Like Never Before.
22 Best Birthday Ever
Notas iniciais
- Pra onde nós vamos? – Ele perguntou ao ver ela dentro do carro.
- Já disse que é surpresa! – Rachel olhou pra ele e não pode evitar come-lo com os olhos. Finn usava uma bermuda jeans um pouco acima do joelho, uma blusa de botão xadrez e um sapato simples, enquanto usava um chapéu pra se proteger do sol.
- Ótimo! Então me surpreenda! – Ele falou enquanto colocava o cinto de segurança. – Mas por favor não me mate. Presta atenção no transito!
- Deixa de ser ridículo! Eu dirijo muito bem. – Ela se irritou dando partida no carro.
- Dirige tão bem que seu carro tem vários arranhões e marcas de amassado! – Ele falou irônico e ela abriu a boca indignada.
- Não foi minha culpa! Os outros que bateram em mim! – Ela protestou e ele riu debochado.
- É... Toda mulher fala isso! – Ela bufou irritada e parou o carro. – Que foi?
- Da pra calar a boca?
- Tudo bem. – Ele levantou as mãos e se calou.
- Ótimo. – Ela deu partida e continuaram calados.
Finn sorria por dentro. Ele sabia que falar mal de uma mulher na direção era algo mortal. Ele sempre via sua mãe enlouquecer quando Burt reclamava dela no volante. Saiu de seus pensamentos quando ouviu o celular de Rachel tocar e ela colocou no viva voz.
- Alô?
- Rach?
- Oi Quinn. – Ela sorria e Finn prestava atenção na conversa.
- Ai amiga! Como foi sua noite ontem? – Ela perguntava empolgada e Finn sorriu.
- Normal... – Rachel respondeu com a testa franzida.
- Normal?! – Quinn berrou. – Como assim normal?! Não teve nenhuma “ação”?
- Do que você ta falando? – Rachel viu Finn rindo e já desconfiava.
- Nossa! Eu liguei ontem pro Finn avisando que você tava chegando!
- Ah... Foi você que avisou pra ele então? – Ela virou a cabeça pra Finn arqueando uma sobrancelha e viu ele sorrir.
- Claro amiga. Você tava precisando de sexo. – Quinn disse normalmente e Finn soltou uma gargalhada deixando Rachel mais vermelha que um pimentão.
- Quinn! Oh meu Deus! – Ela parou num sinal vermelho.
- Que risada foi esse?! – Quinn perguntou.
- Ta no viva voz Quinn... – Rachel disse e Finn riu de novo.
- Hey Quinn. – Finn falou e ouviu a risada dela pelo celular. – Valeu por me ligar ontem.
- Ah meu Deus! – Quinn gargalhava pelo telefone. – Espero que tenham aproveitado a noite!
- Aproveitamos demais. – Finn gargalhava junto com ela e Rachel já procurar por algum poste pra bater o carro de tanta vergonha.
- Então Rach, ele é bom de cama? — A amiga perguntou e Finn se virou pra ela com um sorriso divertido no rosto.
- Cale a boca vocês dois! – Rachel gritou e tirou o celular do viva voz. – Mais tarde a gente se acerta. – Desligou e olhou pra Finn que chorava de rir. – Nem pense em tocar nesse assunto.
- Não falei nada. – Ele levantou as mãos em defesa e continuou sorrindo. Rachel apenas bufou irritada e envergonhada e continuou dirigindo. Alguns minutos depois ela estacionou e Finn saiu do carro com os olhos brilhando.
- Você me trouxe para um parque?!
- É... Eu não sabia o que te dar de presente, mas eu ouvi você comentar com o Noah que tinha tempos que você vinha num parque... Pensei que fosse um presente legal. – Ela sorriu apertando o alarme do carro. – Você gostou?
- Eu adorei! – Ele sorriu animado e eles foram andando até a entrada. Ele tirou a carteira do bolso pra comprar os ingressos, mas Rachel afastou a mão dele. – Hoje é por minha conta.
- Não, não. Não precisa.
- Claro que sim! Por favor, Finn? É o meu presente de aniversário! – Ela falou e ele guardou a carteira contrariado.
- Tudo bem. – Ele suspirou e viu Rachel comprar os ingressos. Eles foram andando olhando todos os brinquedos e Finn puxou a mão dela entrando numa fila. – Você quer ir nisso?
- Claro! É o melhor. – Ele respondeu sorrindo.
