Notas iniciais
Ei pessoal! Mais um capítulo para vocês ^^ Espero realmente que gostem ^^ E obrigado Lina pela minha primeira recomendação dessa história, obrigada pela palavras doces ^^ Bom.... Vamos ao capítulo! :D

Eu acordei com alguma coisa fria tocando minha face. E foi uma surpresa ao encontrar Edythe me olhando fixamente, o rosto contorcido, concentrado.

— Você ficou. – Sussurrei, sorrindo. Ela piscou algumas vezes, sorrindo logo depois para mim, me dando um leve beijo na testa.

— Eu disse que ficaria. – Sorriu de lado e eu suspirei, pegando seus cabelos e os acariciando. Eu me sentei, tentando me aproximar mais de seu corpo, ela franziu o cenho levemente, como se sentisse dor.

— Eu amo seu cabelo. – Franzi o nariz e ela riu de leve, rolando para cima de mim, as pernas separadas pelo meu quadril.

— Estamos atrasadas. – Murmurou, se aproximando do meu rosto e dando consecutivos beijos na minha face, eu resmunguei, querendo ficar ali para sempre.

— Podemos voltar a clareira. – Fechei os olhos com força e ouvi um riso de Edythe.

— Não quero que seu pai ache que eu sou uma má influência para sua filha. –

— Sinto muito te desapontar, mas, você, infelizmente, violou as regras de horário de Charlie Swan. – Ela sorriu de lado para mim, charmosa.

— Eu acho que ele não irá se importar, eu sou bem adorável na maioria das vezes. – Piscou um olho, rindo pelo nariz ao ver minha careta.

Ela suspirou, começando a me beijar. Eu sentia seus músculos tensos, a sua respiração parada e seus lábios duros, como se ela estivesse lutando para com algo.

Eu passei minhas mãos pelo seu pescoço, passando por seu ombro, braço, e logo depois sua barriga, na qual fiz uma leve carícia. Um rosnado da parte dela e logo depois ela me derrubava na cama, avançando sobre mim, como se quisesse fundir seu corpo com o meu.

Apertei sua cintura e ela se pressionou mais sobre mim, fazendo leves movimentos com o quadril.

Quando eu já estava quase esquecendo tudo sobre mim, ouvi uma risadinha e logo depois Edythe desgrudava seus lábios do meu, aproximando-os logo depois sobre meus ouvidos.

— Charlie está vindo. – Sussurrou, e desapareceu, completamente, me deixando com cara de tacho, e logo depois Charlie entrava no quarto.

— Bella? Tudo bem? – Eu pisquei, olhando para ele com olhos um tanto confusos. – Eu ouvi vozes. – Eu pisquei ainda confusa, olhando para os lados. – Bella? – Ele chamou mais uma vez.

— Não uh... – Me obriguei a começar a falar. – Eu tive um... um pesadelo, isso. – Gaguejei. – Desculpe, não estou me sentindo muito bem hoje. – Sorri amarelo, e vi um sorriso aliviado passar em seu rosto.

— Uhm... Você está quente mesmo. – Colocou sua mão sobre minha testa, pensativo. Corei vários tons de vermelho ao imaginar do por que eu estaria quente daquele jeito. – Você pode faltar a aula hoje, Jules vem aqui essa tarde e ela pode cuidar de você. – Eu assenti, e ele beijou minha testa.

— Vou indo, se cuide Bella. – Eu assenti, olhando fixamente para a porta até não ouvir mais os passos dele no corredor.

Eu ouvi um riso.

— Edythe. – Resmunguei, me afundando sobre as cobertas. – Você poderia ter me avisado antes.

— Me desculpe. – Pediu, mas, não parecia arrependida. Seus olhos passaram de mim para meu armário, o abrindo logo depois. – Bella, quando foi a última vez que foi a alguma loja de roupas? – Fez uma careta e olhou para mim. Eu dei de ombros.

— Não é a minha atividade favorita. – Ela sorriu de lado, olhando para mim de cima a baixo.

— Archie iria me matar se eu não lhe desse alguns conselhos. – Revirou os olhos, procurando algo no meu armário. – Mas, não é como eu me importasse. – Pegou uma calça jeans, uma blusa branca e um casaco fino. – Vamos. –

— Uh, onde? – Ela parou de andar e pendeu a cabeça para o lado.

