Ligações Perigosas
2 Mentiras
Notas iniciais
Priscila estava estava na janela olhando algumas crianças brincarem na rua com uma bola.Ela não conseguia parar de pensar no que tinha acontecido,amendrontada e se sentindo até mesmo um pouco culpada,ela desejava que tudo aquilo que sentia sumisse dela.
– Filha! — Chamou dona Luiza mãe de Priscila da sala.
– Já vou! — Respondeu Priscila secando o rosto e se olhando no espelho tentando ver se estava apresentável,ou estava com os olhos inchados graças a noite em claro e chorando que passou.
Apesar da confusão que estava tentando controlar dentro de si mesma ela tentou se manter o mais normal o possível.Quando chegou a sala a sua mãe estava sentada com um homem de terno claro.Ele tinha um rosto sério,mais com um sorriso malicioso,e belos olhos.
– Oi. — Priscila disse se aproximando devagar da sua mãe enquanto encarava o homem sentado no sofá.
– Filha,esse é o policial Sidney. — Disse dona Luiza para Priscila enquanto apontava para o homem.
– Sidney? — Perguntou,Priscila um tanto desconfiada.
– Sim,prazer. — Ele respondeu rapidamente tentando quebrar o gelo. — Então você é a Priscila? — Ele continuou.
– Sim. — Ela respondeu em seguida. — É o que a minha mãe acabou de falar. — Retrucou com um tom um pouco arrogante.
– Priscila! — Falou em um tom autoritário dona Luiza. — Me desculpa,ela é assim mesmo quando acorda pela manhã. — Disse Luiza tentando se desculpar meio sem jeito.
– Tudo bem. — Sindney respondeu sorrindo como se não desse importância para a reação de Priscila.
– Eu gostaria de te fazer algumas perguntas,se não for incomodo claro. — ele continuou a falar enquanto encarava Priscila com o mesmo sorriso investigativo.
– Que perguntas? — Disse Priscila enquanto o encarava com um expressão tensa e desconfortável.
– Nada demais. Ele retrucou. — Só gostaria de saber se você pode me dizer alguma coisa sobre seu amigo,Nathan. — Sidney falou enquanto pegava um papel no bolso,uma foto.
– Sim,e não preciso de uma foto pra reconhecer ele. — Priscila cuspiu agressivamente com indignação as palavras quase como se estivesse se controlando para não bater em Sidney.
– Okay,já chega. — Disse Luiza. — Agora você vai se comportar e parar de ser mal educada.Não foi assim que eu te criei menina. — completou brava,tentando controlar Priscila.
– Priscila,você não precisa ser agressiva comigo. — Ele falou tentando contornar a situação. — Só gostaria de conversar com você,nada mais. — Finalizou sorrindo agora um pouco mais leve e com um tom completamente desarmado.
– E por quê? — Priscila perguntou. — Aconteceu alguma coisa com ele pra você vir na minha casa querer conversar sobre ele? — Emendou ela agora com um tom curioso.
– Antes de ontem. — Começou Sidney. — Ele teve uma discussão com o pai,e depois disso fugiu de casa. — Finalizou.
– Fugiu? — Perguntou ela surpresa.
– Sim,e os pais dele estão preocupados. — Continuou Sidney. — Mais não precisa se preocupar,nós vamos encontrar ele. — Completou ele tentando acalmar Priscila.
Vários pensamentos cruzaram a cabeça de Priscila,o que teria acontecido na casa de Nathan.
Será que o pai dele recebeu o maldito video que toda a escola viu?
Será que Daniel teria conversado com os pais dele,na tentativa de se vingar? Ou até mesmo Lucas?
– Tá tudo bem,Priscila? — Perguntou Sidney com um tom preocupado.
– Tá sim,não precisa se preocupar comigo. — Respondeu ela se levantando e saindo da sala.
– Me desculpa,moço. — Disse dona Luiza sorrindo gentilmente para ele.
– Tudo bem,ela só não tava afim de conversar hoje. — ele respondeu. — Bem,obrigado pela ajuda dona Luiza. — ele agradeceu a cumprimentando com um aperto de mãos.Logo após o policial ir embora Luiza foi até o quarto conversar com Priscila.
– Filha o quê foi isso? — Perguntou. — Por quê tratou o policial daquele jeito? — Perguntou confusa e com um tom irritado.
