Ligação Do Céu

1 Capítulo 1 - Voo 726


Na primeira classe do vôo 726 da companhia Air France que saíra do Aeroporto New York — John F. Kennedy, a comissária de bordo passava com uma pequena dose de martini em uma bandeja de prata totalmente polida, a mulher que aparentava ser uma novata por sua maneira de andar e seus olhos atentos em tudo ao seu redor se dirigia até um dos passageiros do vôo, um homem que usava um terno lilás um tanto atípico, tinha o rosto pálido, parecia estar cansado ou com mal estar típico de pessoas que não são acostumadas em andar em aviões ou barcos, mas o que mais chamava atenção no rapaz que aparentava ter seus 30 anos, com um corpo robusto um porte elegante, eram seus olhos que pareciam estar saltando de sua face.

- O senhor... precisa de ajuda? Aqui está a bebida que pediu. – A comissária de bordo parou por um instante, ao servir o rapaz, ela podia notar claramente a inquietação do mesmo que respirava ofegante e olhava para todos os cantos com certa velocidade.

- Que horas... que horas são agora!? – O rapaz pegara seu copo com Martini e em um só gole ingeria todo líquido sem expressar reação alguma, apenas voltava a olhar para a mulher como se estivesse sufocando-a:

- Já passou das 11:00!? NÃO! Pouse o avião, pouse o maldito avião agora! – Com um súbito grito, o rapaz se levantava do seu acento retirando seu cinto rapidamente, aos pessoas em volta do homem se surpreenderam com a reação, ele empurrara a comissária de bordo para o lado e dava um salto para frente, mas ao tentar correr, se curvou no chão, caiu com o joelho esquerdo apoiando seu corpo e levou uma das mãos até sua garganta.

- Ma che cosa sta succedendo? Ti senti bene? – Um homem italiano com a aparência rechoncuda e uma postura estranha se levantava imediatamente e ia em direção ao rapaz que parecia não conseguir respirar. Naquele mesmo momento vários outros comissários de bordo correram para ver o que estava acontecendo, o rapaz começara a cuspir sangue dando certas gorfadas intensas, alguns passageiros já começavam a gritar e outros até a se levantarem por curiosidade.

- S'il vous plaît l'aider, il va mourir! – Uma mulher francesa com os dotes de uma professora se levantava clamando por ajuda enquanto apontava desesperada para o homem que se contorcia no chão com a sua barriga voltada para cima. Ele mordia seus dentes violentamente, seu rosto estava vermelho como um pimentão, dois rapazes, comissários de bordo experientes da companhia tentavam segurar a cabeça do mesmo mas de nada adiantava, seus olhos se viraram e antes que alguém pudesse ter qualquer reação, ele mordera sua língua, com tamanha força que a cortava quase em sua metade. Após alguns milésimos seu corpo se fixara ao chão e enquanto o sangue escorria pelo carpete rubro do avião várias pessoas entravam em desespero, mas não apenas por tal motivo. A dois metros dali, outro passageiro começava a ter convulsões, a mais três poltronas na frente, outro, e consequentemente, todos os passageiros daquele avião começaram a se debater uns aos outros até caírem mortos.

Na cabine de pilotagem, Kenny Konford e William Scot pareciam não entender o que estava acontecendo:

- Será que tem alguém passando mal? Cara, faltam só 10 minutos pra decolagem, sério isso mesmo? – O co-piloto parecia desapontado com o fato de terem uma ocorrência no final do vôo. Era um rapaz magro, William também era novo no serviço, trabalhava na Air France a dois anos e nunca passou por situações que merecessem destaque.

- Por quê ninguém vem aqui nos avisar? – Kenny Konford pegava um dos comunicadores que fazia transmissão com a comissária de bordo central e tentava contato, mas ninguém respondia.

