Lifetime
12 Não gêmeos
Algo que não existia naquele mundo era hierarquia, todos eram iguais a todos, direitos, condições de vida e uma coisa que poderia ser boa mais ao mesmo tempo ruim.
A maioria da população não trabalhava, e os que trabalhavam, faziam por que gostavam daquilo, mas não recebiam nada em troca, todos tinham o mesmo valor adicionado a sua conta no banco todos os meses. O trabalho era todo feito por máquinas que se auto concertam quando precisam ou outras as concertam. Mas voltando ao Ray, acabara de acordar em um quarto de hospital com pessoas em volta dele.
Quem eram aquelas pessoas? Ninguém sabe. Ray logo saberá que ele não é o único que manipula Glatons. Havia no total de 4 pessoas no quarto, o médico, a enfermeira e mais duas pessoas. Duas pessoas peculiarmente diferentes das outras pessoas que Ray já vira em sua vida, um casal de gêmeos, um homem e uma mulher ambos com cabelos grandes, negros e enrolados, camisa cinza (ele com uma camisa social desabotoada e ela com uma camisa sem mangas), e calças jeans. Pessoas realmente estranhas. Por que estariam ali? Ray logo descobrira.
– Qu- Quem são vocês?
– Nós?- Perguntou o homem parecendo um pouco irritado.
– Somos seus guias!- Interferiu a mulher com um tom animado.
– Guias... Que?
– Vamos lá fora. É melhor de conversarmos. Vauch pegue-o, por favor.
– Ok. — O homem, que parecia se chamar Vauch pegou Ray pelos braços e o colocou no ombro já que era muito grande e saíram de lá enquanto o médico gritava para que voltassem, já que Ray não tinha se recuperado do desmaio que havia sofrido depois de sair do vazio branco.
Quando estavam fora do hospital, Vauch coloca Ray sentado em um banco de uma praça lá perto. Havia tudo de normal, pessoas passando, casais conversando nos bancos e pombos comendo migalhas de pão que uma velhinha jogava com todo carinho para eles.
– Bem... O esquema é o seguinte, Holf veio aqui e nos falou pra te guiar até a Lia...
– Como assim me guiar... Espera... Holf!?
– É... É. Vamos começar pelo “básico”. O Holf é inteiramente de Glatons a partir do momento em que tocou na atmosfera do Planeta Terra normal, então ele foi se dissipando com o tempo... Ele não é imortal. Mas, mesmo que ele não seja imortal, ainda não morre. Bem... Em vez de morrer como nós, humanos. Ele ficou preso em um momento do tempo. Ficou preso em um único segundo do passado. Então ele está vivo de certo modo! Ray não estava entendendo mais nada “Holf está preso no tempo”... “Como? Ele não o dominava? Parece que não inteiramente, isso poderia ser algo bom, Holf está vivo ainda, mas inacessível. Deve ter algo que possa ser feito para melhorar tal situação”.
– Tem algum modo de falarmos com ele?
– Isso é impossível!
– Ah não... Como vocês o conheceram?
– Eu fui um aprendiz dele. — Disse Vauch. Confuso é a palavra perfeita para descrever como Ray se sentiu, afinal. Não foi o único aprendiz de Holf.
– E você?- Perguntou Ray apontando para a mulher.
– Eu sou o Vauch, Só que desse universo. Ele veio do universo P49 e ficou aqui quando me achou, apesar do óbvio, somos muito parecidos e ainda pessoas diferentes. E também ele deixou de viajar entre dimensões para ficar comigo. Meio estranho mais fazer o que hahaha.
Ray já estava desistindo disso também... Mas lembrou de Lia. Ele não podia deixa-la.
– Vocês sabem algo sobre a Lia?
– Sim. Ela está no universo Z49, só o universo mais perigoso de todos.
– Por quê?
– Só duas palavras. Homens-Bombas!
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