Notas iniciais
Um mês, certo, o mês mais rápido da minha vida >. Sabe aquele sentimento do capítulo escrito na sua cabeça, mas você, por algum motivo, não consegue passar isso para o computador? Cara, que horrível ;x E eu também estava querendo fazer algo de qualidade para vocês, uma escrita com o mínimos de erros e um sentimentalismo não tão clichê. Quero informar que daqui em diante, a história vai se desviar bastante da história original, não esperem a mesma Bella dos livros :D

— Eu estou bem mãe. – Murmurei sobre o telefone.

— Charlie disse que você sumiu na noite passada. – Resmungou Renée. – E só foi avisa-lo horas depois. –

— Aconteceram algumas coisas, não precisa ficar preocupada. –

— Isabella, você está a quilômetros de mim, eu sempre fico preocupada. – Enfatizou e eu me impedi de revirar os olhos.

— Só houve uma mudança de planos, passei a noite na casa dos Black. –

— Charlie me contou, Julie é uma boa pessoa? –

Estiquei minha cabeça levemente, observando da cozinha Jules olhar concentrada para a televisão, quando me viu, sorriu e acenou, boba.

Sorri.

— A melhor. – Assenti, suspirando. – Eu já disse, não fique preocupada. –

— Eu não ficaria preocupada se você viesse para Nova Jersey comigo e com Phil, acredite, aqui é maravilhoso. – A sua voz soara sonhadora.

— Daqui a dois meses vocês irão se mudar de novo, isso não é pra mim mãe. –

— Mas seria mais cuidada e teria uma vida mais agitada. – Tentou me convencer novamente e eu fiz uma leve careta ao imaginar uma “vida agitada”. De certo, a minha estava suficientemente turbulenta.

— Mãe, eu estou.... – Respirei fundo. – Feliz aqui. –

Renée suspirou.

— Só.... Não nos assuste novamente. –

— Eu prometo. –

Renée passou mais algumas indicações e eu concordei com todas, finalmente conseguindo desligar o telefone.

— Problemas? – Jules murmurou atrás de mim, curiosa, a cabeça levemente tombada. Eu suspirei e neguei.

— Talvez eu vá ficar de castigo. – Fiz uma leve careta e Jules sorriu.

Passei minhas mãos pelos cabelos, coçando os olhos logo depois, exausta.

— Eu devo estar horrível. – Resmunguei, tampando minhas bochechas com as mãos. Jules sorriu tranquila, e deu de ombros.

— A mesma Isabella de sempre. –

— Você é horrível com elogios. –

Jules sorriu, colocando seu braço ao redor de meu pescoço.

— Então, vou levar você para casa? –

— Não, por favor. – Gemi. Eu não queria ver ela.

Jules fez uma cara pensativa e logo depois suspirou.

— Eu disse para você afasta-la. –

Olhei surpresa para ela.

— Jules....

— Ela machucou você. – Seu braço apertou-me mais ao seu corpo.

Mordi meu lábio, subindo meu rosto para olha-la, mas, seus olhos estavam temerosos.

Ela estava sofrendo.

— Você me disse muitas coisas. – Sussurrei. – Mas, eu não obedeci nenhuma vez. –

Seus olhos foram aos meus e ela sorriu, carinhosa.

— Como eu disse, a mesma Isabella de sempre. –

***

— Eu nunca mais vou deixar você sair de casa. – Resmungou Charlie, me abraçando. Eu suspirei, colocando meu queixo em seu ombro e fechando os olhos com força.

— Desculpe. – Sussurrei, não me importante realmente se ele estivesse exagerando, eu só queria o carinho que só Charlie poderia me oferecer.

— Julie, obrigado por cuidar bem dela. – Charlie passou as mãos ásperas pelo meu rosto abatido e franziu o cenho.

— Sem problemas. – Ela sorriu pra mim e abraçou meu pescoço com força, resmunguei. – Ela só está me devendo uma quantidade considerável de chocolate. -

— Jules! – Resmunguei. – Você disse que não se importava! –

— Olha Bella, estamos falando de chocolate quente, precisamos abrir uma negociação. – Os olhos negros dela brilharam e eu corei.

— Idiota. – Empurrei-a, e logo depois, um sorriso sem graça tomou seus lábios. Ela respirou fundo, parecendo tomar coragem para falar algo, mas, sua respiração prendeu e seus olhos se fixaram na porta de entrada.

