Life was a Shit

8 Liberdade?


Notas iniciais
Espero que gostem. Se algum capítulo parecer errado ou colocado antes da hora, por favor, avisem.

—Jack? O que é, vai me zoar mais agora? Tudo bem, depois de tudo isso eu já não me importo mais.

—Não eu não vim te zoar. Combinei de encontrar com o Marcos aqui. Ele deixou a chave embaixo do tapete de entrada. Esconderijo Clichê. Depois de tudo o que?

—O Marcos mora aqui?

—Sim. Mas você não respondeu minha pergunta.

—Não sei, talvez seja depois de você e aquelas vadias me ofenderem tanto. Ou depois de um velho pervertido ter feito o que queria comigo. Mas de qualquer maneira, quem se importa?

—O-O que? Fazer o que quiser com você? Quem fez isso

—Se eu dissesse você não acreditaria

—Diz logo antes que eu perca a paciência

—Foi o diretor.

—Desgraçado

—Você acredita em mim?

—Eu nunca fui com a cara dele.

—Mas você me odeia, não deveria se importar.

—Eu não odeio você. E mesmo se odiasse, isso é inaceitável.

—Se você não me odeia, por qual motivo você disse tudo aquilo?

—*Suspiro* B-bem... Eu...

—A insegura aqui sou eu, diga logo.

—Pra não zoarem comigo?

—... C-como assim?

—Olha, nós não somos tão diferentes assim, eu sempre fui zoado pelo pessoas da escola, ai eu não queria mais que acontecesse, ai eu comecei a me fingir.

—Porque você fez isso?

—Eu só estava cansado, desculpa- Deixou uma lágrima escorrer, por incrível que pareça, ele sentia remorso por aquilo. Ele tinha sentimentos.

—Tudo bem- Acabei por sorrir um pouco, eu estava sendo muito trouxa de perdoá-lo?

—Obrigada!- Acabou por me abraçar, eu corei um pouco.

—N-nada

—Ok, mas agora, vamos sair daqui

—Eu não vou mais poder ir a escola? E se ele me pegar de novo? O que eu devo fazer?- Digo enquanto começo a chorar.

—Calma, nós vamos dar um jeito nisso- Disse passando a mão em meu rosto

—Ok- Disse sorrindo, enquanto apoio minha cabeça em seu peito- Vamos sair logo daqui.

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Nós estávamos andando pelo caminho mais movimentado, para evitar riscos, ficou tudo silencioso por alguns minutos, até que o silêncio foi quebrado por uma pergunta minha:

—Como assim o Marcos mora com o diretor?

—O Marcos é filho dele, você não sabia?

—Mas o marcos não era filho de um dono de bar?

—Na verdade, não. Ele é filho do diretor, o Marcelo que é filho do dono do bar

—Mas o Marcos não morava com o irmão?

—Ele mora, mas de vez em quando vem visitar o pai, tipo agora.

—Ah, sim

—Pra onde você quer ir?

—Pra casa da Gabi

—Aonde fica?

—Na rua de trás da escola

—Ok

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Chegamos na casa da Gabi então eu bati na porta e ela abriu:

—Gabi!- Disse eu abraçando ela

—Oi, calma moça

—Gabi ai meu Deus que bom te ver

—Calma moça, o que aconteceu

—Vem comigo em casa, eu te conto

—Tá bom, mas o que essa desgraça tá fazendo aí

—Oi pra você também Gabi- Disse Jack em um tom irônico.

—Ele não é tão ruim assim, Gabi

—Tem algo que eu perdi?

—N-não, Claro que não!- Disse Jack, que corou um pouco

—Ok né.

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Chegando na minha casa, eu logo chamei minha mãe e fomos eu ela e a Gabi conversar, o Jack já tinha ido pra casa.

—Mãe, Gabi, eu preciso falar uma coisa.

Notas finais
Caso alguma ordem de capítulo pareca errada, por favor, me avise. Caso tenha algo a falar, sinta-se livre para comentar.