Lightning
8 I can't get you out my mind
– Sasuke, conte-me, o que fez de tão importante essa semana para me abandonar?! – Perguntou segurando meu braço enquanto íamos para minha casa.
– Não fiz nada além de ir buscar seu amigo na rua, porque ele tava bêbado.
– O quê? – Parou de andar e começou a rir. – Naruto estava bêbado e você foi buscá-lo?
– Acredite se quiser.
– Falando nisso, eu, erm, conversei com ele.
– Sobre?
– Sobre o nosso beijo acidental. – Falou baixinho e riu.
– Hm. Prossiga.
– Eu expliquei pra ele, e por incrível que pareça, ele não estava mais puto.
– Claro, eu fui super legal com ele. E socaria sua cara se continuasse de graça.
– Aliás, eu conversei com o Hidan sobre isso também, e mesmo ele tendo ficado muito puto, não vai fazer nada, e provavelmente já esqueceu isso.
– Hmpf.
– Enfim, o que você pretende fazer agora?
– Nada.
– Mas, Sasuke…
– Esqueça isso, Hinata.
E pelo resto da tarde ela não tocou mais neste assunto, graças à Deus. Eu não quero falar sobre o Uzumaki, será que ninguém entende isso?
—
Como sempre, sábado à noite, estou aqui, estudando sobre uma matéria infernal de Filosofia. Hmpf, ninguém merece isso. ”You’re on the phone with your girlfriend, she’s upset…” Puta que pariu! Preciso lembrar de mudar o toque do meu celular. Logo atendi já sabendo quem era por causa da música.
– Fala.
– Erm, Sasuke…
– Hm.
– Tem como a gente se encontrar?
– Pra quê?
– Pra gente conversar.
– Tsk. Daqui a meia hora eu passo aí.
Só vou encontrá-lo para resolver tudo isso de uma vez. Desci as escadas e vi minha mãe assistindo TV sozinha, senti até dó de sair e deixá-la lá, mas era preciso.
– Mãe, empresta a chave do carro.
– Está no armário da copa, Sasuke, para onde vai?
– Suigetsu pediu pra que eu comprasse remédio, porque ele tá doente, e eu vou lá ajudá-lo.
– Oh sim, mande melhoras pra ele, e cuide bem do seu amigo.
Claro, mãe, vou cuidar muito bem do meu amigo.
Peguei a chave do carro, abri a garagem, decidi optar pelo Cruze preto, que de todos os carros que tínhamos, era o meu favorito. Entrei no mesmo, e suspirei ao sentir o conforto do banco abaixo de mim. Esse carro com certeza é uma das minhas paixões. Dei a partida, e logo estava em direção a casa do Uzumaki. Como já era tarde, não havia muitos carros no meu bairro então pude aproveitar pra andar mais rápido que o normal, apenas desacelerando quando havia radares e semáforos. Então em pouco tempo, cheguei à casa do Naruto. Peguei meu celular, e liguei pra ele.
– Oi, Sasuke.
– Desce aí. — O vi abrindo a cortina da janela e me olhando com um sorriso nos lábios. – Anda logo, Uzumaki!
Encostei a cabeça no vidro enquanto esperava a noiva descer, por que ele sempre tinha que demorar tanto? O vi abrindo a porta do passageiro e suspirei.
– Finalmente.
Sentou-se, fechou a porta e me encarou.
– Que foi?
– Oi pra você também, Uchiha.
– Oi. – Rolei os olhos, e o fitei com deboche. — Enfim, foi bom você ter me liga… – Antes que pudesse terminar de falar, fui calado pelos lábios do loiro.
Eu realmente não sabia o que pensar por estar sendo agarrado pelo Naruto, mas antes mesmo de que querer pensar em alguma coisa, minhas mãos agarravam sua cintura com força. Sua língua roçando-se na minha, seus dedos pressionado meu pescoço. Por que ele tinha que fazer essas coisas comigo? Hmpf. Aproveitando que seus lábios haviam descido para a minha bochecha, mordendo-a, decidi falar:
– Tem certeza de que a gente pode ficar se pegando na frente da sua casa?
– Não. – Respondeu rindo, e mordeu minha orelha, fazendo com que eu me arrepiasse.
– Então espera aí… – Afastei-o com cuidado, e ele resmungou.
Dei a partida no carro novamente, precisava de um lugar calmo e silencioso para conseguirmos conversar. Pelo menos era isso que eu queria. Enquanto dirigia pelas ruas, fui surpreendido por Naruto desabotoando e descendo o zíper da minha calça.
– O que pensa que está fazendo, Uzumaki? — Em resposta, ele agarrou meu membro por cima da cueca com força, me fazendo soltar um grunhido relativamente alto. – Naruto, pare com isso, estou tentando dirigir.
