Notas iniciais
Hey!
Então, espero que tenha ficado bom e tal....
Eu não sou bom com essas coisas de nota inicial e final e bla bla bla, então... (oHo)

Espero que gostem aí.

(o^o)

As pessoas dizem que para tudo que há de bom no mundo, há também o oposto. Em suas crenças, pregam que o Senhor tem um poder maior que o do diado. A verdade? Tudo isso não faz absolutamente nenhum sentido. Eu tenho direito de dizer isso, e as memórias do dia em que eu aprendi que essa era a realidade estão frescas em minha memória.

- Carter! — chamou a garota. Linda, realmente. Sinto saudades dela, apesar de nos encontrarmos às vezes. Seus cabelos negros, seus olhos cor de esmeralda e o cheiro doce que ela tem desde que éramos pequenos, tudo isso aumenta minha vontade de vê-la.

- Katie! — envolvi sua cintura com os braços e beijei-a. Naquele dia, fazíamos dois anos de namoro. Depois da escola iriamos sair, comemorar. Nada anormal, certo? Exatamente. Até o final das aulas eu era apenas um garoto normal. Um tanto atraente demais, na minha opinião. Loiro, olhos azuis claros... nem tão inteligente, nem tão burro. Sempre tirei notas medianas, eu era um estudante normal do terceiro ano do ensino médio. Meus pais não estavam mortos, eu não era o antissocial da turma e não tinha um gato. Inclusive, preferia mil vezes cachorros apesar de ser alérgico a qualquer tipo de pelo. Gatos são ingratos.

Minha vida era monótoma, sem graça e eu odiava estudar, como qualquer adolescente comum. Não que tenha mudado muita coisa: meus pais ainda estão vivos, continuo achando que gatos são ingratos e com minha alergia; e, por mais que eu tenha me formado, não virei antissocial, muito menos perdi minha namorada. Entretanto, na hora em que me arrumava para buscar Katie e ir ao cinema, algo simples e normal chamado Azazel surgiu atrás de mim enquanto eu estava de frente para o espelho. Digo "algo" porque ele não é exatamente o que poderíamos chamar de... "pessoa".

- Carter Jones — a maldita voz que agora odeio, Deus me perdoe, fez-me dar um pulo e ter uma reação um tanto quanto esperada por qualquer pessoa que estivesse vendo aquilo. Simplesmente quebrei o espelho na cabeça do ser ruivo que estava ali e dei um grito, sem nem pensar no que estava fazendo.

- M-Mas que merda...?! — recordo-me bem que fui correndo até a porta e tentei abrí-la, mas o outro era mais rápido e quando percebi já estava de frente para ele, encarando seus olhos brancos. Tinha certeza de que no espelho seus olhos eram cor de âmbar, mas estava tão atordoado que nem liguei para aquilo na hora.

- Ei, quer se acalmar? — seu tom de voz era sereno, e o sangue escorria de seu rosto enquanto que com as costas escoradas na porta ele tentava manter-me calmo. Óbviamente não estava dando certo, apenas estava me deixando mais nervoso. Como podia não sentir dor, nem ter morrido? Como raios tinha entrado no meu quarto? Tudo aquilo ecoava em minha mente e me fazia suar frio cada vez mais.

- O... O que...?! — comecei a falar, mas minha voz falhou. Eu mal conseguia terminar as frases que se formavam em minha cabeça.

- Tsc. Fique quieto por um minuto, droga! — então, por apenas um segundo depois de ter me xingado, seus olhos brancos ganharam um leve tom azulado — Oh, perdão, Senhor.

Estava arfando. As coisas começaram a se confundir mais e mais, eu não fazia a menor ideia do que estava acontecendo. Minha agonia de morrer ali por um maníaco religioso e creepy aumentava a cada segundo. Katie se matando depois de minha morte, chorando desesperadamente pensando que eu a esqueci, ou nunca me perdoando por eu ter esquecido nosso aniversário de namoro: esses pensamentos faziam a cada minuto minha visão ficar mais turva e minha respiração mais pesada enquanto aquele maluco rezava bem baixo. Tentei-me afastar um pouco e foi quando senti que morreria sufocado e minha visão simplesmente escureceu.

- H-Hey! — quando acordei, "aquilo" já estava em minha frente outra vez, com os olhos cor de âmbar me olhando com preocupação. Levantei-me rápido e, gritando por reflexo, causei-lhe outro hematoma, por causa de um tapa dessa vez. Não demorou nem um segundo para que ele segurasse meus pulsos e seus olhos voltassem a ficar brancos novamente. — Você quer que eu te conte o que está havendo ou não?! — o ruivo suspirou. Apenas assenti. Era um pesadelo, só podia ser, não?... Não.

Respirei bem fundo. Não custava nada ouvir o que aquele doido tinha a dizer, certo? Se ele queria conversar comigo e me explicar algo significava que ele não iria me matar.... certo?Bem, pelo menos eu poderia medir seu humor através da cor de seus olhos... Se é que isso era algo bom, porque até onde sei pessoas normais não conseguem mudar a cor natural de seus olhos.

- Muito bem, vamos começar de novo... Carter Jones, meu nome é Azazel, muito prazer em conhecê-lo — ele levantou-se, passando a mão no terno em que usava como se estivesse limpando-o. — Em resumo, você é um Iluminado e Deus precisa de você. Por essa razão, meu dever como um anjo exemplar é vir de buscar para que você nos ajude. Apesar da razão real ser muito mais complicada, isso é tudo o que você precisa saber por agora — o homem suspirou e afagou meus cabelos, levemente corado e com um sorriso no rosto.

