Ligadas pelo destino

24 Capítulo 24- E que comece a festa! Parte 4


Notas iniciais
Hey, demorei muito? Se sim, sorry, ando maus aqui. Mas enfim, cheguei com mais um capítulo para nossa alegria. Agradeço pela gentileza de todos em comentar e, olha só, tem mais gente aparecendo para me dar um Olá e estou amando. Valeu, gente. Aguardo mais gente, hein? kkkk Curtam aí

Eu sempre quis saber qual era a sensação de voar. Não desse jeito artificial que muitos tentam criar, mas apenas sair do chão por forças que só Deus poderia explicar. Deve ser maravilhosa aquela sensação de liberdade e leveza tanto do corpo quanto da mente, que te faz esquecer até mesmo de respirar, apesar de ser um ato tão natural vindo do seu humano. Posso nunca descobrir tal fato, mas genericamente falando eu podia estar tendo essa reação inimaginável. ‘’Eu amo você, Santana’’, juro que não acreditava viver o bastante para ouvir essas incríveis palavrinhas mágicas vindas da boca da loira pancada que tanto amo. Eu ainda tentava acreditar que ela havia se declarado pra mim daquela forma, apesar de quase fazer meu lado esquerdo ganhar mais uma bochecha com um tapa, eu não sabia descrever o que sentia nesse instante, principalmente com ela em meu colo grudada a meu pescoço como uma sanguessuga super bem vinda ali.

Eu estava com as mãos em sua cintura de maneira distraída, apenas curtindo a forma habilidosa que ela depositava beijos suaves e outros bem ousados em seguida em meu pescoço, me deixando arrepiada, mas ainda presa no transe de pensamentos que iam se ajeitando com o decorrer de minha concentração naquilo. Escapou um gemido de agrado de meus lábios, automaticamente me fazendo apertar sua cintura e essa foi à vez dela gemer. Senti que ela parou com as carícias em meu pescoço e se ajeitou em meu colo para me acariciar os cabelos. Quando enfim abri os olhos, notei que ela me encarava sem ao menos piscar.

–Qual é a graça de ficar me encarando?- ela abriu um sorriso lindo e me deu um selinho demorado.

–Você está muito calada. Isso no seu caso é algo a se preocupar.

–Obrigada por me chamar de tagarela- ela soltou uma risada baixa, entrelaçando as mãos em minha nuca.

–Bem, você é, mas me refiro ao fato de você estar tão quieta. Geralmente quando nos beijamos assim, você aparece com infinitas intenções- vi um princípio de malícia naquele sorriso brincalhão.

–E agora eu também sou devassa. Quantos adjetivos.

–Ah, pára!- bateu de leve em meu ombro- Algum problema? Nunca vi você tão pensativa, e olha que já presenciei muitas coisas.

–Não sei, acho que só estou me recuperando do choque- sentei direito no degrau para que ela ficasse mais próxima- Não é toda dia que isso acontece, Quinn Fabray dar o braço a torcer e dizer que me ama. Só estou me recompondo da surpresa.

–São questões desordenadas da vida... Vivemos das surpresas que ela nos prepara- a loira disse séria- Peço mais uma vez desculpa por tudo, San. Sei que machuquei você, mas nada foi por intenções minha. Eu estava confusa... Bem, ainda estou, mas...

–Hey, relaxa. Está tudo bem, não está?- ela fitou o chão por um momento, como se algo a preocupasse- Quinn?

–Está tudo bem sim, San. Só que fui uma boba achando que poderia mascarar até o fim o que crescia por você em meu peito. Tentei ignorar, eu juro, mas não consigo me afastar e nem acho que eu vá conseguir isso um dia. E quando eu vi você saindo desse celeiro, acompanhada de Rachel, senti meu peito rasgar por medo de que ela conseguisse tirar você de mim, já que havia conseguido que você se entregasse a ela novamente...

–O que? Como assim? Não está achando que eu...

–Que se deitou com Rachel? E não foi? Eu vi quando e como saíram daqui ontem. Ficou claro o que fizeram por sua expressão de satisfação- seu semblante agora ia mudando para chateado. Quis sair de meu colo, mas a impedi que fizesse isso- Apesar de amar você e saber que me ama, pelo menos pelo o que falou, isso está doendo demais em mim para ignorar.

–Espera, por favor- puxei seu queixo para que me olhasse diretamente nos olhos- Eu não fiz sexo com a Rachel, palavra. Foi apenas uma brincadeira.

–É assim que chamam agora?- desdenhou com seus olhinhos tristes, o que me incomodou.

