Like The Stars Miss The Sun In The Morning Sky

8 Capítulo 8: Provocações perigosas.


Capitulo 8: Provocações perigosas.

Tinha me esquecido completamente que no dia seguinte, eu tinha aula. E para piorar as coisas meu carro estava sem gasolina,

Porque aquele desgraçado do Otávio pegou emprestado sem eu saber e resultou nisso. Só ele consegue fazer essas proezas.

Para minha sorte o Sam passou lá em casa para levar o Thomas na escola e eu peguei carona com ele. E combinamos que ele iria me buscar depois. O que não era bom, porque eu provavelmente teria que ficar o ouvindo tentar cantar igual a Avril Lavigne. Só tentar. Porque era a coisa mais horrorosa ele cantando.

Pierre não foi para a escola. As garotas perguntaram se eu sabia o porquê, mas eu disse que não queria nem saber dele. Tive que contar o que aconteceu, e elas ficaram do meu lado, coisa rara de se acontecer. Mas não contei para elas sobre o encontro com o Joshua.

Joshua e eu não nos falamos muito durante as aulas, deixamos para conversar quando estivéssemos na detenção. Era melhor assim, sozinhos.

– Você ainda não me disse que se gostou da noite de ontem. – ele disse quando já estávamos saindo da detenção.

– É, até que não foi tão ruim assim. – eu disse tentando mentir, mas ele não pareceu convencido.

– Eu sei que você gostou. Mas admito que eu também gostei de sair com você.

– Isso é bom. – eu sorri para ele.

Chegamos ao estacionamento e o Sam ainda não estava lá.

– Está esperando alguém? – ele perguntou quando me viu procurar pelo carro do Sam

– Meu primo combinou de vir me buscar, mas por enquanto nem sinal dele.

– Você pode esperar no meu carro comigo.

– Não obrigado.

– Ei, eu não vou te seqüestrar, prometo.

– Tudo bem então. – eu concordei ate porque não tinha muitas opções

Fomos para o carro dele. Ele ainda estava com o carro do pai, e o carro da Katelyn não estava no estacionamento, o que era bom, porque ela não me veria no carro do Joshua. Mas para falar a verdade só estávamos nós dois no estacionamento, todo mundo já tinha ido embora.

Era quase 14:00 horas e eu ainda estava de blusa de frio. Decidi tirar a blusa, mas a camiseta que eu estava usando por baixo era um pouco aberta de mais.

– Nossa, está um calor aqui. – Joshua disse e abriu os vidros do carro

– E você é sempre idiota assim ou é só comigo?

– Na verdade é só com você mesmo. Eu gosto de te ver irritada. É bonitinho.

– Me diz o que eu faço pra você deixar de ser bobo assim?

– Para começar, me diz se gostou mesmo do encontro.

– É eu gostei. – eu disse olhando para fora, mas nenhum sinal do Sam.

– Você ainda não me convenceu.

– O que você quer que eu faça então? – eu perguntei, mas dessa vez estava olhando para ele.

– Prova que gostou. – ele disse se aproximando de mim

– Você está me provocando? – minha boca já estava a apenas alguns centímetros da dele.

– Estou. Por quê? Você não gosta de provocações? – ele disse fechando os olhos.

– Na verdade, eu sempre aceito provocações. – eu fechei os olhos também.

E então aconteceu, a melhor das minhas piores idiotices. Eu o beijei.

Não foi nada de mais, um beijo calmo. Mas era melhor parar antes que as coisas ficassem sérias.

– Agora sim, estou convencido. E você perdeu a aposta. – ele disse sorrindo quando paramos o beijo.

– Droga. – eu disse rindo e me jogando no banco do carro – Ok, eu perdi. Diz logo o que você quer.

– Que tal você na minha casa hoje?

– Nem pense nisso. Foi só um beijo e nada de mais.

– Mas você tinha dito sem restrições. Mas vou ser bonzinho com você. Se eu ganhar mais um beijo eu já fico satisfeito.

– Você não presta sabia? – eu disse e ele riu.

– Não mesmo. – ele disse e dessa vez ele me beijou

Nós ficamos lá por um tempo. Conversando, beijando, conversando, beijando. Mas ele colocou uma música para dar um clima. Até que eu vi o carro do Sam.

– Eu vou embora. Amanhã nós nos vemos. – eu disse me afastando dele, mas ele me puxou e me beijou de novo.

– Tudo bem, até amanhã. – ele disse, e eu sai do carro.

O Sam estava arrumando o cabelo e se olhando pelo vidro retrovisor do carro.

– Você está atrasado projeto de Barbie. – eu disse entrando no carro.

