Os únicos barulhos eram o da chuva e do vento lá fora, e o seu salto batendo contra o piso. Não sabia quando começou a usar aqueles sapatos, mas até que passara a gostar deles. Os livros apertados firmemente contra o peito. Os olhos azuis se movendo rapidamente de um lado para o outro. Caminhou devagar até a Biblioteca. Tão logo entregou os livros, continuou andando. Até parar frente á uma parede.

Três voltas. Seus pensamentos focados nele. E a porta apareceu. Entrou na Sala Precisa e sentou com elegância num pufe, se é que isso era possível. As mãos foram para a barra da saia, apertando-a, nervosa. Seu olhar pousou sobre o tapete felpudo.

— Rosie. – sorriu, mas parou assim que seu olhar se voltou para ele. Parecia... Chateado... Ou algo assim. Não sabia definir.

— Por que essa cara?

— Ahn... Eu quero terminar... – ela ergueu as sobrancelhas, mas ele simplesmente sustentou seu olhar.

— Então vá, Alvo. Como todos os outros, você se cansou; eu já me acostumei.

— Rosie...

— Não me chame assim. – ela levantou-se e andou até a porta. Puxou a mesma com uma força que não era dela e bateu-a. Tirou os saltos, segurou-os com uma mão e começou a correr. E enquanto corria, as lágrimas passeavam por seu rosto, fugindo rapidamente dos seus olhos. Mais cedo ou mais tarde, isso iria acontecer. Isso sempre acontecia. E ela deveria saber, deveria! Então por que chorava? Porque era ele.

Tropeçou várias e várias vezes, mas por fim chegou ao retrato da Mulher Gorda. Falou a senha e entrou. Correu para seu dormitório e se jogou na cama, chorando baixinho para não acordar ninguém.

Ela não devia estar assim, não devia estar mal. Não devia chorar. Não por ele, que era COMO TODOS OS OUTROS.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!