- Você não acha isso estranho, William? – Ao olhar para o co-piloto, Kenny fora se espantava quando o seu colega colocava as duas mãos sobre o pescoço tentava impedir que algo saísse de sua garganta. Ele gritava por socorro mas ninguém o atendia. Minutos depois, os dois já estavam mortos. O avião começou a perder controle e não levou 4 minutos até que caísse no oceano pacífico, a 40 quilômetros da costa francesa.

Passageiros: 231

Mortos: 224

Sobreviventes: 07

Sábado – 26 de Setembro – Nova York – 12:14

- Eu já disse que amo comer no Crown? A minha única motivação de vir para cá em um sábado é essa, e olha que eu estou perdendo o jogo dos Lakers, cara, não sabe o quanto isso me fora impertinente! – Jason Liron Grey, detetive sênior da agência Scott Hallor de Nova York. Um rapaz que esbanjava vigor, parecia nunca se cansar mesmo que ficasse uma semana sem dormir, com seus 25 anos ele havia ganhado seu novo posto 2 meses atrás, e diante de 3 casos de assassinato, havia tido êxito em todos, era dito como o grande coringa de Hallor, o promissor Jason! Era filho de um juiz consagrado e já aposentado, Jason sempre sonhou em seguir tal carreira, desde criança, sem sofrer influência de seu pai, mas claro que no futuro isso daria um pequeno impulso em sua carreira. Junto de seu superior, o investigador Russel Lenor, um homem com a aparência de pessoa bem vivida, aos seus 60 anos ainda exercia sua profissão com muito prazer, fora ele quem indicara Jason e não se arrependera em nenhum momento. Os dois estavam almoçando no Crown, famoso restaurante nova yorkino de culinária italiana, ambos estavam bem trajados, era horário de almoço, Jason tinha a opção de poder ficar em sua casa nesse dia, afinal, os sábados eram facultativos para seu cargo, mas com toda disposição que o rapaz tivera, não queria acabar dormindo enquanto assistia algum jogo em seu sofá comendo alguns donnuts do dia anterior.

- E o que acha que o Barks vai dizer? Que foi algum sulâmico com síndrome de Deus mais uma vez? Eu creio que essa é uma situação bem mais grave do que aparenta. – Jason enrolava o macarrão lentamente em seu garfo, era um rapaz de origem inglesa, tinha bons modos e sabia expor seu requinte.

- Barks é um metódico, ele não fará nada sem antes constatar todos os fatos, mas se for pra apostar quem ele vai colocar no núcleo do caso, eu apostaria no Wigley. – A cara de espanto de Jason quando seu amigo falava fez seu companheiro soltar um breve riso, e logo, o jovem detetive entrava em uma pequena discussão.

- Wigley? Aquele idiota? Você acha mesmo que ele daria conta de um assassinato em massa? Ainda mais sem pistas, algo que nunca vimos antes!? A queda de um avião com mais de...224 mortos, todos com a mesma morte, com insuficiência cardíaca, pulmões bloqueados, artérias do pescoço estouradas, veias entupidas com sua própria gordura, oh Deus, Russel! Isso não é caso nem pro CSI ou pra CIA, a magnetude de tal evento é de uma escala desconhecida pela humanidade, é isso que chamam de sobrenatural, cara, não tem a ver com investigações, o fato de qualquer pessoa que tente investigar isso, sairá derrotada.

- E o que me diz dos 07 sobreviventes? Não acha que eles tem alguma pista? Algum envolvimento? Se bem que, quem quer que tenha feito isso, não iria deixar ninguém para contar a história. – Russel tomou um gole do seu vinho do porto e voltou a fitar Jason, que ficara com uma expressão séria e pensativa diante das afirmações do investigador.

- É o que todos dizem, mas creio que eles tenham tido pura sorte! Como a perícia já indicou, eles só sobreviveram porque não inalaram o gás ás 10:59, estavam todos dormindo! Eles só foram acordar quando o avião estava caído, o que é bem estranho, é verdade, visto que ao redor dele havia 224 pessoas mortas! – O interesse do detetive parecia aumentar gradativamente com o passar da conversa, esse era um caso que parecia lhe interessar bastante, e quando algo parecia lhe interessar, nada desfocava sua visão.