– Deixa de ser mal agradecida. Como foi seu dia? – ele disse ligou o carro e já estávamos andando quando eu tentei entender bem o que eu ouvi.

– Foi bom, – eu disse desconfiada – mas isso é estranho porque você nunca pergunta como foi meu dia.

– É que eu estava com o pressentimento de que seu dia foi bom, muito bom. – ele deu aquele sorriso maléfico dele.

– O que você quer dizer com isso? – eu disse já entrando em estado de choque.

– Bom, podemos dizer que eu vi algo que não era para eu ter visto. Mas tudo bem, não tem problema você ficar se agarrando com um cara dentro do carro dele. Se você soubesse quantas histórias bem piores já se passaram dentro desse carro, aposto que você não ia chegar nem perto desses bancos.

– Ai meu Deus, eu quero morrer agora sabia? – eu disse escondendo meu rosto com as mãos, eu só queria sumir naquele momento.

– Relaxa, isso é normal, mas da próxima vez fecha os vidros do carro. E para de ficar se agarrando com qualquer um que aparece. Juízo é bom também.

– Sério Sam, cala a boca. E pelo amor de Deus não conta isso pra ninguém. Ninguém mesmo!

– Ta bem, mas só porque eu estou muito legal hoje. – ele disse e bagunçou meu cabelo.

– Valeu, perturbado. – eu disse e sorri para ele – Então, será que a gente pode passar no Mcdonalds?

– Claro você acha que eu to a fim de comer a comida da Ash?

– Não sei, mas acho que ela não vai gostar de saber que você disse isso. – eu disse rindo

– Você não é nem loca de falar para ela. Conta o meu segredinho e eu conto o seu. Tarada do carro. – ele começou a rir da minha cara

– Você não vai parar de me irritar com isso tão cedo, não é?

– É obvio!

– To ferrada. – eu disse e ele riu mais ainda

Depois de irmos ao Mcdonalds e o Sam dar ataque porque ele queria um Mc lanche feliz, só porque o brinde era um Pokémon, fomos para a casa, e ele cumpriu com o combinado de não falar nada. Para a minha sorte.

O Sam ficou lá em casa o dia inteiro, me chantageando com a história do carro, e a noite ele foi embora e levou o Thomas para a casa dele. Ou seja, nada de desenhos animados na TV, eu até poderia assistir sozinha, mas não era a mesma coisa sem o meu loirinho.

Fui pro quarto, já que não tinha mais nada pra fazer mesmo. Fiquei escrevendo algumas musicas, ou melhor, tentando, mas nada parecia ficar bom. Já estava quase desistindo, quando ouvi uma voz familiar.

– Desculpa, eu sei que deviria bater na porta, mas é que eu nunca precisei bater, sabe como é, força do hábito... – Pierre estava parado na porta olhando para mim.

– Tudo bem, eu só estava tentando escrever alguma coisa. – eu disse arrancando uma folha do caderno e jogando fora

– Algum sucesso Tinker Bells? – ele se jogou na minha cama

– Fala logo o que você quer. Você só me chama assim quando quer me agradar ou quando vai pedir alguma coisa.

– Eu vim pedir desculpa, por tudo. Eu sei que sou um idiota. Mas você é minha melhor amiga e não posso, não consigo e também não quero ficar sem você. – ele estava sendo sincero

– É você tem razão, você é um idiota. Mas eu também não consigo e não quero viver sem você. – quando eu disse isso, ele sorriu – Mas e a garota? Como andam as coisas com ela?

– Normal, tenho que admitir que às vezes sem graça. Mas ela é legal.

– Isso é bom. Quando eu vou conhecer ela? – por fora simpática, mas por dentro eu estava morrendo de ciúmes.

– Talvez no próximo ensaio da banda eu leve ela. Mas agora eu preciso ir.

– Mas você acabou de chegar. Não vai não.

– Eu sei que você ama a aminha presença, mas preciso passar na casa da Mariana.

– Tudo bem então.

– Até mais. – ele me deu um beijo no rosto e saiu

Tenho que admitir que senti falta de um outro tipo de beijo. Mas tinha que aceitar que agora eu não tinha mais ela quando eu quisesse.

Continuei tentando fazer alguma musica descente, o que demorou, mas eu consegui. Decidi ir dormir, já que não tinha mais o que fazer. Mas quando estava quase dormindo meu celular começou a tocar. Primeiro tive vontade de jogar ele na parede, mas depois resolvi atender.

– Alô. – eu disse jogada na cama morrendo de sono

– Oi, é o Josh. – ele disse e eu comecei a prestar mais atenção

– Oi. Espera um pouco... Como você tem o meu numero?

