Notas iniciais
Mais um capitulo da perspetiva do nosso querido Nathan! Tem muita coisa a acontecer neste capitulo. Um telefonema muito preocupante, um encontro meio desajeito ( não do tipo romântico), uma visita e conclusões do Nathan acerca deste novo mundo que ele acabou de descobrir. Espero que gostem!

POV Nathan.

As raparigas são confusas.

Quer dizer, primeiro beija-me como se não houvesse amanhã e depois recebe aquele telefonema e age quem nem uma maluca.

A única coisa que eu percebi através daquele telefonema foi que aconteceu algo àquela rapariga que a Alma é amiga. Deve ter sido algo grave, porque ela andava a correr de um lado para o outro em casa. Os olhos dela assumiram uma tonalidade quase vermelha, se isso sequer é possível, ela parecia que tinha eletricidade em todo o corpo e eu juro que os olhos dela chispavam. Eu decidi ficar calado no meu canto, eu realmente tive medo dela. Tive medo de que se eu perguntasse o que tinha acontecido ela iria me matar. Uma energia assassina emanava dela.

Bem, só posso garantir que, quem quer que seja que provocou aquela estado assassino nela, vai levar uma sova. Ou até vai acabar morto. Porque pelo que ela me contou acerca da mitologia e isso dos monstros, alguém vai morrer hoje. E isso me deixa apavorado, não é muito másculo ficar com medo de uma rapariga furiosa mas ela é diferente das outras raparigas. E eu tenho a prova disso. Além do mais, ela saiu de casa praticamente armada até aos dentes.

Quando a porta se fechou atrás dela eu fiquei sozinho, por isso achei que era a minha deixa para também sair de casa.

Eu ia a abrir o portão da frente quando um carro estacionou mesmo ao meu lado. Uma rapariga lindíssima saiu de lá, devia ter uns 30 anos no máximo, e do lado do condutor saiu um rapaz com a mesma idade dela. O mais estranho era o facto de eu sentir a mesma energia estranha vinda deles de quando eu estou com a Alma, presumi que fossem também como ela. Mas era muito mais forte, especialmente a dele.

– Eu estou a dizer-te Jason, era a Alma. – disse ela.

– E eu estou a dizer-te que não era ela.

– Eu conheço a minha filha em qualquer situação e era ela. – resmungou a rapariga cruzando os braços.

Espera lá, ela acabou de dizer filha??

– Piper eu também conheço a nossa filha, mas desde quando é que a vês a andar por aí de botas e um casaco?

– Secalhar passou a ouvir os meus conselhos com mais atenção, ela só usa aquelas botas para lutar. Estou preocupada Jason.

– Eu sei que sim, vamos entrar em casa e ver se ela está lá. – disse pegando-lhe mão.

– És mais teimoso que eu sei lá o quê! Pelos deuses Jason, quantas vezes eu tenho de repetir que era a Alma a correr!

Eu não queria ficar a escutar a conversa deles, mas o facto de serem os pais da Alma intrigou-me. Eram tão jovens. Mas depois lembrei-me do que a Alma disse, que muitos deles não sobrevivem até à idade adulta e quando conseguem, iniciam uma família mais cedo que as pessoas normais. E também me lembrei dos nomes dos deuses que eram pais deles. Zeus e Afrodite, o pai dela era filho do deus mais poderoso do Olimpo e a mãe era filha da mais bela das deusas. Bem eu estava a ver a prova de que de facto ela estava a dizer a verdade.

– Eu acho que deviam de ir a casa de uma tal Isabella.

Eles viraram-se para mim surpreendidos, estavam tão absortos na sua discussão que nem reparam em mim.

– E tu és? – perguntou o pai dela.

– Nathan, sou amigo da Alma. – amigo? Ainda não sei bem o que chamar a esta situação mas, é o pai dela. Decidi não arriscar o meu pescoço.

– Porque dizes que devemos de ir para lá? – desta vez foi a mãe a perguntar.

– Ela recebeu um telefonema da mãe da Isabella e pelo que eu percebi algo aconteceu, ela saiu disparada de casa sem me dizer mais nada.

Eles entreolharam-se preocupados. De certo que um telefonema vindo da mãe de uma amiga da Alma lá para casa era uma coisa que não acontecia todos os dias.

– A Alma estava muito alterada, como se fosse matar alguém ou assim. – disse eu rindo nervosamente, queria dar a dica que ela muito provavelmente ia fazer alguma coisa impulsiva e estúpida e que era melhor eles mexerem os seus rabos meio divinais, e depressa.

– Ela levava alguma coisa com ela? – perguntou o pai.

– Hum… um cinto de couro com algumas coisas nele mas eu não me lembro bem do quê. – mentira, ele ia carregado com armas possivelmente letais para a espécie deles, mas eu queria deixar a transparecer que eu não sabia nada de nada sobre o mundinho maluco deles.

Nem resposta me deram, enfiaram-se no carro e foram a todo o gás pela rua fora.

Nova conclusão:

Os semideuses são confusos.

* * * * *

Estava em casa a jogar jogos de vídeo com o meu irmão quando o meu telemóvel começa a vibrar. Pus o jogo no pause e fui para o meu quarto.

– Isto é bom que seja importante porque eu estou no meio de um jogo de vídeo que me pode custar uma pizza se eu perder. – disse antes que a pessoa da outra linha tivesse tempo de falar.

– Nathan? Nathan? – gritou uma voz urgentemente.

– É o próprio. – disse eu a começar a ficar irritado.

– Nathan, ajuda-me… eu não sei como… PIGAINOUN PÉTRAS SKYLIA TOUS! Estou a ser perseguida e eu não aguento- — e de seguida ouvi um grito estridente, foi tão alto que deixei cair o telemóvel no chão. Era ela, mais ninguém andaria por ai a gritar coisas em grego, pelo menos acho que era grego.

