Notas iniciais
Bom,essa é minha primeira fanfic,espero que gostem. Boa Leitura.

CENTRO DE BELO HORIZONTE

02 DE JANEIRO 2016, ás 20h50min.

Chuvia muito no centro da capital de Minas Gerais, lá estava eu dentro de um carro da marca UNO, de cor vermelha. Como já estava parada há muito tempo naquele lugar, escutando pela milésima vez a música “Til It Happens To You'' da Lady Gaga,na minha pequena playlist de apenas 20 musicas.Resolvi sair do automóvel,para ver se eu tinha alguma chance de sair dali ainda naquela noite.

Subir sobre o capo do carro colocando a mão direita acima das minhas sobrancelhas e a usando como um tipo de ‘’guarda- chuvas’’, para que eu pudesse ver o que tinha a minha frente. Percebi que o engarrafamento estava longo, bem nas duas pistas sentido Centro de BH, estavam lotadas.

-Merda! — Disse eu, descendo e entrando novamente no carro.

Como não tinha nada para fazer, me curvei em direção à porta luvas, retirei uma câmera fotográfica, ajustei o zoom e logo em seguida comecei a tirar fotos de pessoas que passavam lá do lado de fora, sobre a calçada, claro.

—Qual é?Não, não! Você não vai pifar agora, vai?

Pronto, só faltava isso acontecer. Agora não tenho absolutamente nada mesmo. Joguei-a em cima do banco traseiro. Não demorou muito e logo meu celular vibrou, me assustando bastante.

— Alô? – Digo esperando a outra pessoa na linha me responder.

— Caroline Bexter... – Disse uma voz tremula que parecia bem apavorada. Alias, era voz de mulher adulta.

— Sim... É ela. – Respondi surpresa. – Quem está falando? — Pergunto.

Escuto alguns choros do outro lado da linha e fico sem minha resposta.

— Hein... Por que está chorando? – Faço outra pergunta.

-Ca... – A mulher gagueja – Caroline,me ajude!Ajude-me!

Já estava surpresa antes, fiquei ainda mais quando ela começou a pedir ajuda.

-Alô?Quem está falando?Como sabe meu nome?

A ligação começou a ficar ruim, e nada do trânsito andar. A minha paciência já havia perdido. Enfim, a ligação caiu e agora nunca saberei quem estava precisando da minha ajuda. Até que... O celular vibra de novo,não perdi meu tempo e logo atendi,dizendo aquilo que todos falam.

— Alô?

Quando a outra linha começou a falar, de cara percebi que não era a mesma pessoa. Pois a voz era mais grossa, para ser mais clara, era voz masculina.

— Ai Caroline, Caroline! O que faço com você agora? – Foi isso que diz o cara do outro lado, me botando medo. Pois nem sabia de quem se tratava.

-Quem é?

— Não vou enrolar muito com você, querida. Só preste bastante atenção – Disse com aquela voz grossa e roca – Antes de você salvar alguém, você tem que salva a si mesma, adeus garota!

No momento em que ele citava a última frase, saí do carro e comecei a andar com passos rápidos. E quando veio o “adeus garota!”. Houve uma grande explosão em meu carro, todas as peças, todos os bancos e o volante, voaram por tudo que é lado. Para que eu não fosse atingida por nada, me joguei no chão.

— Meu Deus! – Gritei bem alto, enquanto todos os outros carros se explodiam também. Um atrás do outro.

BELO HORIZONTE

3 DE JANEIRO DELEGACIA DA POLÍCIA CÍVIL, ás 17h29min.

A única vez que tinha entrado em uma delegacia, foi quando tinha 14 anos para depor contra o meu tio, que foi acusado de ter me abusado sexualmente naquela época. Não quero falar muito disso, pois me faz mal.

Um policial alto e bastante atraente, entra pela porta da sala de interrogação, aonde me encontrava. Quando se posicionou em minha frente, na verdade não era exatamente em minha frente. Tinha uma mesa enorme retangular nos separando.

Ele tinha o cabelo da cor preto e longo. A cor era quase a mesma de sua tonalidade da pele, só um pouco mais escura. E seus lindos e grandes olhos, eram como caramelos.

Jogou sobre a mesa uma ficha onde estavam todas as informações sobre mim. Logo perguntou:

-Olhe só para você?! – Me encarou.

-O que tenho eu? – Rebati, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha esquerda.

Aproximou-se de minha pessoa, eu estava sentada em uma cadeira de plástico, e ele veio e sentou em cima da mesa.

— A fotografa mais respeitada desse país, aqui, nesse lugar.