–Não, amor, escuta. Nós não fizemos nada que está pensando. Rachel me beijou e eu a dispensei logo em seguida, deixando claro que ela nunca teria mais nada comigo. Confesso que a deixei pensar que conseguiria alguma coisa, mas foi apenas para frustrá-la em seus objetivos. Eu nunca faria nada com ela, sabe por quê?- ela apenas negou com a cabeça- Porque você não sai de minha mente, Quinn. Eu te pintei tão perfeitamente na cabeça que nem se eu quisesse conseguiria apagar- Quinn deixara escapar uma lágrima solitária, que eu prontamente limpei com o polegar- Eu percebi com tudo isso que na verdade nunca amei Rachel como pensava. Foi apenas carinho, ilusão, afeto ou eu sei lá o que foi aquilo que eu sentia por aquela maluca, só que não era amor. Queria protegê-la das pessoas más como Enzo, mas ela mesma escolheu ficar com ele, então isso acabou quebrando o encanto maluco que meu peito insistia dizendo que era amor, por mais remota que parecesse essa possibilidade depois que ela me traiu- a loira parecia atenta a meus argumentos. Entrelacei nossos dedos para continuar- Quinn, eu nunca tinha sentido nada de verdade por alguém até te conhecer naquele posto de gasolina, apesar de que nesse momento você estava atuando para conseguir me arrastar para essas quebradas loucas que nossos pais inventaram. Senti vontade de te matar quando roubou meu carro, mas isso passou no instante que me olhou com esses olhinhos medrosos me pedindo ajuda. E foi por isso que voltei naquele dia no restaurante de Las Vegas, porque acho que mesmo sem fazer a mínima ideia de quem você era, meu coração já batia loucamente por você e por suas pernas gostosas.

–Você é uma completa idiota, Santana Lopez- ela disse abraçando meu pescoço e colando nossas testas- Mas aprendi a amar cada centímetro dessa idiotice, porque acima de tudo você é a pessoa mais maravilhosamente boa que alguém pode ter ao lado. Me desculpe por minha ignorância de não querer notar isso antes, mas tenho medo do que eu possa causar a você, por isso não lhe queria tão perto de mim.

–Bem, Fabray, isso apenas eu posso decidir. Apesar dessas coisas, que eu acredito que você é capaz de dar um rim para um cachorro comer do que me contar, cabe a mim a escolha se fico ou não com você- a senti acariciar minha nuca com os polegares-

–E o que você decidiu?

–Que mesmo correndo o risco de acabar essa missão fora do juízo normal de um ser humano, eu vou até o fim pelo o que sinto. Falei a você que era persistente e firmo com minhas palavras anteriores. Vou te provar que posso ser o que você precisa.

–Você já é, sua tonta- me deu um selinho rápido.

–Sou?

–Uhum- ela murmurou brincando com o nariz pelo o meu, em um beijinho fofo de esquimó- Eu quero você. Sempre quis.

–E eu mais ainda a você- apertei suas coxas e fui subindo pela cintura até as costelas, acompanhando cada gemido seu de forma gostosa, próximo a meus lábios. Quinn apertou minha cintura com as pernas e se inclinou para frente para se apossar de minha boca. Deitei a cabeça no degrau mais acima, voltando com os dedos para a cintura da loira em apertos excitantes. Ela mordiscou meu queixo, abandonando uma mão de minha nuca para meu abdômen descoberto e o acariciando até o umbigo, retornando ao pescoço e repetindo o mesmo gesto.

–Já disse o quanto gosto de seu abdômen? É simplesmente gostoso, uma ótima visão- Quinn comentou desprendendo nossos lábios por alguns segundos, mas pude perceber que ela ficara vermelha por isso. Abafei a risada em mais um beijo intenso.

–Não, mas tenho toda certeza de que não é mais gostoso do que você vermelha quando tem seu segundo de menina devassa- subi até seu ouvido para sussurrar isso, notando que ela se arrepiava.

–Pára, está me deixando constrangida- eu ri intensamente, lhe puxando para um beijo aterrador agora. Ela enfim era minha e com certeza eu iria cobrar isso. Tinha agora o lábio inferior de Quinn entre os dentes, em uma mordida demorada e dolorosamente gostosa. Ela gemeu arranhando meu pescoço e se agarrando a ele, enquanto eu percorria as mãos por seu corpo, parando por um tempo em suas coxas perfeitas e por fim na barra de seu vestido começando a subi-lo. Eu estava determinada a ter o melhor sexo de nossas vidas nos degraus daquela escada, mas parece que Quinn não possuía a mesma linha de pensamento que a minha- Espera, San. Aqui não é um lugar apropriado para isso.

–Relaxa, minha loira, a prima da Rachel sabe guardar segredo.

