Like Once A Upon A Time
55 Priscila - Princesa
Notas iniciais
Porque a Julia foi falar do chupão no meu pescoço, tudo bem que aquilo foi a única coisa agressiva da minha noite com Harry, mas não era isso que minha mãe ia pensar. Eu tava conseguindo escapar sem ninguém ver mas ai a pessoa tem que falar, e ai você me pergunta porque não passou maquiagem? Acontece que eu passei mas o chupão tinha sido tão forte que não deu pra esconder, e tava um calor quase igual ao do Brasil e eu não ia colocar cachecol. Peguei a mão do Harry e o puxei pra fora de casa correndo pra que ninguém me parasse, fomos direto pro estúdio da Disney e peguei meu roteiro, estava bem grande e eles estavam procurando um par romântico, Harry ficou enciumado mas tivemos que correr pra gravadora, quando chegamos lá percebi que eu estava atrasada por que todos já estavam ali, íamos fazer uma demo de uma musica só pra ver quais musicas se encaixariam com nós, a banda continuou a mesma só Gabriel que não pode ir, mas o Yuki entrou no lugar dele, e agora ele canta, as vezes, e toca baixo. A demo ficou muito boa e eles iam decidir as musicas, mas agora eu estava com fome, os meninos foram comer em casa e o Harry queria me levar no restaurante que eu fui fechar contrato com o Steve, mas ele estava fechado, tinham fechado o restaurante e ninguém mais ia lá. Acabamos indo em um restaurante no centro mesmo e como sempre estávamos meigos e sentados do lado de fora do restaurante, ótimo pra todos né?
Depois do almoço fomos pra casa dos meninos do 1D, eu não tinha nem falado com eles depois que eles voltaram e precisávamos botar o papo em dia, quando chegamos e os meninos viram o Harry de touca na mesma hora ficaram pasmos e me encarraram
— Harry, Harry – o Liam e o Zayn foram empurrando ele de casa – pode ir saindo que a gente precisa falar com uma baixinha aqui sabe – eu tinha um 1.66, pra mim não era baixa mas eles tinham que ser brutamontes de 1.79 ou 1.75, só o Niall que tinha 1.71, mas ele continuava sendo mais auto, depois de colocar Harry pra fora eles me pegaram pelo pulso e me sentaram no sofa
— Louuuuu – Niall – Vem aqui conversar com a baixinha – Lou desceu de presa. Eu me dava bem com todos os meninos da banda ainda bem, eu era a baixinha deles, tipo um xodó, pra eles eu era tipo uma irmã mais nova que namora o melhor amigo, eles faziam tudo pra me proteger e sempre eu sabia que podia contar com ele
— Comece smufete –Louis disse se sentando no chão ao meu lado por causa da minha mania de usar touca e por causa eu sempre ficar parecendo a smurfete quando ponho uma de minhas toucas eles me apelidaram assim, mais um apelido
— Querem que eu fale o que? Vocês sabem como que faz essas coisas....
— Ta mais a gente quer que você conte como foi, se tu gostou, se ele te machucou, se doeu? Sei lá, agente sabe como é mais não o ponto de vista da mulher – Liam e suas teorias, mais um pai pra minha coleção
— Ah gente, foi legal – eles me olharam com cara de tacho, principalmente o Louis – ah meninos, vocês vão ficar com essa cara? Eu não sei contar como é, só sei que foi, assim!
— Ta então vai respondendo – Zayn, eu assenti – Ele te machucou? – neguei – Doeu? – neguei de novo, conversa estranha essa
— A gente quer saber se você gostou – Louis, tinha que ser
— Sim Louis eu gostei, foi muito bom – eles fizeram cara de feliz e continuaram
— Foi romântico – Liam, eu assenti – foi calmo ou rápido?
— Calmo
— O que ele fez de romântico?
— Meu, vocês são muito chatos, eu vou falar vai – eles fizeram cara de animados e se juntaram mais, comecei a contar tudo sem faltar nenhum detalhe e as vezes eles eram meio gays, as vezes não, sempre mas isso não vem ao caso, quando eu acabei de contar eles chamaram o Harry e eu vi que eram 18 horas, eu infelizmente tinha que ir, desde cedo eu estava pensando nisso e agora era a hora
— Tchau bombas de ovários – eles riam muito quando eu chamava eles assim, da primeira vez eles não entenderam, mas eu expliquei
— Tchau Smutfete, tchau baixinha, tchau pequena — os 4 falaram e Harry foi atrás de mim, ele segurou em minha cintura e perguntou
— Porque você ta indo embora? Eu fiz alguma coisa?
