Like I'm Gonna Lose You

1 Prólogo - The Started


Notas iniciais
Oi, pessoinhas! Então, como prometido está aqui a fanfic Clace lindosa sobre a qual eu havia falado!
Espero que gostem e me acompanhem em mais uma aventura desse casal maravilhoso... Prometo fazer o meu melhor para que não se arrependam.
BOM CAPÍTULO

700 anos atrás…

A água estava gelada, era bom nadar quando a água estava naquela temperatura. As estrelas brilhavam no céu, diferentemente da água agitada, a noite parecia calma. Poucos peixes nadavam tão próximos à praia, o que era bom, eles faziam cócegas em minha calda. Minha mãe dizia que aquilo era frescura, sentir cócegas, eu apenas concordava, não iria discutir com ela por um motivo tão tolo. Discutíamos por coisas mais importantes o tempo inteiro, como por exemplo, a distância que eu nadava dela. Se fosse longe demais, ela reclamava, se fosse perto demais, era a mesma coisa. Eu não contestava mais, apenas ouvia e assentia.

Podia sentir o navio se aproximando, olhei para a minha mãe e ela balançou a cabeça assentindo. Aquela seria a primeira vez que eu teria que atrair um homem. Todas as Sereias passavam por aquilo, mas nem todas se saíam bem na primeira vez.

Antes que você pense mal de nós. Não nos julgue antes de conhecer a nossa história. Sereias são conhecidas como lindas mulheres com calda de peixe que seduzem os homens, elas os atraem para o fundo do mar e os devoram ainda vivos. A história é verídica, mas quem os devoram não são as Sereias, são os Tritões. Homens com cauda de peixe, eles não conseguem atrair os marinheiros, então, nós mulheres com o poder de atração herdado pelo mar, fazíamos essa parte... Mas isso não significa que as Sereias não podem fazer a mesma coisa.

—Clarissa. -Olhei para a minha mãe. -Vá.

Olhei para cima e vi um pequeno bote. Nadei até a superfície calmamente. Olhei uma última vez para a minha mãe lá em baixo. Nadei sob o bote, bem próxima a superfície, pude sentir o bote se mover. Emergi do outro lado do bote, onde naquele momento, todos estavam de costas para mim.

—Olhem. -Um dos homens no à bordo disse. -Eu disse que eram reais. -Todos os homens me encaravam naquele momento. Ele se aproximou de mim, fazendo o bote ranger um pouco. -Você é tão bela. -Abri o meu melhor sorriso para ele. Marinheiros, em sua maioria eram fáceis de serem seduzidos; passavam tanto tempo no mar que qualquer miragem de uma mulher já os fazia ficarem felizes, uma sereia, os deixa ainda mais tolos.

—Não! -Um outro homem o puxou para trás. -Ela vai matar você. -Eu o olhei ofendida. Homens como aquele que impedia o outro marinheiro de se aproximar de mim, eram a minoria, eles conseguiam resistir por um tempo… Mas sempre acabavam cedendo. -É uma maldita bruxa do mar. -Ele sacou uma faca de seu cinto e tentou me acertar. Porém o outro o segurou.

—Não. -Aproveitei o momento de distração e comecei a cantar. As sereias tinham esse dom, nossas vozes eram capazes de hipnotizar qualquer ser vivo na Terra.

—My heart is pierced by Cupid; I disdain all glittering gold; There is nothing can console me; But my jolly sailor bold. Come all you pretty fair maids; -Pude sentir a movimentação das outras na água. — Whoever you may be; Who love a jolly sailor bold; That plows the raging sea. -Elas emergiram e se apoiaram como eu no bote. -My heart is pierced by Cupid; I disdain all glittering gold; -Passei a minha mão pelo rosto do homem que antes havia me protegido e comecei a afundar. — There is nothing can console me; But my jolly sailor bold. -Eu já estava totalmente submergida, assim que o seu rosto também ficou dentro d’água eu deixei as minhas presas descerem e o ataquei. Puxei-o e ele afundou, mordi o seu pescoço e o deixei afundar, não demorou muito para eu ver algum Tritão passar para pegá-lo. Emergi rapidamente e ataquei outro homem no barco.

Enquanto o sangue do homem inundava a minha boca, eu pude ver as outras sereias mergulhando com os demais. Nosso cardume era grande, por isso, em questões de minutos o ataque já estava terminado, e os tritões se alimentavam das vítimas, satisfazendo os seus desejos por carne humana.

O ataque havia terminado, e ninguém havia sido ferida. Todas nós pensamos que não havia sobrado mais ninguém, até que eu o vi. Era o único que estava em pé sobre um bote. Tinha uma espada em mãos, um corte no peito, que eu podia jurar que havia sido feito por alguma garra de Sereia. Olhei em volta e vi que eu era a única que estava lá. Me aproximei lentamente do bote e o olhei.

—Por que fazem isso? -Ele perguntou com a espada apontada para mim. -Não fizemos nada. Nem sequer cantamos a maldita canção. -Curvei um pouco a cabeça para o lado e olhei melhor em seus olhos. Eram dourados, não castanhos, dourados de verdade, como se ouro derretido tivesse sido colocado ali.-ME RESPONDA! -Ele gritou. Me apoiei no bote com cautela e continuei a olhá-lo. -O que…

—Não vou machucar você. -Eu disse. -Meu nome é Clarissa. -Ele abaixou a espada lentamente e continuou a me olhar. -Seus olhos. São lindos. -Eu continuava a olhar em seus olhos.

—Por que me olha tanto?

—Você é diferente. -Ele sentou-se e me olhou. -É bonito. -Ergui a minha mão em sua direção, mas ele se afastou rapidamente. -Me desculpa.

—O que você quer? -Ele perguntou ainda afastado.

—O que é isso? -Perguntei me referindo ao objeto estranho aos seus pés.

—É um diário. -Eu franzi o cenho. -Serve para anotar fatos importantes das minhas viagens. -Eu olhei intrigada para o objeto. Ele pegou o diário e o abriu, pegou um outro objeto pontudo e começou a passar sobre ele. -Viu? -Haviam desenhos estranhos no diário.

—O que seria isso? -Ele riu.

—Eu acabei de escrever que conheci uma Sereia. -Eu sorri. -Sinto muito, Clarissa. -Eu franzi o cenho. No segundo seguinte a espada atravessou o meu peito. Eu me afastei do barco e o olhei. -Perdoe-me. -Ele começou a remar em direção à praia.

Essa foi a primeira vez que eu morri.

Notas finais
Tanã! E então? O que acharam? Por favorzinho, me contem!
P.S.: A música que tem no capítulo é de Piratas do Caribe. Por quê? Porque eu não sou nada compositora.

Acho que é só isso por enquanto.

Kissus
Lightwood