Notas iniciais
Ei pessoas o/ Como vão? =D Bom, aqui vai mais um capítulo, espero que gostem ^^ E me perdoem os erros de português o/

Quando eu acordei Edythe não estava lá, mas, eu sabia que ela tinha ficado depois que eu adormecera, eu conseguia sentir seu perfume em meu travesseiro, e a janela estava aberta, um costume que ela acabou contendo depois de algumas noites.

Eu suspirei e comecei a me vestir, um tanto pensativa, e a cada vez que eu lembrava dos detalhes de ontem á noite eu sentia o arrependimento me corroer por dentro.

Uma batida na porta me fez pular no lugar.

— Bella? – A voz abafada de Charlie me fez soltar um suspiro.

— Pode entrar. – Murmurei, arrumando meus cabelos de uma forma relaxada.

— Bom, eu.... Queria conversar com você sobre a sua viagem a Seattle. – Sorriu fraco e eu fui pega de surpresa.

Tantas coisas tinham acontecido que eu já tinha esquecido da viagem na qual Edythe me levaria.

— Bom, uh, eu não tenho certeza sobre isso. – Charlie franziu o cenho. – Edythe me convidou ao baile. – Sussurrei, corando e vi compreensão passar por seus olhos.

— Oh.... Bem, isso.... É bom. – Sorriu de lado. – Não gostava da ideia de você longe. –

Eu assenti, mordendo os lábios, e, depois de alguns segundos em silêncio ele parecia ter ficado sem jeito e somente sorriu sem graça e disse que iria ficar mais tarde no trabalho hoje.

Ótimo. Pensei. Tudo que eu precisava é ficar sozinha.

Não demorei a chegar a escola, e, quando parei o monstro vermelho na vaga e fechei a porta da mesma olhei para trás e lá estava ela, Edythe, me olhando curiosamente, o cenho franzido e os lábios espremidos.

— Precisamos conversar. – A voz dela soara suave, como um canto, mas, que tinha um certo temor.

— Não, não precisamos. – Murmurei, não tendo coragem para encarar aqueles olhos dourados.

— Bella.... – Meu nome saíra como um suspiro em seus lábios e eu fechei os olhos com força.

— Não faça isso, não tente me convencer, eu preciso de.... Espaço. – Dei um passo para frente, mas, seu corpo me impediu.

— Mas, eu não vou conseguir ficar longe. – Disse, os olhos torturados.

— Edythe, eu preciso ir. – Murmurei, desviando de seu corpo e começando a andar, com ela em meu encalço.

Senti sua mão puxar meu braço violentamente eu ofeguei ao sentir meu corpo colidir com o dela.

— Não fique longe, eu imploro. – Pediu, os lábios dela quase encostando nos meus.

Eu não conseguia falar, hipnotizada pelo seu olhar e completamente entregue ao seu toque.

— Você está bem? – Perguntou e eu assenti, engolindo em seco.

— Eu, uh, só estou tendo algumas dores, nada demais. – Graças a minha resposta, ela parecia ter ficado mais aliviada.

— Eu assustei você, não é? – Disse, se referindo ao dia anterior.

Eu abaixei meu olhar.

— Sim, tudo aquilo foi assustador. – Mordi meus lábios e seus olhos foram puxados em direção ao ato. – Eu conheci uma parte de você, que antes, nunca pensei que existiria. – Desabafei.

— Você está com medo de mim? – Murmurou e eu neguei, conseguindo me afastar.

— Você não é o problema Edythe. – Dei um sorriso amargo. – Eu só não consigo aceitar que você vai partir algum dia e ficar longe de mim. – Suspirei, arrumando a alça de minha mochila. – E eu só preciso de um.... Tempo, para digerir isso. –

— Mas, estamos bem? – Pediu, a face levemente esperançosa.

— Eu, sinceramente, não sei. – Dei alguns passos para atrás, observando seu rosto contorcer-se em uma careta de tristeza.

Eu respirei fundo e me virei, conseguindo andar rapidamente para dentro da escola.

— Ei, como você está? – Perguntou Érica, aparecendo em meu lado. Eu somente suspirei e olhei para ela. – Bella, o que aconteceu? –

— Não eu.... – Meus olhos foram a Edythe, que entrava dentro da escola com passos largos. — .... Não quero falar sobre isso. – Neguei, desviando meu olhar do corredor.

— Uhm, aconteceu alguma coisa entre vocês duas? – Adivinhou e eu franzi meus lábios.

— Não é nada demais. –

— Se não fosse nada demais você não estaria tão desanimada. – Cutucou meu ombro.

Soltei o ar, e vi o seu rosto se contorcer em curiosidade.

— Bella, Érica! – A voz de Jeremy nos chamou, eu sorri para o adolescente que andava até nós duas com um sorriso brilhante.

— E então? Como foi o final de semana? –

Fui atacada por nove vampiros, encontrei dois lobos extremamente enormes, e um deles quase matou minha namorada.