— Para a escola. – Franziu o cenho.

— Mas, eu pensei que faltaríamos. – O sorriso dela aumentou.

— Meus irmãos querem conhecer você. –

***

Seria mentira se eu disse que eu não estava com receio.

Receio, não medo.

Na verdade eu estava aterrorizada. Eu iria conhecer os irmãos de Edythe, e eles eram vampiros! E um, particularmente, parecia me odiar! E eu nem ao menos sabia o que tinha feito para ele me repudiar, mas eu esperava conseguir mudar os pensamentos do que ele tinha sobre mim.

— Nervosa? – Perguntou Edythe, enquanto abria a porta do volvo para mim, eu somente lhe lancei um olhar temeroso e ela riu silenciosamente. – Tenho certeza que eles vão te amar. – Entrelaçou nossas mãos. – É impossível não se apaixonar por você. – Acariciou meu rosto. – Agora vamos, já perdemos o primeiro horário. – Me puxou para dentro da escola.

Ao contrário das outras aulas de Biologia em que eu e Edythe participamos juntas nos dias anteriores eu e ela sentamos mais ao fundo, com ela com o braço ao redor do meu ombro e nossas mãos entrelaçadas. Muitos alunos sentados mais à frente entortavam os pescoços para analisar as nossas ações mais afetivas, e elas pareciam um tanto incrédulas.

— Você poderia me contar mais sobre seus irmãos? – Sussurrei em seu ouvido e ela se remexeu na cadeira, desviando os olhos, como se estivesse olhando para a janela.

— Archie é a pessoa mais doce que você pode conhecer. – Sorriu de lado. – Ele, de todos os meus irmãos, é o mais receptível. – eu notei o tom carinhoso que Edythe usou para descrever Archie. – E ele sempre, sempre sabe de tudo, você pode se assustar no começo, mas, as vezes é prático. – Deu de ombros. Ela mordeu o lábio, parecendo pensar. – Jessamine é mais retraída, completamente contrária a Archie, mas, os dois se completam. – Ela se remexeu, desconfortável. – Ela é um tanto nova nesse negócio de sangue de animais, por tanto, não estranhe seu comportamento tenso.

— Senhorita Cullen, poderia me responder essa pergunta? – A voz da professora soou e Edythe suspirou, como se estivesse irritada.

— A homeostase é a propriedade de um sistema aberto de regular o seu ambiente interno de modo a manter uma condição estável mediante múltiplos ajustes de um equilíbrio dinâmico controlados pela interação de mecanismos de regulação. – Murmurou lentamente, sorrindo de lado ao ver a face um tanto desconcertada da senhora.

— Eleanor parece nunca crescer. – Revirou os olhos, dando um sorriso de lado. – Tenho certeza que você vai gostar dela. – Seu sorriso aumentou. – Ela é a única que consegue tirar o humor negro que parece existir em Royal. – Balançou de leve a cabeça. – Royal não teve experiências muito boas na vida, sempre quis ter uma família, alguém a quem cuidar, uma vida criada por seus genes. – Franziu o cenho. – Era um sonho que foi quebrado no momento em que ele virou imortal. –

— Sinto muito por ele. – Edythe assentiu, dando um leve beijo em minha mão. Seus olhos dourados brilhando em minha direção.

E logo depois um sorriso entortou seus lábios.

— A professora está achando nossa aproximação desnecessária e completamente ofensiva. – Murmurou, dando um leve beijo em minha bochecha, eu corei e desviei meu olhar para seu rosto.

— Nossa aproximação? –

Um sorriso maior cresceu em seus lábios rosados.

— Desculpe. – Murmurou, as mãos frias dela acariciando minhas coxas em um movimento lento e suave. Eu suspirei, desviando meu olhar para o resto da sala, e, surpreendentemente, todos estavam prestando atenção na aula que era dada.

— Edythe. – A chamei e vi ela ronronar de leve, o rosto enfiado em meus cabelos. – Se lembra? Aproximação desnecessária e ofensiva. – Eu murmurei e ela se afastou alguns centímetros. Mexeu seus cabelos já naturalmente revoltos e fez uma careta irritada.

— Me desculpe. – Pediu novamente e eu somente assenti, dando um leve beijo em sua bochecha.