— Não Harry, tu não fez nada, eu só preciso ir
— Ixi, você nunca me chama de Harry, só quando ta brava, o que foi hein? – acontece que eu estava meio confusa, e o pior é que eu nem sabia o porque, quer dizer, a minha vida estava perfeita, ainda mais agora que meus amigos estavam comigo, tinha todo o reconhecimento que eu queria, era famosa como sonhei, tinha o namorado mais desejado do mundo, amigos que qualquer um pediria a deus e chamaria de anjos e minha família esta comigo, unida, porque minha mãe ia se casar, quer dizer nada podia estar melhor, mas eu tinha essa mania chata de remoer o passado, de ficar lembrando as coisas ruins
— Harry não foi nada, eu só não estou me sentindo muito bem, eu preciso ir embora, por favor, mais tarde você passa em casa pra pegar suas malas, mas agora me deixa, por favor – ele me puxou e quando estávamos quase colando nossos lábios ele disse:
— Tudo bem, eu deixo você ir – ele me beijou, e não foi só um selinho – espero que isso te ajude a melhorar – ele sorriu maliciosamente e piscou pra mim eu sorri sem graça e sai, passei em casa e peguei o carrinho de golfe, e sim, pra irmos até a portaria precisava do carrinho porque era longe, pedi ao motorista que me levasse ao restaurante abandonado e que fosse embora, eu me virava pra voltar.
Quando cheguei naquele lugar tão lindo tão sem vida, não pensei duas vezes em reviver tudo ali, num lugar com certa historia, primeiro entrei onde era o restaurante e fui a varanda do segundo andar, “as arvores ainda tinham ninhos e os passarinhos ainda cantavam, eu ainda estava viva, sei disso porque respiro, respiro você” eu escrevi essa frase pra Gabi na casinha onde ficava o piano uma vez, quando ela estava super mau e eu toquei pra ela.
Fiquei ali olhando a paisagem e com a cabeça no mundo da lua
*FlashBack ON*
—Quando eu for pra São Paulo, você vai ser minha garota, ninguém vai te tirar de mim
—E se eu fugir?
— Eu te sequestro
— E se eu quebrar?
— Eu te concerto
— E se eu morrer?
— Eu vou junto
— E se eu não te querer mais?
— Eu te conquisto de novo, eu faço tudo, mas eu não vou te deixar
Lembrei dessas palavras do Diego, e porque ainda doía tanto lembrar dele? Porque mexia tanto com meu coração?
*FlashBack OFF*
E não tinha só o Diego, tinha o Rodrigo, ele foi meu primeiro namorado e faleceu porque tinha doença terminal, e as vezes me pego pensando na minha doença, quer dizer, é muito seria e eu posso morrer a qualquer hora, quer dizer, todos podemos, mas comigo as chances são maiores. As vezes me pego pensando e se? E se eu morrer antes de fazer tudo que queira? E se eu morrer sem ter feito a vida valer a pena? E se eu morrer em vão? Eu não aguentaria morrer sem cumprir minhas promessas de parar de fumar, de parar de me cortar, de parar de chorar
*FlashBack ON*
—Mary Anne o que você esta fazendo com esse cigarro na mão? — John
— Fumando não ta vendo? – fui grossa
— Anne, você esta chorando? – eu estava com lagrimas quase caindo, eu desabei e assenti
— Me da um abraço – na verdade eu não fumava frequentemente, fumava quando precisava pensar, fumava só pra me distrair com aquela fumaça que saia pela boca e as vezes até pelo nariz como a Priscila me ensinou – solta esse cigarro agora – ele tirou de minha mão e eu tomei de volta
— Me da aqui, eu preciso pensar – ele tirou o cigarro de novo
— Não precisa do cigarro nem da nicotina pra pensar, pense agora e me prometa que nunca mais?
— Eu prometo
*FlashBack OFF*
As únicas pessoas que sabiam que eu fumava era o John e a Priscila, e sinceramente eu me perguntava onde ela poderia estar, antes eramos tão amigas, inseparáveis e agora eu nem sei mais onde ela se encontra. Nessa hora eu só queria ela comigo, não adiantaria mais ninguém, só a Priscila poderia resolver, só ela me entendia quando eu ficava perdida no passado, só ela me trazia de lá e me empurrava pro futuro, eu sentia tanta falta dela, como eu queria minha baixinha aqui, incrivelmente ela conseguia ser menor que eu e mais velha. Sai do restaurante e fui pro piano, não pensei só deixei meus dedos caírem sobre as notas e comprovarem o que eu já sabia, eu não estava bem, estava tocando My Immortal outra vez, sentei ao piano e comecei de novo, só que com mais intensidade.
