Like Never Before.
14 Questionamentos
Notas iniciais
O relógio marcava 4 horas da manhã quando Puck saía do pub agarrado com Santana. Brittany estava pendurada nas costas de Sam, enquanto Mike se agarrava com uma das amigas de Brittany. Já Finn e Rachel estavam mais atrás. Ela totalmente bêbada e ele segurando na cintura dela pra ajudá-la a andar. Até que Rachel se afastou dele e se ajoelhou. Ele foi até ela e segurou o cabelo dela, passando as mãos pelas costas dela enquanto ela vomitava. Santana entrou novamente no bar e pegou alguns guardanapos e comprou uma água, voltou pra onde eles estavam parados e ofereceu pra ela. Finn esperou ela se recompor e a ajudou a se levantar e voltaram a caminhar em direção aos carros.
- V-você não precisava v-ver isso... – Ela falou e ele balançou a cabeça.
- Vem... – Ele segurava na cintura dela.
- É s-sério... – Ela soluçava completamente bêbada.
- Eu sei. – Ele sorriu pra ela.
Finn foi dirigindo um carro e Puck o outro já que eram os únicos que estavam sóbrios. Foram deixando todos em suas respectivas casas e quando chegaram à casa de Mike, Puck passou para o carro de Finn, já que o carro que ele estava dirigindo era de Mike. Finn dirigiu até o condomínio onde Rachel e Puck morava e estacionou em frente a casa deles. Viu Puck sair do carro e saiu também pra ajudar Rachel. Puck esperou ele tirar Rachel do carro e viu ele falando alguma coisa ela pra depois dar um selinho. Rachel se agarrou no irmão e Finn entrou no carro indo pra sua casa.
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- Finn! Finn! – Kurt batia na porta do quarto dele.
- Entra! – Kurt entrou e viu Finn abotoando a calça jeans. Viu o cabelo dele molhado e uma blusa em cima da cama.
- Como foi ontem? – Ele perguntou se sentando na cadeira do computador.
- Legal... – Ele respondeu.
- Não bebeu?
- Alguém tinha que dirigir né?
- Pois é...
- O que você quer? – Finn olhou pra ele desconfiado.
- Nada! Na verdade vim te fazer uma pergunta...
- Fala. – Finn colocava a blusa quando Kurt soltou a pergunta.
- O que você tem com a irmã do Puck?
- Que? – Finn olhou pra ele com as sobrancelhas arqueadas. – Nada. Somos amigos.
- Sei... Vocês estavam trocando muitos olhares no jogo de futebol... – Kurt se levantou.
- E dai? Já disse.. Somos amigos.
- Quando quiser me contar a verdade eu estarei esperando... – Falou e saiu do quarto.
Finn balançou a cabeça e desceu as escadas. Viu sua mãe conversando com uma mulher, enquanto seu pai estava no telefone com alguém. Passou pela porta da frente sem ninguém perceber e deu partida no carro. Viu o porteiro do condomínio onde os Berrys moravam acenando pra ele e sorriu de volta. Estacionou o carro na frente da casa deles e saiu indo até a porta e tocou a campainha. Jenna abriu a porta e sorriu ao ver Finn.
- Olá Finn. – Deu passagem e ele entrou.
- Oi Jenna... O Puck ta ai?
- Lá em cima no quarto dele. – A moça saiu e Finn foi subindo as escadas. Passou pelo quarto de Rachel e parou por um momento tentando ouvir algo de dentro. Mas não ouviu nada. Mordeu os lábios e foi caminhando até o quarto do amigo. Bateu na porta e alguns segundos depois viu Puck abrir a porta.
- E ai cara. Beleza? – Puck falou e Finn entrou no quarto.
- Sim, sim. E você?
- Também. – Puck estava jogando vídeo game e Finn se sentou num puff que tinha ali vendo o amigo voltar pro jogo. – O que manda?
- Vim conversar com você sobre ontem... – Finn disse um pouco sem graça.
- O que?
- Sobre a Rachel e eu...
- Cara, eu sei... – Puck pausou o jogo e se virou pra ele. – Isso é estranho, muito estranho. Meu melhor amigo com minha irmã? Chega a ser nojento. Sem falar a diferença de idade. – Puck gesticulou com as mãos. – Eu confesso que quando comecei a desconfiar de vocês dois eu senti algo ruim, mas depois percebi que é só ciúmes...
- Ciúmes? – Finn indagou confuso.