— Edythe e Isabella, vocês, poderiam, por favor, sair da minha sala? Já que insistem em se comportarem tão.... vulgarmente na minha aula! –

— Uh, professora eu não acho necessário... – Começou Edythe, com a sua voz mais calma, mas, que não parecia ter efeito na professora irritada que agora nos encarava.

— Agora Srta Cullen! – Murmurou com uma voz mais alta. – E você Srta Swan, não esperava esse seu comportamento. – Forçou uma voz decepcionada e eu encolhi meus ombros começando a me levantar com Edythe em meu encalço.

Quando já estávamos fora da aula Edythe olhou para os lados e sorriu, pegando na minha mão e começando a andar.

— Ei, não deveríamos ir para o pátio esperar a aula acabar? – Murmurei seguindo seus passos meio desajeitada.

Foi quando eu vi uma centelha de diversão passar por seus olhos dourados.

— Não, você não fez isso.... –

Edythe deu de ombros e logo depois sorriu.

— Eu queria ficar sozinha com você. – Murmurou, se aproximando de mim e tomando minha cintura entre suas mãos. –

— Você sabia desde o início. – Resmunguei, a abraçando. Senti sua respiração parar.

— Vamos. – Sussurrou, me puxando pela mão logo depois.

— Você é inacreditável. – Murmurei, não contendo o meu sorriso. Vi seus olhos dourados brilharem em rebeldia e ela sorriu.

Mas, logo parei, franzindo o cenho.

— Mas, e seus irmãos? –

— Não acho que eles vão se importar. – Deu um sorriso de lado. – E Archie provavelmente previu o que eu iria fazer e já marcou um almoço em família. –

Eu franzi os lábios.

— Eu acho que vai demorar para eu me acostumar com o fato que o seu irmão prevê o futuro. – Murmurei.

— É bem prático na maioria das vezes. – Edythe disse, enquanto abria a porta do carro para mim.

— Onde nós vamos? – Perguntei e ela deu de ombros, ligando o carro.

— Vamos para a sua casa, Jules está preocupada. –

— Jules? – Indaguei, franzindo o cenho.

— Você tecnicamente deveria ter ficado em casa. – Deu um sorriso de lado. –

— Charlie. – Resmunguei, afundando meu rosto entre as mãos. – Edythe...

— Não se preocupe com isso. – Deu de ombros. – Eu tenho a eternidade. – Brincou.

— Claro. – Revirei os olhos e um riso escapou de seu lábios.

Quando chegamos, vi Jules sentada na varanda, seus olhos faiscando em direção a Edythe.

— Bella. – Murmurou, se aproximando. – Charlie disse que você estava mal.... –

— Jules, não precisa se preocupar. – Murmurei. – Aliás, eu vou passar o dia com Edythe. – Olhei para atrás e vi Edythe olhando fixamente para Jules.

— Não acho uma boa ideia. – Jules cerrou os olhos.

— Algum problema? – Perguntou Edythe, se aproximando com passos lentos até nós duas. – Eu sou capaz de cuidar de Bella. –

— Não tenho certeza disso. – Rosnou Jules, e seu corpo começou a tremer.

— O que você disse? — Eu pude escutar o rosnar baixo de Edythe.

Vi Edythe levantar uma sobrancelha e seu rosto ficou sombrio, como se Jules a tivesse a ofendido.

— Ei, ei, se acalme. – Eu murmurei para Jules, que desviou seus olhos de Edythe para os meus e somente suspirou.

— Eu vou indo. – Disse, se afastando bruscamente de mim e se virando.

Eu franzi os lábios. Algo estava errado.

— Bella? – Edythe me chamou e eu me virei para ela.

— O que foi isso? – Perguntei, enquanto ela pegava a minha mão e íamos em direção ao volvo.

Edythe somente estalou a língua e franziu o cenho, incomodada.

— Jules somente é um tanto.... Irritante. – Entortou os lábios, ligando o carro.

— Irritante? – Murmurei indagadora.

— Ela.... – Suspirou, apertando o volante entre os dedos finos. – Ela acha que eu não posso proteger você. –

— Me proteger do que exatamente? –

Ela se calou, desviando seus olhos.

