Life and death - Bella Swan & Edythe Cullen
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Eu acordei com alguma coisa fria tocando minha face. E foi uma surpresa ao encontrar Edythe me olhando fixamente, o rosto contorcido, concentrado.
— Você ficou. – Sussurrei, sorrindo. Ela piscou algumas vezes, sorrindo logo depois para mim, me dando um leve beijo na testa.
— Eu disse que ficaria. – Sorriu de lado e eu suspirei, pegando seus cabelos e os acariciando. Eu me sentei, tentando me aproximar mais de seu corpo, ela franziu o cenho levemente, como se sentisse dor.
— Eu amo seu cabelo. – Franzi o nariz e ela riu de leve, rolando para cima de mim, as pernas separadas pelo meu quadril.
— Estamos atrasadas. – Murmurou, se aproximando do meu rosto e dando consecutivos beijos na minha face, eu resmunguei, querendo ficar ali para sempre.
— Podemos voltar a clareira. – Fechei os olhos com força e ouvi um riso de Edythe.
— Não quero que seu pai ache que eu sou uma má influência para sua filha. –
— Sinto muito te desapontar, mas, você, infelizmente, violou as regras de horário de Charlie Swan. – Ela sorriu de lado para mim, charmosa.
— Eu acho que ele não irá se importar, eu sou bem adorável na maioria das vezes. – Piscou um olho, rindo pelo nariz ao ver minha careta.
Ela suspirou, começando a me beijar. Eu sentia seus músculos tensos, a sua respiração parada e seus lábios duros, como se ela estivesse lutando para com algo.
Eu passei minhas mãos pelo seu pescoço, passando por seu ombro, braço, e logo depois sua barriga, na qual fiz uma leve carícia. Um rosnado da parte dela e logo depois ela me derrubava na cama, avançando sobre mim, como se quisesse fundir seu corpo com o meu.
Apertei sua cintura e ela se pressionou mais sobre mim, fazendo leves movimentos com o quadril.
Quando eu já estava quase esquecendo tudo sobre mim, ouvi uma risadinha e logo depois Edythe desgrudava seus lábios do meu, aproximando-os logo depois sobre meus ouvidos.
— Charlie está vindo. – Sussurrou, e desapareceu, completamente, me deixando com cara de tacho, e logo depois Charlie entrava no quarto.
— Bella? Tudo bem? – Eu pisquei, olhando para ele com olhos um tanto confusos. – Eu ouvi vozes. – Eu pisquei ainda confusa, olhando para os lados. – Bella? – Ele chamou mais uma vez.
— Não uh... – Me obriguei a começar a falar. – Eu tive um... um pesadelo, isso. – Gaguejei. – Desculpe, não estou me sentindo muito bem hoje. – Sorri amarelo, e vi um sorriso aliviado passar em seu rosto.
— Uhm... Você está quente mesmo. – Colocou sua mão sobre minha testa, pensativo. Corei vários tons de vermelho ao imaginar do por que eu estaria quente daquele jeito. – Você pode faltar a aula hoje, Jules vem aqui essa tarde e ela pode cuidar de você. – Eu assenti, e ele beijou minha testa.
— Vou indo, se cuide Bella. – Eu assenti, olhando fixamente para a porta até não ouvir mais os passos dele no corredor.
Eu ouvi um riso.
— Edythe. – Resmunguei, me afundando sobre as cobertas. – Você poderia ter me avisado antes.
— Me desculpe. – Pediu, mas, não parecia arrependida. Seus olhos passaram de mim para meu armário, o abrindo logo depois. – Bella, quando foi a última vez que foi a alguma loja de roupas? – Fez uma careta e olhou para mim. Eu dei de ombros.
— Não é a minha atividade favorita. – Ela sorriu de lado, olhando para mim de cima a baixo.
— Archie iria me matar se eu não lhe desse alguns conselhos. – Revirou os olhos, procurando algo no meu armário. – Mas, não é como eu me importasse. – Pegou uma calça jeans, uma blusa branca e um casaco fino. – Vamos. –
— Uh, onde? – Ela parou de andar e pendeu a cabeça para o lado.
