Lifelynne

3 Capítulo 2 - Airom Online.


Notas iniciais
Sorry pela demora, culpem a minha internet que estava de birra =w=

A primeira coisa que viu quando abriu os olhos foi uma lâmina de aparência bem afiada vindo em direção a seu pescoço. Jogou-se no chão rapidamente, evitando a lâmina bem a tempo, e após dar uma cambalhota para se afastar do alcance da espada deu uma olhada ao seu redor.

Estava cercado por criaturas humanóides, com a pele esverdeada, olhos amarelos sem pupilas e narizes que lembravam aos de porcos. O que viu foi confirmação suficiente, ele estava em Airom... De novo, e para melhorar as coisas ainda mais, estava cercado de inimigos que tinham no mínimo uns cinco níveis a mais que si próprio.

Seu primeiro pensamento foi: “Típico, a primeira coisa que tenho que fazer quando acordo é lutar por minha vida.”, e depois de desviar de mais algumas lâminas que eram brandidas em sua direção pensou: “Moira, se você estiver me ouvindo, vá pro inferno.”

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A primeira coisa que Blair disse quando abriu seus olhos foi: “Wow, esse lugar é incrível!”. Tinha acabado de instalar o jogo em seu computador e a adolescente tinha que admitir, apesar de ser caro, Airom Online valia cada centavo.

Ela estava no meio de uma cidade que lembrava a idade média, com grandes castelos e diversos mercadores pelas ruas vendendo todos os tipos de bugigangas imagináveis, desde comida para gosmas – é, ela definitivamente iria passar bem longe dessa barraca – até itens considerados lendários no jogo.

Havia acabado de criar seu sprite, que era bem diferente de sua aparência normal, e estava na primeira cidade do jogo: Rrol. O nome da cidade era um pouco estranho, mas isso, ela decidiu, apenas contribuía para aumentar o clima de fantasia que o jogo já tinha.

Seu sprite possuía cabelos cor de lavanda, presos em um coque baixo por uma pequena fita amarela, deixando que algumas mechas de cabelos lhe adornassem a face. Tinha olhos castanhos, assim como na vida real, e sua pele era branca. Usava uma armadura genérica de prata, com um protetor de peito e de braços. Havia uma espada de tamanho médio presa a sua cintura e calçava um par de botas de cor castanha.

Escolhera como classe Knight, especializando-se no ataque e tendo acesso às armas que causavam a maior quantidade de dano em todo jogo. Claro, sua habilidade com magia era mínima. Talvez aprendesse alguns buffs básicos que aumentariam sua agilidade ou ataque, mas magias de cura ou ataque estavam fora de sua liga.

Bufou despreocupada. Quem precisa de magia quando se pode cortar seu oponente ao meio em apenas um golpe? ... Bem, ela ainda não podia fazer isso, mas ouvira falar de alguns jogadores mais avançados que matavam dragões e outros monstros poderosos com apenas o rodar de seus pulsos, e ela mal podia esperar para ser capaz de fazer o mesmo.

Estava ansiosa para começar a explorar as áreas do jogo e derrotar monstros, mas no momento esperava uma amiga. Blair havia convencido – depois de muitas de lagrimas de crocodilo e promessas de parar de ficar no computador até tarde – sua melhor amiga a jogar, e no momento esperava Rin impaciente.

Rin era um pouco, mas ela e Blair eram amigas desde que a menina havia se transferido para sua escola há três anos. Apesar de ser tímida e educada, Rin dava um pouquinho de medo quando estava com raiva. Como diziam, as pessoas educadas eram as mais perigosas.

Impaciente, Blair começou a bater o pé no chão fazendo um leve som de tap-tap-tap, e depois de alguns minutos resolveu seguir em frente, Rin estava demorando demais.

Quando chegou ao portal que a levaria para os campos onde estavam os monstros e os tesouros, distraidamente lembrou que não havia lido o manual de instruções e que não tinha muita de certeza de como as coisas funcionavam por aqui.

Bom, ela apenas iria fazer as coisas do seu jeito. Afinal, era apenas um jogo online, o que poderia dar errado?

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Enterrou sua adaga no pescoço do goblin, que a um segundo atrás havia tentando lhe atacar por trás, e com um rápido movimento de seu pulso, arrancou a cabeça do mesmo. Abaixou bem a tempo e evitar que uma clava se chocasse contra seu crânio, rolou para o lado e deu uma rasteira, fazendo com um dos inimigos perdesse o equilíbrio. Aproveitou e deu uma cotovelada no mesmo, fazendo o mesmo cair e levar consigo o outro goblin a seu lado.

Pisou no pulso do inimigo que estava no chão e roubou sua espada, usando a mesma para terminar com os oponentes que estavam caídos. Desviou por um fio de uma lança que teria sido cravada em seu estômago, porém não foi rápido para evitar com que outra clava o acertasse de lado, fazendo com que fosse arrastado para trás graças à força do golpe.

Soltou um palavrão. Tinha certeza de que se estivesse no mundo real estaria com um braço quebrado e com algumas costelas quebradas. Isso é claro, não fazia a dor que estava sentindo diminuir.

Deu uma olhada em seu HP e notou que se levasse mais um ou dois golpes morreria... De novo.

Mal teve tempo para recuperar o fôlego e foi forcado a desviar de outra lança que vinha em sua direção rolando para a direita. Pôs-se de pé com um pouco de dificuldade e começou a analisar sua situação. Goblins, apesar de ainda serem alguns níveis mais altos que si próprio eram extremamente estúpidos. Se conseguisse arranjar algum tipo de distração para reuni-los em um único lugar poderia acabar tudo com um único golpe...

O problema era arranjar uma distração.

Falou outro palavrão e desviou de duas espadas que vinham a seu encontro de posições diferentes. Conseguiu colocar-se atrás de um de seus atacantes, e antes do mesmo poder se virar chutou-o, fazendo com que ele e o outro goblin correndo em sua direção atingissem um ao outro com sua espadas.

“Menos dois...” Pensou enquanto olhava a área a seu redor “Agora só faltam trinta.” Sorriu sarcasticamente.

Enquanto de desviava de golpes potencialmente fatais e matava mais alguns goblins com sua adaga e a espada roubada não pode deixar de dizer baixinho para si mesmo:

– Pelo menos não tem como ficar pior...

Foi como se Murphy tivesse lhe ouvido, pois no segundo seguinte, um grito feminino de surpresa ecoou pela clareira onde estava, e por puro reflexo, ele olhou na direção do som.

Nesse instante duas coisas aconteceram. A primeira foi a sensação de uma lamina afiada se fincar firmemente em seu braço esquerdo – o que doeu, e MUITO, mas para seu credito, conseguiu reprimir sua reação a uma mera careta – e a segunda foi a reação da garota de cabelos cor de lavanda, que ao ver tantos inimigos agrupados em um lugar só começou a entrar em pânico, e começou a balançar sua espada em torno de si sem nenhuma coesão, na esperança de manter os goblins afastados.

Nesse momento um único pensamento passou pela sua cabeça:

“Mas que *****.”

Notas finais
Hm, acho que esse não foi um lugar muito bom pra cortar o capítulo.
... E eu não tive tempo de revisar, desculpem os erros ;-;'
O próximo deve sair semana que vem já que já tenho ele digitado.
E sim, eu omiti o nome do principal nesse de propósito, apesar de ser bem óbvio quem é xD
Rain, seu boca suja, tsk, tsk.
Não tenho experiência escrevendo cenas de luta, então espero que esta estaja no mínimo decente xD
Eu ficaria muito feliz com comentários se possível ;-;
Até semana que vem, ta-ta~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.