Lifetime

39 Teoria da Terra Oca


Vagou por muito tempo naquele deserto de flores sem saber do que se tratava. Até... Usar Glatons ali. Ray queria se tele transportar para ficar mais rápido para achar onde os Glatons tinham parado.

Os Glatons que costumam emanar de Ray já que, mesmo com aquele tempo todo exposto aos Glatons, ainda não conseguia controla-los, foram saindo dele e indo para baixo. Como se os Glatons ali tivessem uma massa bem maior do que lá em cima, acima da crosta terrestre.

“Deve ser a pressão. Talvez...” Em um momento de reflexão, Ray estava com a razão, mas não totalmente. Observou os Glatons caindo e se preparando para cavar de novo, viu uma coisa que nunca havia imaginado. Os Glatons aos poucos iam se juntando ás flores ou criando outras.

“Espera... Como... Como isso iria acontecer? Não é possível!” Espantado, ele deu alguns passos para trás, até tropeçar em seu próprio pé e cair. “Ai!” Uma mania, Ray sempre gritava Ai quando estava caindo, em qualquer situação.

O cenário que Ray viu com essa ação foi no mínimo perceptível. As flores se desprenderam do chão com o baque que a queda fez, e se dissiparam no ar, cada uma formando uma pequena nuvem... Glatons.

“É isso! As flores são os Glatons...” Sem se importar em saber o porquê daquilo, Ray se levantou rapidamente, o que fez com que algumas nuvens de Glatons fossem para ele. E por consequência, seu corpo as absorvesse. Alegria foi o que Ray sentiu chutando todas as flores para que se dissipassem no ar. Enquanto lá em cima a preocupação tomava de conta de Lia, nada sabia sobre o que tinha acontecido com Ray e como sempre, pensava o pior.

“O que será que está acontecendo lá embaixo?” Perguntou á si mesma sentava em um banco ali perto.

Voltando para Ray, agora ele estava pensando em algum jeito de usar todos aqueles Glatons que haviam se multiplicado e evoluído.

“Bem, como desci muito, devo estar pelo menos no manto superior do planeta, na astenosfera. E essa quantidade de Glatons é absurda, comparado ao tanto que posso suportar. E provavelmente vou precisar de tudo isso para voltar ao Deus. Talvez possa levar o planeta inteiro até ele... Será?” Ficou vagando por ali pensando no melhor modo de fazer tal loucura.

“Bem, estou á uns, mil quilômetros da superfície... Talvez não, sou péssimo em conta. Mas isso aqui é muito fundo. E me faz lembrar filmes sobre a teoria da terra oca, mas em vez de vida aqui vemos... Bem, parece ser vida. Mas de qualquer forma eu sei a verdade e dinossauros não mais existe! Eu espero...”

Agora para Ray nada era impossível. Já tinha provado que, voltar no tempo, pará-lo e se tele transportar é possível. E com isso, Alienígenas, humanos híbridos com animais que controla elementos e a terra oca também... Nada era certeza agora, nada em que os humanos pensavam que não existe. E então Ray decide voltar para a superfície depois de reunir uma boa quantidade de Glatons.

Chegando lá em cima, foi recebido por um abraço forte e longo de Lia que estava bastante preocupada.

– Por que demorou tanto?... Achei que iria te perder.

– O núcleo inteiro da Terra está infestado de Glatons, e talvez tenha que voltar no tempo com ela pra então, acabar com eles e salvar a o nosso planeta.

– Como fará isso?

– Não sei ainda. Mas terei que ir novamente no pedaço de Trem. Eu percebi algo.

Com a visita que tinha feito á filha de Levar Typh, já sabia onde se encontrava o pedaço de Trem agora, mesmo ele em movimento, sempre parava em um local. E por sorte, esse local era na fenda entre o universo de Ray e o N49. Conseguiu ir até lá com facilidade e ao chegar, cochichou algo perto do menino que Lia não conseguiu ouvir e nem adivinhar. Poderia ser qualquer coisa.

Logo após um tempo Ray e Lia dentro do Trem passando nas fendas dos universos paralelos, o trem cessou seu movimento.

– Chegamos. – Afirmou o menino afinal.

– É aqui Lia, vamos.

Lia o seguiu até Ray criar um portal, que agora havia aprendido á fazer graças ao Joe, e atravessou por ele. Aparecendo em um lugar onde ela menos esperava. O universo dos Clots, sua raça.

– Espera... O que viemos fazer aqui?

– Nos despedir... De você. – Disse Ray depois de uma pausa, estava triste, mas tentava não mostrar isso.

– Como?

Ray a abraçou e logo sentiu uma lágrima molhando de leve seu rosto.

– Eu sei que esse é o seu real universo... Desculpa por tudo. Mas agora você tem que ficar com a sua raça, apesar de ser a mais inteligente de todos eles. – Tentou brincar, fazendo com que aquilo não fosse muito triste.

Não se ouviu nada de Lia, ela só o abraçou forte e enterrou seu rosto na blusa de Ray, por um bom tempo até soltá-lo.

– Não se esqueça de mim. Vou estar te esperando. E salve o seu universo ouviu? – Disse entre soluços.

Ray fez que sim com a cabeça, dando um beijo em Lia após. Era a despedida final. O portal se fechou.

Agora cada um em lado opostos do portal que se fechava. Ray deixou uma lágrima sair, mas logo se recompôs.

– Vamos voltar para o M49.

– Esse universo é passado agora. A partir do momento em que você decidiu deixar Lia aqui, mas uma grande decisão foi tomada no multiverso. Iremos agora para o M50!

E assim foram para o M50.

– Chegamos.

– Agora preciso de você. – Falou com o menino.

– Por que?

– Eu descobri...

– O que? – Disse o menino sentado em frente á seu computador olhando para Ray com uma expressão de desafio.

– Você é um fragmento de Deus.