Notas iniciais
"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas."

Bom já se passaram alguns meses desde que comecei o 1° ano e daqui duas semanas faço mais um deplorável ano de vida, vou fazer o tão sonhado 15 anos –creia que não sonhado por mim, tudo isso de festa, dia de princesa, dançar com o pai, não passam de frescura para mais um ano normal.

Minha avó é a única alegria na minha família, vou visitar ela hoje, ela quer falar umas coisas do tipo que “só revelam quando estiver prestes há fazer 15 anos”, uma coisa de nossa família que não faço ideia o que seja mais estou ansiosa, e ela é mãe da minha mãe e não dá pessoa que eu moro que apresento como ‘pai’.

Chegando à casa da vovó como sempre cheia de flores e o cheiro dela o qual eu tanto amo, ela me recebe com um abraço apertado e murmura alguma coisa que eu nunca entendi direito, é mais como “Bem vinda criança”, coisas da vovó. Ela me oferece cupcake e pergunta se quero beber algo mais digo que não, pois estou curiosa demais.

– Você sabe o quão importante são os seus 15 anos amor? –ela pergunta com sua voz serena

– Ah vovó, as pessoas falam que é importante mais não vejo nada em especial – respondo.

– 15 anos são onde realmente uma menina torna-se uma mulher, mas no seu caso criança, você irá receber muito mais responsabilidades do que só se tornar uma mulher — ela fala.

– Como assim vovó, o que de tão importante acontecerá? –pergunto mais uma vez só que ainda mais curiosa.

– Você irá entender criança, só quero te falar para se preparar e fazer somente o que seu coração mandar, ele tentará de várias formas, mas creio que você escolherá o bem.

– Ele quem vovó? –pergunto confusa

– O mal, ele te assombrará, mas não teme, nossa deusa vai estar com você — e me abraça.

– Tenho que ir vovó, vou tentar entender um pouco disso que a senhora me falou- E retribuo lhe o abraço, ainda mais apertado e segurando pra não chorar, pois não quero ir embora.

Aonde a vovó mora é umas três horas pra chegar da minha casa, então vou só às vezes ao fim de semana.

Chego em casa e papai não está como sempre, deve ter saído do trabalho e ido beber com os amigos, subo pro meu quarto, tiro minhas botas, deito na cama e não paro de pensar em tudo que vovó disse.

Durmo sem perceber e acordo com um barulho na janela, vou ver mais não encontro nada além de uma pena preta caída perto da janela, o que me causou arrepios.

Notas finais
Obrigado mais uma vez, ainda está bem leve, mas como podem ver, Ritti já tem uma noção que tudo vai mudar, então continue acompanhando..