- O que me diz da teoria do próprio Barks? – Russel limpou sua boca suja de maionese e olhou para os cantos para ver se ninguém estava vendo.

- De que essas 07 pessoas foram dopadas? Realmente, os exames médicos mostraram que duas delas haviam tomado calmantes, mas as outra 5 apenas bebidas normais sem indícios de drogas ou medicamentos.

- Mas você sabe que há drogas ou calmantes que não deixam mais vestígios depois de algumas horas.

- Bobagem! Tantas especulações.... Não descobriremos nada sem entrevistar esses 07. Já fora feita uma busca nos destroços, por incrível que pareça, nada mesmo foi encontrado, nada que indicasse como ocorreu o suposto envenenamento, só a perícia médica pode nos ajudar, aliás, nem ela, visto que não é ainda 100% confirmado que o que matou todos lá foi realmente alguma arma química.

- O que você quer dizer com isso Jason? Se não foi arma química, como 224 pessoas morreram da mesma maneira? – A pergunta de Russel gravava no cérebro de Jason que se via obrigado a dar uma boa resposta.

- Isso é a maneira lógica de se pensar, mas lembre-se, meu caro Russel, nunca ganhei usando a lógica extrema. A minha maneira de pensar é ambientizando tudo! Eu olho ao meu redor, vejo todas as possibilidades, investigo cada uma, não é a lógica que irá me dizer qual das duas nozes em uma árvore de nozes irá cair primeiro, mesmo que uma delas esteja mais velha, um vento forte pode ocorrer e derrubar a mais nova devido a sua posição. Tudo tem que ser detalhadamente observado, o fato de que uma das nozes nasceu em uma posição desfavorável, que uma delas pode ser pega por algum animal ou pássaro mais facilmente, qual delas contém um fruto mais pesado, qual delas recebe mais luz do sol, todos esses fatores contribuem para futuros acontecimentos. O que aconteceu com o vôo também começou por fatores pequenos, mas ao contrário do que muitos detetives de primeira dizem por aí, o motivo não será encontrado vasculhando as coisa desde o início, pelo contrário, é do final que chegaremos até o começo, e aí, poderemos sim descobrir o motivo do ocorrido. – Depois do longo discurso, Jason tomava um gole direto do seu suco de acerola e mantendo suas maneiras, o voltava delicadamente para a mesa, apesar de parecer um rapaz bruto e infantil com seu jeito de falar, ele sabia manusear as situações de maneira apropriada.

- Eu já cansei de ouvir essa teoria, mas da outra vez você usou figos com exemplo.

- Haha, eu não gosto de manter a mesmice, sabe.

- Enfim, você não acha estranho o fato do FBI esconder os nomes dos sobreviventes? Tudo bem que nós somos apenas uma sub-divisão governamental, mas depois de dois dias um fato assim já deveria correr por nossas meses. Barks deve estar realmente com medo de passar vergonha, mas creio que eles estão latindo pra CIA tentando achar um refúgio. – Russel se levantara, já era quase horário para o mesmo voltar ao trabalho, investigaria um crime que ocorreram a duas semanas em uma pequena rua no subúrbio onde o marido havia envenenado a sopa da própria esposa, um caso um tanto tedioso mas que era usado apenas para Russel manter o seu salário e suas horas sentado em uma cadeira pensando no seu jantar.

- Não queria dizer isso, mas você comeu mais do que eu dessa vez, Russel! – Jason olhava para seu amigo enquanto ria e o outro ficava um pouco sem jeito. Os dois sempre faziam certa disputa na hora do almoço, Jason sempre levava a pior, mas quando Russel estava nervoso, tendia a comer mais.

