Notas iniciais
Antes de tudo quero pedir desculpas por qualquer erro de português ou de acentuação. Por mais que eu revise antes, sempre vai uma palavra ou outra errada...

– Como vamos fazer isso? – Ela perguntou.

– Como assim? – Ele não entendeu

– Nós temos que ter algumas regras.

– Regras? Por que?

– Porque sim!


Ele estava sentado no sofá e ela encostada nele enquanto conversavam.


– Tudo bem! – Ele se deu por vencido. – Que regras são essas?

– Primeiro de tudo: Nós não somos namorados, então você não deve cobrar nada de mim e nem eu de você. – Ela falou enquanto levantava um dedo. – Segundo lugar: Se você quiser ficar com outra menina me avisa antes, sei que não estamos namorando, mas não quero ser “corna”. – Ela fez aspas com os dedos e ele riu.

– Bem, isso vale pra você também. Mais alguma regra?

– Ciúmes. – Ele se afastou dele. – Nada de ciúmes. Detesto isso.

– Tudo bem... – Ele só ficava rindo das invenções dela. – Algo mais?

– Acho que não. – Ela começou a pensar. – Por hora é só isso mesmo.

– Ótimo! – Ele segurou ela pela cintura e mais uma vez eles se beijaram. Rachel segurou os braços dele e viu que ele estava deitando por cima dela, mas algo atrapalhou.

– O que é isso? – Ela disse separando o beijo.

– O que? – Viu ela puxando um ursinho que estava no sofá – Não sei de quem é isso.

– Parece brinquedo pra cachorro. – Ela colocou o urso no chão

– Cachorro? CACHORRO! – Ele se levantou rapidamente. – Eu me esqueci de dar comida pra cachorra! – Ele começou a procurar a cadelinha e achou ela no pé da escada, morta de fome. – Ai cacete! Vem cá. – Ele a pegou nas mãos e levou até a cozinha alimentando ela como Kurt pediu. E quando voltou pra sala viu Rachel olhando uns quadros e porta-retratos.


– Você luta karatê? – Ela perguntou com a testa franzida

– Não. – Ele sorriu se aproximando dela. – Judô e Taekwondo.

– Pra que isso tudo? – Ele olhou pra ele. – Você apanhava na escola?

– Não! – Ele riu. – Você deve se lembrar de que eu era um palito e minúsculo quando era mais novo... — Ela concordou. – Quando eu tive meu surto de crescimento eu cresci demais em pouco tempo, então eu virei um verdadeiro desastrado. Viva caindo, esbarrando nas coisas, não tinha equilíbrio nenhum. – Ele riu – Praticar artes marciais me ajudou a não viver caindo o tempo todo...

– Você ainda pratica? – Sem entender porque ela se viu interessada naquilo.

– Às vezes... Já sou faixa preta, então... – Ele falou sem soar arrogante.

– Ah sim... – Ela ficou encarando ele. — Eu acho que já vou indo.

– Já?

– Sim... Já são 8 horas. – Ela falou apontando pra um relógio

– Sério? – Ele seguiu o olhar dela e viu a hora. – Sempre que eu to com você o tempo passa voando. – Ele voltou a olhar pra ela e sorriu.

– Pois é... – Ela não soube o que responder. – Vou indo então!

– Eu te levo. – Ele respondeu pegando a chave do carro e a carteira em cima de uma mesinha.

– Não precisa.

– Você veio trazer o carro pra mim, significa que você esta a pé...

– Tudo bem – Ela não protestou

– Vamos. – Ele abriu a porta e ela passou e ele foi logo atrás dela.


Entraram no carro dele e Finn deu partida, saindo do luxuoso condomínio. Enquanto Finn dirigia, Rachel ficava mexendo nas mãos. Ele olhou pra ela e sorriu, percebendo que toda vez que ela ficava nervosa ela fazia isso. Logo chegavam à entrada do condomínio dela e ele passou pela identificação. O porteiro sorriu vendo os dois no carro e abriu o portão. Pararam em frente a casa dela e Finn se virou pra ela com um sorriso torto.


– Você ta sabendo desse jantar que vai ter aqui? – Ela perguntou

– Minha mãe comentou algo comigo. Por quê?

– Você vai vir? – Ela se virou pra ele, ainda sentada no banco do carro.

– Claro. – Ele sorriu

– Hum... – Ela sorriu enigmática.

– Por que a pergunta?

– Esse jantar pode ser menos entediante do que eu pensei que seria. – Ele riu divertido.

– Baby, quando você se sentir entediada é só me ligar. – Ele piscou um dos olhos pra ela que riu. Era a primeira vez que ele a chamava dessa forma, e aquilo tinha soado tão... Certo.

– Vou me lembrar disso. – Ela sorriu e ele se aproximou puxando o lábio inferior dela com seus dentes. Eles riram e se beijaram lentamente. Finn sentiu a mão direita dela alisando seu rosto e depositou a mão esquerda na perna dela. Ficaram assim por alguns segundos, até se separarem contra a vontade. – Acho melhor eu entrar.

– Tudo bem – Ele falou desanimado e quando ela foi responder o celular dele tocou. – Calma ai. – Ele atendeu. – Alo? Oi mãe. Ah... Eu saí rapidinho, já to chegando. Uhum... Ta bom. Beijos.

– Aconteceu algo?

– Não. Só chegaram em casa e não me viram.

– Ah sim... – Ela tirou o cinto de segurança e olhou pra ele mais uma vez. – Vou indo então...

– Tudo bem – Ele suspirou e ela se aproximou novamente dele juntando os lábios.


Se Finn morresse naquele momento, morreria feliz. Sentir os lábios dela tocando os seus, sentir a língua dela brincando com sua e sentir a pele quente dela quando tocava a dele era a coisa mais incrível do mundo. Ele nunca se sentiu dessa forma com nenhuma outra garota. É obvio que ele não gostava dela. Obvio que não. Mas um dia ela já foi a paixão platônica dele, por isso ele se sentia daquela forma. Rachel se sentia da mesma forma. Jesse fora seu único namorado e aquela relação não terminou da melhor forma. Na verdade, nem terminou. Nunca conversaram, nunca terminaram aquela relação. Ele fugiu e ela foi presa. Claro que às vezes ela se pegava pensando em Jesse, e em tudo que eles passaram juntos, não podia negar que ainda tinha sentimentos por ele. Mas quando Finn estava com ela, tudo aquilo sumia, desaparecia. Obvio que ela o odiava. Ele era extremamente irritante e idiota. Mas ele era tão alto, tão bonito e ela não sabia o porquê se sentia protegida ao lado dele. Até que se separaram com um sorriso no rosto e deram um selinho.


– Tchau. – Ela falou saindo do carro.

– Até mais. – Ele respondeu sorrindo.



Notas finais
Reviews? :o)