Like I'm Gonna Lose You
31 Capítulo 29 - If you ask, I'll stay
Notas iniciais
P.O.V Clary
O momento que você começa a lutar contra o seu corpo e sua consciência para continuar a dormir, é o momento que você perde a batalha. Eu queria continuar a dormir, senti o meu corpo cansado e dolorido. Eu precisava descansar. Eu precisava voltar a dormir. E não me importava se o meu corpo ou a minha consciência diziam o contrário, eu queria dormir.
Virei-me na cama e puxei o cobertor sobre o meu corpo, cobrindo até a altura do meu pescoço. Encolhi o meu corpo e comecei a forçar o meu sono. E foi naquele momento que eu ouvi a sua risada. Um som que me fez ficar irritada em segundos, e ao mesmo tempo que aquela irritação me atingiu ela sumiu, deixando apenas uma enorme vergonha para trás.
Abri os meus olhos com cuidado para me acostumar com a luz e me virei na cama a sua procura, mas ele não estava ali. Sentei-me na mesma e olhei para a porta que dava para a casa. Ele estava escorado ali com as mãos nos bolsos, usando nada além de uma bermuda jeans e uma camisa de botões aberta. Seus cabelos estavam bagunçados, e eu gostava deles daquela maneira, mas vê-los daquela forma fizeram lembranças voltarem para a minha cabeça. Inevitavelmente o meu rosto esquentou.
Abaixei a minha cabeça sentindo os meus cabelos caírem pelos meus ombros e, consequentemente, cobrindo a minha visão. Respirei fundo e voltei a olhá-lo. Ele, de alguma forma silenciosa, havia se aproximado da cama e já estava se sentando à minha frente. Com a sua aproximação eu notei o brilho de seus olhos, um brilho diferente do que costumava ter.
— Bom dia. — Ele desejou. Aos meus ouvidos a sua voz soou mais rouca do que de costume.
— Bom dia. — Murmurei. Abri um pequeno sorriso para ele, e a forma como ele olhou para os meus lábios me fez corar novamente.
— Dormiu bem? — Balancei a minha cabeça em afirmação. — Você está bem?
Me deixei pensar naquela pergunta por algum tempo. Eu estava bem? Quero dizer, fisicamente eu me sentia ótima, como não me sentia há séculos; me sentia forte e confiante, como não lembro de ter sido um dia. Mas psicologicamente eu estava no meio de uma confusão. Perguntas rondavam a minha cabeça, e memórias, muitas memórias.
Oh, Poseidon, o que tinha acontecido comigo?
Olhar nos olhos do Jace fez um tsunami de lembranças tomarem conta do meu corpo. Eu lembrava perfeitamente da forma que ele havia me tocado, a delicadeza que havia tido; lembrava da sensação de seus lábios em mim; de como murmurava o meu nome como um mantra; de como me olhava, a intensidade que existia em cada momento. O que havia acontecido conosco?
Depois daquela noite, como nós ficávamos? Ele esqueceria do que havia acontecido? Continuaríamos amigos? Ele quereria cortar relações? O que eu faria dali para frente com toda aquela situação? Eu… Eu não tinha respostas para aquelas pergunta, e nem para as outras centenas que rondavam a minha cabeça. E, com certeza, não tinha coragem de fazê-las em voz alta. Por isso respondi:
— Eu estou ótima. — Ofereci um sorriso para ele, mas tenho certeza que ele não alcançou os meus olhos.
— Eu fiz café da manhã para nós. Mesmo que seja quase meio-dia. — Acabei rindo.
— Eu só preciso tomar um banho. — Falei.
— Okay, eu te espero. — Balancei a cabeça em afirmação enquanto ele se levantava e me lançava um sorriso.
Assim que ele sumiu dentro da casa, eu me enrolei em um lençol e fui atrás da minha mala. Separei um short jeans e um cropped de alcinhas e babados, além de uma lingerie simples. Assim que entrei no banheiro deixei um suspiro escapar pelos meus lábios. Um banho precisaria ser o suficiente para eu colocar os meus pensamentos em ordem.