— Para a escola. – Franziu o cenho.
— Mas, eu pensei que faltaríamos. – O sorriso dela aumentou.
— Meus irmãos querem conhecer você. –
***
Seria mentira se eu disse que eu não estava com receio.
Receio, não medo.
Na verdade eu estava aterrorizada. Eu iria conhecer os irmãos de Edythe, e eles eram vampiros! E um, particularmente, parecia me odiar! E eu nem ao menos sabia o que tinha feito para ele me repudiar, mas eu esperava conseguir mudar os pensamentos do que ele tinha sobre mim.
— Nervosa? – Perguntou Edythe, enquanto abria a porta do volvo para mim, eu somente lhe lancei um olhar temeroso e ela riu silenciosamente. – Tenho certeza que eles vão te amar. – Entrelaçou nossas mãos. – É impossível não se apaixonar por você. – Acariciou meu rosto. – Agora vamos, já perdemos o primeiro horário. – Me puxou para dentro da escola.
Ao contrário das outras aulas de Biologia em que eu e Edythe participamos juntas nos dias anteriores eu e ela sentamos mais ao fundo, com ela com o braço ao redor do meu ombro e nossas mãos entrelaçadas. Muitos alunos sentados mais à frente entortavam os pescoços para analisar as nossas ações mais afetivas, e elas pareciam um tanto incrédulas.
— Você poderia me contar mais sobre seus irmãos? – Sussurrei em seu ouvido e ela se remexeu na cadeira, desviando os olhos, como se estivesse olhando para a janela.
— Archie é a pessoa mais doce que você pode conhecer. – Sorriu de lado. – Ele, de todos os meus irmãos, é o mais receptível. – eu notei o tom carinhoso que Edythe usou para descrever Archie. – E ele sempre, sempre sabe de tudo, você pode se assustar no começo, mas, as vezes é prático. – Deu de ombros. Ela mordeu o lábio, parecendo pensar. – Jessamine é mais retraída, completamente contrária a Archie, mas, os dois se completam. – Ela se remexeu, desconfortável. – Ela é um tanto nova nesse negócio de sangue de animais, por tanto, não estranhe seu comportamento tenso.
— Senhorita Cullen, poderia me responder essa pergunta? – A voz da professora soou e Edythe suspirou, como se estivesse irritada.
— A homeostase é a propriedade de um sistema aberto de regular o seu ambiente interno de modo a manter uma condição estável mediante múltiplos ajustes de um equilíbrio dinâmico controlados pela interação de mecanismos de regulação. – Murmurou lentamente, sorrindo de lado ao ver a face um tanto desconcertada da senhora.
— Eleanor parece nunca crescer. – Revirou os olhos, dando um sorriso de lado. – Tenho certeza que você vai gostar dela. – Seu sorriso aumentou. – Ela é a única que consegue tirar o humor negro que parece existir em Royal. – Balançou de leve a cabeça. – Royal não teve experiências muito boas na vida, sempre quis ter uma família, alguém a quem cuidar, uma vida criada por seus genes. – Franziu o cenho. – Era um sonho que foi quebrado no momento em que ele virou imortal. –
— Sinto muito por ele. – Edythe assentiu, dando um leve beijo em minha mão. Seus olhos dourados brilhando em minha direção.
E logo depois um sorriso entortou seus lábios.
— A professora está achando nossa aproximação desnecessária e completamente ofensiva. – Murmurou, dando um leve beijo em minha bochecha, eu corei e desviei meu olhar para seu rosto.
— Nossa aproximação? –
Um sorriso maior cresceu em seus lábios rosados.
— Desculpe. – Murmurou, as mãos frias dela acariciando minhas coxas em um movimento lento e suave. Eu suspirei, desviando meu olhar para o resto da sala, e, surpreendentemente, todos estavam prestando atenção na aula que era dada.
— Edythe. – A chamei e vi ela ronronar de leve, o rosto enfiado em meus cabelos. – Se lembra? Aproximação desnecessária e ofensiva. – Eu murmurei e ela se afastou alguns centímetros. Mexeu seus cabelos já naturalmente revoltos e fez uma careta irritada.