–Prima da Rachel?- ela arqueou a sobrancelha, sem entender.

–Sim, a dona vaquinha ali- apontei para a vaca mais a frente, alheia ao que acontecia na sua casa. Quinn riu balançando a cabeça negativamente.

–Você não existe!

–Mas claro que sim. Estou bem aqui a sua frente, louca pra te fazer minha- fui maliciosa ao dizer isso, abocanhando o queixo alvo e subindo para sua orelha, mordendo o lóbulo. Quinn arqueou o corpo, se arrepiando.

–Ai, Deus!- ela murmurou como se estivesse sendo torturada- Eu amo estar assim com você, San, mas acho que seus amigos devem estar preocupados com nosso sumiço. Vão achar que eu matei você.

–Só se for de beijos ou de rir, Fabray- caçoei, ganhando outro tapa no ombro.

–Eu sei me proteger, Lopez.

–Parece que sim. Tadinha da Rachel.

–Ah, agora ela é ‘’tadinha’’?

–Por dois segundos só... Viu? Já passou- ela riu me beijando- Tem certeza de que não quer aproveitar essa quietude com sua latina super excitada aqui?

–Por mais que eu queira isso, não. A casa está cheia de seus familiares e amigos. Será falta de educação o motivo da festa sumir sem dar satisfações. E também é bom não esquecermos o real motivo de estarmos aqui.

–Você tem toda razão. Ainda não temos ideia de onde esteja a droga daquele chip.

–Vamos achá-lo, San. Tenha paciência- pediu acariciando-me o rosto.

–Isso eu tenho de sobra- levantei cuidadosamente com ela ainda em meu colo, segurando-a pela cintura para colocá-la no chão.

–Você está bem?- após sua pergunta fechei os olhos por alguns segundos, recobrando toda tranquilidade que Quinn me fazia sentir.

–Estou sim, meu amor- ela sorriu tenramente, me presenteando com um beijo profundamente cheio de sentimentos, mas calmo, com apenas um encostar de lábios- Vamos?- ela assentiu, entrelaçando nossos dedos.

Nos colocamos para fora daquele celeiro, que devia estar quase explodindo de tão quente pelo calor infernal do Texas e pelo o que quase acontecia em suas escadarias. Quinn estava com a mão colada a minha possessivamente, como se dissesse ‘’não toque ou eu mordo’’ enquanto andávamos na direção de meus irmãos e amigos que se divertiam ao som de alguma música do Blake Shelton, rindo bastante. Rob parecia já se situar com o pessoal e principalmente com Danilo, que volta e meia brincava com o moleque ou fazia alguma pergunta sobre sua vida. Meu irmão mais velho sempre foi um cara bom, só calado demais e manipulado por Enzo, mas enfim descobriu que aquele ser não valia nem o que o cachorro enterrava. E há dele se encostar um dedo que for em minha loira. Dessa vez não haveria Danilo que me segurasse para não quebrá-lo em um bilhão de pedaços.

–Olha só! Quem é vivo sempre aparece mesmo- Danilo comentou ao nos ver se aproximar- Achei que pela cara da loirinha, Santana não sairia viva dessa festa- todos riram.

–Poderia até ser, mas aprendi enfim como domar essa fera- abracei o ombro de Quinn, depositando um beijo em sua bochecha. Ela corou com isso.

–Pára, San.

–Desculpa, loirinha- ela sorriu. Nos sentamos ao lado de Danilo, que era abraçado pela pernas de Kitty em sua cintura.

–Estou vendo que se acertaram- Kitty disse a Quinn ao seu lado.

–Conversamos sobre o que estava acontecendo entre nós e chegamos a um consenso. Por falar nisso, quero agradecer-lhe pelos conselhos e a força que me deu com ela.

–Disponha, Quinn. Longe de mim deixar algo tão bonito como o que vocês tem morrer. Sei como era sofrer por amor- ela ofereceu uma cerveja a Quinn, que educadamente aceitou- Fico feliz que agora esteja tudo bem entre vocês. Sou ou não sou um ótimo cupido?

–Uma ótima cachorra, isso sim- cutuquei, recebendo um beliscão de Quinn- Ai, Quinn.

–Não menos que você, San vadia- nós rimos batendo nossas cervejas uma contra a outra. Essa era nossa forma de carinho.

–Hey, San, topa um basquete agora? Pelos velhos tempos de criança- Danilo chamou, apontando para a quadra logo atrás.

–Amor?

–Vá lá, mas tenha cuidado, por favor. Já está toda machucada.

–Terei sim. Agora vem cá- a segurei pelo queixo, roubando um beijo carinhoso daqueles lábios que tanto amo- Volto daqui a pouco.