Comecei me lembrar de tudo que já passou na minha vida, mas não adiantava tudo me levava a saudade da Pri, só de pensar no passado lembrava dela falando comigo
— “Se é passado e ta pra trás é porque não é digno de estar no seu presente, nem importante pro futuro”
—Mas se forem lembranças boas? – perguntei enquanto ela me abraçava e fazia carinho em meus cabelos
—Então lembra linda, lembra porque se é saudade é porque foi bom
—E se doer?
—Foi melhor ainda
Já era tarde, já estava com o cigarro na boca, estava preste a acende-lo quando escuto uma voz, extremamente fina e alta
— LindAnne, você vai tirar isso da boca agora – olhei pro lado e vi minha pequena, tinha lagrimas rolando por meu rosto e saudade na cabeça, saudade que acabou quando eu ouvi essa bobona me chamar de LindAnne, eu levantei e ela veio me abraçar, mas primeiro tirou o cigarro da minha boca – como você se atreve, eu parei por sua causa e você volta? – ela chorava comigo, sabia o que estava acontecendo só pela velocidade que eu tocava a musica
— Precisava pensar melhor
— Então toma – ela me devolveu o cigarro – preciso pensar também, vamos – dei um outro a ela e acendemos ao mesmo tempo – como nos velhos tempos hein MahMah?
— Como assim, nos velhos tempos? – perguntei
— Ah, cigarro na boca, cortes no pulso – aff ela viu – saudade no coração, confusão na cabeça e....
— Lagrimas que rolam soltas pelo rosto dessas lindas moças – dizemos juntas, era nosso lema, sempre foi
— As coisa mudaram tanto Pri
— É muita pressão né? – eu disse que ela me entendia, eu nem precisei responder — calma, fuma um cigarro, fuma dois cigarros, fuma três cigarros...
— Até seus dentes ficarem amarelos o suficiente pra eles se confundirem – dissemos juntas de novo, tínhamos muitas frases nossas, uma melhor que a outra
— Só quero que passe – eu disse com lagrimas pelo rosto, e ela me acompanhava
— Só sei que vai passar... comigo passou
— Você fez passar foi diferente – eu afirmei
— Mas que passou, passou – assenti – devia tentar
— Ta dizendo que acha que eu devia me matar? – vou explicar
— Pelo menos poderíamos ficar juntas sempre, fumando que nem chaminés – rimos
*FlashBack ON*
—Anne, acho que você vai querer ir pro Japão
— Fazer o que no Japão Thiago?
— Ver a Priscila – A Pri, tinha nascido e ficado até os 10 anos no Brasil
— O que ela ta fazendo no Japão e não no Brasil
— Anne –ele pegou minha mão – a Priscila faleceu ontem, a mãe dela me ligou e.... –eu não ouvi mais nada, só apertei a mão dele e chorei, ele me abraçou e eu chorei mais,
— Como ela morreu Thi?
— Falta de sangue
— Thi, não fala pra mim – eu o encarrei – Por favor não fala que – ele assentiu! Ela se cortou e sangrou até morrer, posso até adivinhar que foi no quarto do pânico dela pra ninguém a achar. A vida dela tinha sido tão perfeita e tão horrível ao mesmo tempo que eu nem posso descrever! Mas ela foi feliz
*FlashBack OFF*
—Ficar sempre com você seria bom
— Seria mesmo – ela concordou
— Sinto sua falta sabe pequena, muita falta – o cigarro já estava quase no fim
— EU prometo que volto, eu venho aqui pra gente pensar um pouquinho – rimos, pensar significava fumar pra gente
— Obrigada
— Quando estiver precisando de mim, vem aqui viu? Depois que eu vim escondida aqui pros Estados Unidos só pra te ver e você mandou eu ficar nessa casa, aqui tem sido meu lugar – sorri e deixei mais lagrimas escaparem ao lembrar disso, tudo ao lado da Pri era divertido e sempre dava merda, era a melhor amiga do mundo.
— Eu venho, pode deixar – cigarro acabou
— Tchau MahMah LindAnne minha
— Tchau pequena – eu a-abracei e ela foi andando pelo jardim até sumir – até logo
Notas finais
a)Bosta
b)Muito Bosta
c)Comeu bosta e gostou do capitulo!
Desculpa as palavras feias, mas eu to mau mesmo! Tchau
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