Liga das Sombras
29 Volto no campo
Notas iniciais
DAVID
Eu não devia fazer isso. Eu sei...
Nunca pensei que poderia fazer isso em relação a alguém, principalmente a quem eu amo. Mas estou eu aqui, mentindo e perdendo quem é mais importante pra mim. deixando ela escapar pela minhas mãos.
Eu tenho que fazer isso. Já comecei, e tenho que ir ate o final... e mesmo assim acho que ela não me perdoaria, por trair ela. Bom, se é que estávamos namorando, eu suponho que sim e se não. Ela não aceitaria eu ter matado umas sete pessoas.
Mas a lembrança dela me dando beijos carinhosos, dela fazendo biquinho, ela com um vestido vermelho sexy. Ela me provocando quando ficamos a sós, as pequenas mordidas que ela dava em mim.
O cabelo dela batendo contra o sol ficando mais vermelho do que nunca. Eu não aquentava olhar pra ela, ela veio aqui chamando meu nome delicadamente. Com a voz meia.
Mas ela veio com o Ian, o que me irrita. Ele devia ser capaz de fazer o que eu estou fazendo. Já que ele mostrou que se importa com ela. Ele não se importa, pra ele é só mais uma garota com quem fazer sexo.
E ela estava caindo, como cai no sono, facilmente.
Ele era um enganador... trapaceiro...
Eu não podia ficar no mesmo lugar que eles, eu não podia fica parado enquanto a Liga esta em uma guerra com a Irmandade...
Eu estou brincando de vampiro desligado enquanto o meu amigo precisa de mim.
– Ei, abre isso aqui. – eu disse para o rapaz.
– Fica quieto Green.
– Eu não estou pedindo. É uma ordem de seu superior.
– Você não é mas meu superior.
Ele já estava de frente comigo.
– A é? O Governador te disse isso?
– Não, mas eu sei.
– Se ele não disse, ainda sou – eu alivio percorreu meu corpo. – abre agora.
Eu disse como líder, voz de líder. Não tinha certeza que iria funcionar. Mais funcionou.
– Nunca mais me desafie.
Eu corri pelos corredores em direção a sala do Thomas.
Quando eu abri – sem bater, como se fosse surpresa- ela estava com uma mulher.
Quando ele percebeu que era eu, ele continuou. Ate o ter terminado sorte que já estava perto.
– Nos dê um momento. – ele disse para a loira, bateu na bunda pelada dela e ela saiu com um roupão cobrindo.
– Você e Ian com essa mania de não bater na porta. – ele disse se vestindo.
Infelizmente eu já estava acostumado depois de séculos com uma pessoa, acaba se acostumando.
– Que eu lembre da ultima vez que eu te vi você estava inconsciente e desligado.
– Pois é, obrigado pela visita.
– Sabe como foi difícil manter você aqui? – agora a raiva brotou em seus olhos – Contra todas a regras, e acho que os vampiros gostaram disso? Pelo menos os poucos que sabiam? Tive que colocar os mais confiáveis pra de vigiar. Tinha vampiros querendo te matar.
– Obrigado...
Ele veio se aproximando de mim, como abraço. Mais bom, quem seria Thomas se não fosse o Thomas?
Quando menos espero ele se vira e da um soco no meu rosto.
Um soco forte. Minha boca sangrou.
– De volta ao trabalho, vagabundo. – ele disse dando um chute no meu estomago.
– Sobre isso... – E u disse tentando me levantar, quando vi que outro golpe se aproximava – Já pode parar com isso, porra.
– Nunca será o bastante – ele disse mas parou.
– Eu quero volto, mas não aqui. Eu vou pro campo. – eu disse.
E sem mais delongas.
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