— Me desculpe. – Pediu novamente e eu somente assenti, dando um leve beijo em sua bochecha.
— Edythe e Isabella, vocês, poderiam, por favor, sair da minha sala? Já que insistem em se comportarem tão.... vulgarmente na minha aula! –
— Uh, professora eu não acho necessário... – Começou Edythe, com a sua voz mais calma, mas, que não parecia ter efeito na professora irritada que agora nos encarava.
— Agora Srta Cullen! – Murmurou com uma voz mais alta. – E você Srta Swan, não esperava esse seu comportamento. – Forçou uma voz decepcionada e eu encolhi meus ombros começando a me levantar com Edythe em meu encalço.
Quando já estávamos fora da aula Edythe olhou para os lados e sorriu, pegando na minha mão e começando a andar.
— Ei, não deveríamos ir para o pátio esperar a aula acabar? – Murmurei seguindo seus passos meio desajeitada.
Foi quando eu vi uma centelha de diversão passar por seus olhos dourados.
— Não, você não fez isso.... –
Edythe deu de ombros e logo depois sorriu.
— Eu queria ficar sozinha com você. – Murmurou, se aproximando de mim e tomando minha cintura entre suas mãos. –
— Você sabia desde o início. – Resmunguei, a abraçando. Senti sua respiração parar.
— Vamos. – Sussurrou, me puxando pela mão logo depois.
— Você é inacreditável. – Murmurei, não contendo o meu sorriso. Vi seus olhos dourados brilharem em rebeldia e ela sorriu.
Mas, logo parei, franzindo o cenho.
— Mas, e seus irmãos? –
— Não acho que eles vão se importar. – Deu um sorriso de lado. – E Archie provavelmente previu o que eu iria fazer e já marcou um almoço em família. –
Eu franzi os lábios.
— Eu acho que vai demorar para eu me acostumar com o fato que o seu irmão prevê o futuro. – Murmurei.
— É bem prático na maioria das vezes. – Edythe disse, enquanto abria a porta do carro para mim.
— Onde nós vamos? – Perguntei e ela deu de ombros, ligando o carro.
— Vamos para a sua casa, Jules está preocupada. –
— Jules? – Indaguei, franzindo o cenho.
— Você tecnicamente deveria ter ficado em casa. – Deu um sorriso de lado. –
— Charlie. – Resmunguei, afundando meu rosto entre as mãos. – Edythe...
— Não se preocupe com isso. – Deu de ombros. – Eu tenho a eternidade. – Brincou.
— Claro. – Revirei os olhos e um riso escapou de seu lábios.
Quando chegamos, vi Jules sentada na varanda, seus olhos faiscando em direção a Edythe.
— Bella. – Murmurou, se aproximando. – Charlie disse que você estava mal.... –
— Jules, não precisa se preocupar. – Murmurei. – Aliás, eu vou passar o dia com Edythe. – Olhei para atrás e vi Edythe olhando fixamente para Jules.
— Não acho uma boa ideia. – Jules cerrou os olhos.
— Algum problema? – Perguntou Edythe, se aproximando com passos lentos até nós duas. – Eu sou capaz de cuidar de Bella. –
— Não tenho certeza disso. – Rosnou Jules, e seu corpo começou a tremer.
— O que você disse? — Eu pude escutar o rosnar baixo de Edythe.
Vi Edythe levantar uma sobrancelha e seu rosto ficou sombrio, como se Jules a tivesse a ofendido.
— Ei, ei, se acalme. – Eu murmurei para Jules, que desviou seus olhos de Edythe para os meus e somente suspirou.
— Eu vou indo. – Disse, se afastando bruscamente de mim e se virando.
Eu franzi os lábios. Algo estava errado.
— Bella? – Edythe me chamou e eu me virei para ela.
— O que foi isso? – Perguntei, enquanto ela pegava a minha mão e íamos em direção ao volvo.
Edythe somente estalou a língua e franziu o cenho, incomodada.
— Jules somente é um tanto.... Irritante. – Entortou os lábios, ligando o carro.
— Irritante? – Murmurei indagadora.
