Like A Boss
9 Capítulo oito.
Alice engatinhou até Edward e deu-lhe um beijo nos lábios antes de se levantar e colocar sua roupa. Um par de órbitas azuis o olhou, seus olhos transbordavam de malícia e orgulho pelo o que acabara de fazer. Ele suspirou. Não queria deixá-la agora, mas estava a ponto de cravar-lhe os dentes. Levantou-se e pôs a calça.
- Ficará bem até que eu volte? –Disse olhando-a atentamente.
- É claro... – Ajoelhou-se sobre a cama em sua frente.
Edward vestiu a camisa em seguida pôs a sua mão na nuca dela e deu-lhe um beijo. Seu corpo queimou pelo dela novamente, deitou-se por cima dela e desceu seus lábios para o pescoço dela, sua língua roçou em sua presa. Cravou suas presas no pescoço dela, fazendo-a gritar.
- Edward, não! – Berro tentando tirá-lo de cima dela sem sucesso.
Então se arrebatou contra a parede, sua boca escorria sangue de sua “humana especial”, ela se levantou e se se encostou à outra parede, seus olhos arregalados e sua mão direita totalmente suja de seu próprio sangue.
- Me desculpe. – Limpou a boca com as costas da mão e correu com uma rapidez não-humana para fora do quarto, deixando-a sozinha.
Edward havia percebido que não se conhecia quando se tratava de humanos. Que chegara um momento em que ele não iria conseguir suportar seus próprios instintos.
Correu floresta afora cravando cada vez mais seus instintos em sua humanidade, talvez, por uma noite ele poderia sugar todo o sangue possível para que não a matasse da próxima vez que a beijasse.
- Você a matou? Ouvi gritos. – Jaspe sussurrou enquanto o acompanhava.
- Isto não é da sua conta. – Cuspiu as palavras desviando de uma árvore facilmente e apressando os passos.
- Ei, me espera! – Ofegou e tentou acompanhá-lo.
- Você não está percebendo que eu não quero sua companhia? – Parou bruscamente, estava irritado com Jasper. E além de tudo, com muita sede.
- Eu preciso lhe contar algo. – Ele parou e o encarou.
- Não pode me falar em outra hora? – Rolou os olhou e seguiu em frente.
- Conheci o homem que tem a fórmula de nos fazer andar no sol. – Sussurrou, mas Edward pode ouvir perfeitamente.
Ele parou, não estava acreditando no que ouvira. Olhou para trás e encarou Jasper. Seus olhos sombrios o fez caminhar novamente até ele.
- Ele tem umas sementes, é tipo proibido, ele é como se fosse traficante de drogas dos vampiros... – Explicou. – Ele tem poção para tudo.
- Você só deve está brincando... – Riu sem acreditar.
- Eu também estava achando que ele só estava zoando com a minha cara. – Colocou as mãos no bolso. – Mas não estava. Ele sabia o que eu era.
- Os outros sabem disso? – Estava sério, observava a expressão assustadora de Jasper, ele parecia sombrio, mas ao mesmo tempo tinha traços de um psicopata pronto a cometer um crime.
Ora, quem não ficaria assim se descobrisse que um homem pode resolver todos os seus problemas? O problema é que ambos não saberiam se ele estava falando a verdade ou apenas era um truque de caçadores de vampiros.
- Não sabem. E você tem que prometer que não irá contar! – Exclamou.
- E por que está me falando tudo isso? – Ergueu a sobrancelha, não havia sentido nisso.
- Porque vi a carta que o Conde Harry mandou para você. – Admitiu.
- Você viu... – Ficou enfurecido, contou até dez mentalmente para relaxar e não atacar Jasper. Ele odiava que bisbilhotassem suas coisas.
- Calma. – Tentou, dando passos vacilantes para trás. – Vi Carlisle cochichando com Esme sobre esse tal Conde.
- O que eles falaram? – Não se interessava tanto neste homem, mas para Carlisle ficar tão estranho quando Edward falou dele, é porque algo tinha...
- Que você não deveria saber por circunstância alguma quem era este vampiro. – Fez uma careta, esperando a reação de Edward.
- Eu não estava me importando com isso... – Admitiu. – Mas agora quero saber o porquê de todo esse mistério.
- Eu posso ajudá-lo. – Estendeu a mão, e como se estivessem fechando um acordo, Edward pegou-a.
E selaram um plano que pelo ponto de vista de Carlisle, não seria nada bom.
Então ele correu o mais rápido que pôde, feito um louco. Sua garganta queimava, a sede cada vez aumentava. Chegou a ponto de enxergar apenas com seus instintos. Edward estava no seu limite. Agora era apenas um animal caçando. Caminhou sobre a rua escura farejando o cheiro de sangue. Procurando batidas cardíacas.
Aproximou-se de uma casa, pode ouvir a televisão ligada, e roncos baixos. O coração batia regularmente e a respiração pesada, por conta do sono. Espiou pela janela e viu uma idosa deitada em um sofá, os óculos tortos em seu rosto estavam prestes a cair, e sua boca estava boquiaberta, deixando escapar vários roncos baixos. Prestando muito atenção, ele poderia ouvir duas respirações aceleradas e ofegos do andar de cima.
