Like Never Before.
33 Valentine's Day
Notas iniciais
Era dia 14 de fevereiro e todos nos Estados Unidos comemoravam o dia dos namorados. Finn estava indócil, porque não tinha a menor ideia do que fazer pra Rachel, então resolveu ceder ao clichê de leva-la a um restaurante italiano com um clima bem romântico. Ele sabia como Rachel gostava de massa e achou que ela gostaria daquele local. Ela estava linda. Usava um vestido preto — um pouco curto, para o desgosto de Finn – Os saltos combinavam com o vestido e no pescoço o colar que ele havia dado pra ela no Natal. Já ele estava usando um terno de linho cinza, blusa social branca e a gravata azul – como Kurt havia dito para ele estar.
– Eu não sabia se você ia gostar daqui. – Ele comentou enquanto mastigava sua lasanha.
– Ta brincando? Eu adorei. – Ela sorriu e deu um gole no vinho.
– Queria fazer algo diferente, mas não sabia o que.
– Diferente como?
– Ah, sei lá. Acho que um jantar é muito clichê. – Ele deu com os ombros e ela riu.
– Você que acha tudo muito normal. – Ele concordou e a viu descansar os talheres na mesa.
– Eu comprei algo pra você. – Ele colocou o garfo de lado e limpou a boca com o guardanapo.
– Hum! – Ela sorriu e juntou as mãos, excitada ao o ver tirar uma caixinha de dentro do bolso interior do paletó.
– Espero que você goste. – Ele apoiou os cotovelos na mesa e abriu a caixinha na frente dela.
– Finn! – Ela abriu um pouco os olhos e levou as mãos até a boca um pouco surpresa.
– Eu voltei lá naquela loja e comprei do mesmo conjunto. – Ele comentou apontando para o colar que ela usava.
– É lindo... – Ela sorriu ao ver o anel dourado com um diamante discreto no meio e viu que realmente combinava com o colar. – Você não precisava fazer isso.
– Que nada! – Ele balançou a cabeça e segurou a mão direita dela, colocando o anel no dedo anelar. Ela sorriu e se inclinou para lhe dar um selinho.
– Dessa vez eu comprei algo pra você! – Ela voltou a se sentar e buscou bolsa.
– Oba! – Ele sorriu e ficou esperando ela puxar um pequeno pacote. – Hum... Vamos ver o que é!
– Espero que você goste. Não é nada demais, mas enfim. – Ela entregou pra ele e pegou sua taça.
– Vamos ver. – Ele sorriu empolgado e foi abrindo a caixa cuidadosamente. Quando puxou o objeto, sorriu ao ver que era um relógio.
– Então? – Ela franziu a testa depois de dar um gole no vinho.
– Wow! Que demais. – O relógio era prata com as tiras de couro clara, bem refinado. – Eu adorei.
– Sério? Não precisa mentir. – Ela falou e ele riu.
– To falando sério! – Ele tirou o relógio que estava usando e começou a colocar o que tinha acabado de ganhar. – Que tal? – Ele estendeu o pulso e ela sorriu.
– Você gostou mesmo?
– Adorei. – Foi a vez de ele a beijar rapidamente.
– Ótimo. Fico menos despreocupada. – Ela suspirou aliviada e ele riu.
– Obrigado.
– De nada. – Ela sorriu e voltou a comer.
– Você já recebeu alguma carta de alguma universidade? – Ele puxou conversa enquanto comiam.
– Ainda não. – Ela suspirou. – Estou um pouco nervosa com isso.
– Não precisa, tenho certeza que você vai conseguir. – Ele piscou e ela concordou. – Você tem alguma preferência?
– Bom, eu me inscrevi em Yale e em Stanford. Yale seria bom porque eu ficaria perto da Quinn e do Artie. Já Stanford seria melhor porque eu não precisaria sair da Califórnia. – Ela falou e ele balançou a cabeça positivamente enquanto mastigava. – E você? Já recebeu alguma? Aliás, você se inscreveu em quantas universidades mesmo?
– Cinco. – Ele falou de boca cheia e ela riu. Ele tinha essa mania de falar de boca cheia e estranhamente ela achava aquilo fofo. – Harvard, Yale, Princeton, UCLA e Stanford.
– Pra que isso tudo? – Ela franziu a testa.
