Life was a Shit

14 Eu tenho tanta sorte


Notas iniciais
Espero que gostem

—SAI! FIQUE LONGE!

—Calma calma, não precisa gritar tanto- Disse se aproximando de mim- Eu tô aqui

—É POR ISSO QUE EU TÔ GRITANDO, MERDA

Ele estava vindo se aproximar de mim, mas com muita sorte o local tava em reforma ou algo do tipo e tinha um pé de cabra escondido ali, então eu peguei ele e bati na perna do diretor, e ele caiu no chão. Eu iria voltar pra casa, mas hoje tinha prova e eu não ia mais tocar naquele assunto. Eu cheguei lá e fiz a prova, eu provavelmente tirei uma nota horrível porque eu estava muito avoada com o que tinha acontecido. Depois das provas eu a Gabi o marcos e o Marcelo fomos pra debaixo daquela mesma árvore de sempre o Marcos Marcelo e Gabi estavam conversando enquanto eu ficava no celular, o que era um milagre, eu era a que falava mais do que a escola inteira junta. Eu fiquei quieta até que resolvi perguntar ao Marcos aonde ele tinha ido ontem:

—E-Eu... Eu fui resolver um problema familiar, apenas isso

"Problema familiar" Eu me pergunto o que ele queria dizer com isso, mas okay. Ele também não era de gaguejar mas tudo bem né, eu só espero que não tenha sido nada grave.

—Ah, okay.

Ele parecia um pouco preocupado depois que eu disse isso, mas eu também não me preocupei com isso. Eu não acho que esses problemas tenham a ver com aquele desgraçado que eu infelizmente encontrei hoje cedo. Eu vou ser obrigada a voltar pelo caminho mais movimentado hoje.

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Algumas aulas passaram e finalmente o intervalo chegou. Hoje eu não tinha comido nada então a primeira coisa que eu fiz foi ir pro refeitório. Uma das piores coisas de juntarem os intervalos era aquela fila que quase não cabia na escola, mas pelo menos agora eu tinha mais tempo com a Gabi. Logo depois de nós quatro termos comido nós estávamos indo pra árvore, mas ai percebemos que já tinha gente lá então nós fomos pra um canto que tinha ali, atrás de um lugar movimentado nós estávamos conversando, até que por um momento eu virei pra frente e vi o Jack beijando a Adrielly. QUE? ELE TEM ONZE ANOS E AQUELA VADIA TEM 16! ISSO NÃO TÁ CERTO! Ele tinha dito que só estava fingindo, isso não parece fingimento pra mim. Meus olhos estavam lacrimejando tanto que, se eu fechasse o olho, uma lágrima cairia. Então eu limpei as lágrimas e ignorei aquilo e fiquei quieta. Eu sempre fazia aquilo quando coisas ruins aconteciam. Apenas ficava quieta e ignorava tudo.

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Eu estava voltando pra casa e olha só, o caminho movimentado estava interditado por causa de uma construção, o que causou todo mundo ir pelo vazio então não fazia a mínima diferença. Tem uma hora que eu sou meio que obrigada a ir por um caminho vazio pra poder chegar em casa. Esse caminho é um pouco escuro por causa da copa das árvores, alguma pessoa normal teria medo de ser assaltada ao andar por ali, meu medo era de algo pior do que aquilo, mas mesmo assim eu gostava daquele caminho. Eu estava andando normalmente, até que eu sinto alguém me puxando e me jogando no chão, não, não era aquele maldito, mas era um grupo de adolescentes e uma criança tipo da minha idade, mascarados, ah, como eu tenho sorte. Eram 5, um estava com uma tesoura, um com um pé de cabra e os outros estavam desarmados. Eram cinco pessoas mais fortes, sendo que duas delas estavam armadas, uma criança fraca como eu não tem chance.

—Olá, criancinha

Eu reconhecia aquela voz. Era a Adrielly. Aquela maldita.

—Porque tá tão quieta? Já sei, quer que nós comecemos logo, não é?- Aquela voz parecia ser de Stella, uma menina que tinha entrado a pouco tempo naquele grupo maldito.

—O-Okay, eu acho que é melhor irmos agora, já tá bom né?- Não reconheci aquela voz, ela era fina mas definitivamente não era realmente assim, ele deveria estar forçando a voz.

—Porque? A diversão ainda está começando- Logo depois vem até mim e me dá um soco. Tudo que podia ver em seus olhos era maldade e felicidade juntas, de uma maneira assustadora, a única coisa que aquela máscara que deveria estar divertindo alguém em um teatro ou em um carnaval me deixava ver. Talvez fosse melhor não ver o provável sorriso maldoso que estaria em seu rosto.

Então ela me joga contra a parede, e lentamente crava suas unhas na minha bochecha, descendo-as pelo meu rosto até chegar no final, logo depois de ela tirar meu rosto estava sangrando, aquilo doía muito, mas ainda tinha muito pela frente. Então veio a pessoa que estava com a tesoura e começou a picotar o meu cabelo, quando ele terminou estava todo desigual, eu teria que cortá-lo mais depois. Então ele pegou a tesoura e enfiou em um dos meus olhos. Eu gritei muito alto, mas ele tapou minha boca então ninguém ouviu nada. Eu me mexia muito tentando fugir, mas os outros dois me batiam e me seguravam. Apenas um deles não fez nada. Ele ficou parado olhando aquilo. Pelo que eu podia ver com seus olhos, ele parecia assustado, então eu percebo que ele está chorando. Logo depois de eu perceber isso ele pegou seu pé de cabra e deu na cabeça de um deles. Eles começaram a brigar até chegar num ponto que 3 estavam desmaiados, e um tinha fugido sem nenhum arranhão. O último estava com a tesoura, sem muitos ferimentos, ele pulou em cima dele e estava prestes a dar com a tesoura nele, mas então ele desistiu e só saiu correndo. Assim que tudo acabou ele veio ver se eu estava bem, obviamente não estava. Eu levantei meu braço com a pouca força que tinha e então tirei a máscara dele. Jack.

Notas finais
Espero que tenham gostado