Quando ele disse, ’’ A fotografa mais respeitada desse país’’, se referia a mim. Todos os famosos da TV, do CINEMA e principalmente da POLÍTICA, como eu tinha uma imagem “LIMPA”, os pobres políticos acham que se eu trabalho-se para eles, levando suas melhores imagens para os melhores jornais e revistas desse Brasil imenso ,quando estavam “trabalhando”,mas na verdade não estavam. Pois então, eles achavam que perderiam nunca nas eleições. Ou seja, ganhariam todas elas.

-Também não entendo o que estou fazendo aqui. Você poderia me explicar? –Me levantei e fui em direção a uma janela minúscula que ficava a minha direita.

— Bom, pelo que fiquei sabendo. Ontem o seu carro explodiu na Avenida Afonso Pena, no centro.

Virei-me para ele e disse:

-Mas não foi só o meu, todos os carros que estavam ao meu arredor.

-Mas de acordo com as câmeras de segurança locais e as testemunhas, a explosão partiu do seu automóvel. O que você tem a me dizer?

Nesse momento em que ele me colocou contra a parede, eu me gelei todinha por que não sabia o que responder e nem como reagir, só sentir a tensão no ar.

-Não vai me responder? – Fez outra pergunta se aproximando de mim. Já estava com medo antes, fiquei ainda mais quando olhei para a cara dele, que expressava muita raiva.

-Eu não fiz nada!- Respondi quase sussurrando, pois ele estava muito próximo de mim.

Era Gregório Santos, o nome do cara que estava me interrogando. Tinha cara de uns 30 anos e havia em sua mão esquerda um grande anel dourado, o que significava que ele era casado.

De repente outra pessoa abriu a porta com muito impulso que acabou assustando nos dois. Era uma mulher branca, baixa e ruiva, com cara de alguém que não dormia há anos.

-Gregório, o capitão está lhe chamando. – Disse a mulher.

-Já estou indo, Brenda. Deixa-me só terminar esse interrogatório aqui. – Respondeu o moço.

-Não cara!Ele está precisando de você agora. – Ela disse com um tom de voz um pouco mais alto dessa vez.

Gregório se afastou de mim e logo saiu da sala empurrando a Brenda, parecia bem nervoso.

— Vá para casa, Senhorita Bexter. Não saia da cidade e nem do País. – Disse Brenda-A qualquer momento iremos precisar de você.

Sorri para ela e segui em direção a saída.

CONTAGEM – MG

MADRUGADA DO DIA 4 DE JANEIRO

CASA DE GREGÓRIO SANTOS, ás 3h12min.

Joguei minha jaqueta marrom sobre a poltrona que fica perto da janela, com uma vista linda para uma avenida que vivia engarrafada durante todo o dia.

Se vocês não perceberam a história mudou de narrador. Agora quem está contando ela, sou eu, Gregório Santos. Tenho 30 anos, casado com Alisson Lisboa. Dividimos o mesmo teto há no mínimo 2 anos.Trabalho na polícia civil de Belo Horizonte como investigador.É cansativo,mas eu gosto disso.

Olhei para a cama e mulher estava deitada nela de bruços. Já estava tarde demais para ela está acordada, pois como saí ás 6h da manhã para ir para o serviço, tinha a obrigação de dormir muito cedo.Eu falando assim ,até parece que 3h é cedo demais para dormir.

Como eu não estava nem um pouco a fim de dormir, pelo mesmo motivo que naquele dia, era meu único dia de folga na semana. Fui andando de passos mansos até o quarto do lado, era aonde eu guardava todos os meus objetos. Todos mesmos, de taco de golfe até peças de carros antigos, exemplo, volante de uma Mercedes de 1940. Sou um fanático por carros.

Quando entrei, fui logo procurando meu tablet. De repente escuto algo vindo do banheiro do meu quarto. Um barulho alto como se alguém tivesse caído.

Resolvi volta e averiguar o estrondo enorme que vinha daquele cômodo. Continuei com o passo silencioso, abri a porta do banheiro levando em seguida o maior susto.

HAVIA UM CARA NÚ NO MEU BANHEIRO

Como eu não o conhecia e vi que ele estava despido em minha casa, com minha mulher dentro dela. Partir para cima dele com vários pontapés e socos.

Alisson deu um pulo rápido da cama e logo foi tentar me impedir de matar o garoto, claramente ele tinha idade para ser seu filho. É sério. Ela não era tão nova assim, mas também não tão velha. Estava com 40 anos, e o garoto? Máximo 20 anos.

-Ah!Sua vadia desgraçada! – gritei com ela que já estava se desmoronando em lagrimas. – Eu, cansado de trabalhar e você trazendo esses novinhos para fuder você? – Continuei a brigar.