Primeiro tive vontade de rir. Sério, que merda era aquela? Ele pensava mesmo que eu ia acreditar naquilo? Mas... Depois eu fiquei um tanto com medo daquele cara estar falando sério. Ele tinha um parafuso a menos ou o que?

- E-Ei! Tá me estranhando?! — corei e cerrei os punhos, tentando disfarçar um pouco o medo que sentia. Assim que ele sorriu mais, entretanto, voltei a encolher-me. A combinação de seu olhar frio com aquele sorriso era mais bizarra do que a expressão calma que tinha antes.

- Vocês humanos são estranhos... — balançou a cabeça negativamente e estendeu a mão à mim. — Venha, não fique com medo.

Recuei do anjo. Foi por causa disso que minha vida mudou bruscamente. Talvez se eu tivesse recusado e dito que já estava assustado como uma criancinha por causa daquilo tudo, Katie e eu... B-Bem, deixemos os detalhes de lado. Mas ao invés disso...

- O que realmente vai acontecer? — perguntei.

Azazel fechou a cara outra vez e olhou-me direto nos olhos. Naquela hora eu me negava a acreditar que aquilo não era humano. Sua aura era totalmente diferente, mas eu nunca tive crença alguma em anjos e demônios. Talvez fosse um alienígena ou algo assim. A área 51 esconde muita coisa, sabiam?

- Seu corpo e sua alma servirão de apoio para que eu possa conviver nesse plano. Ah sim, antes de tudo preciso dizer que há três planos nesse mundo. O primeiro é o angelical, onde eu e os outros anjos vivem. O segundo é o demoníaco, onde os demônios ficam. Por último, há o terceiro: o plano humano, resultado da mistura entre os dois primeiros. Quando nossas almas se fundirem, seremos um só. Você se tornará imortal e lutará contra os demônios da terra com meu auxílio, para que assim o Senhor se orgulhe de nosso trabalho e o primeiro plano se funda com o terceiro, assim acabando com a raça demoníaca para sempre.

Acho que não consigo descrever minha reação. Digo, aquilo era absurdo! Principalmente falando tudo de uma vez daquele modo! Imaginem, eu nem acreditava que essas coisas existiam, muito menos que pudessem falar conosco! Recuei mais ainda, e neguei com a cabeça, soltando um riso irônico bem curto e baixo. Não fazia sentido, ele era maluco mesmo!

Além de tudo, eu já estava atrasado e Katie ficaria brava pensando que eu estava fazendo coisas erradas. Claro, eu não iria contar à ela o que havia acontecido, mas uma mentirinha não faz mal de vez em quando, não é mesmo? Até porque duvido muito que ela iria acreditar nessa doideira toda.

- Perdão, eu tenho que ir. Mas... Vou ser bem sincero, cara ... — respirei o mais fundo que consegui, agarrei a jaqueta que estava em cima da cama e abri a porta do quarto. — Vai se tratar, você é bem doido. Sério. E nunca mais entre aqui de novo, seu maníaco religioso, ou eu vou te espancar de verdade! — bati a porta com força e desci as escadas correndo, sem hesitar, apressando-me para chegar à casa de minha namorada.
Realmente não queria pensar no que havia acontecido, apenas corri até a garota que já estava na frente da porta, com os braços cruzados e aquele olhar de irritada que ela tem quando me atraso. Não que aconteça com muita frequência, mas não sou tão pontual assim, então...

- Se superou dessa vez em? Quarenta minutos! — exclamou. Senti meus pulmões quase explodindo enquanto recuperava o ar, ofegante. Era como se fosse desmaiar de novo. De alguma forma, a atmosfera em volta de mim havia mudado. Estava um tanto mais frio, eu estava sem fôlego, e além de tudo o ambiente estava mais escuro que o normal. Nunca gostei de educação física, mas a casa da garota não era tão longe assim da minha: eramos praticamente vizinhos. Além disso me sentia vazio, como se eu precisasse de algo desesperadamente e fosse morrer se não conseguisse aquilo. É dramático, sim, mas é verdade.

- F-Foi.... Foi mal, honey... — tomei ar para concluir a frase. Ao perceber meu estado, Katie pegou um uma de minhas mãos e mudou sua expressão. Ah, eu odiava aquilo. Não precisava se preocupar, eu sabia muito bem me virar sozinho e muito menos queria dar trabalho à ela!

- Tem certeza? — beijando-me a bochecha e logo depois me dando um selinho, ficou um pouquinho mais tranquila. Arrepiei-me de leve com aquilo e melhorei um tanto ao sentir seu carinho, retribuindo-lhe o beijo e abraçando-a em seguida. É por isso que a amo, sempre que estou mal era me anima, me deixa bem melhor do que qualquer outra pessoa poderia deixar.

- Sim, certeza. Vamos? — sorri e envolvi apenas um dos braços em sua cintura, parando ao seu lado. Ela apenas assentiu e riu baixinho, dando-me outro beijo no rosto. Tão linda e meiga...

Mal prestei atenção no filme, na verdade... Assim que entramos no cinema eu escolhi o lugar mais vazio possível Pegava nas mãos dela, beijava-lhe a bochecha, ou os lábios... Até mesmo o pescoço, vez ou outra. Finalmente tinha esquecido as coisas doidas que Azazel tinha me dito. Claro, não por muito tempo, pois a sorte que Carter Jones tem é equivalente ao número zero.

Notas finais
... So... Yeah.
Depois eu posto o próximo, eu acho.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.