Adolescentes cretinos, pensou ao subir em uma árvore e agilmente entrar pela janela aberta da casa. Era um quarto de casal, um papel de parede desgastado cobria as quatro paredes, um ventilador de teto girava com o vento forte que vinha da janela, o chão de madeira o denunciou quando pulou para dentro do quarto. Mas os jovens do quarto do lado estavam muito ocupados para perceber alguma coisa. Saiu do quarto e desceu as escadas rapidamente, então observou o sofá, podia ouvir o sangue bombear seu coração, as veias de seu pescoço pulsar o seduzia. Rapidamente ajoelhou-se a frente do rosto dela e tirou seus cabelos grisalhos, abrindo espaço para ver seu pescoço. Ela não acordou, a senhora estava em um sono profundo. Seu rosto levemente relaxado demonstrava isso. Seu rosto cheio de rugas mostrava a felicidade que deveria estar em seus sonhos. Passou o indicador sobre o pescoço dela sentindo suas veias. Colocou os lábios no pescoço dela e cravou-lhe os dentes. Quando sentiu o sangue invadiu sua boca, sentiu o alívio percorrer seu corpo, uma onda de calmaria o dominou por completo. Porém, quando tirou todo o sangue do corpo da idosa ainda sentia sede, então se lembrou dos jovens que faziam sabe-se lá o que no andar de cima.
Concentrou-se no primeiro andar. Subiu as escadas e observou a porta fechada.
Seria fácil demais pela porta. Sorriu para si mesmo. Ele neste momento estava com humor para aterrorizar. Foi em direção ao quarto que entrou e da janela daquele quarto Edward escalou para a do outro. Espiou pela janela, a cena era constrangedora, mas para ele era apenas copulação de seu jantar preferido. Ora, único jantar, claro que deveria ser o preferido.
Entrou pela janela sem que se importasse que os garotos o vissem.
- Vocês deveriam ter sido mais discretos. – Ele falou em um tom alto e claro.
O garoto saiu de cima da menina e cobriu seus órgãos genitais. Ela apenas colocou o lençol sobre o seu corpo.
- Se eu não tivesse matado a vovó, ela tinha pegado esse rapazinho rapidamente. – Zombou.
- Como você entrou aqui? – A garota se sentou na cama, seus cabelos negros escondia quase toda a suas costas.
- Do mesmo jeito que ele entrou, querida. – Se aproximou dela, seus olhos cheios de malícia.
Se Edward fosse humano, nesse momento ele teria todas as doenças sexualmente transmissíveis possíveis. Normalmente, nem todos os vampiros são tão ninfomaníacos como ele. Era como se ele pudesse ter quem quisesse na hora que quisesse. Ou melhor, ele tinha.
E naquela hora ele queria a garotinha que estava perdendo a virgindade com seu namoradinho que deveria ter perdido com uma prostituta e estava se achando o tal.
- Por onde eu começo? – Olhou vagarosamente para ela depois desviou o olhar para ele.
Eles se entreolharam, os olhos dela demonstravam medo, mas ele parecia tranquilo, como se estivesse no comando.
- O que você vai fazer? Nos matar por que estávamos fazendo sexo e você não? – Ele riu com deboche.
- Eu tenho a garota que quiser. – Edward riu. – Eu posso ter a sua garota se eu quiser. – Ele piscou para ela, depois encarou o garoto.
- Encosta nela e eu corto seu pinto. – O garoto trincou os dentes.
- Por que você não está tentando correr? Normalmente é o que fazem. – Edward falou ironicamente depois se aproximou dele. – Mas antes, diga-me seu nome.
- Para quê? Caia fora daqui. – Pareceu irritado. – Você deve ser um daqueles tarados que fica roubando calcinhas.
- Isso ainda existe? – Gargalhou, depois olhou para garota e deu um sorriso maroto. – Vamos fazer assim... Você vai poupar-me o tempo de correr e por livre e espontânea vontade vai sentar e assistir. Mas antes disso eu quero saber seu nome.
- Por que diabos eu irei correr? O que vou assistir? E para quê quer saber meu nome? – Estava confuso. – Além do mais, quem é você?
- Tantas perguntas estão me fazendo perder tempo. – Murmurou. – Olhe daqui a duas horas vai amanhecer. Ou você senta esse traseiro na cadeira e espera, ou vou ter que te matar primeiro.
- E como você vai me matar? De mãos vazias? – Ele riu. – Se você está tentando me assustar, sinto muito, mas não conseguiu.
Riu. Ele apenas precisava de provas.
- É uma das noites mais longas que já tive. – Edward gargalhou. – É melhor você facilitar as coisas, vamos lá. Está tudo correndo tão bem, não vai querer me ver nervoso.
- Você é maluco? – Riu.
- Você não está facilitando... – Rasgou uma tira do lençol da moça, e caminhou até o rapaz.
O garoto deu passos para trás, e encostou-se na porta, uma das mãos que segurava seus pertences segurava agora a maçaneta da porta.
- O que você vai fazer? – Arregalou os olhos negros e apertou mais a mão na maçaneta.
- Vou te prender naquela cadeira. – Edward sorriu presunçoso.
Quando o menino abriu a porta, a garota gritou. Edward estava logo atrás, o puxou com violência e o sentou na cadeira, amarrou os pulsos do rapaz no braço da cadeira e caminhou para a garota. Que estava em pé, perto da porta, ele sorriu ignorando os gritos do menino atrás dele mandando-a correr.
- Não se preocupe. – Seu sorriso foi tranqüilizador e ao mesmo tempo a fez relaxar os ombros. – Deite-se. Eu não vou fazer nada que não queira...
Ela apenas deitou-se sem falar uma palavra sequer, mesmo com medo, não queria contrariá-lo. E Edward logo em seguida sentou ao lado dela e traçou um caminho com seus dedos sobre a coxa dela, ignorando todos os protestos do namorado dela atrás de ambos. E pelo sorriso dela, parecia que também estava ignorando.
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