— Eu não tenho uma boa fama em La Push, a minha família, particularmente, não é bem vinda em Forks e La Push a muito tempo Bella. –

— Edythe, o que você quer dizer com boa fama? –

Seu rosto se contorceu.

— Não quero falar sobre isso. – Murmurou secamente.

— Ei, você pode me contar tudo. – Sussurrei, pegando em sua mão.

Vi seus olhos dourados se encherem de culpa e ela desviou seus olhos dos meus.

— Não quero perder você. –

— Eu estou bem aqui. –

— Não por muito tempo. – Resmungou amarga.

— Ei! – A adverti, puxando seu braço. – Você não pode dizer isso.

Edythe sorriu de lado e deu uma pequena risada.

— Não acho que esse seja um momento apropriado para uma dama se preocupar com um passado um tanto turbulento de outra dama. – Murmurou de uma forma educada demais e logo depois sorriu. – E Bella. – Sua expressão ficou séria de repente e ela lambeu os lábios, parecendo pensativa. – Isso não só inclui um passado meu, mas, existem outras coisas incluídas, não é direito meu falar sobre. –

— Você me deixou curiosa. – Resmunguei e vi um sorriso grande rasgar seus lábios.

— Então, vamos esquecer isso uh? – Sorriu de lado.

Quando finalmente chegamos, Edythe, como da outra vez, me colocou sobre suas costas, as minhas mãos ao redor se seu pescoço e minhas pernas ao redor de sua cintura.

— Se segure-se! – Murmurou, e, logo depois, ela pulava alto o bastante para me fazer esconder meu rosto em seu pescoço.

Quando paramos, nós não estávamos na clareira, e sim no topo de uma grande árvore.

— Eu adoro a vista daqui. – Sussurrou, e olhou para mim de cima de seus ombros. – E um cenário perfeito para eu fazer um pedido. – Deu um sorriso charmoso.

— Pedido uh? – Sorri. – Que tipo de pedido? –

— Um pedido que você, provavelmente, já recusou muitas vezes. – Fez uma careta. – Mas, que eu tenho uma fina esperança que a resposta desse pedido não seja negativa. –

— Desde que não seja algo fora do meu alcance. –

Deu outro sorriso de lado e eu suspirei, a fazendo sorrir mais.

Ela era tão encantadora que as vezes eu não conseguia impedir a minha cara de idiota apaixonada.

Ela me ajudou a deixar suas costas e me colocou em sua frente, perto de seu corpo.

— Você é linda. – Sussurrou, dando leves beijos em meu lábio. – E completamente adorável. – Eu corei e ela riu, dando uma leve mordida em meu lábio. –

— Edythe. – Sussurrei entre seus lábios. – O pedido.

Ela respirou fundo.

— Você quer ir ao baile comigo? –

Eu franzi o cenho.

— Eu odeio bailes. –

— Ei, não é tão ruim assim. –

— Eu não sei dançar. –

— Eu posso te ensinar. –

— Não gosto de festas. –

— Acredite, festas comigo nunca são chatas. – Deu outro sorriso charmoso.

— Você é impossível. –

Ela deu de ombros, dando um sorriso convencido.

— E não fique convencida. – Bati em seu ombro e ela riu, balançando a cabeça.

— Como eu poderia convencer essa linda dama a ir ao baile comigo? –

— E a nossa viagem a Seattle? – Murmurei, começando a fazer carinho em sua nuca.

— Podemos adiar. – Murmurou, bicando meus lábios. – Podemos matar aula, podemos voltar antes, Bella, existem tantas formas. –

— Eu nem ao menos tenho um vestido. –

— Archie já se adiantou nisso, ele comprou três em questão de ele não ter conseguido acertar seu gosto pela minha descrição. –

— Mas, e o que eu falarei para Charlie? –

— Acho que ficará mais tranquilo ao saber que você está na escola ao invés de uma cidade a horas daqui. –

Eu fiquei em silêncio.

— E então...? – Deu um sorriso relaxado. –

— E se eu recusar? – Brinquei e vi ela franzir o lábio.

— Terei que convence-la do meu jeito. – Sussurrou sensualmente.

Seus lábios atacaram os meus, famintos.

Ela girou sobrenaturalmente rápido, enquanto suas mãos acariciavam minha cintura e seus lábios mordiam levemente os meus.

