Liga das Sombras
14 Bêbado
Notas iniciais
Eu odeio o Ian. Odeio. Ela parece um adolescente. Perturbando-me, e enchendo o saco. E não é nada discreto.
Bom já faz duas semanas que nos saímos da Central. Eu devo ter matado cinquenta vampiros. Bom, nunca pensei que ficaria cansado de matar os inimigos, mais eu estava. Estava cansado de tudo, ate do álcool.
Já invadimos 8 forças da Irmandade, destruímos e queimamos tudo. Nossa equipe estava em 20 pessoas, morreram 6 de nós. É matar e morrer.
A Irmandade estava transformando mais e mais. E os vampiros que estavam em transição ou com pouco tempo de vampiro nos mandamos pra liga. Já foram 20 vampiros novatos pra lá. A Liga ira treina-los, faze-los fortes e matadores. Eles irão ensina-los a se controlar.
A liga não foi atacada ainda. Mais o Governador mandou nós voltamos à Liga. Já aviamos feito muita coisa. E ele disse que precisamos voltar, as bruxas disseram que o ataque estava bem perto. Eu andava com um arma na minha cintura o tempo todo.
– ei Green – um dos homens chamou, quando olhei era o Vitor. – toma – ele me entregou um copo com Whisky.
Bom eu devo ter secado pelo menos 10 garrafas de whisky em duas semanas.
– valeu. – eu disse e virei o copo de uma vez. – mais! – mandei e estendi o copo pra ele.
Nós ficamos conversando, rindo e contando piadas obscenas, como se fossemos velhos barrigudos e de barda grande. Coisa de filme antigo. Nós bebemos cervejas, vodcas e muitas outras bebidas.
– ei Green – eu ouvi me chamar. Eu sabia quem era.
– que? Hã? – eu me virei – Ian, junte-se a nós meu amigo.
– hoje não. Estou com uma amiga aqui comigo. – uma mulher de calcinha e sutiã apareceu na porta dele. Eles se beijaram, beijo com pegada, ele colocava a mão na bunda dela apertando, apalpava os peitos dela, com vontade. Eles fariam sexo ali mesmo.
Os homens ao redor gritavam e assoviavam. Como uns tarados.
– fazem isso no quarto – eu disse.
– telefone pra você – ele disse quando tirou a língua da boca dela.
– ótimo – eu disse me levantando e tropeçando, vampiros tem uma tolerância muito alta,, mais eu tomei um bar inteiro.
Os homens ao redor riam, e uns riam e ajudavam.
Quando cheguei a sala onde o telefone estava, e fui me apoiando nas paredes.
– oi? Green fa-fa-falando... – ei disse gaguejando.
– oi, ea Charlotte – ela disse.
– Charlotte? – eu fingia que buscava em minha mente – a sim, um... a uma ru-ruivinha linda que- que... – respirei – eu esto-u-u morrendo me vontade de ver.
– você esta bêbado?- ela perguntou.
– um pouquinho. Mais só um po-po-pouco.- eu dizia embaralhado, quase incompreensível.
– nossa – ela disse com surpresa na voz.
– oque? – eu perguntei – sou o vampiro do mal-bom e psicopata.
– uau – ela disse.
– preferia um.. uma... mulher?
– pode beber.
– obrigada, amor.
‘AMOR’? Nunca chamei ninguém assim.
– isso é por causa do álcool? – ela perguntou.
– álcool? Não. Claro que não, ruivinha.
– se fosse você falaria?
– não. – eu disse e comecei a sorrir.- amor, amor, amor, amor e amor. Eu te chamaria sóbrio também, na beira da morte, se eu acordasse do seu lado depois de uma noite gostosa de sexo vampiro, com certeza te chamaria.
– que fofo. Você é tão fofo. – ela disse sarcástica.
– não fala isso alto, mulher – eu disse com voz grossa e arrogante – alguém pode ouvir. E minha reputação se acaba.
Ela começou a rir.
– idiota – ela falou com voz fofa.
–faz parte do charme. – eu disse- iai, como esta as coisas? – eu perguntei.
– uma bagunça. É alerta o tempo todo. Tem vigias 24 horas. Têm novatos sendo treinados. Não tem você aqui comigo.
Adoro ser vampiro quando ficamos bêbados, não é por muito tempo, eu consigo falar as frases completas agora.
– oh, ruivinha linda, eu estou voltando. Amanhã por volta das três da tarde eu chego. Levando mais novatos.
– ate que fim.
– ate que fim – eu repeti. – ate amanhã. Eu te amo.
– ate amanhã, amor – ela disse. E desligou
Como sempre ela não respondeu ao ‘eu te amo’, mais não tem problema.
Eu fui direto pro quarto, e dormi.
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