Sentia suas mãos empurrando minha cueca e logo segurando meu membro com firmeza. Merda, era impossível me concentrar desse jeito. Tentava prestar atenção nas ruas, porém Naruto insistia em deslizar sua mãos sobre o meu o ponto fraco. Eu me afundava no banco, e quando senti uma língua quente deslizar sobre minha glande, freei o carro na mesma hora, e agarrei os cabelos loiros.
Não havia absolutamente ninguém naquela rua, então não tinha por que me preocupar. Jogava minha cabeça para trás, enquanto auxiliava Naruto a me engolir cada vez mais. Era tão bom estar dentro daquela boca pequena e quente. Sentia seus dentes roçando-se na minha pele, e sua língua me pressionando. Deus, era impossível descrever tamanho prazer. Minha cabeça virava enquanto ele me sugava, eu ofegava, buscando ar pela boca, mas nada era o suficiente para que eu me controlasse. Com força, agarrei a jaqueta laranja que ele usava, o puxei, tomando seus lábios, enquanto eu abria sua calça. Ajudou-me com isso, logo jogando-a juntamente com a cueca nos bancos de trás. Em seguida, sentou-se em meu colo e me beijou. Não acreditava que estava fazendo isso, no meio da rua, no carro do meu pai. Segurei um risada ao pensar nisso, e logo me concentrei nas mordidas que distribuía no pescoço bronzeado. Ele rebolava sobre mim, fazendo com que nossos membros se roçassem, e erm, era uma sensação ótima.
Tirou minha camiseta, jogando-a em algum canto, e eu fiz o mesmo com a sua. Segurou meu falo com firmeza, levantou-se um pouco, e roçou minha glande na sua entrada. Suspirei e segurei sua cintura, penetrando-o com lentidão, o que era difícil, muito difícil. Suas unhas estavam cravadas nos meus ombros, e só pararam de me machucar quando estava por completo dentro dele. O olhei, e ele sorria pra mim. Ainda segurando em meus ombros, ele subiu e desceu lentamente pelo meu membro, tão lentamente que me torturava. E continuou assim por um tempo, ele realmente estava me torturando. Apertei minhas mãos nas suas laterais e o empurrei com força contra mim.
– Aww, Sasukee! – Gemeu perto do meu ouvido, fazendo-me grunhir.
Minhas mãos ajudavam-no a subir e descer, e as suas mãos arranhavam meu pescoço. Os vidros do carro já deveriam estar embaçados, estava quente aqui dentro, mas era um calor bom, era ensandecedor, era excitante. Agarrei sua bunda quando começou a rebolar sobre mim, aquilo me deixava num estado de êxtase sem tamanho. As pontas do cabelo dele estavam úmidas devido ao suor, assistia as gotas escorrerem pelo seu pescoço. Seus olhos tentavam se focalizar nos meus porém sua cabeça era jogada para trás enquanto gemia. Minhas mãos voltaram a sua cintura, ajudando-o com as estocadas, indo cada vez mais fundo. Seu corpo se contorcia à minha frente, e minha língua buscava seu pescoço, chupando-o em seguida. Em uma das várias estocadas violentas, Naruto berrou e se contorceu novamente. Sorri de canto enquanto o assistia com os lábios entreabertos, o cabelo bagunçado, a evidente falta de ar. Ele era perfeito. Pra mim.
Segurei seu membro, masturbando-o na mesma velocidade das minhas estocadas, e ele gemia alto, o que claro, só me deixava mais extasiado. O vi convulsionar a minha frente, seus olhos fora de órbita, seu último gemido, e sujou nossas barrigas em seguida. Resmunguei quando ele saiu de cima de mim e sentou-se novamente no banco do carona. O encarei e ele sorriu pra mim. Logo estava debruçado, com as mãos e os lábios no meu membro. Era muito bom tê-lo me chupando desse jeito, e pelo meu estado, não aguentaria muito tempo. Segurou firmemente a base, e sugou minha glande com força. Agarrei seus cabelos, meus olhos se fecharam, e o orgasmo tomou conta de todo meu corpo, fazendo-me gozar em sua boca. O vi passando a língua sobre os lábios e suspirei. Como ele podia ser tão sexy?
Ajeitei minha cueca e fechei minhas calças, ao mesmo tempo em que Naruto pegava suas calças e sua cueca, colocando-as com dificuldade, e eu ri disso.
– Precisa de ajuda pra se vestir, Uzumaki? – Brinquei e ele bufou enquanto abotoava as calças.
Peguei minha camiseta e passei sobre sua barriga, limpando-a, e fiz o mesmo com a minha em seguida. A deixei atrás do banco do motorista, mais tarde colocaria na máquina e ninguém saberia de nada.
– Suponho que… Estamos bem, huh? – Perguntei ao vê-lo vestindo sua camiseta.