- É pô. Ela é minha irmã né Finn, e apesar de tudo eu não quero que ela sofra mais, e vamos deixar claro que você nunca teve uma namorada pelo fato de ficar com uma menina e logo largar ela. – Finn tentou falar algo mas Puck não deixou. – Mas eu confio em você e sei que você não vai fazer minha irmã sofrer. – Ele parou e Finn desviou o olhar – E se fizer, pode se preparar pra uma morte bem lenta. – Ele sorriu sarcástico.
- Não. Eu não vou fazer ela sofrer. A gente só ta ficando, não é nada demais... Mas eu gosto dela e não faria ela sofrer. – Finn falou e puxou o outro joystick pra se juntar a Puck no jogo. Ficaram alguns minutos jogando até que Finn não aguentou e teve que perguntar:
- Como ela ta?
- Quem? – Puck estava concentrado no jogo.
- A Rachel... Ela ta melhor?
- Não sei... Provavelmente ta de ressaca... – Ele virou a cabeça pra Finn e viu ele olhando pra porta. – Vai lá ver como ela tá.
- Tá! Eu já volto. – Finn saiu e Puck balançou a cabeça voltando a jogar.
Finn caminhou até o quarto de Rachel e bateu três vezes na porta. Não ouviu nenhuma resposta. Passou a língua nos lábios e repetiu o gesto, até que ouviu um “entra” bem mal humorado. Ele abriu a porta e viu o quarto num completo breu. As cortinas impediam a luz do sol de entrar pelas janelas que estavam fechadas devido ao ar condicionado que estava ligado. Viu Rachel de pijama deitada com os olhos fechados enquanto massageava a testa com os dedos. Ele fechou a porta atrás de si e foi caminhando até ela.
- Dor de cabeça? – Ele perguntou.
- O que você ta fazendo aqui? – Ela abriu os olhos e viu ele de pé do lado da cama.
- Vim conversar com o Puck sobre ontem... – Se sentou na cama ao ver ela que tinha se afastado um pouco.
- Você não deveria ter contado pra ele. – Ela se deitou de lado e olhou pra ele que estava sentado.
- Eu sei... Mas ele é meu melhor amigo e eu não sei mentir. – Ele falou enquanto alisava os cabelos dela. – Você ta se sentindo melhor?
- Um pouco... Mas to morrendo de dor de cabeça e sede... – Ela falou e ele sorriu lhe dando um selinho.
- Calma ai... – Ele se levantou e saiu do quarto. Ela não entendeu e quando ele voltou minutos depois com um copo de água e um comprimido na mão. Ela sorriu e pegou o remédio na mão dele. Tomou a água e entregou o copo pra ele.
- Você não existe... – Ele riu. – Acho que você ta me usando como cobaia...
- Como assim? – Ele riu e se deitou do lado dela depois de tirar os sapatos.
- Você fica me tratando como se eu fosse uma paciente e você o médico...
- Isso significa que você quer brincar de médico? – Ele sorriu malicioso e ela deu um tapa no braço dele. – Ouch! – Ele reclamou da dor.
- Idiota. – Ela falou pra logo depois dar um rápido beijo nele. Ele riu e viu ela se cobrir com um edredom.
- Tá sentindo frio? – Ele perguntou e ela concordou. – Espera... – Ela viu ele se levantar e ir até o ar condicionado aumentando a temperatura. – Prontinho... – Ela sorriu e o viu voltar a se deitar do lado dela. Ela ficou de costas pra ele e ele a abraçou pela cintura.
- Por que você sempre faz tudo pra mim?
- Que? – Ele levantou um pouco a cabeça pra tentar ver o rosto dela.
- Você cuidou de mim quando eu tava com febre, me levou pra festa do Mike quando eu tava sozinha, ficou me bajulando ontem no bar e Agora ta aqui... Pegando remédio pra mim, tentando me deixar confortável... – Ele não soube o que dizer e ficou encarando o escuro do quarto. – Por que você faz isso?
- Eu não sei... – Ele suspirou e deu com os ombros. – Eu já me questionei sobre isso e tentei me convencer que eu faria isso por qualquer pessoa. Mas depois eu percebi que eu só faço por você...
Depois de perceber o que havia falado, ele se arrependeu. Parecia até que ele tinha se declarado pra ela! Engoliu seco e levantou a cabeça tentando ver o rosto dela e viu o sorriso nos lábios dela. Deitou a cabeça no travesseiro de novo e resolveu não pensar naquilo. Já Rachel sentiu um turbilhão de emoções naquele momento. Com Finn era assim... Ele a fazia sentir todos os tipos de emoção em segundos e ela não pôde deixar de colocar um sorriso no rosto depois de ouvir o que ele disse. Resolveu não falar mais nada e ao sentir a mão dele puxando ela mais pra perto de si ela fechou os olhos e respirou fundo sentindo o perfume dele.
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