— Ela.... – Suspirou, apertando o volante entre os dedos finos. – Ela acha que eu não posso proteger você. –
— Me proteger do que exatamente? –
Ela se calou, desviando seus olhos.
— Eu não tenho uma boa fama em La Push, a minha família, particularmente, não é bem vinda em Forks e La Push a muito tempo Bella. –
— Edythe, o que você quer dizer com boa fama? –
Seu rosto se contorceu.
— Não quero falar sobre isso. – Murmurou secamente.
— Ei, você pode me contar tudo. – Sussurrei, pegando em sua mão.
Vi seus olhos dourados se encherem de culpa e ela desviou seus olhos dos meus.
— Não quero perder você. –
— Eu estou bem aqui. –
— Não por muito tempo. – Resmungou amarga.
— Ei! – A adverti, puxando seu braço. – Você não pode dizer isso.
Edythe sorriu de lado e deu uma pequena risada.
— Não acho que esse seja um momento apropriado para uma dama se preocupar com um passado um tanto turbulento de outra dama. – Murmurou de uma forma educada demais e logo depois sorriu. – E Bella. – Sua expressão ficou séria de repente e ela lambeu os lábios, parecendo pensativa. – Isso não só inclui um passado meu, mas, existem outras coisas incluídas, não é direito meu falar sobre. –
— Você me deixou curiosa. – Resmunguei e vi um sorriso grande rasgar seus lábios.
— Então, vamos esquecer isso uh? – Sorriu de lado.
Quando finalmente chegamos, Edythe, como da outra vez, me colocou sobre suas costas, as minhas mãos ao redor se seu pescoço e minhas pernas ao redor de sua cintura.
— Se segure-se! – Murmurou, e, logo depois, ela pulava alto o bastante para me fazer esconder meu rosto em seu pescoço.
Quando paramos, nós não estávamos na clareira, e sim no topo de uma grande árvore.
— Eu adoro a vista daqui. – Sussurrou, e olhou para mim de cima de seus ombros. – E um cenário perfeito para eu fazer um pedido. – Deu um sorriso charmoso.
— Pedido uh? – Sorri. – Que tipo de pedido? –
— Um pedido que você, provavelmente, já recusou muitas vezes. – Fez uma careta. – Mas, que eu tenho uma fina esperança que a resposta desse pedido não seja negativa. –
— Desde que não seja algo fora do meu alcance. –
Deu outro sorriso de lado e eu suspirei, a fazendo sorrir mais.
Ela era tão encantadora que as vezes eu não conseguia impedir a minha cara de idiota apaixonada.
Ela me ajudou a deixar suas costas e me colocou em sua frente, perto de seu corpo.
— Você é linda. – Sussurrou, dando leves beijos em meu lábio. – E completamente adorável. – Eu corei e ela riu, dando uma leve mordida em meu lábio. –
— Edythe. – Sussurrei entre seus lábios. – O pedido.
Ela respirou fundo.
— Você quer ir ao baile comigo? –
Eu franzi o cenho.
— Eu odeio bailes. –
— Ei, não é tão ruim assim. –
— Eu não sei dançar. –
— Eu posso te ensinar. –
— Não gosto de festas. –
— Acredite, festas comigo nunca são chatas. – Deu outro sorriso charmoso.
— Você é impossível. –
Ela deu de ombros, dando um sorriso convencido.
— E não fique convencida. – Bati em seu ombro e ela riu, balançando a cabeça.
— Como eu poderia convencer essa linda dama a ir ao baile comigo? –
— E a nossa viagem a Seattle? – Murmurei, começando a fazer carinho em sua nuca.
— Podemos adiar. – Murmurou, bicando meus lábios. – Podemos matar aula, podemos voltar antes, Bella, existem tantas formas. –
— Eu nem ao menos tenho um vestido. –
— Archie já se adiantou nisso, ele comprou três em questão de ele não ter conseguido acertar seu gosto pela minha descrição. –
— Mas, e o que eu falarei para Charlie? –
— Acho que ficará mais tranquilo ao saber que você está na escola ao invés de uma cidade a horas daqui. –
Eu fiquei em silêncio.
