Like Once A Upon A Time
19 Hospital
Notas iniciais
No outro dia acordei suando frio, eu realmente não estava bem, dor de cabeça insuportável, cólica, dor nas costas, febre, estava branca, logo o Gustavo acordou
— Mô como você ta pálida, tu ta bem?
—To bem não – disse baixinho, não conseguia falar mais alto, ele sempre se preocupava comigo, depois dele fazer tanta merda comigo
— Pera ai princesa – ele levantou e acordou o John e a Nath, que estavam dormindo agarradinhos, acho que tinha rolado algo, depois pergunto, ele foi ate o quarto acordar meu irmão pra me levar pro hospital, como eu tinha o coração todo fodido, qualquer coisinha já tinha que ir pro hospital, o problema do meu coração é que ele era como um coração de um idoso, eu tinha uma doença que o coração envelhecia mais rápido e tinha que tomar remédio pra fazer meu coração melhorar, como eu já previa o Gustavo me acompanhou até o médico, não saiu do meu lado em nenhum momento.
Naquele hospital se você estivesse internado você teria eu próprio quarto, eu tinha o meu, sempre quando eu ia pro hospital ficava vendo Disney, me acalmava, como o Thiago tinha que trabalhar eu fiquei sozinha com o Guh e ele começou a chorar
— Guh eu que to na pior e você que chora?
— Mas e se você não ficar bem, e se aqueles seus 5 anos tiverem diminuído? O que eu vou fazer sem você?
— Gustavo olha pra mim – ele olhou nos meus olhos – não importa quantos anos, quantos meses, quantos dias ou quantas horas, eu vou querer passar todas elas com você, sendo 10 ou sendo 5 anos, sendo 1 ou dois dias, eu quero você ao meu lado, promete? – ele assentiu – E quero o seu sorriso lindo – ele sorriu
— Você é tão linda sabia? – ele me beijou e o médio entrou no quarto
— Mary Anne é você?
— Sim sou eu
— Bem você apresenta um quadro de anemia
— Ah sei, já ouvi falar, da primeira vez pensaram que eu tivesse isso
— E seu quadro anda meio grave, então você vai ter que tomar sangue e esperar pra ver se você refeita de alguma forma
— Puts serio doutor?
— Seríssimo, a enfermeira vai vir cuidar de você – eu já conhecia o doutor ele era amigo do meu pai, em poucos minutos a enfermeira entrou e começo a fazer todos os procedimentos necessários, iria ter que ficar no hospital no mínimo uma semana e já eram 13 hora, hora que acabava nossa aula, e eu disse pro Gustavo:
— Ou bê, tu perdeu aula hoje, eu vou ficar aqui uma semana não pode faltar todo dia
— Posso sim, eu nunca faltei essa semana nem vai ter nada
— É mais tem certeza?
— Tenho depois eu peço pro meu pai fazer um atestado pra mim — o pai dele era medico
— Então ta bom, confesso que vai ser bem legal ter você a semana inteira
— É e só nos dois nesse quarto, de noite, sozinhos – ele sorriu maliciosamente
— Para Gustavo
— Ta parei, mas sabe esse sofá aqui é bem confortável e aposto que não faz barulho – eu empurrei o ombro dele
— Para Gustavo – disse mais seria, ele dizia essas coisas mais num fazia nada, era só da boca pra fora, ele sentou na cama e ficou fazendo cafune em mim, como eu adorava isso, já estava tomando sangue e tava com um medo gigante do meu organismo rejeitar, se na primeira meia hora não acontecesse nada de diferente então deu certo, dito e feito, nada aconteceu, estava tudo bem, eram umas 14h e a comida tinha chegado, até parece que eu como comida de hospital, eca. De repente escuto porta abrir, achei que fosse o médico, ou a enfermeira mas não eram aqueles putos dos meus amigos, estavam todos la e quando digo todos, estou falando T.O.D.O.S. fazendo o maior aue lá no quarto, até o Diego estava lá, percebi que a Nath e John estavam de mãos dadas, ain que fofo, meus melhores amigos juntos? Que lindo
— Gente que vocês tão fazendo aqui?
— Vendo você uai – a Pri respondeu
— Mas vocês já almoçaram? – disse o Gustavo
— Não – a Gabi respondeu
— Nossa mais são um bando de esfomeados – Ana
— Gente desce lá pra comer, depois vocês sobem – disse, não era que eu não quisesse eles ali, é que tava começando a vir enjoou e eu sabia que se viesse não parava mais e eu ia vomitar sangue e ia ser horrível
— Nossa ela não que a gente aqui – o Vinih disse
— Claro que não, só to me preocupando com vocês, seus tontos – eu
— Ta então vamos – a Nath viu que eu não tava bem e disse, foram saindo todos menos o Diego
— Pode ir Diego, eu vou depois — o Gustavo disse
— Não gu, tu ta aqui a muito tempo, desce come alguma coisa e depois você volta – Sabia que o Gustavo não queria, mas relutante ele aceitou e saiu do quarto – Então Anne você sabe que eu não queria só te comer né? – ele foi se aproximando e sentou do meu lado
— Sim eu sei, e não quero falar disso
— Mas eu preciso, olha me desculpa ter falado daquele jeito com você, eu te amo ta
— Ta, mas agora é meio tarde
— Nunca é tarde pra quem ama, ele foi chegando perto de mim, até que senti o nojo em minhas veias, virei o rosto que já estava bem próximo do dele
— Tchau Diego
— Então é assim? Tchau Anne
— Ele bateu a porta do quarto e foi ficando tudo embaçado, minha cabeça começou a pesar, foi ficando preto comecei a não sentir mais nada e ouvi alguém gritando meu nome, parecia a voz da Nathalia, logo depois a voz da Mari e da Gabi, depois disso não ouvi, nem vi, nem ouvi mais nada, tudo tinha acabado ali, ouvi de longe o maquina que estava ligada a mim fazer um pi continuou e longo, achei que logo ele pararia meu coração iria voltar a bater como um velho coração numa garota de 14 anos, mas nada funcionou, dizia ao meu próprio corpo pra levantar, pra viver, pra se mexer, mandava meu coração bater e nada funcionava, estava começando a ficar com medo, ouvi a porta do quarto bater e pronto não sentia mais nada.
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