Mas todo o meu plano foi por água abaixo quando eu vi o meu reflexo no espelho. Da mesma maneira que a minha calda havia mudado – eu podia sentir que aquilo havia funcionado -, a minha aparência havia mudado. Sereias eram imortais, mas, ainda assim, envelheciam; de uma forma lenta obviamente, mas envelhecíamos. O que humanos envelheciam em um ano, nós demorávamos décadas, e as vezes até um século inteiro. Mas se usássemos demais nossos poderes, ou, às vezes, quando passávamos por feitiços ou rituais, o nosso corpo também sofria. O que foi o meu caso na noite passada.
Há décadas que eu tinha a mesma aparência, o que para um humano poderia ser a idade dos quinze ou dezesseis anos. Mas naquela manhã, eu já não a tinha mais. Olhos mais marcados, semblante mais sério, rosto mais firme; o meu próprio corpo tinha mudado. Como se eu tivesse passado por toda a puberdade humana em uma noite de sono. Sem mais rosto de menininha. Eu diria que a minha aparência agora era de vinte anos humanos. Traços tão fortes e marcados quanto os do loiro que me esperava para tomar café.
Respirei fundo tentando ignorar todas as mudanças do meu corpo e entrei no chuveiro. A água estava em uma temperatura agradável, embora gelada fosse melhor. Lavei os meus cabelos tirando a areia que estava entre os fios; a massagem dos meus dedos no couro cabeludo enquanto eu passava o shampoo fez um arrepio atravessar e relaxar o meu corpo.
Depois de sair do chuveiro e escovar os dentes, eu tratei de vestir a minha roupa e escovar os cabelos embolados. Enquanto desembaraçava os meus cachos, comecei a me acostumar com a nova aparência. Não era nada absurdo, mas dava para notar certa diferença.
Por isso o Jace estava te olhando daquela maneira.
Saí do banheiro ignorando a minha consciência. Encontrei o Jace sentado a mesa me esperando. Antes de me sentar ao seu lado, parei ao lado da bancada e perguntei de cabeça baixa:
— Por que não contou que eu tinha mudado?
— Achei que faria entrá-la em desespero. — Respondeu simplesmente. — E também não é como se você tivesse mudado absurdamente.
— Eu sei. — Soltei um suspiro enquanto me virava para pegar um chá no armário. Eu precisava de qualquer coisa para me fazer ficar calma. Coloquei a água para ferver e continuei de costas para ele.
— Clary. — Murmurei um “hum”, tentando não olhar para ele. — Por que não está olhando para mim? — Encarei a chaleira sobre o fogão. — É sobre noite passada? — Engoli em seco de olhos fechados. Onde estava aquela Sereia da noite passada quando se precisava dela? — Hey… — Senti o seu toque em meu braço, e foi como se uma corrente elétrica atravessasse o meu braço, deixando para trás um rastro quente. — Quer falar sobre isso?
— Não. — Foi a única coisa que eu consegui dizer. — Eu estou bem.
— Está mentindo para mim. — Virei-me de frente para ele e cruzei os braços. — O que foi? — Respirei fundo.
— Eu não sei. É uma sensação estranha. — Admiti. — Não consigo olhar para você e lembrar de tudo o que aconteceu ontem, e cada memória que tenho me deixa envergonhada. Eu simplesmente não sei o que aconteceu ontem! E… — Respirei fundo. — Não era eu, mas, ao mesmo tempo, era. E isso é muito esquisito.
— Okay. — Ele se afastou o suficiente para se encostar na bancada. — O que mais?
— O que acontece agora? — O encarei enquanto perguntava. — O que acontece conosco agora?
— Eu não sei. — Admitiu. — Sei tanto quanto você. — Passei as minhas mãos pelos meus cabelos úmidos. O vi balançar a cabeça em negação e fazer uma careta depois de um tempo.
— O que foi? — Vi as suas bochechas corarem.
— Você me mordeu com bastante força ontem. — Arregalei os meus olhos. Havia esquecido completamente daquilo. — Está um pouco dolorido, só isso.
— Deixe-me ver. — Me aproximei dele. Lancei um olhar sugestivo quando o mesmo abriu a boca para reclamar. Aproximei-me enquanto o mesmo começava a desabotoar a camisa, quando terminou deslizou a mesma até os cotovelos, me deixando ver perfeitamente o seu peito nu, e os seus ombros, e em um deles havia um curativo. Puxei o mesmo e arregalei os olhos. — Espera aqui.
