Like Never Before.
16 Surpresas
Notas iniciais
O jantar na casa dos Berrys correu tranquilamente. Burt fez questão de levar um bom vinho pra Hiram que era fã, inclusive tinha uma pequena vinícola na Itália. Carole e Shelby conversavam sobre a preparação do aniversário de Finn que seria na semana seguinte. Já Kurt, como o bom observador que é, passou a noite inteira prestando atenção no irmão e em Rachel, mas infelizmente não viu muita interação entre eles. Finn já sabia das desconfianças de Kurt então mandou uma mensagem pra Rachel dizendo que eles teriam que ser discretos e contou o motivo. Obviamente que eles se cumprimentaram e até trocaram algumas palavras, mas nada tão suspeito assim. Finn e Puck conversavam sobre algo da escola enquanto Rachel folheava uma revista até que seu celular avisou que ela havia recebido uma mensagem. Ela leu a mensagem e Kurt a viu levantando e saindo da sala. Olhou novamente pra Finn e viu que ele estava intertido na conversa com Puck. Franziu a testa e balançou a cabeça. Ele devia estar ficando louco. Escutou Carole chamar ele e foi até a mãe. Finn viu Kurt saindo da sala e falou pra Puck que ia ao banheiro.
Ele subiu as escadas, dois degraus de cada vez e quando chegou ao topo, foi caminhando pelo corredor até sentiu suas mãos puxando ele pelo colarinho da camisa social que ele estava usando. Riu ao ver Rachel puxando ele e nem ao menos falou nada. Grudaram as bocas mais uma vez naquele dia. Ele puxou ela por debaixo da coxa e puxou ela pro seu colo. Rachel suspirou se sentindo feliz nos braços dele mais uma vez. Finn a beijava carinhosamente e suspirou quando ela se separou dele.
- Você acha que seu irmão percebeu alguma coisa? – Ela perguntou descendo do colo dele.
- Acho que não... Conseguimos despistar ele... – Finn disse dando com os ombros.
- Espero que sim. – Ela arrumava o cabelo em frente o espelho. – Não preciso de mais drama familiar...
- Acho que não vou poder te ver amanhã... – Ele comentou se sentando na cama dela.
- Por que? – Ela se virou pra ele.
- As provas finais estão chegando... Preciso estudar mais. – Ele fez uma cara triste e ela suspirou caminhando até ele.
- Não tem problema. Segunda-feira eu apareço no McKinley na hora da saída. – Ela sorriu e ele a beijou.
- Ótimo! Estarei te esperando.
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Finn se esforçava pra se concentrar na sua prova de física. Não que ele não fosse bom aluno, na verdade ele era um excelente aluno. Mas há alguns dias ele vinha se questionando pelos seus sentimos por Rachel. Eles eram tão diferentes! E não era só na idade, mas a personalidade e a maneira de ser também e aquilo parecia ser um atrativo pra ambos, já que nenhum deles conseguia ficar longe um do outro. Ele tentou ignorar esses sentimentos por dias, mas chegou ao ponto de tirar o sono dele. Suspirou tentando terminar a ultima questão. Coçou a nuca e olhou para o relógio vendo que faltavam apenas alguns minutos pra terminar aquela aula. Ele estava ansioso porque Rachel disse que iria lá no fim das aulas. O sinal bateu e ele respirou aliviado. Levantou-se rapidamente entregando sua prova e saindo disparado pelo corredor. Chegou ao pátio e começou a procurar Rachel com os olhos, mas infelizmente não a encontrou.
- Finn? – Ele ouviu a voz feminina atrás de si e se virou.
- Oi Charlotte. – Ele sorriu simpático
- Oi... – A menina encarava ele com seus grandes olhos azuis. Não era segredo pra ninguém que Charlotte tinha uma grande queda por Finn. Quantos cartões de Dia dos Namorados ele recebeu dela? Inúmeros! O problema não era ela. Não mesmo. Charlotte era linda. Alta, loira e olhos azuis, mas Finn sempre achou ela um pouco “pirada” demais. Quase maníaca.
- Então...? – Ele riu sem entender. – Aconteceu algo?
- Eu queria te falar uma coisa...
- O que houv-
E Finn nem teve tempo de terminar a frase. A menina o puxou pela nuca grudando os lábios nos dele. A principio ele ficou sem ação, mas depois colocou as mãos na cintura dela delicadamente e a afastou lentamente.
- O que foi isso? – Ele tinha as sobrancelhas arqueadas.
- D-desculpa. – Ela falou assustada.
- Charlotte, não era pra você ter feito isso. – Ele se afastou dela.
- Por que? E-eu soube que você terminou seu rolo com a Santana... Eu pensei que-
- Pensou errado. – Ele interrompeu ela. – Eu... – Ele pensou no que ia falar. – Eu tenho outra pessoa na minha vida.
- Quem? – Ela perguntou.
- Eu não quero ser ignorante Charlotte, mas isso não diz respeito a você.
- Me desculpa. – A menina abaixou a cabeça. – Eu não devia ter perguntado isso. – Ela saiu deixando Finn sozinho e confuso.
Ele suspirou e sentiu o celular tocar. Tirou do bolso e viu uma mensagem de Rachel.
“Não vou poder ter ver hoje.”
Ele franziu a testa e digitou outra mensagem de volta.
“Por que? Aconteceu algo?”
Logo recebeu outra.
“Não vai dar. Tô ocupada.”
Finn suspirou e foi caminhando até seu carro. Deu partida e foi pra casa.
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10 minutos antes.
Rachel estacionou seu carro e foi andando pelos corredores da escola, lembrando-se dos momentos felizes que viveu ali. Das aulas que matou com Quinn e Artie. Dos amassos que dava com Jesse na sala do zelador. Lembranças que uma época que ela era feliz. Andou até uma grande vitrine com os principais prêmios e viu as fotos de Finn estampado como capitão do time de futebol. Sorriu. Há tempos que Rachel não se sentia viva assim. Há tempos que ela não se sentia feliz, e ela devia isso tudo à Finn. Ela não gostava de parar pra pensar nesse assunto, não queria estragar o relacionamento deles, mas a cada dia que passava ficava cada vez mais complicado fingir que ela não tinha sentimentos mais fortes por ele. Ouviu o sinal tocar e foi caminhado até o pátio de escola. Sentou num banco enquanto esperava por Finn. Viu que ele apareceu na entrada da escola e se levantou sorrindo. Foi caminhando até ele mas parou ao ver uma menina alta e loira – por sinal muito bonita – parando pra falar com ele. Viu ele sorrindo de volta e falando algo com ela. Até que viu ela o beijando e ele colocando as mãos na cintura dela. Rachel sentiu o estomago revirar. Sentiu um gosto amargo na boca. Ela manteve a boca entreaberta pela surpresa e não soube o que fazer. Deu meia volta e entrou em seu carro. Respirou fundo tentando saber o que estava acontecendo com ela. Por que diabos ela tinha ficado daquele jeito?! Não, não, não. Não pode ser! Ela balançou a cabeça violentamente se condenando por essa estupidez. Ela não podia estar apaixonada pelo melhor amigo do irmão. Não! Ela pegou o celular e digitou uma mensagem pra Finn dizendo que não poderia vê-lo e suspirou quando ele perguntou o por que. Respondeu que não poderia, pois estava ocupada. Desligou o celular e foi voando pra casa. Ela tinha que fazer as malas.
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