Notas iniciais
Esse capitulo esta realmente tenso! Estou sentimental pra caralho esse dias e isso ta acabando comigo, bem ta ai!

Acordei com o Harry me abraçado e meu celular vibrando, fui ver e era uma mensagem do meu irmão, acho que ele conseguiu a passagem, esfreguei os olhos e peguei o celular

Pequena consegui a passagem pra amanha de noite, mandei pro seu email! Ainda acho que não devia vir mas eu te amo... se cuida! Thi”

A ideia de voltar pra LA começou a parecer errada e até incerta mas eu precisava ver a Karla e ela precisava me ver, olhei no relógio e já eram meio dia, acordei Harry e fui ao banheiro, ele ainda estava pelado então mandei ele colocar a cueca, eu coloquei uma roupa e Harry desceu só de cueca mesmo. Era inverno em Londres mas a casa tinha aquecimento então não tinha problema Harry descer seminu. Tomamos café e quando voltamos ao quarto falei pra Harry que precisava voltar

— Tudo bem então, eu vou com você

— Não precisa Hazz, fica com a sua mãe eu sei que você esta com saudade dela

— Não Anne – ele disse me puxando pela cintura e colocando nossas testas, minhas mãos foram pro ombro de Harry – eu já te deixei uma vez e não gostei da sensação, quero ir com você, não posso deixar você ir sozinha — ele disse e me beijou, foram uns três selinhos até o beijo começar a ficar mais rápido – Princesa – ele disse interrompendo o beijo, eu apenas o olhei – porque você é tão minha – eu sorri e ele me beijou de novo, Harry desceu sua mão de minha cintura até a minha coxa e eu sabia o que ele queria, pulei em seu colo como ele queria mas Harry sabia que quando eu estava mau era nada de sexo, ele sabia que não passaria de uns amassos mas até amassos com ele eram bons, a hora que eu pulei em seu colo já tinha trocado de roupa, ele me encostou na porta e apertou minha coxa enquanto eu beijava, apertei sua nuca e ele apertava minha coxa com uma mão e minha cintura com a outra mão, era bom mas não ia passar disso, parei o beijo puxando o lábio de Harry pra mim e abrimos nossos olhos, sorrimos um pro outro, eu pulei de seu colo e corri pra cama ele me seguiu e deitamos pra assistir o filme, era um agua com açúcar e a boca de Harry estava bem ali esperando pela minha. Acabou que nós nem assistimos o filme e ficamos só nos amassos e ui, que amassos foram aqueles, tanto eu quando ele sabíamos que não passaria disso mas era tão bom ficar beijando Harry o dia inteiro até perder o ar. Ficamos nessa o dia todo só paramos pra jantar e isso porque estávamos com muita fome, depois voltamos pro quarto e continuamos a ver filmes mas o filme estava entediante – Princesa, vamos fazer um jogo – ele disse e eu coloquei pipoca na boca

— Huuum, que jogo? Não é strip poker não né? – eu disse e ele me olhou com malicia

— Não seria má ideia – ele disse e me deu um selinho – mas não é! Olha, nós nos conhecemos a bastante tempo, eu sei todas as suas manias e suas chatices mas eu não sei quase nada de você antes de ir pra Londres e esbarrar comigo

— Te derrubar né?

— É mas não precisa lembrar que eu fiquei com os tornozelos fracos ao te ver né?

— Precisa sim e só for pensar assim eu não sei mais do que as directioners

— Não acha que devíamos falar sobre isso?

— AH sei lá, minha vida não foi das melhores. Te conhecendo como conheço você me largaria depois de saber todas as merdas que eu já fiz

— Então você não me conhece também quanto pensa – ele disse e nós rimos – começa ai

—Então, argh, é complicado – respirei fundo e ele apoiou a cabeça na mão que apoiou no encosto do sofá – bem você sabe que eu nunca me dei bem com minha mãe porque ela sempre foi muito rígida e eu sempre odiei limites, desde pequena a pessoa que eu era mais próxima foi meu irmão e meu pai(avô) sempre foi super importante pra mim, bem até ai tudo bem mas quando eu tinha 8 anos a mulher que eu considerava minha segunda mãe morreu de câncer e digamos que ela era bem querida por todos e eu vendo todos mau daquele jeito meio que eu me fiz de forte pra acalmar todo mundo mas ai meu irmão me abraçou e perguntou se não estava doendo em mim e eu disse que tinha um vazio dentro de mim e ele me mandou chorar e eu passei o resto da noite chorando no colo dele e ele no meu ombro. – eu já estava chorando e Harry segurou minha mão e fazia carinho na mesma – bem isso não foi o pior dos meus oito anos – ele mexeu a cabeça dizendo pra eu continuar – nessa época minha mãe tinha um namorado que eu era bem apegada nele digamos assim até porque na época que ela estava com ele minha mãe era legal comigo até o dia nós estávamos na casa de praia dele e minha mãe saiu pra comprar pizza, enquanto ela estava fora na hora eu não sabia direito o que era mas ele.. – eu parei pra chorar mais, era difícil lembrar desse dia – ele abusou de mim – as lagrimas saíram sem parar e eu não conseguia controlar, Harry me abraçou, depois de um tempo nos separamos e eu continuei – e não para por ai, eu contei pra minha mãe e ele foi preso, mas no ano seguinte aconteceu de novo, só que dessa vez com o pai de uma amiga minha – ele segurou firme em minha mão – ele também fazia com ela e um dia eu fui dormir na casa dela e...argh, que nojo – bufei – os anos passaram e eu descobri o que foi aquilo e eu sentia nojo de mim, como se fosse eu que tivesse culpa, eu me culpava todos os dias e eu bem... eu me cortava – suspirei e as lagrimas saíram

— Quantos anos você tinha?