– Alma? Alma? Onde é que estás? ALMA!

Mas a chamada já tinha caído. Saí do meu quarto a correr feito um louco, calcei-me e fui a correr para casa dela. Tinha que avisar os pais dela, eles saberiam o que fazer.

Nem me dei ao trabalho de parar para abrir o portão da frente, saltei por cima dele e fui a correr para a porta de entrada da casa dos Grace. Toquei à campainha umas 20 vezes aqui que uma filha de Afrodite super irritada a abriu.

– Não há tempo! A Alma está em apuros, ela ligou-me agora.

– O quê? – exclamou ela puxando-me para dentro de casa pelo colarinho da camisa.

Fechando a porta com um pé e ainda a agarrar a minha camisa a mãe da Alma empurrou-me contra uma parede com toda a força e de alguma maneira eu tinha um punhal na minha garganta. Ela olhava para mim como se eu fosse o inimigo e ela estivesse prestes a cortar-me a cabeça para fora.

As semideusas são completamente malucas e perigosas.

– Vais contar-me tudo acerca desse telefonema e não me vais omitir uma única parte dele, estamos claros? – sussurrou ela de modo ameaçador.

Eu senti-me como se fosse uma pequena marioneta nas mãos delas e que fazia tudo o que ela queria porque ao fim de dois minutos eu tinha lhe contado tudo o que eu ouvi daquele telefonema. Até mesmo consegui pronunciar a parte grega, ela ficou um bocado insultada quando eu disse aquilo, mas de qualquer maneira eu não sabia o que significava. Alguma coisa insultuosa de certeza.

– E ela não te disse onde estava? – perguntou ela pela terceira vez.

– Não senhora Grace. – respondi pela terceira vez.

– Piper, senhora faz-me sentir velha. E eu não sou velha. Deuses eu só tenho 34 anos! – acho que ela estava apenas a pensar alto, mas caraças! Ela parece ter uns 25 anos, não 34.

Ela pegou no telefone de casa e começou a ligar a alguém, provavelmente o marido.

– É a Piper… sim eu sei que não devia… é a minha filha… não, não está tudo bem. Achas mesmo que eu te ligava só para… okay… está aser perseguida e foi atacada… ela disse quenão aguentava mais… pois mas eu não sei o que mais fazer… o Jason está a tentar encontrá-la mas sem sucesso… eu não tenho o apito da Sra. O’ Leary por isso… ela também é da tua família!... ajuda-nos por favor… obrigada. – e desligou.

– Ora bem, vamos lá ver se eu percebo uma coisa, porque é que a minha filha não me ligou a mim ou ao Jason a pedir ajuda e ao invés disso ligou para ti?

– O meu nome estava primeiro na discagem rápida? – tentei a minha sorte.

– Estás a mentir. – suspirou – Ouve eu não costumo ser assim tão agressiva, sou contra o uso de força bruta, eu sou vegetariana pelo amor dos deuses! Mas eu espero que compreendas que a Alma é tudo o que eu tenho de mais importante neste mundo, e eu vou fazer de tudo para a trazer de volta.

– Eu compreendo.

– Por isso eu quero saber, porquê tu? Ela contou-te alguma coisa fora do normal ou…?

– Eu… fora do normal, hum… não eu acho que não.

– Eu sabia. – e sorriu – Bem se já sabes quem nós somos suponho que ela confie em ti o suficiente para por o seu destino nas tuas mãos.

Fomos interrompidos pelo som da campainha e o latir de cães. Mais visitas, mas que bom.

Ela saiu do sofá e foi abrir a porta.

– Que bom que vieste. – disse abraçando a outra pessoa.

– É a minha família que está em jogo. – respondeu a outra pessoa, uma rapariga.

Ao entrar no meu campo de visão eu via uma garota com a idade da Alma, baixa, cabelos pretos espetados curtos, por alguma razão, tinha uma espécie de tiara prateada na cabeça, pele branca e trajes prateados e brancos com botas de combate. Mas o que mais me chamou à atenção foram os seus olhos, eram azuis claros tais como os da Alma e do pai dela.

– Thalia este é o Nathan, a Alma é que lhe ligou a contar que estava a ser perseguida.

– Prazer. — e apertou-me a mão.

Atrás dela o que eu pensei ao inicio serem cães a latir na verdade eram lobos. Entrei em pânico.

– Ísycha – disse Thalia para os lobos.

Depois de lhes contar outra vez sobre o telefonema fomos direitos para a casa da Isabella.

A primeira coisa que eu vi quando passei pelo portão da frente foi uma poça de sangue em frente à porta.

Conclusão final:

A vida dos semideuses é uma merda. E eu estou extremamente preocupado com o que possa acontecer à Alma.

Notas finais
1º traduções: - Pigainoun pétras skylia tous: Vão para o Tártaro suas cabras - Ísycha: quietos 2º entãããããããããõooooooooo????? O que acharam? 3º Alguma teoria sobre o que aconteceu, ou poderá acontecer à Alma? Ideias são sempre bem vindas, eu ainda não comecei a escrever o próximo por isso se deixarem as vossas ideias nos comentários eu posso incluí-las no capitulo. 4º só vou postar o próximo capitulo se tiver, pelo menos, 2 comentários. Desculpem lá o "ultimato" mas tem de ser. Comentários são vitais para o bom funcionamento de uma fic, e eu estou a tentar agradar-vos. Quatro pessoas estão a acompanhar a fic, fora os leitores fantasma ( engraçado porque uma das pessoas que está a acompanhar chamasse Leitora Fantasma, beijos querida leitora!) Filiá, Sarie.