O garoto recolheu a sua cueca e desceu logo a escada que dava acesso ao primeiro andar da casa.Enquanto isso,peguei todos os meus pertences,roupas,objetos e documentos.Menos meus tacos de golfe,ah como eu os amava,mas não deu para não levá-los.Motivo? Usei-os como um tipo de arma para quebrar todas as janelas da casa. Enfim, peguei tudo e joguei de qualquer forma dentro do carro, virei para a minha mulher e disse:

-Acabou tudo entre a gente!A casa é toda sua. Faça a merda que quiser com ela.

Quando pisei fundo no acelerador, escutei meu nome sendo gritado por ela com aquela voz fina.

-Gregório! – Alisson dava seu show grátis para a vizinha. Até se jogar no chão, ela se jogou. Dá para acreditar?

BELO HORIZONTE

BAR 24H, ás 5h00min.

A escuridão da madrugada estava chegando ao seu fim e dando espaço para a entrada da luz do sol. E eu, após daquele acontecimento comigo, envolvendo minha esposa e eu. Estou aqui sentado em uma mesa de bar, onde em cima da mesa havia 7 garrafas de cerveja, cada uma de 1 litro.

Enquanto eu bebia muito desde 4h, passavam em minha mente muitas loucuras. Uma delas era se jogar na frente do carro. Mas parei e pensei, se eu me jogar na frente de um carro irá me machucar muito ou morre de vez, ai meu nome ia estar estampado na capa de um grande jornal. Então decidir que não.

Levantei-me cambaleando e fui direção ao meu carro, pisei tanto no acelerador que as rodas ficaram marcadas no chão. Andei em direção há algum lugar.

Então cheguei ao lugar que estava procurando, rodei a chave do automóvel e peguei meu celular para ver ás horas, eram 6h30 min. Joguei-o no banco e sai do carro batendo forte a porta.

Estava muito bêbado, aquele cheiro de cerveja estava muito forte. Depois de distanciar 5 passos do meu carro,me virei para ele e vi que o estacionei perto de uma lixeira azul. Entrei dentro de um estúdio de fotografia, que naquela hora já se encontrava aberto.

Ele ficava entre grandes edifícios de BH. Apoie-me em cima de uma bancada azul, esperando que se apareça alguém. E não demorou muito. Quem surgiu foi, Caroline Bexter, há fotografa mais respeitada do país.

Era só que me faltava, receber logo na manhã, a pessoa que está a fim de me ferrar. APARTIR DE AGORA, a narração volta para mim, Caroline. Antes de perguntar alguma coisa, percebi que ele estava com cara de assustado. Então...

— O que você faz aqui? – Perguntei dando logo passo para trás, quando percebi que ele estava bêbado.

-Sua vadia! – Disse correndo em minha direção.

Tentei escapar, mas fui agarrada por trás pelos grandes braços fortes e musculosos de Gregório.

— O que você está fazendo? O que eu ti fiz? – Tentei falar enquanto ele apertava meu pescoço com sua mão direita.

Eu estava ficando totalmente vermelha e sem saber qual era o motivo que Gregório estava querendo me matar, até que ele resolveu sair do silêncio e me soltar.

— Você matou todos aqueles inocentes? Por quê? – Disse berrando e indo em direção à saída.

Jogada no chão, sem muita força, estava eu. Mas não aguentava ouvir mais aquela acusação. Levantei-me e corri no caminho dele e comecei a soca-lo. Dizendo ao mesmo tempo.

— EU NÃO OS MATEI! – Gritei.

Segurou meus braços e me lançou longe com um tapa em minha cara. Pronto, ele havia comprado uma briga comigo. Nunca que irei deixar um homem ou qualquer outra pessoa encostar-se a mim.

Levantei-me sentindo muita dor, fui cambaleado até a bancada. Mas não estava bêbada que nem ele, eu estava era quebrada. Chorando, peguei uma tesoura grande que eu guardava abaixo da bancada e aproveitei logo em seguida à oportunidade de atingi-lo pelas costas. Corri e enfim a tesoura super afiada em suas costas.

Enquanto ele caia de costas para mim, percebi que estava definitivamente acabando com minha vida e com meu estúdio aonde eu gastei muita grana.

Para eu não ver o sofrimento daquele individuo que gritava muito, corri lá dentro de uma sala. Peguei um forro e joguei sobre ele, antes peguei novamente minha tesoura. Como ele estava deitado de costas, tomei coragem e terminei o serviço. Enfiei o enorme objeto em sua cabeça.

Agora está definido, serei culpada pela morte do policial Gregório Santos. E minha vida se afundou para sempre, pois agora, eu estava se tornando uma criminosa, ou pior, uma assassina.

Notas finais
Até o próximo capitulo. E deixe a sua crítica tanto positiva quanto negativa.