Ela olhou para mim por alguns segundos e eu franzi o cenho ao ver suas mãos fecharem-se em punhos.

— Eu já estou indo. – Sorriu fraco, tentando esconder a careta estranha em seu rosto. – Se cuida. – Deu um beijo no topo de minha cabeça e saiu andando em direção a sua moto.

Olhei para Charlie e vi ele suspirar, parecia um tanto mais aliviado.

— Venha Bella, você tem visitas. – Olhei surpresa para ele e me virei para atrás, observando o corpo de Jules tremer sobre a moto, ela morder o lábio e sorrir forçadamente para mim, antes de colocar o capacete e ligar a moto.

Assenti, ainda observando a moto sumir por entre a rua.

Entrei com passos hesitantes, a minha respiração aumentando a cada passada.

Mas, eu não encontrei cabelos acobreados, e sim loiros encaracolados.

Jessamine estava sentada delicadamente no sofá velho que tínhamos, os olhos dourados claros sorriram gentilmente quando me aproximei.

— Isabella. – A sua voz não passava de um sussurro. Engoli em seco.

— Jessamine. – A imitei, não sabendo como lidar com seus olhos claros intensos.

Eu nunca realmente tinha prestado atenção nela, em como seus olhos pareciam claros, quase brancos, sua pele translúcida, que combinava com a sua aparência gentil ao mesmo tempo misteriosa. Seu queixo é em formato “V”, que lhe dá uma aparência ainda mais frágil, mas, mil vezes mais bela. Seus cabelos caíam adoravelmente sobre os olhos em uma franja crescida.

Eu suspirei, encantada.

Corei ao ver que ela tinha percebido meu encantamento e ela riu baixinho, carinho passando por seus olhos.

Pigarrei, me sentindo o ser mais inferior do mundo em sua presença.

Ela sorriu.

— Queria pedir perdão em nome de Edythe. – Murmurou, enquanto eu me sentava ao seu lado. – Não só por ela ter.... Ter a ofendido, mas, por não cuidarmos da senhorita devidamente. –

Não falei, não conseguia falar.

A poucos dias, ao ouvir o nome de Edythe, eu suspiraria e sorriria o dia inteiro, mas, agora....

“Eu mesma cometi um erro com uma humana”

Erro.

Então era isso? Somente um erro? Que poderia ser apagado com um simples pedido?

Eu queria chorar. Meus pulmões imploravam para gritar, meus olhos ardiam, impedindo o iminente choro que já soltara por uma madrugada inteira.

— Mas, imploramos por uma devida explicação. – Seus olhos piscaram, enquanto uma onda de calmaria me atingia. – Edythe implora uma devida explicação. – Corrigiu-se. – Acredite, tudo o que está naquele papel faz algum sentido.

— Não quero saber se aquilo faz algum sentido ou não, se ela queria tanto apagar-se da minha mente, por que não disse que me odiava a esse ponto? –

— Edythe a ama. – Os olhos dela me olharam com compaixão e dor. – Desde que você se declarou, ela estava sempre ao seu lado, mesmo que você achasse que ela estivesse longe, ela a observava sobre as sombras. –

— Isso é impossível. – Desacreditada, eu não conseguia pensar que ela me amava a esse ponto.

— Você virou a obsessão de Edythe. – Murmurou. – Ela estava sempre com seus pensamentos focados em você, mesmo se você estivesse a quilômetros, Edythe estava lá, a observando pelos olhos de outra pessoa, só para.... Protege-la. –

Fiquei em silêncio.

— Edythe tenta entender seus pensamentos a cada segundo, a comparando com todos os humanos que já conheceu, tentando, de alguma maneira, entender você. – Deu um sorriso triste. – Então, de fato, ela falhou ao pensar que você seria ingênua e não descobriria a maldição de seu passado. –

— Eu só não quero mais sofrer, só quero.... Distância, tentar esquece-la, nem que seja somente por alguns segundos. – Apertei minhas mãos sobre o estofado do sofá. – Está doendo. –

Suas mãos serpentearam até as minhas, e ela as entrelaçou.

— Você quer mesmo isso? – Os olhos dela fixaram-se nos meus, como quando Edythe tentava ler minha mente.

Não.