— 11 e bem eu comecei a entrar em depressão e o pior de tudo era que minha mãe via os cortes e nem se importava, um ano depois eu ainda me cortava e minha mãe tinha acabado outro relacionamento e estava descontando tudo em mim, então eu não tinha motivos pra parar de me cortar e bem um menino da escola, ele era meio popular porque andava de skate e ele era do segundo ano e eu e todas as garotas gostávamos dele, e um dia eu briguei com a minha mãe e como sempre depois de brigar com ela eu ia andar de skate e numa dessas e trombei com esse menino, na minha rua, começamos a conversar e ele tinha se mudado pro meu prédio depois dai nós sempre conversávamos e viramos melhores amigos porque ele era alguém que ele queria ser mas não era, e eu era quem era mas não tinha nenhum amigo, essa época eu já era amiga do Gustavo mas ele tinha a vida dele – eu soluçava de tanto chorar – continuando, nós começamos a namorar e ele começou a mostrar quem ele era realmente e pronto, éramos o casal de skatistas drogados da escola – Harry me olhou com cara de “como assim” – ele já fumava maconha a um tempo mas eu comecei por causa dele, e foi indo assim até que eu mudei de coloquei no oitavo ano e eu não era muito bem enturmada mas eu já nem ligava, porque essa época eu já tinha reencontrado o John, a Nath, o Gustavo se aproximou mais de mim e eu tinha o Rodrigo, e pronto não precisava de mais nada nem de mais ninguém, mas as coisas começaram a mudar quando o Rodrigo morreu – doeu falar isso – ele tinha falência dos órgãos e foi horrível porque ele já estava a um tempo longe de mim

— AH pequena – ele me abraçou – não precisa continuar se não quiser

— Não agora vamos até o fim... mesmo depois de ele morrer eu continuava fumando no quarto, porque ninguém ligava, até o dia que meu irmão viu, eu briguei muito feio com, tipo muito e ele ficou um mês sem falar comigo e eu voltei a me cortar, eu fiz amizades no colégio e meu irmão começou a fumar comigo por um mês, depois paramos e eu fiz uma prova pra ir pra Londres, eu fui e conheci tudo, sozinha! Quando eu voltei pro Brasil eu conheci a Gabi, me aproximei da Mari e a Priscila só se tornou mais importante, mas eu parei fumar e nessa época só me cortava até meu irmão ver, ele brigou feio comigo e não conseguia parar mas eu disse a ele que tinha parado porque ficar longe dele era pior, eu comecei a esconder e ele nunca mais viu. O ano acabou e eu fui pra Londres de novo só que dessa vez eu fui com o John, com a Nath e com o Gustavo e foi dai que viramos a irmandade, e ai foi tudo muito rápido, eu voltei pra escola e agora todos os meus amigos estudavam lá e o tempo voou e eu fui pra Londres de novo e conheci você e depois eu voltei pro Brasil e continuei me cortando e dai foi tudo melhorando e eu nunca mais me senti tão mau a não ser por um dia, a Priscila me ligou e disse que já era um peso viver, que ela não aguentava mais porque ela vivia brigando com a mãe e que tinha saudade do pai só que ela não podia voltar pro Japão por que a mãe dela a impedia e que a vida dela ia de ruim a péssima porque ela fazia todas as coisas erradas que não fazia quando eu estava lá pra impedi-la e foi torturante ouvir aquilo e depois de duas semanas ela se matou e desde então ela tem sido meu anjo da guarda e sabe é só isso – confesso que foi como tirar um peso das costas contar tudo aquilo

— Pequena – ele me abraçou forte – eu não vou terminar com você pelo seu passado, até porque depois que eu entrei na sua vida ela foi de ruim a conto de fadas – ele disse como sempre convencido

— Convencido... mas é verdade, obrigada Hazz

— Obrigada nada que se não fosse você eu não seria nada que sou hoje, você me tornou um homem Anne e eu tornei um mulher – ele me deu um beijo – Eu te amo princesa – eu deixei um lagrima cair

— Estamos ficando grudentos Hazz – eu disse olhando pra baixo

— Quem liga? Eu tenho você não tenho? – eu assenti ainda olhando pra baixo ele colocou a mão no meu queixo me fazendo olhar em seus olhos – Você é linda, e é minha! — me abraçou – não esquece disso nunca pequena — ele disse com sua voz rouca no meu ouvido me fazendo arrepiar

— Posso deitar? – ele assentiu no meu pescoço e se inclinou pra trás deitei em seu colo e dormi assim mesmo, me sentia protegida assim e era bom estar nos braços de Harry

Notas finais
To sem sono mas cansei do pc, acho que vou ver tv! Bem Review ou @MaluRawn?