– Quanto mais, melhor. – Ele deu com os ombros terminando de engolir. – Não recebi nenhuma carta ainda. – Ele suspirou.
– Você ainda vai receber. – Ela sorriu. – Você tem alguma preferência? – Ela fez a mesma pergunta.
– Harvard né? – Ele arqueou as sobrancelhas. – Mas não sei se eu consigo.
– Por que não? – Ela franziu a testa.
– Bem, é Harvard! É super difícil entrar. – Ele comentou e ela concordou.
– Sim, mas você tem nota, além de ter creditos suficientes, você faz trabalho comunitário e seu pai é político. – Ele olhou pra ela. – Você sabe como eles adoram estudantes de família importante, influente. – Ela comentou e ele concordou.
– Bem, você tem razão. – Ele sorriu ficando mais animado.
– Sempre tenho. – Ela disse pra logo dar um gole em seu vinho.
– Não vai exagerar. – Ele comentou ao ver que ela já estava na terceira taça de vinho.
– Não vai começar! – Ela revirou os olhos.
– Só não quero que você fique bêbada. Não vamos poder aproveitar nada. – Ele sorriu malicioso e ela riu.
– Você é um idiota. – Ele riu com ela e concordou.
– Um idiota que te ama. – Ele falou com um ar romântico e ela não evitou sorrir.
– Te amo. – Ela disse segurando a mão dele.
– Eu sei disso. – Ele sorriu convencido e ela riu.
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Assim que Finn pagou a conta, os dois saíram do restaurante de mãos dadas e sorridentes. Finn a guiou até o carro e abriu a porta pra ela. Uma vez que os dois estavam dentro do carro já em movimento, ela virou a cabeça pra ele.
– Posso te pedir um favor? – Ela pediu com os olhos de cachorro.
– Eu adoraria fazer sexo no carro, mas os bancos foram aspirados hoje de manhã. – Ele disse como se estivesse se lamentando e ela riu.
– Deixa de ser idiota. — Ela bateu na coxa dele e arrancou uma risada dele.
– O que você quer, meu amor?
– Você pode virar na próxima rua à esquerda?
– Posso. Mas, porque você quer ir para o outro lado da cidade? – Ele franziu a testa e virou na rua que ela pediu.
– Quero te levar em um lugar. – Ela deu com os ombros.
– Hummmm. – Ele murmurou malicioso e ela riu.
– Não é nada disso! Só quero te mostrar algo.
– Sei. – Ele disse como se não acreditasse muito.
– Entra na segunda a direita. – Ele seguia as ordens dela.
– Pra onde estamos indo?
– Deixa de ser curioso! Você já vai ver. – Ela disse.
– Tudo bem. – Ele suspirou e continuou seguindo as ordens dela até chegarem até um prédio. Rachel saiu do carro e foi até a portaria. Finn franziu a testa sem entender e viu o portão da garagem se abrir.
– Vamos! – Ela respondeu entrando no carro.
– Que lugar é esse? – Ela perguntou entrando com o carro.
– Você já vai ver! – Finn resolveu não discutir e entrou na garagem. Estacionou o carro e os dois saíram.
– Então? – Ele perguntou.
– Vamos! – Ela sorriu e segurou a mão dele. Os dois entraram no elevador, ela apertou o botão de número 12 e olhou pra ele que estava sem entender nada.
– Que lugar é esse? – Ele perguntou de novo.
– Nossa! Dá pra esperar?!
– Tá! – Ele bufou irritado e esperou o elevador chegar ao andar desejado.
– Vamos! – Ela falou animada e puxou a mão dele. Ele percebeu que só tinham dois apartamentos por andar e a viu tirar uma chave do bolso. Ela abriu a porta e entrou esperando ele. Finn entrou no apartamento e esperou ela fechar a porta.
– Então? Que lugar é esse? – Ele perguntou e a viu ligar as luzes, animada.
O apartamento não era tão grande, mas também estava longe de ser pequeno. A decoração era simples. Os móveis eram simples e ele notou que ainda não tinha eletrodomésticos ou nada do tipo. O que Rachel estava fazendo ali?
– O que você achou? – Ela perguntou.
– É legal. – Ele disse dando com os ombros. – Mas ainda não entendi.