Deus! Não, eu não quero me afastar dela! Eu quero abraça-la e nunca mais solta-la, eu queria perdoa-la, por que, no fundo, eu perdoaria qualquer coisa que ela fizesse.

Mesmo se ela arrancasse meu coração com suas próprias mãos, eu a perdoaria.

— Bella. – Sussurrou Jessamine. – Iremos embora. -

Meus olhos se levantaram, assustados.

— O.. Que? –

— No jogo de baseball, Edythe ultrapassou algumas regras que ela deveria ter mantido, e teremos que nos mudar por alguns anos. –

— Regras? Do que você está falan... – Meus olhos desfocaram e, então, eu me lembrei.

O enorme lobo de olhos castanhos escuros que me olhava furiosamente.

— Isso tem alguma coisa a ver com ... Com o lobo? –

Jessamine franziu o cenho, mas, logo depois, assentiu, suspirando.

— Não posso falar muito sobre isso, mas, como inimigos naturais, não nos damos muito bem, e foram impostas regras para o bem estar de todos, mas, quando Edythe foi salva-la o tratado foi prejudicado e Carine só conseguiu convence-los depois de uma condição de cinquenta anos longe. –

— Cinquenta... anos? – Sussurrei, incrédula.

— Para nós, cinquenta anos não é muito tempo. – Suspirou. – Mas....

Me levantei em um rompante.

— Chega. – Sussurrei, segurando as lágrimas. – Você pode sair. –Eu não queria ser grosseira, não queria, de alguma forma, causar alguma má impressão dela por mim, mas, mesmo que ela estivesse me acalmando esse tempo todo, a dor parecia corrosiva demais.

Me virei, limpando meus olhos úmidos, mas, a mão fria de Jessamine segurou fortemente minha mão.

— Me deixe terminar. –

— Não preciso de mais disso. – Murmurei. – Não preciso que Edythe envie você para dizer tudo o que não teve coragem de falar. –

— Você subestima demais o amor que ela sente por você, não é mesmo? – Sorriu gentilmente. – Me pergunto o porquê. –

Fiquei quieta com sua afirmação e ela sorriu.

— Só não quero que guarde rancor por nós, principalmente por Edythe, apesar de tudo, ela ama você. -

Eu suspirei e vi seus ombros caírem.

— Eu sei, parece impossível. – Revirou os olhos, como se fosse óbvio. – Só espero que não nos odeie. -

Neguei com a cabeça e vi um sorriso compreensivo cruzar seus lábios.

— Seria tão mais fácil.... –

— Eu sinto muito. – Sussurrei, sentindo meus olhos arderem pelas lágrimas que eu impedia de caírem.

Em um movimento surpreendente, senti o corpo frio de Jessamine abraçar o meu.

E então, a onda de calmaria sumiu e a dor veio, me fazendo a abraçar de volta.

— Eu sou um erro? – Sussurrei. – Digo, na carta....

Os olhos claros me olharam e ela sorriu.

— Não sou eu que devo responder essa pergunta. – Se afastou de mim, parecia um tanto constrangida.

Assenti, mordendo os lábios.

— Bom, eu vou indo. – Murmurou, passando por mim suavemente.

— Já? – Murmurei e ela me olhou surpresa, mas, logo depois sorriu.

— Vim somente para dizer adeus. – Colocou as mãos entrelaçadas em frente ao corpo. – Quero dizer, eu me apeguei a você. – Se ela pudesse corar, estaria vermelha nesse momento. – E, de fato, Edythe me pediu alguma ajuda, até por que, eu sinto os seus sentimentos, talvez assim.... – Suspirou. – Bom, isso não importa muito agora. –

— Ela.... Ela está aqui? – Perguntei e vi ela assentir.

— Ela está no andar de cima. – Murmurou e eu senti meu corpo tremer. –

— Não quero falar com ela. – Falei em um supetão, sabendo que ela estaria me ouvindo.

Jessamine suspirou e assentiu.

— Ela vai esperar. – Assentiu e eu engoli em seco. – Mas, em algum momento ela terá que partir, não demore. –

Assenti e ela sorriu suavemente.

— Tenho que ir. – Passou por mim com passos lentos.

—Jessamine? – A chamei e vi ela se virar, os olhos me observando atentamente. – Obrigada.

— Nós nos vemos novamente, Isabella Swan. – Fez uma leve reverência, sumindo por diante dos meus olhos em um vulto.

