Notas iniciais
Olá, suas lindas. :3 Ok, nós sabemos que prometemos postar segunda, mas a minha linda professora decidiu que iria ferrar com a minha semana e me deu um trabalho gigante pra fazer. Mas a partir de hoje, sai capítulos de dois em dois dias. :3 Bem, nós queríamos agradecer do fundo da insanidade que a gente chama de coração a Naiah L pelo recomendação, a gente tinha esquecido de agradecer nas notas dos outros capítulos, mas nós lemos, viu? E amamos que você goste da história, mesmo. É importante pra nós sabermos que nós fazemos algo que vocês gostem. Bem, é isso, não preciso dizer pra ler as notas finais, né? Boa leitura, meus amores. ♥ - Ello.

Éramos nós dois agora, juntos, para sempre.


Gerard’s POV:

Nossos lábios estavam colados como um só, mas dessa vez era diferente do nosso beijo na praça, era um beijo urgente, que expunha todos os nossos sentimentos um pelo outro, nossas línguas se entrelaçavam, buscando cada vez mais uma a outra e eu podia sentir um sorriso se formando nos lábios de Frank pressionados contra os meus. Era maravilhoso, até demais para ser real e eu já começara a imaginar se tinha pegado no sono e sonhado aquilo tudo. Mas não, os ofegos de Frank contra meus lábios, sua mão percorrendo o tecido molhado da camiseta colada ás minhas costas, tudo isso me fazia ter mais certeza que eu estava acordado e que Frank retribuía meus sentimentos. Nem mesmo a chuva que caía violenta contra nossos corpos abraçados era capaz de destruir aquele momento.

Frank ofegava enquanto afastava seu rosto do meu, mantendo nosso abraço. Ele sorria enquanto as gotas transparentes escoriam e outras chegavam até seu rosto, seus olhos estavam marejados e verdes-esmeralda, os lábios vermelhos e inchados contrastando com os dentes claros que não se preocupavam em mostrar o que sentiam. Eu retribuía o sorriso com a mesma emoção. Meus braços em volta de sua cintura e os seus em volta do meu pescoço, eu estava tão feliz que poderia morrer, e sentia como se estivesse prestes á isso. Frank se pronunciou.

– Seremos nós dois de hoje em diante, por toda a eternidade, certo? – Uma lágrima rolou por seu rosto e seu sorriso agora estava tímido, mas ainda transmitia toda a sua alegria. – Nós vamos ser felizes, Gerard. Só você e eu, juntos, não importa o que aconteça, e eu vou cuidar de você. – Abraçou-me, deixando sua cabeça cair em meu ombro, eu não conseguia esconder o quanto eu estava feliz com aquelas palavras, acabei por chorar junto com ele.

O céu escuro de Jersey agora estava mais enraivecido, parecia clamar pela nossa atenção, mas tudo o que importava agora era que eu tinha Frank em meus braços. Decidimos sair dali, caminhávamos sem rumo de mãos dadas em meio á chuva que insistia em cair cada vez mais barulhenta. Não havia sequer um vulto na rua, somente nós dois, o que deixou Frank mais confortável. Sem perceber, eu estava levando Frank para minha casa, paramos na porta, Frank parecia indeciso.

– E se seus pais estiverem em casa? Quer dizer, eu sei que não vamos fazer nada de mais, mas você realmente quer que eles saibam que você é... bem, sabe... diferente do que eles esperavam. – Disse olhando para o chão, corado.

– Quero que a minha mãe saiba, provavelmente ela é a única em casa agora. Meu pai não precisa saber, ele não significa nada mais para mim do que qualquer estranho. – Frank me olhava com tristeza, seu cabelo molhado estava esparramado por sua testa. – Vamos. – Puxei-o pela mão enquanto empurrava a porta de madeira.

Como eu esperava, minha mãe estava na cozinha fazendo o jantar. Frank parou na porta do cômodo, as mãos enfiadas nos bolsos do casaco e a cabeça baixa.

– Por deus, Gerard! Você me assustou. – Ela disse ao sentir que eu a abraçava. – Por que está todo molhado? Onde estava? – Ela não se virou, continuou com a atenção voltada ao tomate que estava picando.