– Eu vou me mudar! – Ela disse sorrindo e ele franziu a testa.
– Esse apartamento é seu?
– Sim. – Ela bateu palmas, animada. – Meu pai tinha comprado pra mim antes da confusão, antes de eu ter fugido. – Ela gesticulou com as mãos. – Semana passada eu descobri que o apartamento ainda estava no meu nome, eu falei com ele e ele disse que tinha se esquecido de me avisar. – Ela revirou os olhos. – Enfim, esses móveis são antigos, então eu vou comprar tudo novo. Eu ainda estou morando com meus pais, vou me mudar só aqui algumas semanas. – Ela começou a tagarelar animada, falando sobre decoração e outras coisas que ele não fazia ideia, enquanto Finn ficou parado olhando pra ela. – Que foi?
– Sabe o que dizem sobre fazer sexo em cada cômodo do apartamento pra dar boa sorte? – Ele falou colocando um sorriso malicioso nos lábios e ela gargalhou vendo ele se aproximar dela.
– Eu nunca ouvi isso. – Ela o abraçou pela nuca ao sentir os braços dele se fecharem em sua cintura. Ele não falou nada, apenas riu e a beijou.
Ele desceu as mãos pela cintura dela, a puxando para seu colo e Rachel circulou suas pernas no quadril dele. Sem desgrudarem as bocas, ele foi caminhando com ela em seu colo até onde ele julgava ser um quarto e se ouviu a risada dos dois.
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Após transarem em alguns dos cômodos do apartamento, eles deixaram o prédio com sorrisos de orelha a orelha. Finn teria um compromisso no dia seguinte com Burt, por isso não poderia passar a noite com ela, para a tristeza dos dois. Não era nem meia noite e Finn a deixava em casa. Ele saiu do carro e foi abrir a porta pra ela.
– Por que você não é assim todos os dias? – Ela perguntou ao segurar a mão dele que estava estendida.
– Como assim? – Ele não entendeu.
– Cavalheiro! – Ela falou e ele riu.
– Como não? Eu sempre abro a porta do carro pra você, sempre falo o quanto você é linda, sempre faço tudo por você. – Ele franziu a testa. – O que mais você quer? – Ele perguntou sem ironias, sem sarcasmo e a viu abaixar a cabeça. – O que foi?
– Você ta certo. – Ela olhou pra ele que estava com a testa franzida. – Você é perfeito, eu que sempre reclamo sem razão. – Ele sorriu.
– Dessa vez eu tenho que concordar com você. – Ele disse brincando e a viu sorrir.
– Você é tão bom. – Ela balançou a cabeça. – Você ta sempre sorrindo e de bom humor, sempre faz tudo por mim, sempre tenta me animar quando eu to triste, sempre me atura quando eu to de TPM e você sabe que eu posso ser bem perigosa. – Ele balançou a cabeça positivamente e riu se lembrando de como ela tacou um vaso na cabeça dele, após ela comer duas caixas de chocolate e ele fazer uma piada sobre o peso dela. Maldita TPM. – Eu nunca vou encontrar alguém tão perfeito como você.
– Então nunca me deixe ir embora. – Ela sorriu e se inclinou para beijá-la.
– Nunca. – Ela falou entre o beijo e eles se separaram com alguns selinhos. – Te amo.
– Também te amo. – Ele sorriu e a beijou de novo. – Te vejo amanhã?
– Você não tem um compromisso com seu pai? – Ela perguntou.
– Sim, mas isso é cedo, de tarde eu estou livre. – Ele brincava com a ponta enrolada do cabelo dela.
– Ah sim... – Ela sorriu. – Então sim! Até amanhã.
– Até amanhã.
Eles se beijaram mais uma vez e Rachel observou ele entrar no carro e dar partida. Ela esperou o carro dele sair do condomínio para só então se virar e começar a andar até a casa dos pais. Era loucura ela estar completamente apaixonada por um garoto que a fazia se sentir uma adolescente? Bom... Ela não se importava. Ela nunca esteve tão feliz em toda sua vida.
– Então é aqui que você tem se escondido? – Ela se assustou ao ouvir uma voz masculina atrás de si e achou a voz familiar. Familiar demais. Ela se virou lentamente e deu de cara com a pessoa que menos queria ver nesse momento.
– Jesse.
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