Suspirei pesadamente e apertei ela mais ao meu corpo.

— Aceite. –

— Não. – Sorri de lado e ela resmungou manhosamente e fez o caminho de beijos para meu maxilar.

— Bella. – Gemeu, e eu me arrepiei, franzindo o cenho levemente, avançando mais sobre ela, com fome de seus lábios doces.

— Aceite. –

— Eu ainda não tenho certeza. — Murmurei rapidamente e logo depois atacando seus lábios furiosamente, suspirando novamente e pegando seus cabelos sedosos sobre minhas mãos.

Suas mãos serpentearam para baixo do meu casaco e camisa, fazendo uma leve carícia ali.

— Por favor. – Murmurou, se afastando de uma forma gentil. – Eu.... Eu nunca fiz isso antes, quero fazer algo certo. – Suspirou, encostando sua testa na minha. – Eu te amo Bella. – A voz dela era dolorosa.

Eu tranquei a minha respiração e a olhei surpresa.

Edythe Cullen me amava.

Realmente me amava.

Eu conseguia sentir minhas bochechas arderem para sorrir e meu estômago doer.

Edythe abriu os olhos pela minha falta de resposta e me olhou ansiosamente.

— Eu... – Gaguejei vergonhosamente. – Uh. – Pigarro. – E-eu também te amo. – Segurei seu rosto entre minhas mãos. – Deus, eu te amo tanto. – Sussurrei, colando seus lábios nos meus.

Ela me apertou contra seu corpo.

— Eu te amo Bella. – Murmurou, nossos rostos pertos, nossas respirações se misturando. – Pra sempre.

— Sempre. – Sussurrei.

***

— Você tem certeza que quer conhecer Charlie? – Perguntei, abrindo a porta da minha casa.

— Por que tanto hesito? – Deu um sorriso de leve.

— Você não conhece meu pai. – Resmunguei e ela riu.

— Vai ficar tudo bem. – Afirmou carinhosa. – E eu quero fazer tudo certo, lembra? Pedir o seu consentimento para namorarmos é o começo. –

— Um começo muito, mas muito arcaico devo dizer. – Resmunguei enquanto entrávamos dentro de casa.

Edythe riu e revirou os olhos, me dando um leve beijo na bochecha.

— Pai? – O chamei, indo em direção a sala.

— Filha? Onde estava? – Perguntou Charlie, desviando seus olhos da TV para olhar para mim preocupado.

— Uh, eu e Edythe fomos comprar alguns livros essa tarde. – Murmurei, dando um sorriso sem graça.

— Edythe? – Murmurou meu pai, levantando seus olhos para Edythe, que deu um sorriso encantador.

— Olá chefe Swan. – Estendeu a mão para meu pai, que piscou, um tanto desnorteado e depois franziu o cenho.

— Bella me falou muito de você. – Afirmou e eu tive que corar. – Vocês se conheceram na escola? – Perguntou, enquanto pegava as inúmeras latinhas de cerveja e se encaminhava em direção a cozinha.

— Uh, sim. – Edythe sorriu novamente. – Bella é muito boa em Trigonometria, foi impossível não ficar amiga dela. – Fez uma careta adorável.

O que ela estava fazendo?

— Trigonometria, uh? – Charlie parecia satisfeito pela fala de Edythe. – Bella desde pequena foi muito inteligente. – Afirmou e eu corei novamente e Edythe sorriu carinhosamente para mim.

— Bella é muito especial. – Fixou seus olhos nos meus o que pareceu uma eternidade.

— Você é filha da Dra, Cullen não é? – Perguntou Charlie, se sentando na mesa e nos olhando atentamente.

— Uh, sim. – Sorriu de lado. – Ela falou de você, disse que era gentil. –

Charlie parecia ter ficado surpreso e logo depois corou.

— Bom, uh. – Pigarreou, ainda um tanto vermelho. – Ela cuidou de Bella tão bem... – Se mexeu na cadeia, tímido.

— Claro, eu entendo. – Sorriu encantadoramente.

— Pai. – Chamei atenção dele. – Eu e Edythe queremos contar uma coisa a você. –

— Uh? É mesmo? – Sorriu de leve, olhando-nos com atenção agora. – Bom, estou pronto. –

Eu abri a boca para começar a falar, mas, Edythe foi mais rápida.

