Notas iniciais
Mais um ai pessoal. ;)

Capitulo 14: Algo inesperado.

Mais tarde, depois que o pessoal acordou e me ajudara, a organizar a bagunça da casa, a Joyce foi embora, e mais um pessoal. Só ficaram em casa Liz, Josh, Kevin, Otavio, Marcela e eu. Então os garotos decidiram ir para a cozinha para nos “impressionar”.

– Eu ainda acho que vocês deveriam fazer comida aqui em casa mais vezes. – eu disse quando todos haviam terminado de comer.

– É só vocês comprarem comida de verdade e não comida congelada. – Josh disse.

– Tudo bem, irei fazer algumas compras de comida descente.

– Bom, eu gosto de comida congelada. – Kevin disse.

– É porque você é um preguiçoso. – Josh deu um tapa na cabeça dele.

– Ou seja, é o homem da minha vida! – Mah disse com aquele sorriso bobo.

A parte boa de ter uma amiga tão preguiçosa quanto eu, é que ela criou um lema: “comer e dormir o máximo de tempo possível.” E se a parte do comer fosse pratica, sobraria muito mais tempo pra dormir.

De tarde ficamos assistindo programas bobos de domingo na TV, quando a Mah e o Kevin foram embora , Nós decidimos ir buscar o Thomas na casa do meu avô, e também, o Josh disse que queria conhece-lo, então fomos todos juntos.

O transito de São Paulo estava um caus. Tivemos que aturar o Josh e o Kevin cantando Lady Gaga. Foi nesse momento em que quis jogar eles para fora do carro, mas me contive e até cantei um pouco também.

Chegamos a casa do meu avô, e para variar ele estava aprontando algo com o Thomas.

Entramos na sala da casa, e ele estava com o Thomas no piano, junto com meu tio, tentando ensinar o Tom a tocar a mesma musica que ele me ensinou quando eu era pequena.

– Será que ninguém trabalha nessa casa? – Eu disse atrás deles.

– Você também não está trabalhando. – disse meu avô rindo. – Só estava ensinando o Tom algumas coisinhas. Se eu fosse você, tomava cuidado, porque ele pode ficar melhor do que você.

– Eu duvido muito baixinho. – eu baguncei o cabelo do Thomas.

– E quem é esse moço que está com vocês? – meu avô muito do indiscreto.

– Esse o Josh, e Josh, esse é meu avô Anthony e meu tio Peter, ele é o Pai do Sam. – Fiz as apresentações.

– É um prazer conhece-los Josh o cumprimentou.

– O prazer é todo nosso rapaz. – meu avô disse.

Ficamos conversando um pouco na sala, fiquei um pouco no piano com o Thomas, e decidi que deveríamos colocar um piano em casa, porque ele estava realmente interessado em aprender.

Depois meu avô me chamou para conversar no jardim.

– Então me explique: Da ultima vez que você veio aqui, você estava com um namorado, e agora já está com outro. O que está acontecendo?

– ele não é meu namorado, não oficialmente. É complicado. – Admiti.

– Adoro historias complicadas. Deixe-me tentar entender. – como sempre, meu avô, muito do insistente também.

Contei a ele tudo o que tinha acontecido nos últimos meses.

– Eu sei que você também vai vir com aquele papo de que é cedo demais e que não quer que todas aquelas coisas aconteçam de novo, mas...

– Mas eu não vou dizer nada disso. – ele me interrompeu. – Vou dizer que você deve ir enfrente com isso. É a sua vida, arrisque você nunca vai saber se daria certo se você não tentar. Além disso, eu gostei do rapaz.

– Obrigo vovô, você é o velhinho mais legal do mundo. – eu sorri e o abracei.

– Legal, bonito, e bilionário. – ele riu quando me soltou.

– Exatamente, e falando em bilionário, como fica a história do meu carro novo? – perguntei.

– Já comprei seu carro novo, seu tio vai levar para daqui alguns dias.

– E ele é melhor que o outro? Porque o Sam comprou uma Ferrari.

– É, ele é melhor que o outro... Mas não se anime muito, não posso te comprar uma Ferrari, porque sei que você vai bater qualquer carro novo em três dias, então para senhorita apenas carros simples. – ele disse – E o Samuel é totalmente responsável.

– Ah claro, totalmente. – adoro meu próprio tom de ironia.

– Faça por merecer e quem sabe, eu te compre um carro muito melhor.

– E como faço isso?

– Me surpreenda garota. – ele sorriu de lado.

– Essa é minha especialidade – eu disse e ele riu, ele sabia que era verdade.

Depois de pegarmos todas as coisas do Thomas, nos despedimos e fomos embora. No caminho tivemos mais um show do Otávio e do Josh, mas conseguiram se superar na cantoria, o mais engraçado era ver o Josh tentando cantar em português, porque ele sempre errava algumas palavras.

Chegamos em casa depois de muito mais transito. O Thomas tinha dormido no carro, então Josh o levou para o quarto dele, e a Liz foi para casa do Otávio. Josh e eu estávamos no meu quarto, enquanto eu o ajudava a pronunciar algumas palavras que ele tinha dificuldade.

– É, não adianta, você nunca vai conseguir me chamar de amor. – eu disse já desistindo.

– Eu consigo, eu sei que eu consigo. Aumor. Fuck. – ele ficou irritado por não conseguir. – Desisto. Outra hora tentamos, agora vem cá. – ele me puxou para deitar com ele na cama.

– Então, o senhor se apresenta para as pessoas com o titulo de meu namorado, e eu não estou nem sabendo senhor Joshua? – eu disse quando me deitei na cama.