–Tudo bem- lhe dei um último selinho e saí correndo para alcançar os rapazes, deixando Quinn na companhia de minha amiga Kitty.

–Uhm, apaixonadinha- Nilo caçoou fazendo vozinha melosa e biquinho enquanto cutucava minha cintura.

–Vá se ferrar, Nilo- não queria confessar, mas estava ficando vermelha por dar tanto na cara minha bobeira por estar com Quinn agora. Nilo riu de minha expressão desconcertada. Ele mudou mesmo, estava bem mais descontraído que me lembrava de quando éramos crianças. Rob veio timidamente até mim e tocou meu ombro.

–Hey, San. Fiquei sabendo de vocês, parabéns. Sempre torci para que tudo desse certo- ele passava a mão entre os cabelos durante suas palavras- É evidente o quanto se gostam, só precisavam se dar conta disso.

–Valeu, mano- o abracei apertado. Só Deus sabe o quanto já amo esse moleque- E você, como está? Vi que está se dando bem com o pessoal, principalmente com o Nilo.

–Estou legal. Nilo é bem bacana, disse que não é pra eu me preocupar com o Enzo, que se ele me fizer algo, vai pessoalmente chutar a bunda dele- eu ri- Ele disse que se demorarmos um pouco mais aqui, vai me ensinar montar a cavalo.

–Nilo é ótimo nisso, pode acreditar quando digo que aprenderá rapidamente com ele. Eu aprendi.

–Estou certo que sim. Mas e você? Como é estar aqui novamente? Fiquei preocupado de como reagiria, papai me contou que sempre quis sair daqui e agora retorna assim, já de início meio conturbado.

–Fica tranquilo, moleque. Quando eu estiver perto de surtar de vez, te aviso, tudo bem?- ele assentiu, sorrindo levemente- Não sei te explicar como me sinto estando aqui novamente, mas tendo você e Quinn ao meu lado, eu consigo seguir com tudo isso.

–Dependendo de mim, sempre estarei ao seu lado, San. Não importando como- ele me encarava com toda sinceridade do mundo inserida naqueles olhos cor de piscina, que tentava esconder do sol com a mão direita sobre a testa.

–Digo o mesmo a você, moleque- toquei seu rosto carinhosamente- Não é melhor passar um protetor solar em sua pele? Branquinho desse jeito vai torrar no sol.

–Marley já fez isso pra mim.

–Humm, Marley... Por isso está cheirando a morangos. Danadinho- ele sorriu, desconcertado.

–Hey, vocês dois!- Danilo nos gritava- Vão ficar aí nesse doce todo ou vão jogar? Se quiserem sentamos em círculo e dividimos historinhas românticas, o que acham?

–Rob, me empresta essa bola- peguei a bola de basquete das mãos do caçula e dei com ela na cabeça de Nilo- Cesta!- os rapazes riram. Mais ainda quando Nilo tentou me acertar de volta, mas não teve bons resultados. Jogamos dois contra dois. Puck, um de meus antigos amigos do colégio se juntou a gente, fazendo dupla com Nilo enquanto Rob era a minha. Agora a bola estava comigo, eu desviava de Nilo, passando ela para Rob, que por sua vez quicava com ela no chão e repassava para mim. Fiz uma cesta de três pontos, recebendo um grunhido de Nilo em seguida- E com esse são doze, irmãozinho.

–Chata!- ele fazia bico pegando a bola e jogando-a pra mim. Notei que Enzo se aproximava de Quinn, sentando-se no lugar onde Kitty ocupava. Ela deve ter ido buscar uma cerveja e ele aproveitou a brecha para se aproximar. Me inquietei na hora. Minha vontade era de correr até lá e tirá-lo de perto dela. Não que eu tivesse medo de Enzo me tomar Quinn também, mas receava que ele pudesse a machucá-la ou dizer algo que a colocasse contra mim, não sei. Ele sempre foi bom nisso, Nilo era uma prova do quanto o dedo podre daquele homem nas coisas colocava tudo a perder. Enzo dizia algo a ela, que sorria educada respondendo- Vai estourar os olhos se não piscar- Danilo falou colocando-se ao meu lado- Algum problema, San?

–Enzo. Não gosto quando ele fica perto dela.

–Relaxa! Quinn é inteligente. Percebi que também sabe se defender. Rachel vai passar uns dias com o nariz inchado- Nilo me tranquilizava.

–Mas ela é educada demais para cortá-lo.