— Queria seu consentimento para namorar Bella. – Parecia tranquila ao falar aquilo, mas, eu via a tensão em seus olhos dourados.

Charlie ficou em silêncio por alguns segundos.

— Uh, bom, isso é.... diferente. – Olhou desconfortável para mim. Ele não sabia como agir. – Bom, se você gosta de Bella tanto quanto diz, e se você respeita-la, bom, não vejo problema. –

— Char... Pai, você não, bem.... Não acha problema de Edythe ser, uh.... Uma garota? – Murmurei e vi ele franzir o cenho.

— Não.... Uh, bom, eu não sei como isso funciona. – Sorriu sem graça. – Então, desde que Edythe respeite as regras de horário e cuide de você, eu estou de bem com isso. –

Eu suspirei, aliviada e o abracei.

Charlie parecia um tanto surpreso pelo meu ato um tanto impensado mas logo depois me abraçou de volta.

— Fico imensamente feliz com isso Chefe Swan. – Edythe sorriu suavemente.

— Bom, uh, conheço Carine e seu irmão, uh.... Archie? – Edythe assentiu. – São boas pessoas, e creio que você também seja. – Sorriu de lado. Seus olhos viraram para o meu rosto, o avaliando.

— Você está mesmo crescendo. – Sorriu nostálgico e eu suspirei, me separando dele.

— Bom, eu já vou indo. – Edythe sorriu de lado. – Bella, me leva até a porta? –

— Uh, ãn.... Claro. – Sorri trêmula e a puxei para o hall da casa.

— Acho que Charlie gostou de mim. –

— Você leu a mente dele. – Afirmei e Edythe sorriu de lado.

— Ei, foi melhor assim. – Sorriu, se aproximando. – E agora poderei vir a sua casa na hora que eu quiser.

— Regras de horários, lembra-se? –

— Eu sou uma vampira Bella. – Revirou os olhos dramaticamente. – Posso estar aqui e não estar em alguns segundos. –

— Você vai voltar? – Perguntei e ela deu de ombros.

— Só se você quiser. –

— Eu acho que você já sabe a resposta. – Murmurei, dando um leve beijo em seus lábios.

— Sei? – Sorriu de lado.

— Uhum. – Sorri e então colei seus lábios nos meus.

Edythe suspirou e me empurrou gentilmente antes que aquilo continuasse.

— Desculpe, Charlie está vindo. – Sussurrou e eu assenti, acariciando seu rosto.

— Uh, Bella, quando sai o jantar? – Perguntou Charlie e logo depois ele franziu o cenho. – Uh.... Eu vou estar na cozinha. – Virou constrangido.

Eu e Edythe rimos, cúmplices.

— Seu pai é um doce. –

— Sim. – Eu sorri, carinhosa. – Ele é especial. –

— Posso imaginar. – Abriu a porta e sorriu para mim. – Eu vou estar de volta daqui a uma hora, espere por mim. – Disse, enquanto se afastava, mas, não largava minha mão.

— Eu vou. – Murmurei e Edythe sorriu adoravelmente.

O meu sorriso.

Quando nossas mãos finalmente se soltaram ela deu outro sorriso e entrou dentro do volvo enquanto eu fechava a porta.

Ela mal tinha saído do meu lado por alguns segundos e eu já sentia saudades.

Fechei os olhos com força e sorri bobamente.

Eu estou irrevogavelmente apaixonada por Edythe Cullen.

E eu duvidava que um dia esse sentimento poderia desaparecer.

***

Notas finais
Me perdoem pelos erros de português ^^ E no próximo capítulo Bella vai conhecer a família Cullen, o que vocês acham que vai acontecer? u.u Idéias são bem- vindas. Quero saber o que vocês estão achando da Edythe? Vocês querem que ela seja mais liberal? Ou vocês querem uma cavalheira do século dezenove?u.u Ou eu deixo assim mesmo ;x Por que eu tentei misturar as duas coisas e não se se vai agradar a todas, bom, críticas, opiniões, por favor, ajudam muito ^^ Espero que esse capítulo não esteja muito meloso O.0 Eu estou nessa fase de achar tudo romântico e escrever sobre isso, vai passar, prometo ;x Bom, até o próximo capítulo ^^