Notas iniciais
Espero que gostem

—B-Bem eu... Eu só caí no chão e pronto.

—Você não acha que eu vou acreditar nisso, não é?

—*Sussurro* Como se você se importasse.

—O que disse?

—N-Nada, só me deixa ir pra minha cadeira

—Olha, se você não quiser ajuda, o problema é todo seu então.

—Isso que dá não comprar o brinquedo do bebê, haha- Falou alguma voz aleatória do fundo.

Então eu sentei no mais fundo possível, mas eu realmente não prestei atenção na aula. Saindo da classe, eu fui para o intervalo e vi Marcos sendo gentil e alegre com uma menina. Pobre garota. Eu tenho pena dela também.

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Saindo da escola eu fui andando pelo caminho mais vazio mesmo, eu acho que agora qualquer coisa que acontecer está bom, depois de tudo. Chegando em casa eu troco de roupa e vou até a porta prestes a sair pra ir na padaria, até que eu escuto alguém gritando em um terreno e vou até lá pra ver, assim que olho vejo Marcos e o pai dele lá, e a Gabi caída no chão, o que ela estava fazendo ali? Eu volto correndo pra casa e pego uma faca, eu não posso deixar isso acontecer de novo, eu já estou perdida mesmo, se eu fosse presa ou algo do tipo, não faz diferença. Quando eu voltei o Marcos estava segurando ela e seu pai estava vindo até ela, até que eu enfiei e faca nele, Marcos escutou o grito do pai, então ele se vira e vê o pai dele sangrando, e logo depois caindo no chão, revelando quem tinha feito aquilo. Ele veio na minha direção mas eu enfiei a faca nele antes de ele fazer qualquer coisa, mesmo que ele tenha feito tudo aquilo, eu deixei uma lágrima escorrer pelo meu rosto. A Gabi olhou alguns segundos pra mim e logo depois fugiu. Só depois de ela fugir eu percebi o que eu tinha feito, como eu vou me livrar disso agora? Eu simplesmente vou me livrar dessa faca e dessa roupa, e agir como se nada tivesse acontecido, eu não encostei em nada além da faca, não é? E não tem ninguém olhando e nem câmeras, não é? Eu espero que dê certo, eu tenho sorte da rua estar vazia hoje. Então eu fui correndo até em casa, tomei banho, troquei de roupa e me livrei da arma e das roupas, eu acho que eles mereciam mais do que isso, eu espero que não tenha feito a coisa mais errada do mundo.

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No dia seguinte a Gabi vem até minha casa falar comigo:

—Olá.

—Oi?

—Eu só queria te dizer obrigada.

—Não foi nada, depois do que eles dois fizeram comigo. Já pode fugir e me abandonar agora, já que além de uma vadia eu também sou uma assassina, você deve ter medo, não é?

—Você não fez nada tão errado assim, se for olhar por tudo que eles fizeram. Mas ainda sim é errado, mas acho que é perdoável.

—Obrigada

—Pelo que?

—Por me perdoar

—Não tem motivo pra se desculpar.

Depois de falar com a Gabi eu fui até a sala e encontro minha mãe me olhando com uma expressão séria:

—O que foi?

—A sua professora de matemática me ligou falando que você anda se cortando, isso é verdade?

—E se for? Vai ver se a Helena não tá dando por aí, ela é bem mais importante

—Cale a boca! Eu estou falando com você, não com a Helena.

—Ah! Você não se importa, só me deixa ir embora.- Disse virando as costas e indo pro porão.

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Indo até a escola pelo caminho mais vazio, eu estava andando normalmente até que alguém me puxa pra aquele mesmo beco, só que dessa vez é o Jack, ele se agachou na minha frente e chegou mais perto:

—Meg, eu...

—Ah cale a boca? Ainda não está bom?

—Como assim?

—Ainda não está bom de me atordoar? Eu estava voltando a gostar de você, e você faz isso?

—"Gostar"? "voltando"? Você nunca gostou de mim.

—Como você pode saber? Eu amava você, mesmo eu quase não falando com você e você me odiando. Mas eu tinha parado até você começar a falar comigo, mas agora... Eu espero que eu nunca mais olhe pra você de novo.

—Olha, não me leve a mal, eu...

—Não me leve a mal? Depois de tudo o que você disse?

—Olha, eu estava com medo e eu fiz de novo e... Desculpe...

—Como assim te desculpar? Você falou tudo aquilo, eu quase me matei por você e só não me matei porque não deu certo, eu chorei por você e você ainda acha que eu vou te per...- Eu fui interrompida por um beijo, legal, ele só fez isso agora que eu odeio ele, OBRIGADA SEN- OOPS EX-SENPAI. Pare de se enganar sua trouxa, você ainda ama ele, não é?

—EI! QUEM DISSE QUE VOCÊ PODE FAZER ISSO?

—Você não me mandou parar nem nada, não é?

—Bem... Isso é só o que eu sentia antes voltando, eu não te perdoei ainda.

—Ok, ok. Eu entendo você, um monstro como eu não merece perdão...

—N-Não é como se você fosse um monstro você só... Quer dizer, você é um monstro sim. B-Bem, mas, como eu sou tão trouxa eu acho que eu... Talvez... Não.

Ele acabou rindo da minha indecisão.

—Ei! Pare de rir, idiota!

—Ei, com calma, lindinha- Eu corei um pouco por causa do "lindinha"

—"Lindinha" ah, cale a boca.

—Você me desculpa ou não?

—Talvez, mas qualquer palavra negativa que você disser e eu caio fora

—Ok, eu não farei de novo, eu prometo- Disse se levantando e estendendo a mão para eu fazer o mesmo.

—Bom.-Disse segurando a mão dele e levantando, logo depois limpando minha roupa.

—O que vocês pensam que estão fazendo?- Surgiu uma voz do fundo, Adrielly.

Notas finais
Espero que tenham gostado