Peguei um copo e corri até a água. O dia estava lindo para desfrutar daquela imensidão azul, mas primeiro eu precisava ajudar o Jace. Peguei um pouco de água com o copo e voltei para a cozinha a passos rápidos. Tirei o curativo que ele havia feito no ombro e despejei a água gelada contra sua pele, ele se curvou um pouco por causa do sal contra o machucado e da temperatura baixa.
Coloquei a minha mãos sobre o ferimento e esperei por alguns segundos, quando tirei a minha mão, o ferimento havia sumido, e a minha mordida havia sido resumida a uma cicatriz de linhas brancas. Assim que o Jace viu o que tinha acontecido ele me encarou incrédulo, abri um sorriso sem graça. Seu olhos suavizaram e novamente eu me vi presa ali.
Seu corpo, como sempre, estava quente, eu podia sentir. Seus olhos me encaravam de uma forma tão intensa quanto a noite anterior. E aquele calor que eu senti quando tudo começou, eu voltei a sentir. Não queria que aquilo acabasse, não queria acordar daquele momento. Eu sabia que beijá-lo só criaria ainda mais confusão na minha cabeça, mas…
Não sei quem foi o primeiro a avançar, mas nossos lábios encontram-se. A pressão que eu estava sentindo em meu peito quando acordei, aquela dúvida de como aquilo poderia nos afetar, tudo sumiu. E aquela Sereia da noite anterior retornara. Não era um beijo delicado, como o que nós havíamos trocado na escola, nem mesmo um beijo selvagem como os que havíamos trocado na praia; mas sim um beijo intenso. Do tipo que faz as batidas do seu coração acompanharem o ritmo que os lábios dançavam.
Quando ele se afastou o suficiente para olhar em meus olhos, eu vi aquele fogo queimar suas íris novamente, e aquilo me incendiou. Abri um sorriso ao voltar a unir os nossos lábios, daquela vez sentindo aquela selvageria aflorar dentro de mim novamente. Agarrei os seus cabelos o puxando para mim, sentindo o seu corpo contra o meu, cada vez mais e mais perto.
Arfei ao ser imprensada contra a bancada e recebi uma mordida por isso. Seus lábios deslizaram pelo meu pescoço, e aquelas mordidas deliciosas retornaram. Agarrei os seus ombros quando sua língua deslizou pelo mesmo local de uma mordida recente, um arrepio atravessou o meu corpo me fazendo apertar os meus dedos dos pés.
Fui erguida com facilidade e colocada sentada sobre a bancada. Separei os meus joelhos, permitindo que ele se colocasse entre as minhas pernas. Empurrei a sua camisa pelos seus ombros, livrando-o da peça; e quando suas costas estavam nuas, não consegui controlar as minhas mãos que arranharam toda a extensão. Ele mordeu o meu lábio inferior e o puxou, eu abri os meus olhos e sorri travessa para ele antes de voltar a unir os nossos lábios.
Arfei ao senti-lo apertar as minhas coxas, me colando ainda mais a ele. Deslizei as minhas mãos pelos seus ombros e costas, ouvindo-o gemer contra os meus lábios. Comecei a abrir a sua bermuda com pressa, o que o fez separar os nossos lábios e me observar, como se esperasse o meu próximo movimento. Abri um sorrisinho e o empurrei para saltar da bancada. O puxei até a mesa que o café da manhã estava servido e o coloquei sentado em uma das cadeiras, após deixar sua bermuda escorregar por suas pernas.
Sentei-me em seu colo e voltei a unir os nossos lábios, rebolando em seu colo. O Jace agarrou o meu corpo contra o dele, apertando a minha bunda e os meus seios. Eu já me sentia quente, e o meu sexo implorava por um pouco de atenção. Saí de seu colo ainda o beijando e abri o meu próprio shorts, o Jace abriu um sorriso cafajeste antes de me puxar de volta ao seu colo. Durante o nosso “surto” na noite passada, em algum momento eu tinha feito um oral nele, mas isso não significava que eu lembrava o que tinha feito. E não tinha certeza se tinha cara de pau de repetir naquele momento.