- Você está nervoso com o quê dessa vez? Espere, é meu celular. – Jason atendia seu celular rapidamente, e uma voz grossa, bem autoritária, o chamava para comparecer até Condor Street, a cede da Scott Hallor imediatamente.

- Quem era? Aquela sua namoradinha ruiva de novo? Já disse pra não ficar enrolando essas meninas, você vai acabar tendo péssimas noite de sono! – Ignorando o que Russel havia dito, Jason, após se levantar e caminhar rapidamente até a porta, olhava para trás e respondia:

- É o Barks. Os nomes das vítimas foram liberadas.

- Nesse caso, por que ele não avisou diretamente à mim!?

- É porque uma delas diz me conhecer.

Os dois saíram depressa do restaurante, no carro de Russel, o mesmo fora dirigindo e alguns minutos mais tarde já se encontravam na Scott Hallor, que por sinal, estavam bem vazia, era uma calma inquietante e suspeita, visto que a situação era pra euforia.

- Pensei que iriam haver vários repórteres e o chato do policial Smith aqui, mas da até pra fazer um churrasquinho poxa. – Jason sentava em uma das poltronas da sala de Barks, o chefe da divisão, e tentava logo descobrir o que havia acontecido até ali.

- Bom, vou ser bem direto, pois nem era pra você estar aqui mesmo. – Ele arrumou sua gravata e voltou a falar depois de uma catarrada. – A lista havia sido me passada a quatro horas. Não quis avisar ninguém pelo simples fato de não criar euforia desnecessária ou essas apostas que sei que vocês fazem por aí, porém, por ordens do governo, o FBI ficou resignado a continuar a investigação do avião e dos mortos, enquanto a nós, foi dada a missão de investigar os 07 sobreviventes que sem nenhuma acusação, estarão livres hoje a tarde para viverem suas vidas normalmente. – Os dois rapazes continuavam a ouvir Barks com certa atenção e inquietação, Jason, como de costume, batia a ponta de um dos pés no chão de maneira rápida.

- Claro que eu logo argumentei com o fato de liberá-los dessa maneira, mas não havia nada que pudéssemos fazer, entretanto, essa situação parece melhor do que imaginávamos, já que não teremos lidar com o problema pior, visto que esses 07 nada tem a ver com o acidente! – Barks falava isso com certa convicção, o que deixava Jason em duvida.

- Por quê afirma isso? Só pelo laudo médico e pela suposta sorte que eles tiveram?

- Sim, meu caro Jason, de fato você estava levantando desde o início dúvidas sobre essas teorias, que ao meu ver, também não são nada cabíveis, mas, o fato que 07 pessoas sobreviveram pode ter sido pura sorte, visto que nenhum deles tem uma ligação. Se quem causou isso estava no avião, então por quê deixaria testemunhas?

- E essas pessoas já foram entrevistadas? Disseram algo de relevante? – Russel se levantou, não conseguia ficar parado naquela sala fria, apesar da sua idade, não gostava de ficar ouvindo muito, já passava o seu tempo de lidar com pessoas.

- Certamente. Durante esses dois dias elas foram submetidas a exames e interrogatórios, mas nada de irrelevante fora tirada deles, exceto o fato de uma delas ser dona de uma farmácia em Los Angeles, uma senhora ter tomado altas doses de anti-depressivo, um garoto ter se drogado antes do vôo, e um deles conhecer o nosso detetive Jason.- Jason, sem esperar, perguntava ao seu chefe:

- E quem é essa pessoa? – Barks voltava a se sentar, pegava uma folha jogada em cima de sua mesa e a entregava para Jason. A pessoa em questão era Morgan Mitson, 75 anos, engenheiro civil aposentado, manco de uma das pernas, viúvo e viajava para Paris para encontrar sua filha Laura casada à 25 anos e que morava em Paris a 20. Gostava de jogos de aposta e dedicava sua aposentadoria a cuidar de seus cavalos em uma fazenda no Texas. Morgan fora padrinho de Jason a muitos anos atrás, o que era uma tamanha coincidência, o mais estranho era que o velho havia se lembrado de Jason mesmo muitos anos depois de vê-lo.