– Nada mãe,me deixa por favor. — Priscila respondeu enquanto continuava a olhar por a janela.
– Como assim nada? — Luiza disse indignada. — Você tá assim a dias,estranha. — Emendou.
– Por favor,me deixa. — Ela respondeu olhando para sua mãe em um tom triste.
– Você sabe o que aconteceu na casa do Nathan? — Luiza perguntou preocupada para Priscila.
– Não,eu não vejo ele faz uns dias. — Priscila respondeu baixando a cabeça enquanto pensava.
Caminhando pela rua,Lucas imaginava um jeito de dar o troco em Daniel e Nathan.Graças a eles a professora de educação fisica tinha sido expulsa e provavelmente enfrentaria um processo impossivel em um futuro muito próximo.
– Lucas! Chamou Elyardo. — Lucas parou e olhou para trás.
– Eaê... — Disse ele ao ver Elyardo.
– Você viu o Nathan? — Perguntou Elyardo ofegante.
– Não,e nem quero ver aquele idiota. — Respondeu Lucas se virando enquanto voltava a caminhar.
Elyardo ficou olhando para Lucas indo embora,com uma expressão estranha.Como se soubesse que ele estava mentindo.
Algumas ruas depois,estava Daniel com seus amigos marginais fumando drogas e bebendo.
– Cara,você conseguiu falar com aquela mina ontem? — Perguntou Jefferson relembrando a cena da outra noite.
– Não é da sua conta. — Daniel respondeu curto e grosso.
– Beleza,e aquele palhaço que você tava dizendo que queria ferrar? — Continuou Jefferson a perguntar.
– Eu não vi ele. — Daniel responde mais uma vez com raiva. — Você não tem nada melhor pra fazer do que ficar cuidando da vida dos outros seu bosta. — Completou ele furioso enquanto jogava uma garrafa de bebida no chão e ia embora.
Daniel ficou furioso com Priscila,mais na verdade toda a raiva que ele sentia era dele mesmo.Arrependimento foi tudo o que ele sentiu por ter agredido Priscila.Apesar de ter a traído,ele sempre foi louco por ela,desde a sexta série.
O detetive Sidney passou na casa de Nathan para conversar com os pais dele.Na tentativa de tentar esclarecer algumas coisas e acalma-los.
– Vocês podem me dizer denovo qual foi o motivo da discussão? — Perguntou Sidney a Josias e Isabel.
– Bem,eu não vi o que aconteceu. — Isabel falou. — Fiquei sabendo quando cheguei em casa,meu marido me contou. — Finalizou ela um pouco nervosa.
– Eu cheguei em casa,e vi ele fumando. — Josias falou. — Quando fui conversar com ele,ele ficou agressivo.E depois saiu correndo. — Josias emendou distorcendo toda a verdade.
– O senhor já tem alguma informação? — Isabel perguntou aflita com a voz trêmula enquanto encarava o policial.
– Infelizmente não. — Sidney respondeu abaixando a cabeça em um tom desapontado. — Mais com certeza nós iremos.E eu aviso. — Ele finalizou.
Ao perceber que não conseguiria nada novo,Sidney resolve ir embora.Quando passava por a rua,ele reparou que Elyardo estava o observando.Sidney resolveu se aproxima e conversar com ele.
– Boa tarde. — Sidney disse sorrindo informalmente.
– Boa tarde. — Elyardo respondeu educadamente.
– Você conhece o Nathan? — Sidney perguntou apontando para a casa dele.
– Sim,vi ele ontem. — Elyardo respondeu sério olhando para a casa.
– Ontem? — Perguntou Sidney curioso. — Que horas? — continou ele tentando descobrir alguma coisa.
– Na hora em que ele chegou da escola. — Elyardo respondeu. — Era umas 14 hrs da tarde. — Completou ele olhando para Sidney.
– E depois disso? — Sidney insistiu em questionar.
– Depois disso,não vi mais. — Rapidamente Elyardo respondeu.
Aquilo não fazia sentido,faziam 2 dias segundo os própios pais de Nathan que ele havia desaparecido.Então como Elyardo poderia ter o visto chegando da escola?
Uma coisa estava muito clara hoje para Sidney.O ar de culpa pairava por todos que ele tinha conversado.Alguma coisa tinha acontecido com Nathan,e alguém obviamente não estava falando a verdade.
Fale com o autor