- Tudo bem. – Ela deu com os ombros. – Você vai e eu fico aqui te vendo.
- Que? Claro que não. Você vai comigo. – Ele riu e ela balançou a cabeça.
- Eu não vou nisso mesmo!
Tarde demais. Quando Rachel foi ver já estava no topo da montanha russa com a cara branca de medo. Finn ria de cara dela e até pensou que fosse perder a mão devido ao agarre dela. Rachel apertava a mão dele tão forte que o sangue nem circulava mais. Ao sentir o brinquedo descendo e o vento na cara Rachel soltou a mão dele e se agarrou no ferro do carrinho enquanto gritava de medo. Já Finn gritou com excitação. Ele ria e jogava as mãos pra cima se divertindo com aquilo. Quando o brinquedo parou ela começou a estapear o braço dele que ria.
- Eu não acredito que você me obrigou a andar nisso! – Ela respondeu arrumando o cabelo.
- Pelo menos agora você escolhe o próximo brinquedo. – Ele estendeu a mão e ajudou ela a levantar.
- Tenho certeza que você vai gostar!
Não. Ele não gostou. Da onde Rachel tirou a ideia de que ele poderia gostar daquilo? Obviamente ela estava sendo sarcástica.
- Bem melhor que a sua escolha, não?
- Não. Sentar em cima de um cavalo e ficar girando, não é melhor que uma montanha russa Rachel. – Ele respondeu sério.
- Claro que é! Eu adoro carrossel. – Ela deu com os ombros enquanto girava naquele brinquedo.
- Só tem criança aqui Rachel! Graças a Deus eu sou grande demais pra isso! – Ela estava sentada em um dos cavalos enquanto ele estava de pé do lado dela.
- Argh, como você é chato! – Ela revirou os olhos e Finn agradeceu a Deus quando o tempo no brinquedo terminou.
- Vamos ali! – Finn apontou e os dois foram andando até aquelas barraquinhas de atirar nos patos.
- Eu quero tentar! – Rachel falou e um homem alto e forte deu uma espingarda pra ela.
- Oh Deus, o Senhor tem seguro de vida? – Finn perguntou para o homem que soltou uma risada e balançou a cabeça.
- Idiota! Eu atiro muito bem. – E pra surpresa de Finn ela atirava. Ela chegou a derrubar 5 patinhos, mas quando foi derrubar o maior ele não caiu, apesar dela ter acertado. Ai pronto. Ela armou uma confusão imensa, falando que o pato estava colado e Finn viu o homem imenso se levantar de seu banco quando Rachel o xingou.
- Calma! Calma! – Finn segurou ela pela cintura afastando ela da barraca.
- Você esqueceu o prêmio. – O homem entregou um pinguim de pelúcia de aproximadamente uns 30cm pra Finn que agradeceu e saiu agarrado com ela.
- Você viu aquilo?! – Ela estava irada. – Eu merecia o urso grande Finn!
- Eu sei. – Ele riu. – Mas isso é truque de parque... Além do mais você ganhou um pinguinzinho. – Ele balançou a pelúcia no rosto dela e depois se inclinou para beijá-la.
Depois de muito discutirem sobre onde ir, os dois andaram em praticamente todos os brinquedos. Finn fez questão de ir com ela no bate-bate e chocar o carro no dela o tempo inteiro. A verdade é que ele estava se divertindo demais e o tempo inteiro agradecia ela por isso. Eles se beijavam enquanto andavam e riam ao mesmo tempo. Qualquer pessoa que passasse por eles diria facilmente que era um casal de namorado, mas pra eles era só uma relação sem compromisso. Finn mantinha os braços ao redor do ombro dela enquanto ela abraçava ele pela cintura.
- Acho que fomos a todos os brinquedos. – Ela falou enquanto andavam.
- Acho que sim. – Ele riu e olhou pra ela. – Ta com fome?
- Um pouco...
- Ótimo! Quero te levar em um lugar. – Ele sorriu e ela franziu a testa.
- O aniversário é seu... Eu quem deveria te levar. – Ela protestou, mas continuaram andando.
- Você já me deu um ótimo presente de aniversário. – Ele sorriu e deu um selinho nela. – Só quero te levar pra comer algo ué.
- Tudo bem. — Ela sorriu e entregou as chaves do carro pra ele.