–Ela dá seu jeito, tampinha- eu não tirava os olhos dos dois mais a frente. Nesse momento Enzo comentava algo que Quinn negava arduamente com a cabeça. Ela apontava para algum lugar e Enzo saia com um sorriso murcho dando lugar para Kitty que acabara de chegar com duas bebidas em mãos. Parecia que Quinn sentia meu olhar nela e se virou a mim, me enviando um sorriso lindo. Balbuciei um ‘’eu te amo’’ para ela com um beijo no ar, que ela timidamente devolveu fazendo biquinho. Céus, eu estava ferradamente gamada na inglesa e nada me deixava mais feliz em saber que ela também sentia o mesmo. Pensar nisso me tranquilizou, deixando até que eu voltasse a me concentrar no jogo. Agora era só fazer o Danilo chorar pela taca no basquete que o moleque e eu lhe daria.

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Já era noite na cidade de Dallas. A festa tinha acabado, ficando apenas Nilo e sua esposa, Puck com Mercedes, que eu havia descoberto sobre seu casamento. Rob estava sentado ao lado da doce Marley, que parecia meio tonteada para o lado do moleque, acho que por isso ele estava tão vermelho. Rachel e Enzo estavam por ali também, um com a cara pior que o outro. Eu havia subido para tomar um banho gelado, no intuito de me livrar de toda carga do dia alucinante que tive ali, deixando Quinn em seu papo com o pessoal. De banho tomado, desci para me juntar a todos. Quinn disse que iria banhar também e seguiu para meu antigo quarto. Danilo lançou a ideia de acendermos uma fogueira para todos ficarem envolta. O calor tinha ido embora, dando lugar a um frio gostoso, daqueles de que só dá vontade de dormir agarradinho de conchinha e ficar ali por horas e mais horas. Nós conversávamos sobre coisas aleatórias, rindo das gargalhadas hilárias e contagiantes de Mercedes, uma das melhores cantoras do coral da escola. Marley levantou-se e ofereceu a mão a Rob, que aceitou e os dois foram sabe-se lá Deus aonde, sumindo de minha vista. Será que ela vai molestar meu irmãozinho? Uhm... Caçar cobra no mato é que eles não vão.

–E aí, Cedes, Puck me disse que vai gravar um CD- perguntei a morena simpática abraçada ao marido.

–Vou sim, já estamos a toda nos preparativos. Nunca estive tão elétrica- ela dizia entusiasmada.

–Acho que Puck gosta de saber disso.

–Hoje à noite tem- ele disse malicioso, o que fez todos rirem. Principalmente porque Mercedes deu um belo pescotapa no marido pela brincadeira.

–Saúde por isso- bati minha cerveja na sua, dando um gole em seguida.

–E você, San? O que andou aprontando por esses anos?

–Eu estou no último ano de engenharia mecânica e química na faculdade de Columbus em Nova York- respondi a pergunta de Mercedes, que fez uma careta impressionada- Presto alguns serviços para empresas de projeções. Tenho projetos próprios ganhando mercado por aí.

–Uau! Eu sempre soube que você se daria bem na vida. É incrível, Santana.

–Não sabe o quanto- Quinn apareceu, fortificando as palavras de Cedes. Bateu em minha perna para que eu afastasse-as. Ela sentou entre minhas pernas, encostando a cabeça em meu ombro para me beijar na bochecha- Ela é muito inteligente.

–Sempre foi. Lembro de que era ela que mexia com as parafernálias de máquinas pela vizinhança. Sempre foi melhor que eu nisso- Nilo concordava com a esposa quase dormindo em seu colo- Simplesmente incrível.

–Ah, gente. Vamos parar que eu já estou ficando sem graça. Não sou tudo isso aí- eu disse tentando mascarar meu desconcerto pelos elogios. Quinn riu beijando novamente minha bochecha, estava adorando tê-la daquela forma, tão relaxada.

–Verdade. De longe é alguma coisa- Enzo se intrometia com aquela cara azeda de sempre- Só sabe dessas coisas porque papai a ensinava. Ele nunca moveu um dedo para que eu aprendesse.

–Porque simplesmente você nunca quis saber de nada, Enzo- Danilo o cortou- Papai sempre nos ensinava em igualdade, mas apenas a San se empenhava em aprender. Por isso só tem a colher frutos bons. Sempre foi muito esforçada em tudo que almejava.

–Eu concordo!- Quinn exclamou me fitando. Fiz o mesmo com ela. Ficamos naquela conexão de olhares em intensidade. Onde nada precisava ser dito, apenas sentido. Lutar por aquela loira estava valendo a pena, agradeço aos céus por ser tão persistente. Quinn ainda estava entre minhas pernas, sentada de costas para mim, com uma mão repousada a meu joelho e a outra entrelaçada a minha. Não me segurei na vontade de beijá-la e assim o fiz, capturando seus lábios carinhosamente. Iniciamos um beijo lento e apaixonado ali, me esquecendo de onde eu estava. A loira tinha bebido, então estava mais soltar para deixar que eu a beijasse assim na frente de outras pessoas, sempre foi muito tímida.

