Ligações Perigosas
11 Fora de Controle
Notas iniciais
Nathan se apoiava no carro tentando manter os olhos fixo em Daniel e Jefferson,Danilo ficou entre eles enquanto media os dois com o coração disparado,preparado para o pior.
–Lucas? — Daniel falou com deboche enquanto sorria sarcasticamente para ele em resposta.
–Sim. -Respondeu Nathan. — Ele quer acabar com a gente. — Emendou rapidamente enquanto tentava se manter calmo.
– Eu acho que ele tá querendo apanhar um pouco mais. — Jefferson disparou enquanto brincava com o soco inglês em seus dedos.
– Por quê você fez isso!? — Esbravejou Danilo. — Ele não te contou? — Retrucou Jefferson.
– Acho que vai ser bem mais interessante todos vocês compartilharem esses segredos comigo na delegacia. — Sidney falou surgindo detrás de uma árvore com a arma apontada.
– Não... — Danilo disse assustado enquanto olhava para Nathan.
Todos foram levados para delegacia e o dia seria muito longo para Sidney.Várias versões,várias histórias e claro a maior parte um grande mentira.Em quem ele deveria acreditar?
– Nós tivemos um caso. — Nathan falou enquanto mexia as mãos intensamente. — Eu conheci ele em um bar GLS do centro. — Continou ele falando sobre Elyardo.
– E? — Sidney disse calmamente enquanto colocava café em uma xicara.
– Ficamos juntos até 3 semanas atrás,e eu comecei a sair com o Danilo. — Respondeu olhando para Sidney com um olhar confuso.
– Você conheceu seu vizinho em um bar GLS? — Questionou. — Isso é uma grande coincidência. — Finalizou.
– Sim. — Nathan falou. — Desde então ele tem me persguido e me ameaçado. — Continou. — No dia em que meu pai tentou me matar ele me ajudou. — Completou.
– E por quê seu pai queria te matar? — Sidney sorriu. — Desculpa,padrasto. — Corrigiu.
– Ele ficou com ciúmes. — Ele respondeu encostando na cadeira com um sorriso maldoso enfeitando os lábios. — Ela não te disse não é? — Perguntou agora com um certo tom de deboche.
–Ela quem? Sidney perguntou se curvando sobre a mesa e olhando nos olhos de Nathan.
– Sua mãe? — Continuou tentando acompanhar.
– Sim. — Nathan disse. — Ele me molestava todas as noites. — Finalizou suspirando e olhando para ele. — Eu quero ir embora. — Completou.
– Sua mãe está chegando. — Sidney retrucou. — Aposto que ela vai adorar fazer parte dessa conversa. — Emendou enquanto pensava em todas as informações que obtinha agora.Mas ainda haviam muitas questões a serem esclarecidas.
– Por momento nossa conversa acabou. — Sidney falou. — Vou pedir pra te levarem a outra sala.
Nathan foi levado por uma policial a outra sala enquanto Jefferson e Daniel entravam na sala um olhando para o outro,a na primeira oportunidade que tivessem não hesitariam e se entregarem.
– Então... — Sidney começou. — O jeito fácil ou dificil novamente? — Perguntou. — Pra começar,como vocês conseguiram sair da delegacia? — Completou.
– Não sei do que você tá falando. — Daniel disparou olhando para a janela.
– Ele me pagou pra acabar com o Nathan. — Jefferson falou rapidamente enquanto olhava para Sidney.
– Seu desgraçado! — Daniel disse indo em cima de Jefferson e os dois caindo no chão,rolando de um lado para o outro aos gritos.
– Cadê o meu filho? — Isabel perguntou aparecendo na porta e olhando confusa para os meninos no chão e Sidney tentando os separar.
– Agora não é uma boa hora. — Sidney respondeu pedindo por ajuda e fechando a porta logo em seguida.
Isabel andou vagarosamente por os corredores da delegacia olhando por os vidros em busca do filho.Ele estava sentado em um banco perto da mesa de recepção olhando para o outro lado enquanto balançava a perna nervosamente.
– Nathan? — Ela chamou indo em sua direção.
– Mãe. — Ele respondeu se levantando.
– O quê você aprontou dessa vez? — Isabel perguntou furiosa.
– Contei a verdade. — Nathan respondeu a encarando.
– Verdade? — Questionou ela o pegando por o braço. — Vamos ver no que isso vai te ajudar agora. — Emendou o puxando por o corredor até saírem da delegacia.
– Ele me pediu pra ajudar a ferrar com o Daniel. — Jefferson disse para Sidney,que o olhava investigando sua expressão tensa.Ele não podia estar mentindo.
– Lucas é seu amigo? Sidney perguntou. — Não,ele apenas me pagou para ajudar ele. — Respondeu ele.
– E o Daniel? Continuou Sidney confuso tentando juntar as peças do quebra cabeças que ficava pior a cada momento.
– Ele é legal,mas eu precisava do dinheiro. — Finalizou.
– Sidney. — Disse um policial abrindo a porta. — O garoto sumiu. — Emendou.
– Sumiu? — Sidney perguntou sentindo a raiva queimar em seu rosto.
– Que merda! — Esbravejou enquanto olhava em volta rapidamente.
– Uma mulher saiu com ele a alguns minutos. — Disse outra policial parada com uma prancheta na mão enquanto olhava o desespero dele.
– Isabel. — Ele falou enquanto se virou para o outro policial. — Fica de olho nele. — Completou correndo em direção a saida.
– Nathan!? — Ele berrou olhando em volta em busca de alguma resposta. — Me solta! — Ele ouviu a voz gritar e logo em seguida um disparo.
– Não... — Ele disse a si mesmo enquanto corria em direção ao som.E para sua decepção ele havia chegado tarde demais.Isabel estava caída morta no chão.
– Inferno! — Ele gritou colocando as mãos na cabeça,enquanto chamava uma ambulância.
Enquanto olhava os paramédicos examinarem Isabel Sidney recebe uma ligação de William que recebeu alta e está voltando pra casa.
– A mãe do Nathan foi morta. — Ele disse esfregando os olhos enquanto olhava o corpo ser coberto.
– Isabel? — William falou incrédulo. — Como isso aconteceu? — Perguntou em um tom impaciente.
– Eu não faço idéia. — Sidney respondeu. — Você pode vir me ajudar? — Perguntou em seguida na esperança de ouvir uma resposta positiva.
– Já chego ai. — William respondeu desligando.
Sidney olhou em volta observando a cena sentindo que algo estava escapando.E ao olhar próximo a uma árvore que ia sentindo ao parque ele viu alguma coisa brilhar.Ele caminhou até o objeto e percebeu que era um celular.E no visor o nome de Priscila aparecia.
– Alô. — Sidney falou atendendo o telefone.
– Nathan? — Priscila perguntou confusa do outro lado da linha.
– Não...Sidney. — Ele respondeu enquanto um pensamento perturbador correu sua mente.Nathan havia matado a própia mãe.
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