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Acabou que Finn a levou para lanchar numa lanchonete simples na orla da praia. Os dois pediram os tradicionais lanches americanos: hambúrguer, batata frita e milkshake. Estavam sentados enquanto brincavam de fazer perguntas um para o outro
- Você jogou o cigarro na lixeira do banheiro?! – Ela gargalhava ao ver ele concordar.
- Eu entrei em pânico! Minha mãe bateu na porta e eu não sabia o que fazer. – Ele falou e colocou uma batata frita na boca.
- Era pra você ter jogado no vaso sanitário. – Ela disse como se tivesse feito aquilo antes.
- Você já fez isso? – Ele perguntou e viu ela concordar.
- Não que eu me orgulhe, mas eu fiz isso com maconha. – Ela deu com os ombros e ele arqueou as sobrancelhas.
- Você já fumou maconha?
- Algumas vezes. Mas tem muito tempo. – Ela tomava o milkshake. – E você?
- Não, não. – Ela continuou olhando pra ele. – Tá. Uma vez só... Foi numa festa e eu dei uma tragada, mas eu fiquei com medo e larguei. – Ele riu e ela continuou com as perguntas.
- Ok, ok. Então me diz... Seu primeiro beijo? – Ela perguntou enquanto comia uma batata frita.
- Hummm. – Ele riu enquanto mastigava seu hambúrguer. – Foi horrível. – Ele riu de novo. – Eu tinha 12 anos, e foi tão estranho, nojento... Tinha muito língua envolvida. – Ele balançou a cabeça. – Enfim... O seu?
- Verdade ou consequência. – Ela riu. – Não foi lá essas coisas. – Ela deu com os ombros. – Eu tinha 13 anos e eu meio que tinha uma queda por ele. – Ela viu Finn dar outra mordida no hambúrguer e levantar a cabeça. – Agora me diz... Sua primeira namorada?
- Quando eu tiver eu te conto. – Ele riu tomando seu milkshake.
- Que?! – Ela riu incrédula. – Você nunca teve uma namorada? – Ele negou com a cabeça. – Por que não?
- Ah... Sei lá. Eu nunca gostei de uma menina pra sentir necessidade de ter compromisso sério, além de eu não gostar de compromisso. – Ele deu com os ombros e ela abaixou a cabeça concordando.
- E sua primeira vez? – Ela voltou a olhar pra ele.
- Oh! – Ele riu e abaixou a cabeça. – Não tem muito dizer, sinceramente.
- Ah não! Pode me contar. – Ela ria.
- Bom... Foi com uma menina. – Ela fez uma cara de “jura?” e ele riu. – Eu tinha 16 anos, ela tinha 17. Enfim, foi normal. – Ele deu com os ombros e ela franziu a testa. – Que foi?
- Nada. – Ela deu com os ombros.
- Não pense que vai escapar... – Ele riu apertando as bochechas dela.
- Não tem muito que dizer. – Ela o imitou e viu ele sorrir. – Eu estava apaixonada, ele era meu namorado. – Ela voltou a tomar o milkshake e ele a encarou. – Que foi?
- F-foi com Jesse? – Ele não soube por que, mas sentiu algo ruim dentro de si quando fez aquela pergunta e sentiu o estomago revirar quando ela balançou a cabeça positivamente.
Ela puxou outro assunto com ele, mas ele ainda sentia algo dentro de si que ele nem sabia o que era, mas ele não ficou muito feliz em saber que Rachel tinha perdido a virgindade com o ex-namorado por quem ela disse ainda ter sentimentos. Finn sorriu e balançou a cabeça pra algo que ela falou tentando acabar com aquele sentimento ruim dentro dele.
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Finn olhou no celular e viu que eram 9 horas quando Rachel estacionou na frente de sua casa. Ela desligou o carro e se virou pra ele.
- Esta entregue.
- Obrigado. – Ele se virou pra ela.
- De nada. – Ela sorriu.
- Foi o melhor aniversário que eu já tive. – Ele se aproximou dela.
- Fico feliz. – Ela levou a mão ao rosto dele e acariciou lentamente o fazendo sorrir. Os dois grudaram os lábios lentamente. Rachel deixou que suas línguas brincassem por um tempo até ver ele se afastar aos poucos.
- Te vejo amanhã? – Ele perguntou ainda com o rosto próximo ao dele.
- Com certeza. – Ela sorriu e se beijaram de novo.
- Até amanhã então. – Ele deu mais um selinho nela.
- Até amanhã. – Ela sorriu e viu ele sair do carro e ir caminhando pra casa.
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