Me joguei no sofá, tampando meu rosto com as mãos e suspirando.

Um mundo sem você é meu inferno Isabella Swan.

Lágrimas começaram a sair de meus olhos.

Ela iria embora, iria me deixar.

Ela nunca mais sorriria para mim, nunca mais reprovaria meu jeito desajeitado, nunca mais seria insuportavelmente protetora.

Ela acharia outra pessoa sobre sua imortalidade.

Andei cambaleante até as escadas, as lágrimas deixando minha visão embaçada.

Abri a porta, e me encontrei com o vazio de meu quarto.

Ela não estava mais ali.

Franzi o cenho ao ver uma foto revelada em cima de minha cama. A peguei e vi a letra de Edythe.

Sinto muito.

Eu amo você.

Na foto estava eu e Edythe, ela beijando minha bochecha de uma forma carinhosa, enquanto eu tinha um sorriso tímido e a face vermelha.

Observei a mão de Edythe entrelaçada com a minha, em como ela estava linda, e como eu estava verdadeiramente feliz naquele momento.

Apertei a foto em minhas mãos e, mais uma vez, senti o buraco em meu peito aumentar.

***

McKayla mordeu o lábio inferior, olhando pensativa para meu quarto.

— Como vai Jeremy? – Perguntei, me sentando em frente ao computador antigo. – Érica disse que terminaram. –

— Érica, uh? – Levantou uma sobrancelha fina. – Sim, nós terminamos. –

— Seria rude eu perguntar o porquê? – Girei minha cadeira, olhando de frente para ela, que sentara em minha cama.

— Seria. – Estalou a língua. – Mas, quem se importa? Jeremy é um idiota. –

— Uh? –

— Ele me compara sempre com você. – Encheu as bochechas, irritada. – Por que você não se maquiaria tanto, ou por que suas roupas não seriam tão curtas, ou talvez por que você seria mais estudiosa. –

Senti minhas bochechas corarem.

— Às vezes, eu tento descobrir o que você tem de tão surpreendente. – Em um supetão, seu rosto estava perto demais. – Mas.... – Franziu o cenho.

Empurrei ela delicadamente pelo ombro, a fazendo sentar.

— Mas eu sou uma garota completamente normal. – Sorri fraco. – E seria idiotice me comparar a você. –

— Claro, até por que, quem seria mais meiga do que Isabella Swan? – Tentou imitar a voz de Jeremy e eu sorri.

— Esquece isso. – Mordi o lábio. – Você é bonita de sua maneira. –

— Clichê. – Cantarolou e eu corei, sorrindo por seu jeito mais solto.

— Certo, eu posso ser clichê, admito. – Sorri de lado. –

— Talvez esse seja seu defeito...? –

Eu revirei os olhos.

— Acredite, esse é o defeito que eu menos me preocupo. – Falei me virando, vendo que o computador ainda não estava ligado. Resmunguei.

— Quantos anos tem essa antiquaria? –

— Uns cem anos. – Fiz uma careta e a tela ficou azul.

McKayla riu.

— Trouxe alguns livros. – Pegou a bolsa. – Talvez haja algo. – Se levantou e começou a remexer na bolsa.

No processo de procurar os livros, o cobertor se mexeu e revelou a foto relevada que Edythe tinha deixado ali.

McKayla olhou curiosa para foto e logo depois sorriu fraco.

— Vocês são maravilhosas juntas. – Observou a foto com mais atenção. – Baile, uh? – Me olhou irônica e eu dei de ombros.

— Ela é do tipo de pessoa que tem métodos convincentes. –

— Imagino os tipos de métodos. – Olhou-me maliciosa e eu corei.

Ela suspirou e logo depois, uma expressão encantada torceu seu rosto.

— Sabe, ela ama você. – Estalou a língua e eu ri. – É sério! Quem tiraria uma foto do baile e não jogaria fora? –

— Edythe Anthony Cullen. – Brinquei e McKayla revirou os olhos.

— Deus! Ela é careta demais! – Olhou novamente para a foto, agora sorrindo, e eu sorri tristemente.

— Conseguiu achar os livros? – Estiquei minha cabeça para ver a mochila de McKayla, que assentiu e tirou três livros de lá.

— Uhm.... Certo, aqui estão. – Me entregou e eu folheei os livros, observando as letras pequenas demais.