— E então...? – Deu um sorriso relaxado. –
— E se eu recusar? – Brinquei e vi ela franzir o lábio.
— Terei que convence-la do meu jeito. – Sussurrou sensualmente.
Seus lábios atacaram os meus, famintos.
Ela girou sobrenaturalmente rápido, enquanto suas mãos acariciavam minha cintura e seus lábios mordiam levemente os meus.
Suspirei pesadamente e apertei ela mais ao meu corpo.
— Aceite. –
— Não. – Sorri de lado e ela resmungou manhosamente e fez o caminho de beijos para meu maxilar.
— Bella. – Gemeu, e eu me arrepiei, franzindo o cenho levemente, avançando mais sobre ela, com fome de seus lábios doces.
— Aceite. –
— Eu ainda não tenho certeza. — Murmurei rapidamente e logo depois atacando seus lábios furiosamente, suspirando novamente e pegando seus cabelos sedosos sobre minhas mãos.
Suas mãos serpentearam para baixo do meu casaco e camisa, fazendo uma leve carícia ali.
— Por favor. – Murmurou, se afastando de uma forma gentil. – Eu.... Eu nunca fiz isso antes, quero fazer algo certo. – Suspirou, encostando sua testa na minha. – Eu te amo Bella. – A voz dela era dolorosa.
Eu tranquei a minha respiração e a olhei surpresa.
Edythe Cullen me amava.
Realmente me amava.
Eu conseguia sentir minhas bochechas arderem para sorrir e meu estômago doer.
Edythe abriu os olhos pela minha falta de resposta e me olhou ansiosamente.
— Eu... – Gaguejei vergonhosamente. – Uh. – Pigarro. – E-eu também te amo. – Segurei seu rosto entre minhas mãos. – Deus, eu te amo tanto. – Sussurrei, colando seus lábios nos meus.
Ela me apertou contra seu corpo.
— Eu te amo Bella. – Murmurou, nossos rostos pertos, nossas respirações se misturando. – Pra sempre.
— Sempre. – Sussurrei.
***
— Você tem certeza que quer conhecer Charlie? – Perguntei, abrindo a porta da minha casa.
— Por que tanto hesito? – Deu um sorriso de leve.
— Você não conhece meu pai. – Resmunguei e ela riu.
— Vai ficar tudo bem. – Afirmou carinhosa. – E eu quero fazer tudo certo, lembra? Pedir o seu consentimento para namorarmos é o começo. –
— Um começo muito, mas muito arcaico devo dizer. – Resmunguei enquanto entrávamos dentro de casa.
Edythe riu e revirou os olhos, me dando um leve beijo na bochecha.
— Pai? – O chamei, indo em direção a sala.
— Filha? Onde estava? – Perguntou Charlie, desviando seus olhos da TV para olhar para mim preocupado.
— Uh, eu e Edythe fomos comprar alguns livros essa tarde. – Murmurei, dando um sorriso sem graça.
— Edythe? – Murmurou meu pai, levantando seus olhos para Edythe, que deu um sorriso encantador.
— Olá chefe Swan. – Estendeu a mão para meu pai, que piscou, um tanto desnorteado e depois franziu o cenho.
— Bella me falou muito de você. – Afirmou e eu tive que corar. – Vocês se conheceram na escola? – Perguntou, enquanto pegava as inúmeras latinhas de cerveja e se encaminhava em direção a cozinha.
— Uh, sim. – Edythe sorriu novamente. – Bella é muito boa em Trigonometria, foi impossível não ficar amiga dela. – Fez uma careta adorável.
O que ela estava fazendo?
— Trigonometria, uh? – Charlie parecia satisfeito pela fala de Edythe. – Bella desde pequena foi muito inteligente. – Afirmou e eu corei novamente e Edythe sorriu carinhosamente para mim.
— Bella é muito especial. – Fixou seus olhos nos meus o que pareceu uma eternidade.
— Você é filha da Dra, Cullen não é? – Perguntou Charlie, se sentando na mesa e nos olhando atentamente.