– Bom... Eu já te considero minha namorada. – ele disse meio sem jeito.

– Isso foi um pedido?

Ele se levantou da cama me puxando com ele, e ficou de joelhos na minha frente.

– Josh, pelo amor de Deus, levanta dai. – eu disse não acreditando na cena.

– Calada menina. – ele sorriu. – Você, Isabella Bennett, aceita ser a minha namorada? Eu sei que não tenho nenhuma aliança pra te dar no momento, mas isso depois a gente da um jeito.

– Bem, como você é um chato, bobão que não me deixa em paz... Eu aceito bobão lindo. Ou melhor, meu namorado.

– Minha namorada. – ele deu um sorriso muito bobo, mas muito lindo o que me fez sorrir do mesmo jeito, então ele me pegou no colo e me girou no ar, e pra completar o pedido, me beijou.

Naquele momento, meu celular tocou, interrompendo nosso beijo. Peguei o celular no meu bolso, e olhei a identificação e vi o nome Mellanie. Achei estranho ela estar ligando assim, mas resolvi atender.

– Oi Mel, tudo bem?

– Oi, na verdade, não está muito não... Precisava de alguém para poder desabafar. – ela disse e pela voz, percebi que ela esteve chorando.

– Tudo bem, daqui a pouco chego ai. – desliguei o celular.

– Jura que você vai sair agora? – Josh perguntou me olhando.

– Eu preciso, é importante eu juro.

– Tudo bem então... – ele disse meio desanimado.

– Você pode levar o Tom pra sua casa? Deixa ele brincar um pouco com a Alice, a hora em que eu voltar eu vou busca-lo. – eu já estava pegando minhas coisas.

– Claro...

– Mais tarde conversamos, prometo. – dei um selinho nele e fui até o apartamento da Mel.

Eu realmente era muito louca de ir atrás de uma menina que eu mal conhecia, mas se ela queria alguém pra conversar e me chamou, não podia negar, o Josh teria que entender, ou não...

Ela abriu a porta do apartamento para mim, estava vestida com uma regata preta do Sex Pistols, shorts curto e estava com o cabelo preso.

– Oi, cheguei. – eu disse e a abracei.

– Entre, eu estava largada na cama, vem cá, só não repare na bagunça do meu quarto. – ela me levou até o quarto dela.

Era no geral um apartamento bem legal, o quarto tinha uma cama de casal bem grande, era meio bagunçado, mas eu gostava daquele jeito. Ela se sentou na cama, e fez um gesto para que eu me sentasse de frente para ela.

– Então, o que houve pra te deixar triste? – perguntei.

– Minha ex, entrou no meu facebook e me viu falando da festa com o pessoal. E ela brigou muito comigo, sem necessidade, o que me deixou realmente triste, e precisava falar com alguém. Sua irmã não atende o celular, e pensei que como você foi legal comigo aquele dia, podia me ajudar. – ela disse jogando uma embalagem de chocolate branco pro lado.

– Não sou a melhor pessoa do mundo em conselhos, mas acho que você não devia sofrer por isso. Apenas pense em outras coisas, alguma hora, sua ex vai esquecer tudo isso e parar de brigar com você. – eu tentei dar um conselho falando isso e mais todas aquelas coisas que se diz para animar uma pessoa, e me aproximei para arrumar uma mecha de cabelo dela.

– É, acho que você tem razão.

– Talvez você devesse tentar ficar com outras pessoas... – eu falei, e nesse momento surgiu um silencio um tanto quanto constrangedor.

– Talvez você esteja certa. – ela chegou mais perto de mim.

Na verdade estava muito perto, a única coisa que se ouvia no quarto era o som de nossas respirações, ela colocou a mão no meu rosto em um gesto de carinho, e aproximou meu rosto do dela. Eu sei que devia ter parada com aquilo, mas alguma coisa em mim dizia para continuar. Seus lábios tocaram os meus e foi uma sensação diferente, mas era inexplicável, no começo foi apenas um beijo, normal, calmo. Mas tudo nela me fazia querer mais, e nada em mim me dizia para parar.

Ela me puxou pela cintura, me colocando no colo dela, continuamos com o beijo, mas de forma mais intensa, minhas mãos estavam em seus cabelos, o que os fez cair sobre seus ombros, e as mãos dela erguiam minha camiseta na tentativa bem sucedida de tira-la.

Sua boca foi deslizando até meu pescoço, da maneira que eu mais gostava o que me fazia suspirar alto. Ela me deitou na cama, ficando por cima de mim, me prendendo entre suas pernas. Continuamos com o beijo, mas em algum momento, alguma parte do meu subconsciente me fez parar.

Ela percebeu e saiu de cima de mim, ficando do meu lado da cama.

– Desculpa. – eu disse olhando para ela.

– Não, está tudo bem, sou eu quem pede desculpas. – ela me entregou minha camiseta.

– Eu não devia ter feito isso, mas... – eu disse suspirando.

– Mas?

– Não sei, acho que estou meio confusa, acho melhor voltar para casa e nos falamos depois. – eu me levantei e fui saindo do quarto.

Ela me acompanhou até a porta, mas não dissemos nada. Fiquei distraída o caminho todo para casa, só relembrando a cena que tinha acontecido.

Cheguei em casa, e me lembrei de que não tinha ninguém lá, fui direto pro quarto, tranquei a porta e me joguei na cama literalmente. Foi quando lembrei de que ainda teria que ir buscar o Thomas e pior ainda, lembrei do Josh.

– Droga. – gritei. – que porra eu fiz?