Notas iniciais
oi, tudo bem? demorei um pouco. mais ai esta ele.

Ninguém ousaria duvidar da minha capacidade incrível de ser idiota. Ninguém mesmo. Acredita que eu fui sequestrado de novo? Pois é. Eu fui.

Agora estou há uma semana preso. E graças aos Deuses, ou não, não foi a Irmandade que me sequestrou. Foi alguém querendo se vingar de mim. Por quê? Bom eu fiquei com a mulher dele e a metei. Ele era humano, e a mulher também, foi divertido. Agora ele virou assassino profissional e torturador.

Estou sendo torturado há uma semana, agora eu estou bem. Ele me alimente muito bem pra na manhã seguinte, ele me torturar novamente.

Ele já furou meus olhos, com ferro quente. Ele tinha prazer tanto como alguém com uma mulher que ama. Eu estou tentando manter minha humanidade ao máximo, penso em Charlotte todo dia, a cada segundo, é o que me mantem com humanidade.

Ele esta fazendo igual oque eu fiz com o vampiro que matou meu pai. Torturando ele. Será que vou ficar cem anos aqui? E depois morrer queimado?

Só um homem que tenha sido queimado sabe realmente oque é o inferno.

E eu conheço, já fui ao inferno. Eu sei a sensação de queimar, e gritar pedindo ajuda e nada acontecer. Eu sei oque é queimar ate morrer, a ardência que tem na pele, como se cada célula do seu corpo fosse consumida pelo sol. Devagar. Dolorosamente.

O inferno deve ser assim. Se existisse um.

A porta se abre. E hora da próxima sessão de tortura.

O sol nasceu, qual será a surpresa de hoje?

– oi – ele diz alegre – bom dia.

– estava com saudade – eu digo.

– com certeza. – ele diz sarcástico.

Ele abre o armário, e pega algo. Não sei oque é, ele estava na frente. Ele liga o negocio que esta segurando. Meu coração parou? Ou esta batendo rápido demais? Não sei explicar. Eu sei oque ele esta segurando.

Eu me balaço tentando quebrar as corrente que me seguram na mesa, mais é em vão.

Era uma serra elétrica.

Ele virou pra mim com ela ligada. Ele ria e se alegrava em ver meu rosto de pânico, e... e... e... medo. Eu sentia medo.

– hoje teremos um dia cheio. – ele fala.

Ele anda em minha direção. Ele coloca a serra a uns cinco centímetros e para.

– isso vai ser divertido.

Ele vai descendo a serra devagar em minha barriga. E vai abrindo. Sangue e carne voando.

A dor aparece de imediato. Era a pior dor que eu já tinha sentido, mais ate que quando fui queimado, não tinha como comparar. A dor. 1.000.000 de carros em cima de mim não seria dor o suficiente para comparar.

Ele ficou parado sem mexer, deixou aquilo cortar, deixou aquilo só em um lugar, antes mesmo de meu corpo pensar em curar, estava sendo aberta de novo.

Ele raspou toda a pele da minha barriga. Ele usava a serra, ele jogava pedaços de carne no meu rosto, ele me fez comer a minha carne. O rosto do outro vampiro estava com o sorriso diabólico, ele era o Demônio, não, seria ofensa ao diabo. Aquilo era uma espécie própria de monstro. Era um único e solitário monstro. Um vampiro psicopata, maluco e que me odeia. Não é bom sinal.

Ele decidiu passar a serra no meu corpo todo, a dor era insuportável.

Não consigo. Dói demais.

Não consigo.

– aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah – eu grito. O sorriso demoníaco ficava mais e mais diabólico. Ele sorria como se fosse o natal de uma família rica, como se chegasse ao seu paraíso particular. E esse paraíso é o inferno.

Não consigo.

Desculpe Charlie.

Eu desligo minha humanidade.

Notas finais
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