Eu ri contra os lábios dele ao perceber que ele afastava as coisas que estavam sobre a mesa, tomando cuidado para não derrubar nada no chão. Pelo menos nada que fosse cair e quebrar. Levantei do colo dele para poder ajudá-lo e não contive um gemido ao senti-lo colocar o corpo atrás do meu e, sem pena alguma, atacar o meu pescoço. Abri um sorriso e o agarrei pela nuca, incentivando-o a continuar.
— Vamos destruir a mesa do café. — Murmurei, ele riu contra o meu pescoço, me causando ainda mais arrepios, pois a sua risada estava rouca, como na noite anterior.
— E quem está ligando para isso? — Soltei um gritinho ao ser virada de frente para ele.
— Você tem roupa demais. — Me vi falando. O Jace parou o que estava fazendo e olhou em meus olhos. Aquilo era um desafio. Ambos estávamos despidos da cintura para cima, mas ele ainda usava a bermuda. Sentei-me na mesa e o puxei pelo cós da bermuda. Mantive os nossos olhares juntos enquanto abria a peça e a deixava deslizar por suas pernas. Ele não desviou o olhar. Jace Herondale, não me provoque.
— Ainda tenho roupa demais. — Disse sem desviar o olhar.
— Estamos quites. — Novamente ele abriu aquele maldito sorriso.
— Clary, sua calcinha está deliciosamente úmida. Você realmente acha que ela vai durar muito tempo no seu corpo? — Puxei a sua box para baixo, seu membro saltou semi-ereto, e o próprio Jace terminou de tirar a peça. Antes que ele pudesse voltar a me provocar, eu alcancei o seu membro e comecei a masturbá-lo, como lembrava de ter feito na noite anterior. O Jace desviou o olhar para os movimentos da minha mão, mas eu logo segurei o seu queixo e o fiz voltar a me olhar.
— O que você vai fazer quanto a minha calcinha? — Ele sorriu e deslizou uma das mãos por dentro do fino pano da minha última peça de roupa. Soltei um suspiro ao me sentir sendo tocada. Uni os nossos lábios, ambos tínhamos as mãos ocupadas, então não havia ninguém guiando os nossos lábios, mas o beijo não ficava pior por isso. — Jace… — Ele abriu um sorriso convencido e, finalmente, tirou a minha calcinha.
Ele tomou o seu membro da minha mão e o guiou até a minha entrada. Eu estava ocupada demais com os seus lábios para me importar com aquilo, então, apenas gemi ao me sentir penetrada de forma lenta. Suas investidas começaram lentas, mas logo ele estabeleceu uma velocidade maior e uma intensidade igualmente maior.
— Oh, Calipso… — Gemi ao sentir os seus lábios escorregarem pelo meu pescoço. O Jace ergueu uma das minhas pernas, o que deu mais espaço para ele se mover, e eu achei que veria estrelas.
— Eu não quero deixá-la ir. — Ele murmurou contra o meu pescoço.
— Então, não deixe. — Respondi. O Jace olhou em meus olhos. — Se você pedir, eu fico. — Ele não respondeu, mas também não voltou a desviar os olhos. O ápice chegou para nós dois e ambos chamamos pelo outro, olhando-nos nos olhos. Se aquilo não havia sido intenso, eu não sabia dizer o que havia sido.
O Jace me pegou no colo e começou a andar comigo, sem desviar os olhos. Soltei um gritinho e ri ao sentir a água bater no meu corpo. Saí do seu colo e comecei a me banhar. Podia sentir os olhos dele no meu corpo enquanto me banhava, embora eu estivesse de costas para ele.
O que havíamos feito na cozinha foi algo além do intenso. Não foi algo puramente sexual, foi algo… eu não sabia dizer exatamente. Mas jamais havia passado por algo como o que ocorrera na cozinha, não pelo contexto sexual, mas pela intensidade da troca de olhares, das palavras não pronunciadas. Eu não sabia como ficaríamos dali para frente, mas sabia que nem em cem anos eu esqueceria o ocorrido.
