Like The Stars Miss The Sun In The Morning Sky

24 Capitulo 24: Hora de contar a verdade.


Capitulo 24: Hora de contar a verdade.

No dia seguinte ao casamento, avisamos todos e demos entrada nós papéis. Em poucos dias estávamos oficialmente casadas.

Não era muita gente que sabia disso, e também preferimos contar apenas para quem precisasse realmente saber. Principalmente o Josh. Já havia muitos meses que ele estava “sumido”. E o Kevin ainda não tinha conseguido me convencer de contar sobre a gravidez para ele.

Tirando esse pequeno detalhe, foram meses bem perfeitos.

Apenas uma coisa não era perfeita:

Dor de parto!

Não tem nenhuma dor que se compare a isso. Sério! Homens agradeçam por estarem livres disso, mulheres, boa sorte!

Mas pelo menos, eu tinha uma esposa muito atenciosa que não me deixou nem por um segundo.

– Calma mô, está tudo bem. – ela dizia enquanto segurava minha mão. – Mais um pouquinho e você acaba quebrando minha mão no meio.

– Agradeça por ser sua mão! – eu disse morrendo de dor.

– Eu também te amo. – ela riu e me deu um beijo na testa.

Aquelas horas de dor valeram realmente a pena. Nada se comparava a ter aquelas duas pessoinhas nos meus braços. Ouvir os choro foi como se algo despertasse em mim, e naquele momento eu sabia como realmente era amar alguém incondicionalmente. Cada detalhe neles, o jeito como se mexiam, como se encaixavam no meu colo, faziam com que lagrimas surgissem em meus olhos.

Mesmo no quarto do hospital não conseguia parar de olha-los.

– Você deveria estar descansando. – Mel entrou no quarto. – Dorme um pouco, fico de olho neles.

– Meu avô está ai? – perguntei.

– Ele já deve estar chegando, mas agora descanse, quando ele chegar eu te acordo. – ela me deu um beijo rápido.

– Eu te amo mô. – sorri para ela.

– Também te amo minha linda.

Virei para o lado para tentar dormir um pouco. Finalmente consegui descansar.

Algum tempo depois, acordei e o quarto estava cheiro de gente.

– Olha para a foto! – Sam disse com o celular na mão.

– Se você tirar mais uma foto minha nesse estado, eu juro que levanto e faço você mastigar esse celular. – eu disse me sentando na cama.

– Isso só pode significar que ela está bem! – Liz disse com a Clara no colo.

– Quem deixou vocês todos entrarem aqui de um só vez? – perguntei.

– Bom, eu tenho alguns privilégios. – meu avô disse com Jon no colo.

– Sei muito bem seus privilégios. – Ash entrou no quarto com o Thomas. – Mas dessa vez foi bem útil.

– Eu quero ver meus priminhos! – Thomas parecia animado.

– Só agora eu me dei conta de como essa família está grande. – Mel se sentou na cama comigo. – Já conseguiram lotar o quarto.

Depois de muita conversa com a família, disse que precisava falar com meu avô e com a Ash a sós.

– Então. O que você quer falar? – Ash perguntou.

– Vocês são as pessoas mais responsáveis da família. Então eu preciso de um conselho. – eu disse.

– O que você precisar. – meu avô disse.

Olhei para meus filhos, tentando pensar no que fazer. Na verdade, eles se pareciam muito com o pai. Cabelos negros igual ao dele, o mesmo tom de pele, e os olhos azuis como os meus e os dele.

– Josh é o pai deles. Ele está completamente pirado. Mas ainda assim é o pai. – suspirei. – Eu não sei o que tenho que fazer, não sei se ele merece saber, não sei como contar isso.

– Você escondei isso o tempo todo dele, e ele não vai gostar disso. – meu avô disse. – Mas essas crianças são filhos dele, assim como você ama eles, Josh pode ama-los. Pode melhorar pro eles.

– Vovô está certo mana. – Ash disse. – A questão não é se o Josh merece saber. Mas seus filhos vão querer saber quem é o pai deles. Diz pra ele, não vai ser tão ruim assim.

– Se for... Estamos do seu lado. – vovô disse e me deu um beijo na testa.

– Tudo bem. Eu vou contar. – eu me decidi.

Mais tarde Kevin e Marcela foram me visitar.

– Ai meu Deus! Como eles são lindos! – Marcela segurava os dois de uma vez no colo. – Olha amor, que coisa perfeita.

– Logico que são perfeitos. São meus sobrinhos. – Kevin dizia todo bobo olhando para os bebês.

– Eu estava pensando sobre isso. – eu disse olhando para o Kevin e a Marcela. – Vocês poderiam ser mais que os tios. Eu queria que vocês fossem os padrinhos.

– Sério? – Mah parecia bem emocionada.

– Seríssimo. – eu sorri. – Mas só se vocês quiserem, claro.

– Nós queremos! – eles disseram juntos.