– É… – Passou a mão pelo cabelo, enquanto sorria. – Foi por isso que pedi pra… Conversar com você. Queria me desculpar por aquele dia, e….
– Já se desculpou. – Brinquei rindo, e ele riu comigo. Liguei o carro e o fitei. – Mais alguma parada que você queira fazer?
– Não… Eu preciso da minha cama, você me deixa cansado demais.
Encostou a cabeça no meu ombro enquanto eu dirigia, e eu segurei sua mão. Em pouco tempo, chegamos à sua casa, e ele me beijou. Um beijo calmo, diferente dos demais, às vezes eu gostava disso, gostava de não ter pressa, e de simplesmente beijá-lo com carinho.
– Preciso ir. – Sussurrou em meio aos selinhos que depositava em meus lábios.
– Depois nos falamos.
Mais um beijo, e ele saiu do carro. Esperei até que entrasse em sua casa, e fui embora. O cheio dele dominava o carro, e isso me dava vontade de não sair daqui nunca mais. Hmpf.
—
Acordei praticamente num pulo por causa da altura do som do meu celular, que estava bem ao meu lado. Pelo menos não era aquela música idiota da Taylor Swift, tsk.
– Alô?
– Sasuke!
– Hinata? – Esfreguei os olhos tentando conter o sono. – Por que me ligou tão cedo?
– Agora é meio dia!
– Ah… Erro meu. – Soltei uma leve risada. – O que foi?
– Quero que venha almoçar aqui hoje, sempre eu que vou pra sua casa, não me parece justo. – Brincou fingindo estar brava e deu risada.
– Ahn… eu ia…
– Não seja sem graça, você estuda mais tarde.
– Está bem. – Ri do seu jeito de falar. – Daqui a pouco estarei aí.
Não estou admirado em acordar esse horário, afinal… A noite passada foi… Sorri ao me lembrar. Foi ótima. Mas ainda estou cansado, tsk… O Uzumaki acaba comigo.
Não estava com muita vontade de levantar da cama, mas seria bom ir à casa de Hinata. Já fazia tempo que eu não ia lá pra passar o dia com ela e também com sua família, coisa que eu sempre gostei de fazer quando era mais novo. Seria interessante relembrar.
—
– Que bom tê-lo aqui, Sasuke. – Disse Hiashi sentado à mesa, dando-me um sorriso contido, como era de sua natureza.
– Já fazia um tempo. – Sorri de volta. – É bom estar aqui.
– Finalmente resolveu largar um pouco os livros e vir me visitar, né? – Hinata riu.
– E como está a faculdade? Tem gostado?
– Bom, eu gosto. Algumas matérias acabam comigo, tipo sociologia… – Ri baixinho. – Mas faz parte, é difícil gostar de tudo.
– Tem razão. Mas continue se esforçando bastante, um dia será tão bom quanto Fugaku. Por falar nisso, como ele está? Há tempos que não nos encontramos.
– Ele está bem. Tem estado bastante ocupado, mas ele gosta do que faz. Te mandou lembranças, disse que qualquer dia aparece por aqui. – Sorri.
– Seria ótimo. – Sorriu novamente.
—
Após conversarmos bastante, Hinata e eu aproveitamos o tempo para dar uma olhada nos DVDS que ela tinha. Aliás, aquilo mais parecia uma locadora… Não é à toa que ela mora numa mansão.
Demos uma organizada nas estantes e depois assistimos a alguns filmes. Mal vi o tempo passar, a tarde voou. Foi um dia prazeroso, estava precisando de um pouco de tranqüilidade.
Cheguei em casa à noite e rumei em direção a meu quarto. Olhei atentamente para os livros gigantes empilhados em minha mesa e resolvi encerrar o dia revisando algumas matérias.
—
Suigetsu me ligou nervoso, pedindo pra ir a sua casa, e mesmo eu não sendo um amigo exemplar, estava preocupado e fui até lá.
– O que houve?
– Senta aí, mano. – Disse apontando pro sofá onde estava sentado.
– Fala logo, Suigetsu.
– Você vai me matar.
– Hm.
– Eu… Sem querer… Sasuke, você sabe que eu sou muito impulsivo e falo as coisas sem pensar… – Fitava o chão, estava evidentemente nervoso, e estava me deixando nervoso também.
– Prossiga.
– Eu… Falei pro Sai que você só tinha se aproximado do Naruto por minha causa.
Massageava minhas têmporas com os dedos, decidindo entre chorar ou matar Suigetsu.
– Sasuke, fala comigo. – Pediu ao me puxar pelo braço.
Eu não podia xingá-lo, ele era assim, sempre foi, e sei que jamais faria isso de propósito. Levantei-me do sofá, toquei em seu ombro, e sussurrei:
– Não se preocupe, vou dar um jeito nisso.
Notas finais
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