McKayla sentou-se novamente na cama e pegou outro livro.

— Eu não consigo entender nada. – Franziu o cenho e eu sorri.

— Por que eu quis fazer trabalho com você mesmo? – Falei e recebi um tapa no braço, resmunguei. – Sabe, você deveria levar mais na brincadeira. –

— Cala boca. – Resmungou, continuando a folhear o livro.

Eu sorri sem graça, me virando para o computador, que agora, finalmente, estava ligado.

A campainha toca.

McKayla levanta a cabeça do livro.

— Vai lá, eu assumo. – Disse e eu me levantei da cadeira. – Não demore. – Falou, começando a digitar assustadoramente rápido e eu assenti, saindo do quarto.

Desci as escadas com calma, pensativa.

Quando finalmente abri a porta prendi a respiração.

— Precisamos conversar. – Os olhos de Edythe estavam negros, como se ela não se alimentasse por semanas, mas, não existia fome em seu olhar, somente.... Cansaço.

— Não. –

— Bella. Agora. – Rosnou a última palavra, segurando meu braço, eu a olhei irritada.

— Você não pode me obrigar. – A olhei desafiadora e sua testa se vincou.

— Isabella. – Sibilou meu nome. – Não me desafie. – Seus ombros se curvaram.

— Eu não tenho medo de você. – Dei alguns passos para frente. – E nem de suas malditas ameaças. – Meus olhos faiscaram em sua direção.

Eu ouvi um rosnado subir por sua garganta, e sua boca se abriu por leves instantes, chamando minha atenção.

— Não temos mais nada. – Murmurei. – No momento em que eu li aquela carta, nós terminamos. –

Edythe pareceu abalada ao ouvir minha frase, mas, logo depois, suspirou.

— Eu tenho que partir. – Olhou de canto de olho para atrás. – E não acho que aqui seja um lugar apropriado para dizer adeus. –

Senti minhas bochechas queimarem pelo nervosismo e suspirei.

— McKayla está me esperando. –

Edythe sorriu incrédula.

— Não é como se eu me importasse, vamos. – Me puxou pelo pulso, me colocando sobre suas costas.

Em segundos, estávamos a quilômetros da minha casa.

Edythe de uma forma rápida, mas, delicada, me colocou sobre as flores da clareira.

— Aquela carta.... Existe uma explicação para aquilo. – Começou e eu franzi o cenho, ainda tonta.

— Edythe.... – Sussurrei. – Você vai embora, não tem por que....

— Eu amo você! – Os olhos dela jorravam desespero. – E eu não quero que me odeie. –

— Eu não odeio você. –

— Mas está magoada. –

Suspirei, ficando em silêncio, não negando sua afirmação.

De fato, eu estava, mas, odiar ela estava longe de ser verdade.

— Mas, é assim que termina. – Senti meus olhos arderem. – Você irá embora, e eu vou continuar aqui, envelhecendo. –

— Eu queria que fosse fácil assim. – Olhou-me de uma forma derrotada. – Eu queria transforma-la e viver para sempre com você. –

— Por que? Por que é tão difícil? –

— Meu passado não permite. – Negou com a cabeça. – Eu fui inconsequente ao pensar que eu poderia ficar com você. –

— Não existe um jeito? –

— Existe. – Seu rosto se transformou em dor. – Mas, eu iria sentenciar você a uma eternidade de morte e dor. –

— E se eu dissesse que eu não me importo? –

— Você seria louca. – Sussurrou, se aproximando de mim. – Completamente louca. –

— Onde você irá? –

— Para Volterra, fiz um pacto com os Volturi anos atrás, e vou ter que quebra-lo, não quero você no meio disso. –

— Mas.... Jessamine disse....

— Você realmente acha que aqueles lobos podem me parar? – Sorriu de lado. – Você me subestima, Isabella Swan. –

Senti minhas bochechas queimarem.

— Eu deveria estar odiando você. – Agarrei sua cintura. – Deveria estar com raiva. – Uma lágrima desceu por minha bochecha. – Mas... Parece tão impossível. –

Um sorriso triste tingiu seu rosto e ela me abraçou fortemente.

— Eu vou voltar. –

— Não quero que volte. –

Seus olhos fixaram-se nos meus.