–Vão para um quarto, crianças- Nilo gritou do outro lado da fogueira, assustando a pobre dorminhoca Kitty em seu colo. O pessoal gargalhou, com exceção de Rachel e Enzo.

–Cuide de sua vida, Danilo- mostrei o dedo do meio para ele, que devolveu o gesto pra mim.

–Calem a boca, seus bêbados. Eu quero dormir- Kitty resmungava, com a voz embargada.

–Acho que tem alguém aqui mucho loco- cantarolei apontando com a cabeça pra Kitty.

–Deve ser sua mãe, idiota- a loira rebateu, me fazendo rir de seu estado alcoólico.

–Sua sogra.

–Ih, é mesmo. Desculpa, amor- ela agarrava o pescoço de Danilo e começava a falar coisas que só um macaco entenderia.

–É, essa é minha deixa para me mandar. Soldado ferido em batalha- ela brincava pegando a esposa no colo- Boa noite a todos. Mais uma vez seja bem vinda de volta, San. Mesmo que seja por pouco tempo. Fiquei imensamente feliz em te ver de novo. Estará aqui amanhã?

–Sim, pode confiar- confirmei me levantando e indo até ele- Boa noite, irmão.

–Boa noite- deixei um beijo em sua bochecha e na de Kitty.

–Eca, Santana. Vai babar na sua namorada- Kitty passou a mão no rosto, fazendo careta.

–Boa sorte- desejei sorrindo para meu irmão mais velho, que me olhou por mais alguns instantes de uma forma carinhosa e saiu com a mulher pra lá de Bagdá- Bom, pessoal, fiquem o quanto quiserem e sintam-se a vontade por aqui. Muito obrigada pela festa, vocês são demais- eu disse a Puck e Mercedes, abraçando os dois- Se virem o Rob por aí, digam para que ele não engravide ninguém ou corra pelado por aí enquanto estou fora- eles riram consentindo.

–Boa noite, San- Mercedes disse, voltando a se sentar com o marido envolta da fogueira.

–Você vai aonde, San?- Quinn se aproximou perguntando.

–Corrigindo: Nós vamos. Vem, quero te mostrar uma coisa- estendi a mão para que ela pegasse, e mesmo sem entender o porquê, aceitou. Passamos por Rachel, que me enviou um olhar raivoso. Eu ignorei. Fui com Quinn até Francyne e partimos dali com a loira se mordendo de curiosidade para descobrir aonde iríamos.

–Não vai mesmo me contar para onde vamos?- ela indagou em um alto grau de curiosidade, mas sem perder a pose de dama da alta sociedade. Estava em sua postura ereta e concentrada na estrada. Amava até isso nela.

–Não. Estamos quase chegando, relax- brinquei tocando sua mão que estava sobre o joelho. Ela ficou quieta, encarando agora a paisagem pela janela. O vento batendo em seus cabelos, a luz das estrelas tocando em seu rosto só a deixava mais linda. Peguei um caminho mais afastado da cidade e mais a frente estacionei debaixo de uma grande árvore que dava a um penhasco mais a frente- Pronto, chegamos.

–Aqui?

–Sim- ela franziu o cenho- Quando eu era mais nova, vinha a cavalo de noite até aqui só para admirar as estrelas. Eu poderia estar triste, agoniada ou o que fosse, mas sempre esse lugar me trazia a tranquilidade que eu precisava para aguentar mais um dia de minha vida.

–Sinto muito por tudo, San.

–Hey, não sinta. Se aquelas coisas não tivessem acontecido, eu não teria conhecido você e talvez hoje estaria casada com Rachel ou com aquela vaca no celeiro, o que não é tão distante da primeira opção. Prefiro como estou agora.

–Aleluia por isso- Quinn brincou. Ela tinha lá seu senso de humor. Eu ri, beijando sua mão. Liguei o rádio, começou a tocar uma música que eu não conhecia, mas era tranquila. Deixei-a rolar.

–Vem- chamei Quinn para sair do carro e assim ela fez. Nos deitamos no capô de Francyne, com Quinn repousando a cabeça em meu peito. Ficamos um bom tempo naquela posição, apenas nos deleitando da boa companhia e da bela visão das estrelas vistas daquele lugar. Era simplesmente mágico, mais ainda por ter alguém tão especial quanto Quinn ao meu lado, compartilhando isso comigo- Nunca trouxe ninguém aqui. Era um de meus refúgios preferidos.

–É especial- ela suspirou ao dizer.

