Like A Boss

20 Capítulo dezenove.


Notas iniciais
Depois de um tempo, está aqui o esperado post, de vingança pura! Me perdoem por demorar tanto para post. ):

O sol logo foi embora. Fazendo todos aqueles temerem do que poderia acontecer nesta outra noite que estava por vir.

As queimaduras de Edward haviam sarado, logo saiu de seu caixão, e deu uma espreguiçada. Não havia dormido muito, estava cansado, porém, não o cansaço depois poderia resolver. Queria ver Bella. Se ela aceitasse entrar neste plano insano tudo poderia se resolver. Ela era sua única chance...

Mas nem ele ao menos sabia o porquê desta vingança tola que queria fazer. Porém, Edward tinha uma sede incontrolável de guerra. Sempre teve, e parecia que aquilo era de família. Mal sabia ele que o seu tal titio sentia essa sede desde mais novo, e que sabe muito bem o que fazer com ela.

- Graças à Deus te achei! – Bella falou como se estivesse aliviada em esbarrar justamente com ele.

Ela não estava com seus trajes normais. Sua calça jeans surrada se ajustava em suas pernas, sua blusa folgada mostrava um pouco de sua barriga. A pele dela não havia aquela camada imunda de suor e sujeira. Estava limpa, sua pele branca, exposta, parecia brilhar sobre a luz amarelada do candelabro. Edward sorriu. Ele havia convencido de tomar um banho e desistir dos serviços de Harry por um momento, isto estava claro em seus trajes.

- Vamos logo, antes que ele acorde. – Bella o puxou pelo braço rapidamente, como se soubesse exatamente onde ele queria ir.

Ela sabia. Mas não era naquela rocha, onde qualquer um que fosse para a janela pudesse ver. Bella estava indo por passagens estranhas, como se estivesse mudado totalmente o rumo de onde iam.

- Para onde estamos indo? – Arqueou a sobrancelha quando se deparou na garagem, próximo a uma picape vermelha e velha.

- Se quer um plano, pelo o menos o faça bem feito. Onde ninguém possa nos escutar. – Deu de ombros, fazendo um pouco de esforço para abrir a porta enferrujada do carro.

Edward facilmente foi para a porta de passageiro e abriu-a em esforço algum.

- Ele não vai sentir sua falta? – Perguntou ao entrar.

- No meu dia de folga? – Sorriu divertida, ao ligar o carro, que deu um rugido alto, parecia mais que ia estourar o motor.

- Se for por esse seu carro, nunca iremos nem falar sobre plano algum. – Zombou.

- Se não for por esse carro, irão nos descobrir se você me levar nas costas. – Rolou os olhos.

- O que? – Seu olhar malicioso queimou nela, mas o escuro da floresta não permitia que ela o enxergasse bem. – Poderíamos ter saído... Sabe, como um encontro.

- Engraçadinho. – Deu riso forçado, depois lhe mostrou a língua.

- Você não é meu tipo, fique tranqüila... – Riu, ao olhar pela janela suas as árvores que cobriam toda a sua vista da direita. – Camadas de sujeira não fazem meu gosto.

- Você é mais idiota do que pensava, Edward. – Pisou fundo no acelerador, tirando de sua picape um barulho, que carros normais não fazem.

- Eu gosto de garotas. – Mudou totalmente o rumo do assunto. – Mas aquelas que tomam banho. – Riu.

- Obrigado pela dica. – Segurou o riso. – Agora em diante, não toma mais banho na minha vida.

- Você é engraçada, Bella. – Gargalhou. – Se não fosse escrava do meu novo arquiinimigo, e se você tomasse banho, é claro... Poderíamos ser amigos.

- Você está bêbado? – Riu. – Mal me conhece.

Logo ele relaxou um pouco quando viu as luzes ao longe. As luzes da cidade.

- Seus olhos... – Olhou-a rapidamente. – Eles dizem que você é uma bobona que até poderia ser amiga de um vampiro.

- Um vampiro ninfomaníaco? – Gargalhou.

- Da onde tirou essa idéia? – Perguntou-a.

- Eu sou os olhos e os ouvidos daquela casa, Edward. – Piscou e voltou rapidamente a sua atenção para a pista.

- Eu comecei agora, Bella... – Gargalhou. – Não pense que este é o meu melhor.

- Ah, então, na verdade, você é um ninfomaníaco a sério mesmo? – Olhou-o, meio assustada.

- Oh, é claro... – Sorriu maliciosamente e passou a mão na coxa dela teatralmente.

Bella o olhou, tentando afastá-lo com uma mão. Logo ele caiu na gargalhada.

- Sou um belo de um ator! – Suspirou, com um sorriso estampado no rosto.

Logo ficaram em silêncio por um longo tempo, às vezes seus olhos iam e voltavam nela. Parecia uma desconhecida ao seu lado, estranhava, pois nunca tinha visto à verdadeira Bella, em trajes menos bajuladores que nem aqueles que usavam todos os dias. Não conhecia a Bella que não dava à mínima em lhe dar “boa noite”.