— Como...? –

— No baile. – Sussurrei. – Eu disse para você sempre pensar em mim. – Acariciei seus cabelos. – Mas, eu fui egoísta ao pedir isso. Não quero ser um peso para você. –

— Não posso fazer isso. –

— Pode. – Sorri triste. – Você tem uma eternidade para isso, não é? –

Edythe tinha o cenho vincado com força, os olhos jorrando insegurança e suas mãos seguravam fortemente minha cintura, como se sentisse dor.

— Bella.... –

— Eu sou um erro, não é? – Me lembrei da carta. – Disse que alguém me faria esquecer. –

— Eu não estava falando de você. – Negou com a cabeça. – Eu estava falando de mim. –

A olhei confusa.

— Eu cometi o erro. Eu sou o monstro aqui Bella, eu e somente eu. – Sorriu forçadamente. – No fim, eu magoei você, como qualquer um da minha espécie faria. –

— Então.... Por que você....

— Eu iria pagar as minhas memórias Bella. – Acariciou meu rosto. – Mas, como? Se os únicos meses, nesses 109 anos, foram os mais maravilhosos? –

— Não faça eu mudar de ideia. –

— Não estou. – Colou sua testa na minha. – Só não quero esquecer de suas bochechas coradas. – Passou seus dedos finos por minhas bochechas. – De seu modo teimoso e desajeitado, da forma em que você sempre parece perdida nos próprios pensamentos, ou o fato de você se preocupar comigo, mesmo sendo eu quem deveria ser a pessoa que deveria estar protegendo você. –

— Pare....

— De como você enche as bochechas quando está irritada, mesmo sem perceber, ou pelo fato de você nunca se incomodar com meus olhos, ou como você perdoa o fato de que eu quis matar você. –

— Pare.... Pare. –

Nunca pensei que memórias fossem tão dolorosas. Enquanto mais Edythe falava, mais eu me lembrava.

— Como você odeia o frio e sempre está de mau- humor, a forma corada e adorável que seu rosto fica cada vez que nos beijamos....

— Edythe! – Falei alto, e ela se calou. – Pare. – Agarrei-me ao seu corpo. – Você está piorando. – Sussurrei.

— Você não entende Bella. –Forçou meu rosto para cima. – Isso e por mais coisas, que seria impossível eu me esquecer. –

— Por que está fazendo isso? –

— Por que eu vou voltar, mesmo que você não queira, eu voltarei, Isabella Swan. –

E então, ela me beijou.

Eu agarrei deus cabelos acobreados, sentindo minhas lágrimas descerem por minhas bochechas. Edythe suspirou e juntou mais nossos corpos, me abraçando de uma forma desesperada.

— Foi maravilhoso, cada momento. – Murmurou. – Cada segundo Bella....

Soluços começaram a sair de minha boca.

— Eu vou voltar, vou conseguir voltar e viver eternamente com você. –

Promessas.

Edythe me prometia tantas coisas, por que sabia que eu viveria sobre elas, sobre a esperança que ela voltaria.

E, mesmo olhando para seu rosto perfeito, para seus cabelos sedosos, eu não conseguia acreditar de que, de fato, ela voltaria somente por mim.

E eu sabia que, teria que me conformar pela sua partida.

“Sou Edythe Cullen, Não tive a oportunidade de me apresentar na semana passada. Você deve ser Bella Swan.”

“E se eu não for uma super-heroína? E se eu for a vilã?”

“Um mundo sem você, é meu inferno Isabella Swan.”

“Eu penso em você a cada segundo”

Por que eu sempre lembraria dela, da forma como ela parecia brilhar sempre que ria, como eu poderia me apaixonar cada vez mais cada vez que ela soltasse seu sorriso com covinhas, ou a sua forma protetora demais, que já nos levou a brigas de horas, que sempre terminavam em beijos.

Por que, aquele buraco, nunca mais seria preenchido novamente.

Notas finais
Um capítulo rápido, eu sei, mas espero que tenha sido bom pelo menos =P O que acontecerá com a Bella? Vai se apaixonar pela Jules? ( Prevejo comentários ameaçadores contra isso auhsuahs') Vai chorar por uma vida? Vai realmente esquecer Edythe? Bom, me perguntaram se teria, uhm.... cenas mais quentes entre as duas, eu não prometo nada E. L. James, mas vou me esforçar com isso, certo? Desculpem qualquer erro de ortografia o/