- E como é que ele ficou sabendo de mim? Estou tão famoso assim? – Jason fazia uma brincadeira que era respondida com seriedade pelo ranzinza Barnks.

- Ele ouviu Wigley comentando sobre você, e logo perguntou se era o próprio. Não que isso fosse algo relevante, mas você poderia nos passar informações valiosas sobre o mesmo. Aliás, Jason, conversei com o super intendente Grushberg e... ah! Antes vou dar a lista dos 07 passageiros, acho que vocês estão ansiosos para verem.

A lista foi passada para Jason e Russel, dentre os sobreviventes, estavam:

Margareth Suzan — Mulher antipática por volta de 45 anos, professora de física, cabelos castanhos, alta, possuía uma indústria farmacêutica. Viajava para Paris para ir á um congresso. – Residente de Los Angeles.

Morgan Mitson — 75 anos, engenheiro civil aposentado, manco de uma das pernas, viúvo e viajava para Paris para encontrar sua filha. – Residente do Texas.

Kogaido Suzumi — Japonês naturalizado, promotor de vendas, 31 anos, cabelos escuros, óculos, baixo, forte. Viajava para Paris para cumprir uma promessa, dito por ele. – Residente em Miami.

Monalisa Starkovich — Russa, 26 anos, modelo, alta, ruiva, olhos claros, pele branca, magra, viajava para Paris para um desfile de inverno. – Residente da Rússia, mas passava a maior parte do tempo com seu empresário em Nova York.

Iris Artoch — Alemã, 20 anos, loira, olhos azuis, estudante de farmácia, média. Viajava pra Paris porque havia ganhado uma bolsa de estudos lá e estava prestes a se mudar. – Residente em Nova York.

Jefrey Longnis — Australiano, 25 anos, filho de um empresário, viajava a Paris em férias. Cabelos negros compridos. – Residente da Austrália mas viajava por todo mundo durante as férias.

Moluv Krok — Islâmico, 33 anos, garçom que ia trabalhar na França. – Residente de Boston.

Maria Okata — Americana, 27 anos, designer de games, viajava para França em férias com sua sobrinha que morreu no vôo. – Residente de Nova York.

A lista não tão bem detalhada fora entregue novamente para Barks com certo desapontamento por parte dos dois.

- É só isso mesmo? Quem estava nessa reunião hoje de manhã? – Barnks, olhando para o lado, um pouco sem jeito, falara em um tom de voz coloquial:

- A verdade é que nós meio que... pegamos essa informação emprestada, bem, ouvimos isso da secretária do consultor geral do FBI, a lista oficial mesmo ainda não nos fora mandada, mas todos os nomes estão corretos, disso eu tenho certeza.

- E você ainda se chama de detetive, dizendo que ‘pegou emprestada’? – Os olhos de Barks se voltaram para Jason com certa fúria por parte da brincadeira do rapaz, mas antes que esquecesse, se levantou, deu de ombros para Jason e foi falando pausadamente.

- Você é um garoto responsável, como todos nós já sabemos. Mas... isso não é tão simples, porém, confiamos em sua capacidade, eu e o John, então queremos que você demonstre esse seu crescimento dentro da Hallor, deixamos com você o trabalho de entrevistar essas 07 pessoas, não só pelo fato de conhecer uma delas, mas porquê os seus métodos são os mais adequados para isso, tendo em conta um fator: Segundo a secretária do FBI, todos os 07 estavam contando mentiras em seus depoimentos!

Os olhos de Jason se arregalaram. Ele não sabia se ficara suspeito com sua escolha ou com a informação que Barks lhe passara logo em seguida.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.