– É uma longa história, mas tem alguém que eu quero que conheça. – Eu a soltei e ela virou, sorrindo ao ver o pequeno garoto parado e tímido á porta da cozinha. Frank se encolheu mais, ele parecia procurar qualquer lugar na cozinha onde pudesse se esconder.

– Mãe, este é Frank. E ele... – Disse o puxando para que déssemos as mãos. – Nós estamos juntos. – Frank corou e depois empalideceu, parecia que iria desmaiar a qualquer momento. Minha mãe perdeu a fala por alguns segundos, ela só nos olhava com espanto, mas ela não parecia olhar para nós.

– Eu já tinha que aguentar um filho assassino, agora tenho que aturar um filho viado? – Estremeci e senti que Frank iria desmaiar a qualquer momento. Minha mãe agora estava tão pálida quanto Frank. – Por que, senhor? Eu tenho que pagar pelos pecados que meu filho cometeu? – Disse ele gesticulando com as mãos erguidas para o alto. Meu pai, além de bêbado e covarde, agora era homofóbico? Valeu ai, vida, você tá ajudando muito.

– Cala a boca! – Foi o que eu consegui exclamar enquanto levantava a cabeça para fitar seu rosto.

– Por que? Essa é a minha casa e esse desastre natural á minha frente é, ou dizem ser, meu filho. Eu falo o que quiser! – Frank ficou fraco, minha mãe o pegou pela mão, trazendo-o para junto de si. – E então, essa ai é a sua namoradinha? Ou você é a namoradinha? Se bem que ele é meio pequeno, poderia ter escolhido alguém maior pra te comer direito. – Sorriu sarcástico.

– Já disse pra você calar essa sua maldita boca!

– É, pensando bem ele parece mais a namorada. – Não me contive, perdi totalmente o controle. Quando percebi já estava em cima dele e seu rosto já começava a sangrar. Não era só ele ter ofendido Frank, eram anos e anos de brigas e insultos, anos e anos de sofrimento que ele causara ás pessoas dessa casa que agora escorriam do seu nariz e boca.

– Gerard, por favor. – Frank disse aflito, segurando meu braço direito contra seu peito. – Por favor, pare. – Ele tentava me tirar de cima daquele porco. Eu havia me esquecido de Frank ali parado, olhando tudo. Senti a vergonha me dominar e levantei-me, Frank me puxou para fora sem dizer nenhuma palavra.

– É culpa minha, eu deveria ter te convencido a esperar mais alguns dias e... – Abracei-o, o mais perto que pude, só ele me acalmaria agora.

– Nada disso é sua culpa, Frank. A culpa é toda dele. — Apertei seu rosto contra meu peito. – Eu sinto muito que tenha presenciado aquilo. Sinto muito por ter me visto daquela maneira. Era a última coisa que eu queria. — Frank não disse nada, apenas começou a andar com meus dedos entrelaçados nos seus, como se nada tivesse acontecido.

– Vamos para a minha casa, meu tio arrumou uma namorada e vai passar a noite na casa dela. Podemos assistir filmes de terror e assustar Brian até de madrugada. – Ele sorriu doce e apressou o passo. – Mais rápido ou vamos ficar doentes. – Disse enquanto colocava o capuz.

Já era noite e ainda chovia muito, mas tudo em que eu conseguia prestar atenção era em Frank, e o jeito como ele fazia minha vida inteira parecer só mais um pesadelo ruim, um pesadelo do qual eu agora havia acordado.


Notas finais
Hai, my beautis. Gostaram do capítulo? :3 Foi uma dor de cabeça escrever ele (literalmente, eu tava com febre quando comecei a escrever) mas ele ficou bonzinho, vai... Well, como tínhamos prometido, de agora em diante sai MESMO capítulos de dois em dois dias. E novamente, obrigado Naiah pela recomendação, você é um amor. :3 Obrigado pelas reviews e por acompanhar a história, suas lindas. E é isso, vejo vocês domingo... ♥
- Eu, Ello again.