- Chegamos! – Suspirou ela ao desligar o carro e fazer um esforço para abrir a porta emperrada.

Edward logo saiu do carro. Estava frio, pôs as mãos dentro de seu casaco, por mania, já que não sentia frio. Então observou aquela casa modesta, de primeiro andar, com uma varanda curta e um jardim ao redor. Era um lugar aconchegante até de olhar.

- Onde estamos? – Pigarreou e caminhou até o lado dela, onde observou os traços de cores pastéis rodeando a casa, e as janelas pequenas de madeiras. Parecia que não havia ninguém dentro de casa.

- Estamos na minha casa. – Olhou-o rapidamente. – Agora, que sejamos rápidos, meu pai está fazendo plantão esta madrugada, voltará daqui a umas três horas.

- Tudo bem. – Deu de ombros ao caminhar até a casa.

Bella caminhou logo atrás, rodando uma chave em seu dedo indicador.

- E se não fomos rápidos... – Ela parou para abrir a porta. – Ele irá lhe procurar.

- Não vai. – Encostou-se na soleira da porta, esperando que ela permitisse que ele entrasse.

- Entre, por favor. – Bella deu um sorriso irônico dando passagem para que ele entrasse.

Edward pôs o pé direito por precaução, depois entrou totalmente. Ela caminhou na sala, e jogou-se no sofá, encarando-o.

- Seja direto. – Disse rapidamente.

- Então. – Ele andou de um lado para o outro, com os braços para trás, seu pensamento ia muito além daquela casinha minúscula. – Não quero ser sobrinho do Harry. E nem quero participar desta família, que só tem psicopatas mortos com sede de vingança. – Olhou-a por um momento, ela parecia que ia falar algo, mais desistiu. – Não quero que ele se volte contra mim. E temos que acabar com isso o mais rápido possível...

- Como você quer fazer isto? – Foi uma pergunta óbvia e direta.

- Temos quer ser cautelosos e muito silenciosos. – Edward olhou-a sério. – Devemos matá-lo o mais rápido possível.

- Espera aí... Matá-lo?! – Levantou-se. – Pensei que só iríamos prendê-lo num caixão com rosas silvestres por toda eternidade... Mas, matá-lo?!

- Não podemos nos arriscar, Bella. – Suspirou. – Sei que nunca matou nem um animal... Mas mal o conheço, e tenho absoluta certeza de que ele não é uma boa pessoa.

- Edward. – Ela aproximou-se o bastante para ver claramente seus olhos se encherem de preocupação. – Este é o problema. Harry não lhe contou a história certa.

- Não me importo com as lendas de Conde Drácula. Eu me importo com aquele psicopata que me quer como sobrinho! – Exclamou.

- Edward. – Apertou-lhe o braço, como se aquilo fosse doer, ou até mesmo acalmá-lo. – Drácula não foi o vilão nesta história.

- Como você sabe disto? – Ergueu a sobrancelha, confusa.

- Você não sabe nada mesmo, não é? – Riu. — Eu só trabalho para ele por ele ter medo de mim. – Sussurrou praticamente ao pé de seu ouvido, o que fez dá passos para trás, assustado. – Eu sei mais do que você pensa.

- O que você é? – Encarou-a.

- Sou uma estudante. Sabe, conheço muito bem a história de Conde Harry. – Sorriu. – Conheço muito bem a história verdadeira... Ele tem medo do que eu possa fazer contra.

- Se não consegue vencer seu inimigo...

- Junte-se a ele. – Ela completou vitoriosa.

- É justamente o que devemos fazer! – Exclamou. – Bella, seremos os melhores aliados que Harry possa imaginar.

- Não é bem assim, Edward. – Sentou-se novamente. – Por que você acha que Harry não tem amigos? Ele desconfia de todos, porém, precisa de muitos para viver com segurança.

- Por que aceitou o trabalho? – Perguntou-lhe, encarando-a.

- Porque era a única minha única chance de sobreviver. – Suspirou. — Eu não sei bem se devemos continuar com este plano de matá-lo.

- Por quê? – Cruzou os braços e afastou-se um pouco. – Está com medo?

- Porque não iremos conseguir. – Mexeu no cabelo, estava tão confusa.

- É claro que iremos. – Deu de ombros. – Já fiz isto antes... Você só precisa confiar em mim, e fazer tudo o que eu digo, ok?

Ela ergueu a cabeça, como se não estivesse muito confiante em suas palavras, mas assentiu não muito contente.

- Vamos embora antes que Charlie chegue. – Disse indo em direção a porta, com Edward logo atrás.

- No caminho, você precisa me contar a história verdadeira. – Não era um pedido, era praticamente uma ordem.

- Não sei se está preparado para ela, Edward. – Abriu a porta, olhou-o de soslaio e deu espaço para que ele passasse. – Você vai se sentir pior com ela.

- Mas eu preciso saber, não acha? Já estou cansado dessas mentiras e dessa falsidade de Harry. – Disse-lhe rapidamente. – Além do mais... Eu dirijo!

- Tudo bem... – Riu ao jogar a chave para ele, enquanto andava rapidamente para a porta de passageiro.