado; já Farkle, Charlie e Zay não estavam entendendo nada.

— Aceito, mas só se você esquecer que o nome Penélope existe – disse Maya. Josh sorriu e se levantou, Maya fez o mesmo e quando os braços de uma se encontraram com o pescoço do outro, eles se beijaram. Ah, enquanto isso Riley e Sam tinham mini ataques múltiplos pelo casal preferido deles.

— Tá, já deu, né? – perguntou Lucas, puxando Maya pra fora do beijo, que ficou olhando para Josh com cara de boba.

— Calma, Friar! – disse Charlie. Josh riu e depois olhou fixamente para sua namorada. Como era linda...

— Boa sorte ao casal – disse Zay – Quando eu casar com a Riley, vocês vão ser os padrinhos – sussurrou, mas acabou saindo alto demais.

— O quê?! – perguntaram Farkle e Riley.

— Nada não.

— Olha, eu acho que já é quase meia noite – afirmou Lucas, finalmente soltando Maya – É melhor eu ligar pra minha mãe e desejar feliz natal pra ela, depois eu passo a ligação pra você, Zay.

— Eu vou fazer isso também – afirmou Farkle, e então ambos pegaram seus celulares (que na época não eram nem um pouco modernos) e ligaram para a Sra. Friar e para a família Minkus.

Charlie não iria ligar. Andava com alguns problemas familiares que pretendia esquecer e esconder de todos para que não se preocupassem. O fato era que não ligariam se seu filho não desse mais sinal de vida, por isso valia mais a pena quando ele passava os dias na casa dos Matthews.

Sam e Riley começaram a atordoar Josh e Maya perguntando coisas do tipo:

— Qual vai ser o nome dos filhos de vocês?

— Quando vão se casar?

— Eu posso ser a madrinha?

— Eu posso ser a dama de honra?

— Não, Sam, você não vai ser a dama de honra – respondeu Josh.

— Você é o pior primo de todos!

— Só me expliquem porque o Farkle tá com um sorriso tão grande – pediu Maya. Todos tornaram a olhar para o garoto, que olhava para a tela do celular mais feliz do que nunca.

— O que foi, Farkle? – perguntou Riley.

— A Smackle... – afirmou, meio de lua – O Natal é mágico, sabem?

— Crianças, venham comer! – chamou Topanga. Todos saíram correndo até a mesa, mas ninguém foi mais rápido do que Charlie, que quase derrubou Auggie no chão e empurrou o tio Eric em cima de uma sobremesa. Pessoa mais faminta não há.

Nem todos couberam na mesa, por maior que ela fosse. Era incrível quantas pessoas haviam naquele apartamento. Familiares, amigos... Parecia que esse ano todos haviam resolvido passar o natal na casa dos Matthews.

— E então, Sam – começou tia Morgan, a irmã mais nova de Cory e Eric, entre uma garfada e outra – E as namoradinhas?

— É... Namoradinhas? – repetiu Sam. O mesmo olhou aflito para Maya, que arregalou os olhos e baixou a cabeça, voltando a comer. Ainda bem que Josh não percebeu, se não, estaria se perguntando o que estava acontecendo.

— Sim! Até hoje você nunca falou nada. Não tem nenhuma namorada ou pretendente? – perguntou Morgan novamente. Sam corou, a resposta era óbvia, não tinha nenhuma namorada, mas era difícil viver num lugar onde é normal que os garotos tenham apenas namoradas e não namorados. Por que ela não poderia ter perguntado apenas se ele estava namorando alguém?

— Ah, Morgan, para com isso! – disse Shawn – É horrível. Eu vivi minha vida inteira com tias chatas falando esse tipo de coisa, acho que você não quer ser uma dessas.

— Desculpa, querido – Morgan segurou a mão de Sam – Estava só brincando.

— Shawn colocando ordem na bagaça toda – disse Maya – Gostei desse teu namorado, Matthews – completou, olhando para Cory, que sorriu.

— Eu disse que você ia adorar ele.

— Espera... Namorado? – perguntou Shawn. Topanga bufou.

[...]

Zay aproveitou todos estarem distraídos com as sobremesas e aproveitou para conversar com Sam sobre o que havia percebido mais cedo. Não ia conversar no meio de todos, é claro, então levou Sam até um lugar mais reservado no fundo do apartamento.

— O que você queria falar comigo? – perguntou Sam.

— Eu vi o jeito que você ficou quando sua tia perguntou pra você sobre meninas – afirmou Zay – e eu andei conversando durante muito tempo com você a ponto de saber muitas coisas.

— Aonde você quer chegar?

— Sam, você é gay?

Sam respirou fundo. Não ia contar a verdade, não queria ser rejeitado pelas únicas pessoas que ele considerava seu amigo.

— Não. Dá onde você tirou isso? – mentiu – Eu beijei a Maya no aniversário do Josh, eu sou terrível mesmo, bruxão. Eu gosto de peitos, falou? É melhor essas meninas prepararem as cabras delas porque o meu bode tá solto. – Zay começou a rir descontroladamente.

— Okay, então. Desculpa... Foi só curiosidade – afirmou Zay, escondendo metade das coisas que queria dizer, assim como Sam.

— Não foi nada – disse Sam. Então Zay voltou para perto dos outros amigos e deixou ele sozinho, pensativo.

“Se depender de mim, as pessoas vão morrer jurando que eu sou hetero. Não vou conseguir viver sofrendo, prefiro viver uma mentira do que passar por isso” pensou. Sentiu as lágrimas pesarem, mas se controlou. Era noite de Natal, e ele precisava estar feliz. Pelo menos para os outros.

Notas finais
2011 foi um ano bom para eles né? Mas 2012 vai ser um ano bem tipo BUM. O próximo capítulo já está pronto, só falta algumas coisas serem colocadas. Então não vai demorar tanto tempo para a fanfic ser atualizada. Beijos de panetone da Duda aqui :3