— Uh, sim. – Sorriu de lado. – Ela falou de você, disse que era gentil. –
Charlie parecia ter ficado surpreso e logo depois corou.
— Bom, uh. – Pigarreou, ainda um tanto vermelho. – Ela cuidou de Bella tão bem... – Se mexeu na cadeia, tímido.
— Claro, eu entendo. – Sorriu encantadoramente.
— Pai. – Chamei atenção dele. – Eu e Edythe queremos contar uma coisa a você. –
— Uh? É mesmo? – Sorriu de leve, olhando-nos com atenção agora. – Bom, estou pronto. –
Eu abri a boca para começar a falar, mas, Edythe foi mais rápida.
— Queria seu consentimento para namorar Bella. – Parecia tranquila ao falar aquilo, mas, eu via a tensão em seus olhos dourados.
Charlie ficou em silêncio por alguns segundos.
— Uh, bom, isso é.... diferente. – Olhou desconfortável para mim. Ele não sabia como agir. – Bom, se você gosta de Bella tanto quanto diz, e se você respeita-la, bom, não vejo problema. –
— Char... Pai, você não, bem.... Não acha problema de Edythe ser, uh.... Uma garota? – Murmurei e vi ele franzir o cenho.
— Não.... Uh, bom, eu não sei como isso funciona. – Sorriu sem graça. – Então, desde que Edythe respeite as regras de horário e cuide de você, eu estou de bem com isso. –
Eu suspirei, aliviada e o abracei.
Charlie parecia um tanto surpreso pelo meu ato um tanto impensado mas logo depois me abraçou de volta.
— Fico imensamente feliz com isso Chefe Swan. – Edythe sorriu suavemente.
— Bom, uh, conheço Carine e seu irmão, uh.... Archie? – Edythe assentiu. – São boas pessoas, e creio que você também seja. – Sorriu de lado. Seus olhos viraram para o meu rosto, o avaliando.
— Você está mesmo crescendo. – Sorriu nostálgico e eu suspirei, me separando dele.
— Bom, eu já vou indo. – Edythe sorriu de lado. – Bella, me leva até a porta? –
— Uh, ãn.... Claro. – Sorri trêmula e a puxei para o hall da casa.
— Acho que Charlie gostou de mim. –
— Você leu a mente dele. – Afirmei e Edythe sorriu de lado.
— Ei, foi melhor assim. – Sorriu, se aproximando. – E agora poderei vir a sua casa na hora que eu quiser.
— Regras de horários, lembra-se? –
— Eu sou uma vampira Bella. – Revirou os olhos dramaticamente. – Posso estar aqui e não estar em alguns segundos. –
— Você vai voltar? – Perguntei e ela deu de ombros.
— Só se você quiser. –
— Eu acho que você já sabe a resposta. – Murmurei, dando um leve beijo em seus lábios.
— Sei? – Sorriu de lado.
— Uhum. – Sorri e então colei seus lábios nos meus.
Edythe suspirou e me empurrou gentilmente antes que aquilo continuasse.
— Desculpe, Charlie está vindo. – Sussurrou e eu assenti, acariciando seu rosto.
— Uh, Bella, quando sai o jantar? – Perguntou Charlie e logo depois ele franziu o cenho. – Uh.... Eu vou estar na cozinha. – Virou constrangido.
Eu e Edythe rimos, cúmplices.
— Seu pai é um doce. –
— Sim. – Eu sorri, carinhosa. – Ele é especial. –
— Posso imaginar. – Abriu a porta e sorriu para mim. – Eu vou estar de volta daqui a uma hora, espere por mim. – Disse, enquanto se afastava, mas, não largava minha mão.
— Eu vou. – Murmurei e Edythe sorriu adoravelmente.
O meu sorriso.
Quando nossas mãos finalmente se soltaram ela deu outro sorriso e entrou dentro do volvo enquanto eu fechava a porta.
Ela mal tinha saído do meu lado por alguns segundos e eu já sentia saudades.
Fechei os olhos com força e sorri bobamente.
Eu estou irrevogavelmente apaixonada por Edythe Cullen.
E eu duvidava que um dia esse sentimento poderia desaparecer.
***
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