– Meu irmão me passou. Ele está sendo um belo informante.

– É, percebi. Mas e ai, tudo bem?

– Tudo sim, mas pode ficar melhor. Se você vir aqui pra minha casa fica tudo ótimo.

– Agora?

– Agora. Por favor, eu prometo que vou me comportar. Mas se você quiser que eu não me comporte tudo bem.

– Você não presta. Mas tudo bem, eu vou.

– Ótimo! Estou te esperando. Beijos.

– Beijos. – Desliguei o celular e fui tomar banho e procurar alguma roupa legal para vestir.

Peguei as chaves do carro e tentei passar pela sala sem fazer barulho, mas como sempre fui mais barulhenta que o Sam cantando Avril Lavigne ou quando obrigamos ele a cortar o cabelo e fazer a barba.

– Aonde você vai a essa hora? – Ashley apareceu atrás de mim

– Eu vou dar uma volta, o Sam colocou gasolina no meu carro? – tentei mudar de assunto

– Colocou. Mas aonde exatamente você vai?

– Vou à casa do Josh.

– Na casa do Josh? Já ta até chamando por apelido. O que você vai fazer lá essa hora da noite?

– Relaxa, não vou fazer nada de mais lá, só conversar... Posso ir agora?

– Pode, mas juízo! E nada de dormir lá!

– Pode deixar mana. – dei um beijo no rosto dele e fui pra casa do Josh.

Fiquei parada na frente da casa dele, só pensando no que diabos eu estava fazendo ali. Respirei fundo, tomei coragem e apertei a campainha.

– Oi! – ele disse quando abriu a porta e me beijou

– Ei, calma ai apressadinho. – eu disse parando o beijo

– Desculpa. – ele sorriu – Entra.

Entrei na casa, que por sinal, estava muito quieta.

– Estamos sozinhos?

– Meu pai ainda não chegou do restaurante, o Kevin saiu com uma amiga sua, e a Alice já está dormindo. Mas e ai, quer assistir algum filme comigo?

– Claro, que filmes você tem?

– Vem aqui, que eu te mostro. – ele disse segurando minha mão e subindo as escadas comigo, e entramos no quarto dele – Está tudo meio bagunçado, não liga pra isso, não sou muito certinho.

– Está mais arrumado que o meu. – admiti

– Fique a vontade. Então, você quer escolher o filme? – ele perguntou abrindo uma gaveta do guarda roupas cheia de filmes

– É melhor você escolher.

– Tudo bem. – ele começou a procurar algum filme – Que tal Freddy VS Jason?

– Eu não gosto muito do Freddy. Eu tenho medo dele.

– Você ta brincando não é? – ele disse rindo de mim

– É serio!

– Eu to aqui pra te proteger, ninguém vai te pegar... Só se você quiser. – ele disse me abraçando por trás

– Ei, você disse que ia se comportar, então vamos assistir ao filme.

Assistimos ao filme, mesmo eu me assustando de cinco em cinco minutos. Tivemos que assistir no quarto dele, porque seria meio estranho o pai ou o irmão dele chegar e me ver na casa deles àquela hora da noite. Mas a coisa começou a ficar séria, quando o filme acabou e o Josh começou a querer tirar minha roupa.

– Para. Não provoca. – eu disse parando de beijar ele quando ele começou a abrir minha calça

– Por quê? Você não quer? – ele perguntou parando.

– Eu quero, mas eu não posso. Quer dizer, eu não deveria nem estar aqui, na sua cama. Nós não temos nada, só ficamos uma vez. Eu te conheci faz pouco tempo.

– Tudo bem, eu só imaginei que você aceitou vir aqui pra isso, mas desculpa, imaginei errado. Eu também não acho isso certo, não agora. Mas você não tem nada comigo porque você não quer.

– Como assim? – eu perguntei

– Você acha que eu teria ficado com você, se eu não quisesse ter alguma coisa a mais com você? Eu não sou esse tipo de cara que você pensa que sou. Eu assumo meus compromissos. Você não estaria aqui na minha cama se eu não estivesse querendo alguma coisa séria com você.

– Eu acho que é meio cedo para relações sérias. E mais cedo ainda pra isso. – eu disse fechando a minha calça

– Tudo bem, depois falamos disso.

– Acho melhor eu ir embora agora. – olhei no relógio do meu celular e já era mais de 01:00 da manhã, o pai e o irmão dele já deviam estar em casa, e se algum deles resolvesse entrar no quarto por algum motivo, seria meio constrangedor

– Por favor, fica aqui comigo, só mais um pouco. Não quero que você vá embora. – ele disse me abraçando – Dessa vez eu me comporto, prometo.