– Ótimo. – eu disse. Fiquei realmente feliz por eles aceitarem. – Tem mais uma coisa, mas é um assunto mais interessado a você Kevin.

– Pode dizer. – ele pegou o Jon no colo.

– Sobre seu irmão... – eu estava pensando no que dizer. – Bom, eu quero que ele saiba. Mas não sei como contar isso a ele.

– Eu poderia contar. – ele disse.

– Tenta fazer com que ele não surte. Por favor.

– Tudo bem. – ele sorriu. – Fico feliz que você tenha decidido.

– Eu também. – sorri.

Marcela não queria mais desgrudar dos bebês. Mas dava para ver que ela realmente seria uma madrinha muito dedicada.

Alguns dias depois, já pudemos deixar o hospital, e eu já estava sentindo falta de casa.

Era bem trabalhoso cuidar de duas crianças. Mas a Mel me ajudava muito com isso, e a Liz sempre estava por perto para ajudar.

Nesses dias que se passaram, meu novo sobrinho também nasceu. Nicholas era totalmente parecido com o Sam, e não era um bebê tão quietinho quanto o Thomas foi. O que só nos fazia pensar que ele daria muito trabalho, assim como o Sam continua dando a vida toda. Esse garoto vai ser igual ao pai.

A Ash decidiu ficar uns dias em casa para poder me ajudar com os bebês, e ao mesmo tempo ajudar ela também.

Ou seja, todos de volta para casa, e a casa lotada novamente.

Em uma certa noite, estávamos em casa apenas Sam e eu cuidando das crianças. Ash, Liz e a Mel tinham ido comprar algumas coisas.

– Sabe filho, você tem que passar mais tempo comigo, para apender algumas coisas. – ele dizia ao Thomas.

– Sam, eu sei muito bem o que você está querendo ensinar para ele. E ele não vai ser um canalha total igual a você foi. – eu disse.

– O Thomas é bonzinho demais para isso. – ele disse. – Mas o Nicholas talvez tenha algum gene canalha igual ao meu.

– Eu sinceramente espero que não.

– Mamãe disse pra vocês não brigarem. – Thomas nos lembrou da bronca que levaríamos se brigássemos na frente das crianças.

A campainha de casa tocou e eu fui abrir a porta.

Kevin estava com o Josh.

– Bom, eu só vim trazer ele aqui, acho que vocês precisam conversar sozinhos. – Kevin disse.

– Tudo bem. Obrigado. – eu disse e ele se retirou.

Josh ficou olhando pra mim, era um pouco desconfortante. Ele não estava com uma aparecia tão ruim, apenas com a barba mal feita, mas até que dava um certo charme a ele.

– Não vai me deixar entrar? – ele perguntou calmo.

Apenas sai da frente da porta e ele entrou e fomos até a sala.

– Sam, você pode ir dar uma volta com o Nick e o Tom? – eu disse.

– Tem certeza? – ele perguntou.

– Tenho, pode ir. – eu disse e ele saiu de casa.

Finalmente, estávamos sozinhos.

– Você vai me deixar ver eles? – ele perguntou.

– Vem aqui. – eu disse e ele se aproximou do carrinho onde os bebês estavam.

Ele se ajoelhou em frente ao carrinho, olhando para eles.

– Eles são... Lindos. – ele deu um sorriso. – Como se chamam?

– Jon e Clara. Ele é o mais velho por alguns minutos. – eu também sorri.

– Isso significa que você tem que cuidar dele meninão. – ele falava com o Jon. – E tem que ser fortão igual ao papai.

Ele pegou os dois no colo.

– Ela vai ser uma princesa, não é? – agora ele estava todo fofo falando com a Clara.

Josh ficou um certo tempo com eles no colo, chegou a chorar um pouco. Me senti arrependida, de ter escondido dele. Até que finalmente, ele os colocou de volta no carrinho.

– Você não tinha esse direito. – ele olhava para mim. – Eles são meus filhos, você sabia que eu queria ter acompanhado, que eu gostaria de estar presente quando nasceram.

– Josh, você estava pirado, eu não ia deixar você fazer mal a eles. – eu disse.

– Eles são meus filhos! – ele disse alto demais. – Nunca faria mal a eles.

– Não grita! – eu disse afastando ele das crianças. – Tenta entender, por favor.

– Desculpa, mas eu realmente não te entendo. – ele disse e voltou a se ajoelhar em frente ao carrinho. – Eu já amo vocês, demais. E vou estar sempre aqui, nunca vou deixa-los.

– Você pode vir sempre ver eles. – eu disse.

– Mas isso não muda tudo o que você me fez perder. – ele se levantou e foi embora batendo a porta.

Ele estava realmente bravo, mas não foi tão ruim. Mas conhecendo o Josh, ele realmente tinha gostado da noticia de ter dois filhos, mas não iria me perdoar tão fácil. E isso é o que me preocupava.