— Então, fica. — Congelei ao ouvir a sua voz. Virei-me lentamente para ele e, pela primeira vez, eu vi Jace Herondale inseguro. — Por favor, fica. — Aproximei-me dele. Em seus olhos eu vi o medo de uma possível rejeição estampado neles, e aquilo me quebrou por dentro. O que haviam feito com ele para que ele tivesse tanto medo de uma rejeição?
— Eu fico. — Respondi e uni os nossos lábios. Senti os seus músculos relaxarem sob o meu toque e ele suspiro com os meus lábios ainda unidos com os dele. Quando ele me imprensou na parede, e eu pude sentir que ele já estava pronto para qualquer coisa, eu tive certeza que aquele seria um longo banho.
(…)
Eu estava sentada na cadeira da mesa, e o Jace estava organizando a mesa que ele havia preparado para o café e nós havíamos bagunçado há quase uma hora. Quando terminou de arrumar, ele sorriu satisfeito e sentou-se ao meu lado. Era uma mesa redonda, portanto, não havia cabeceira, e ele optou por sentar ao meu lado e não a minha frente.
Depois do nosso banho, que acabou sendo bem mais longo do que eu esperava, eu havia vestido a camisa dele e a minha calcinha, enquanto o Jace havia vestido apenas a boxe e a bermuda, e estávamos ali, sentados comendo em silêncio. Mas não desviávamos nossos olhares um do outro por um instante sequer.
— O que faremos agora? — Eu o perguntei.
— Me diz você. A ilha é sua. — Eu ri e apoiei uma das minhas pernas na cadeira.
— Não estava me referindo a isso. — Ele parou o copo no meio do caminho e me olhou. — Quero dizer, nós já cumprimos a nossa tarefa aqui. Talvez, devêssemos voltar. — Dei de ombros e bebi um gole de suco.
— Você realmente quer voltar? — Ele perguntou me fazendo rir. — Só estou sendo sincero. Estamos em uma ilha paradisíaca, e ainda temos alguns dias para aproveitá-la. Mas, se você quiser, nós podemos voltar. — Foi a vez dele beber um gole de sua bebida. — Lembre-se que isso só vai adiantar toda a situação constrangedora que teremos que enfrentar quando voltarmos. — Fiz uma careta ao imaginar a reação da Isabelle. — Podemos aproveitar até o resto da semana. Vamos estar psicologicamente preparados para enfrentá-los. Você para enfrentar a minha irmã, e eu para enfrentar o seu irmão. — Eu ri. — Não ria, pois eu estou pensando em como vou provar para ele que eu fiz você gozar. — Joguei um pedaço de torrada nele. — HEY! É o meu pescoço em jogo. — Nós rimos.
Eu já havia terminado o meu café, contudo o Jace parecia incrivelmente faminto, pois estava conseguindo comer mais do que eu. Eu fiquei sentada o encarando, mas ele não parecia prestar atenção em mim. Quando terminou de beber o suco do copo, ele finalmente me olhou.
— O que foi? — Ele riu antes de limpar a boca com um guardanapo. — Estou em fase de crescimento.
— Se você crescer um pouco mais, nós teremos um problema. — Quando dei por mim, já havia dito aquilo. O Jace parou de fazer o que estava fazendo e me encarou por vários segundos, segundos esses que eu levei para arregalar os meus olhos e sentir o meu rosto esquentar. — Ah… — Limpei a garganta. — Eu vou lavar a louça. — Murmurei antes de me levantar, mas assim que fiquei de pé, ele me puxou para o colo dele. — Jace!
— A louça pode esperar. — Ele murmurou olhando em meus olhos. — Então, quer dizer que temos uma Sereia com uma boquinha suja? — Engoli em seco.
— É o convívio com você. — Ele riu, e beijou rapidamente os meus lábios.
— O que acha de me mostrar que tipo de problemas estava se referindo? — Desci os meus olhos para os seus lábios, e automaticamente umedeci os meus.
— No sofá? — Perguntei e o vi abrir um sorriso antes de me beijar.
Nossas roupas sumiram em questão de segundos, e minutos para os nossos gemidos tomarem conta do ambiente. Eu conseguia ver a mesa do café na posição em que estava, e o pensamento de que, talvez, ela ficasse ali por um tempo, me fez rir.
É... talvez, nós realmente ficássemos em Idris durante os demais dias.
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