– Tudo bem, eu fico. – eu sorri e ele me beijou – Mas você nunca se comporta.

No final de tudo, eu acabei dormindo lá aquela noite. A Ashley iria me matar!

– Josh, acorda. Já estamos atrasados pra escola. – olhei no relógio e pelo jeito teríamos que entrar na segunda aula

– Ai meu Deus, tinha me esquecido que tem aula hoje. Droga. – ele se levantou e me deu um beijo – vou tomar banho e a gente já vai.

– Ta. – ele foi tomar banho e eu peguei meu celular para assinar meu futuro atestado de morte, fui ligar para a Ash.

Ela mal atendeu ao telefone e já começou a me xingar em Frances, como se eu estivesse entendendo alguma coisa.

– Calma mulher! – eu tentei fazer ela calar a boca.

– Eu falei pra você não dormir ai, e você fez exatamente o contrario do que eu disse. O que você estava fazendo ai até agora? Eu estava preocupada e você nem para ligar.

– Se você deixar eu falar eu agradeceria. – esperei ela falar alguma coisa, mas ela não disse nada – Não deu para ligar, eu esqueci. Desculpa. Mas não se preocupa que não aconteceu nada. Eu vou para a escola agora, quando eu chegar em casa nós conversamos.

– Você vai ter que me explicar muita coisa. – ela desligou, quando ela fala assim, me assusta

Fiquei esperando o Josh, até que o Kevin entrou no quarto. É, definitivamente eu estava ferrada.

– Nossa eu acho que estou sonhando ainda. Ou deve ser miragem. O que você ta fazendo ai? – ele disse quando me viu

– Ei, não pira. E você não deveria estar na escola? – eu disse

– Deveria. Mas cheguei tarde ontem e fiquei com preguiça d ir. Mas você também não deveria estar lá e não na cama do meu irmão?

– É... – eu não sabia como explicar aquilo

–Ei, para de atormentar a garota. – Josh apareceu já pronto – cadê a Alice?

– O papai já a levou para a escola. – Kevin disse, e alguém o chamou de algum lugar da casa – Eu vou ir ali, ver o que ela quer.

Ele saiu do quarto.

– Você precisa de alguma coisa? – Josh perguntou quando estávamos sozinhos

– Nesse momento, de uma escova de dente. O banho infelizmente vai ter que ficar pra depois.

– Posso ganhar um beijo antes? – ele começou a se aproximar

– Não pode. Primeiro a escova, depois o beijo. – eu disse o fazendo parar

Ele me levou ate o banheiro e me arrumou uma escova. Depois que sai do banheiro, pensei direito sobre uma coisa.

– Josh, quando seu irmão saiu do quarto, ele disse que ia ver o que “ela” queria. – eu disse quando estávamos descendo as escadas

– Ela? – Josh pareceu confuso, e do nada, demos de cara com a Marcela.

– Bells? O que você está fazendo aqui? – ela pareceu tão constrangida quanto eu

– Só estou de passagem. Conta pra alguém que me viu aqui, e eu te mato e ainda coloco seu corpo no guarda roupa de Nárnia para ninguém encontrar. – eu a ameacei – Vamos Josh, se não vamos chegar mais atrasados ainda.

– Ok. Kevin, se precisar de “alguma coisa”, procura no meu quarto que tem. Mas por favor, usa a sua cama. – ele disse pegando a chave do carro e rindo.

– Para de perturbar seu irmão e vamos logo. – eu disse empurrando ele para a porta

Decidimos ir com o carro dele e depois eu voltaria para pegar o meu.

Chegamos na escola no intervalo entre a primeira e a segunda aula, havia muita gente nos corredores, então foi fácil passar a impressão de que não chegamos juntos. Inventei qualquer desculpa para o pessoal, que apostaram que eu estava atrasada porque eu estava dormindo, o que tecnicamente era verdade. Depois tive que aturar a Liz me perturbando, brigando comigo por eu não ter dado noticias e dizendo que a Ash estava querendo me matar, mas isso eu supero. Mas enquanto ela falava, eu não parava de pensar no Josh. Eu estava me distraindo fácil, principalmente quando as pessoas estão falando coisas que não me interessam, e lembrar dele também não ajudava a prestar atenção no que a Liz falava comigo, ou melhor eu não estava prestando atenção em nada! Eu não consegui prestar atenção em nenhuma aula, ou conversa, porque ele não saia da minha cabeça.

Ficava esperando pelo momento em que ele ficasse sozinho, só para eu ir falar com ele. Mas a Katelyn e a turminha de Barbie e Ken dela não saia de perto dele.

Tive paciência e esperei até ficar sozinha na detenção com ele.