–É sim, mais ainda porque agora tenho você comigo- Quinn ficou em silêncio, movimentando-se para me encarar e tocar meu rosto com a ponta dos dedos, que eu carinhosamente beijei cada um. Sem dizer nada, ela me beijou. Não me lembro de quanto tempo durou o beijo, só que pingos nervosos vinham do céu ameaçando uma chuva potente- Isso só pode ser brincadeira! Acho que em algum lugar deve estar escrito que não podemos nos beijar no capô de Francyne, sem que aconteça um segundo dilúvio.

–Vem, doidinha. Vamos entrar no carro- Quinn me chamou rindo. Fui descer, caí como da outra vez. Acho que vou comprar uma pulseira de equilíbrio, mas pensando bem, no meu caso, tem que ser para o corpo inteiro.

–Não, Quinn... Atrás- a parei antes que entrasse na frente, ao lado do motorista.

–Pensei que iríamos para a casa de sua mãe- ela disse quando nos encontramos dentro do carro.

–Não, preciso fazer uma coisa antes.

–E o que seria?

–Isso- agarrei sua nuca e puxei seu rosto para perto do meu sem muita delicadeza. Precisava dela aqui e agora. Ela rapidamente captou minhas intenções, me encostando contra a porta do lado esquerdo de Francyne para começar a desabotoar minha calça. Deu um pouco de trabalho pela falta de espaço ali dentro, mas nada que um jeitinho não resolvesse. Quando minha calça foi sacada para os bancos da frente, minha blusa a seguia e por aí se iam minhas roupas. A chuva caia forte lá fora, abafando meus gemidos por ter Quinn acariciando minha intimidade enquanto fazia o mesmo com a língua em meu mamilo esquerdo. Céus, aquilo estava quente, eu já estava no ponto de derreter. Agora mais ainda, pois a loira encontrou minha entrada e passava a estocar com dois dedos ali sem pudor. Gente, eu criei um monstro! Ela estava insaciável- Está aprendendo direitinho, Fabray!

–Você sabe ser uma boa professora- ela mordeu meu lábio inferior e o puxou, soltando-o em seguida sem muita delicadeza. Meu sorriso foi tomado por seus lábios famintos pelos meus. Eu acariciava seus cabelos enquanto ela se movimentava dentro de mim, levando uma das mãos ao vidro da janela, deslizando ali sem ter aonde segurar para descontar o que Quinn me fazia sentir agora.

–Dios, Quinn, só mais um pouco- eu avisei, sentindo minhas paredes internas se fecharem, aguardando um orgasmo daqueles se aproximar e quando ele veio, senti minhas pernas fraquejarem, quase rasgando o estofado do banco com as unhas- Me segura. Ai, ai.

–Maluca!- ela começava a rir de minha expressão abobada, semi deitada no banco. A loira sentava-se corretamente no banco para começar a tirar sua roupa enquanto eu me recuperava do orgasmo aterrador. Eu fiquei a observando, tentando imaginar se pudesse existir algo mais perfeito que aquele ser a minha frente. More then words do Extreme começava a tocar no rádio e em minha cabeça estralava o quanto sofri calada esperando que um dia ela me olhasse como eu a olhava, que sentisse a mesma coisa que ardia em meu peito. Dói tanto dizer eu te amo a alguém e não se ter resposta. Você se vira do avesso, sem eufemismo algum, porque amar te deixa pela metade, sendo que a outra se torna quem você escolhe pra ser seu pelo o resto da vida e Quinn era a minha. Parece brega, mas desde a primeira vez que meus olhos cruzaram com os dela, soube que nunca mais seria a mesma. Não me sentia mais eu, pois estava incompleta e só agora me dei conta disso.

–‘’O que você faria se meu coração fosse partido em dois? Mais do que palavras para mostrar o que você sente... Que seu amor por mim é real. O que você diria se eu jogasse essas palavras fora? Depois você não poderia tornar as coisas novas... Só dizendo eu te amo’’- eu citava uma parte da música que tocava, fazendo Quinn me encarar sem dizer nada- Certas palavras não significam nada, porém outras podem valer tudo. Como isso é possível?

–Acho que pela intensidade que as pessoas as dão- a loira respondeu afastando algumas mechas do cabelo no rosto. Parecia me acompanhar no momento de reflexão. Eu não era de conversar depois do sexo ou de uma rodada de sexo com alguém, mas nesse momento eu precisava. Sem sombra de dúvidas- O que foi, San?

