Like The Stars Miss The Sun In The Morning Sky
17 Capítulo 17: A melhor semana de todas
Capitulo 17: A melhor semana de todas.
Acordei tarde no outro dia, já era quase duas da tarde.
Me sentei na cama e olhei em volta do quarto, a Mel estava com uma câmera na janela, tirando fotos de alguma coisa.
– Bom dia. – ela se virou pra mim e tirou uma foto minha – Ou boa tarde.
– Não, eu estou horrível pra fotos. Mas bom dia. – sorri. – Algum plano pra hoje?
– Na verdade não. Mas no momento você está dando uma modelo perfeita. – ela tirou mais uma foto.
– Até parece. – me levantei e fui trocar de roupa.
A tarde passou bem rápido, assim como os outros dias.
Faltavam só dois dias para ir embora, era sexta a noite, estávamos na sala comendo comida japonesa.
– Depois disso, quando irei te ver novamente? – perguntei pra ela.
– Eu não sei. – ela suspirou. – Recebi uma proposta para tirar algumas fotos no Rio de Janeiro. Depois disso... Vou ir pra Irlanda, passar um tempo com meus pais.
– Vai morar lá?
– Não. Vão ser só alguns dias, mas assim que eu voltar vou te procurar.
– Ainda não enjoou de mim?
– Mais fácil você enjoar de mim, de tanto “mel”. – ela riu.
– Sabe, eu sempre gostei muito de mel, então esse não vai ser o problema. Mas você não vai aguentar minha chatice. – eu disse.
– Eu não vou enjoar de você. – ela se aproximou e sussurrou na minha boca. – Mesmo se ficarmos milhares de quilômetros de distancia, quando voltar vou querer ficar grudada em você.
– Acho que mereço um beijo agora? – sussurrei na boca dela.
– Merece todos os meus beijos. – ela me beijou do jeito que eu mais gostava.
Acho que estava ficando viciada naqueles beijos. Quanto mais eu ganhava, mais eu não conseguia parar. Mas naquele momento, consegui forças pra isso.
Depois de comermos ficamos assistindo TV, vendo séries, deitadas no colchão da sala.
– Eu não acredito que cortaram a cabeça dele! Não! E agora? – eu disse indignada.
– Mas a morte dele foi importante. Depois você vai entender o porquê. – ela comentou.
– Mas eu queria saber agora. – eu disse fazendo bico.
–Nada disso, vai ter que assistir tudo. Não vou te contar menina mimada. – ela disse virando pro lado para não ter que me contar.
– Ah não é justo! – eu disse tentando virar ela novamente, mas ela era mais forte.
– Você é muito fraquinha. – ela se virou, mas conseguiu prender meus braços acima da minha cabeça.
– Novamente, isso não é justo! – eu ri.
– Às vezes você fica melhor quietinha. – ela riu, ainda prendendo meus braços.
– Então me obrigue a ficar quieta. – eu desafiei.
– Não devia ter dito isso. – ela sorriu e me beijou.
Durante o beijo ela foi aos poucos soltando minhas mãos, e eu coloquei meus braços em volta dela fazendo-a ficar mais perto de mim. O beijo foi ficando mais intenso enquanto minhas mãos vagavam pelo corpo dela. Ela percebeu e foi parando aos poucos.
– Quem mandou você parar? – eu sussurrei na boca dela.
– E se você não gostar? – ela sussurrou de olhos fechados.
– Eu já estou gostando, e eu quero. – tirei a camiseta que ela estava vestindo.
Ela voltou a me beijar, de forma mais intensa. Suas mãos foram subindo minha camiseta, quando finalmente conseguiu tira-la, ela se concentrou em tirar meu shorts, e voltou a me beijar, dessa vez, ficando entre minhas pernas e as colocando em sua cintura as arranhando e deixando marcas.
O toque dela sobre meu corpo e os beijos que distribuía sobre ele me fazia pedir por mais. Nunca pensei que fosse sentir aquelas coisas ou fazer aquelas coisas, mas era algo único.
A cada gemido que ela dava no meu ouvido e eu no dela, meu corpo implorava por mais. Nada mais naquele momento importava, todos meus problemas desapareceram e tudo o que me importava era ela, o corpo dela sobre o meu.
Depois de tudo o que aconteceu, eu estava deitada com ela sobre o colchão.
– Você está me olhando? – perguntei.
– Não deveria? – ela riu.
– É que, eu fico com vergonha do meu corpo.
– Você é linda. Não precisa ficar assim. – ela beijou minha testa. – Mas pode se vestir.
Peguei minhas roupas e me vesti. Ela fez o mesmo, e eu me sentei na frente dela no colchão.
– Você gostou? De verdade. – ela perguntou.
– Claro, gostei muito. – sorri pra ela.
– Já tinha feito isso? Com garotas?
– Não, você foi a primeira. – eu disse meio sem graça.
– Fica mais bonita ainda quando está com vergonha. – ela sorriu.
– Você é uma boba. – sorri pra ela.
– Você me ama mesmo! – ela me deu um selinho demorado.
Fiquei deitada com ela, olhando pra ela por tempo demais até ela ficar sem graça, o que me fazia sorrir. Ela me beijava de forma carinhosa, que me fazia sentir a melhor pessoa do mundo. Dormimos na sala naquela noite, enquanto eu cantava baixinho no ouvido dela pra ela dormir.
No dia seguinte, eu acordei primeiro que ela. Ela se virou pro meu lado pra tentar escapar da claridade.
– Bom dia? – ela disse esfregando os olhos.
– Boa tarde. – eu disse sorrindo e dei um beijo no rosto dela.
– Não devia dormir tanto, tenho que aproveitar nosso ultimo dia aqui.
– Não quis te acordar. Você estava muito fofa dormindo. – eu sorri.
–Ah tá, vou fingir que acredito. – ela riu.
– Agora acorda vai. – eu puxei ela pelo braço fazendo ela levantar.
– Posso tomar um banho antes de dedicar minha atenção a você – ela finalmente se levantou.
– Logico, não quero fedida do meu lado! – eu ri.
– Fedida é você, eu sou quase uma flor. – ela riu.
– Tá bom flor, vai tomar banho.
Depois de ela tomar banho, fomos dar mais uma volta na praia.
Ela me comprou um anel de prata, e outro pra ela. Mas só colocamos quando voltamos a casa.
– Pra quando você sentir saudade enquanto eu estiver fora. – ela colocou no meu dedo. – Só olhar pra isso e lembrar que vou querer voltar a todo minuto pra te ver.
– Promete? – coloquei no dedo dela o outro.
– Prometo. – ela beijou minha mão.
Ficamos em casa o resto do dia. Não nos largamos. Eu ia sentir muita falta dela depois e queria aproveitar aquele tempo juntas. De noite ficamos no quarto conversando e muitos outros beijos aconteceram.
Ela me fez cantar uma musica pra ela, consegui achar o violão do Sam pra isso.
Fez muito frio naquela noite, o que me fez dormir agarrada nela, não nos soltamos a noite toda. Até porque na noite seguinte, eu provavelmente não teria aquilo, então quis aproveitar ao máximo.
Pouco antes de adormecermos ela sussurrou no meu ouvido.
– Quando eu voltar, eu prometo que vai ser pra sempre, se você quiser.
– Pra todo sempre. – concordei.
Tenho certeza que ela sorriu de lado, do jeito que eu mais gostava. E eu mal podia esperar até que ela voltasse e pudesse ficar pra sempre.
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