–Eu amo você, Quinn- nos encaramos sem dizer nada. A loira parecia querer chorar, mas ao invés disso se agarrou a mim e me beijou. Ambas parecíamos machucadas com alguma coisa e precisando de alguém para construir um novo agora, apesar das circunstâncias. Quinn se posicionou em meu colo e nos beijávamos calmamente. Levei as mãos até o feixe de seu sutiã, da cor da pele alva de quem vestia, e soltei-o sem demora. Os lindos seios alvos estavam agora à mostra, então tratei logo de me agraciar em ter um em minha boca, acariciando o mamilo já rígido com a língua. Quinn gemeu agarrada a meus cabelos, roçando instintivamente seu quadril ao meu. Senti que estava muito excitada, começando a acariciar seu sexo ainda por cima da calcinha.

–Não me torture, San. Me tome pra você, por favor- não se pode negar um pedido como esse. De forma alguma. Tratei de livrá-la logo daquela calcinha, sentindo sua excitação sobre meu ventre. Aquilo me inquietou, meus dedos seguiam até sua intimidade lisinha e brincavam por ali, provocando enquanto circulava pela entrada e deslizava para o clitóris ansiando por contato. Ela foi me beijar, mas afastei o rosto para que me visse lamber os dedos com seu líquido de excitação, levando-a a ficar paralisada me vendo fazer aquilo.

–Você é definitivamente deliciosa, Fabray!- aquilo pareceu servir como um choque extremo na loira, que me beijou com ferocidade, passando a mexer com mais rapidez e força seu quadril contra o meu. Levei as mãos a sua cintura para ajudá-la com os movimentos, sentindo sua intimidade se encontrar a minha e se unirem por prazer naquele gesto.

–Uhm- ela gemeu forte contra meu pescoço. Seu quadril parecia mais rápido e com minha ajuda, ia mais forte contra o meu.

–Vamos, amor. Rebola em mim- eu a incentivava ao pé do ouvido e pareceu que aquilo serviu como um gás a ela. Ela apoiou os cotovelos em meus ombros e abraçou minha cabeça, mordendo-me os lábios sem pudor. Quinn estava quase. Já sentia seu abdômen contrair colado ao meu e só era questão de tempo que ela atingisse seu ápice- Eu amo você.

–San... Mhm, céus!- ela murmurava em êxtase, tendo seu orgasmo majestosamente naquele momento. O meu segundo da noite não demorou chegar, mas ela não parou, ainda se movia em mim, só que lentamente agora- E-Eu também amo você, San. Sou sua.

–E eu sua, amor- beijei seu ombro nu e suado, acariciando com ponta do dedo sua cintura para cima, em um carinho malicioso. Quinn colou nossas testas e beijou a ponta do meu nariz, o que me fez sorrir- Eu quero ser mais do que palavras para você, minha loirinha.

–E você é. Só quero que me prometa uma coisa, amor- meu coração quase salta do peito quando ela me chamou daquela forma. Isso soa tão bem. Eu assenti com um gesto de cabeça- Me prometa de que aconteça o que acontecer, nosso amor ficará acima de tudo. Que tudo é apenas algo que pode ser esquecido e jogado fora junto com as coisas ruins de nosso passado.

–Por que quer que eu prometa isso? Tem algo para me contar, Quinn?- questionei desconfiada. Eu tinha o cenho franzido em sua direção. Ela abaixou o olhar por alguns instantes para responder.

–Não, San. Só estou precavendo. Nossa situação não está tão favorecida a nós. Não sabemos o que nos aguarda mais a frente, tenho medo de...

–Hey, estou aqui com você e sempre vou estar. Não importa o que aconteça. Você e meu irmão são as melhores coisas que aconteceram pra mim em muitos anos. Eu te amo, meu amor. O resto é o resto- Quinn me abraçou com força e eu retribui na mesma intensidade sem ainda entender muito o por que daquilo. Quinn, apesar de enfim me deixar entrar em sua vida, ainda me era aquela mulher instigante, petulante e ao mesmo tempo doce. Talvez seja só receio mesmo do que temos pela frente, também me preocupo. Só tenho certeza de que a amo e se depender de mim, dou a vida por ela- Quer descansar?

–Eu quero você- ela me beijou novamente e não tive outra reação, senão me deixar levar pelo momento. A deitei no banco, ficando entre suas pernas enquanto era tomada em desejo por ela... É, a noite vai ser longa.

Notas finais
Pois é, gente. Espero que tenham gostado, se não me desculpe. Fiz esse no aperto. Obrigada a todos que comparecem nessa bagaça. Obs: Pessoal, eu viajo daqui uns dias e não sei necessariamente quando retorno, então não faço ideia quando retorno a postar. Torçam comigo para que seja logo. Já sinto saudades. Beijão, tenho vocês aqui (não dá pra ver, mas é no coração) kkkkkk PAZ!