Balancei minha cabeça.

— Normal. – Sorri fraco.

— Ela brigou com a namorada. – Érica fingiu sussurrar para Jeremy, que franziu o cenho.

— E-eu não briguei com Edythe. – Resmunguei, sentindo meu rosto arder. – Só estamos dando um.... Tempo. –

— Tempo, claro. – Jeremy levantou a sobrancelha e eu desviei meus olhos dele. – Por qual motivo? –

Eu bufei.

— Não existe motivo. –

Os dois me olharam céticos e eu revirei meus olhos.

— Edythe vai, provavelmente, viajar, e só voltará daqui a meses. –

Os dois se entreolharam.

— E qual o problema? – Murmurou Érica, parecia confusa.

Eu suspirei, é claro que eles não entenderiam que ela sairia de Forks atrás de outro vampiro, junto com outros vampiros de um clã extremamente poderoso que ela já fez parte, e, consequentemente, ela terá o grande risco de se machucar, ou ser morta.

— Ah! Eu já sei! – Jeremy estalou os dedos. – Você está com medo de ela se apaixonar por um cara, não é?

Uh?

— O que? – Murmurei, olhando para ele confusa. –

— Mas é óbvio! Você está triste por que sabe que ela é extremamente bonita, e você se acha insuficiente, então, você está chateada por esse fato, por que acredita que ela achará alguém melhor que você. –

Eu parei de andar.

Por que eu não pensei nisso antes?

Edythe estaria viajando para vários lugares, conhecendo várias pessoas.

Eu soltei o ar, derrotada, já cansada de tantos pensamentos tortuosos que eu tinha.

Sem dizer mais nenhuma palavra, sai do lado dos dois, querendo entrar em sala o mais rápido possível, e, tentar esquecer um pouco o fato que Edythe, aparentemente, me deixaria.

E que eu estava virando uma verdadeira dramática.

— Ouvi Jeremy dizer que você e Edythe terminaram. – Ouvi a voz de Logan ao meu lado e eu franzi o cenho.

— Por que isso chega a ser importante para você? –Resmunguei, já irritada.

Logan levantou uma sobrancelha.

— Eu só estou curioso. – Mordeu os lábios e eu suspirei.

— Claro que está. – Franzi o cenho. – Eu e ela não terminamos, somente discutimos, satisfeito? –

Logan simplesmente me olhou pensativo.

— Desista disso. – Pendi a cabeça para o lado, confusa. – Sabe, ela e você, não vai funcionar. –

— Sei tomar minhas próprias decisões. – Levantei uma sobrancelha e ele riu, incrédulo.

— Você não vê o óbvio. – Negou com a cabeça, se levantando e indo em direção a outra carteira.

O óbvio?

Suspirei, sentindo minha cabeça doer.

Então, eu senti saudades do toque frio de Edythe e do seu sorriso acolhedor, ela me faria me sentir melhor.

***

Quando finalmente as aulas acabaram, corri para a minha caminhonete, e, desconfiada, fui para a casa sem nenhuma interrupção de Edythe ou de seus irmãos.

Cheguei em casa e tudo estava quieto demais.

E, como previ, Charlie não estava em casa.

Com passos preguiçosos, deixei a minha mochila no sofá e subi as escadas com passos lentos.

Mas, tomei um susto ao ver Edythe sentada na cadeira de balanço, parecia distraída.

— Precisava falar com você. –

— Uhm, use a porta da próxima vez. – Resmunguei e vi um leve sorriso surgir em seus lábios.

Com passos rápidos, demais para eu sequer perceber seus movimentos, fui jogada a na cama e ela se colocou em cima de mim.

— Não poderá fugir agora. – Seus lábios acariciaram a minha bochecha.

Seus olhos fixaram-se nos meus e eu perdi o ar, sentindo o que Edythe sempre causava em mim, encantamento.

— Diga. – Sussurrei e ela franziu o cenho. – O que você quer? –

Ela parecia ter ficado um pouco aborrecida pela minha pergunta.

— Iremos ao baile? – Perguntou.

— Não tenho certeza. – Provoquei, sem mostrar dúvida.

— Bella, você prometeu. – Me olhou seriamente e eu desviei meus olhos.

— E você prometeu nunca me deixar. – Respondi, sentindo meus olhos arderem. Ela suspirou fortemente.

— E nunca vou deixa-la. – Prometeu mais uma vez. – Nós nem ao menos temos certeza de os Volturi irão vir. –

— Eu sei que virão. –

— Não, não sabe. – Sibilou. – Esqueça disso. –

— Não posso. – Mordi meus lábios e ouvi um ronronar. – Não quando sei que você poderá desaparecer.

— Eu te amo. – Disse, segurando meus braços por cima de minha cabeça. – Mais do que eu poderia aguentar. – Seu rosto se afundou em minha nuca. – Não se afaste, por que, a cada segundo sem você, uma parte minha morre. –

— Palavras não são o suficiente. – Me neguei a ela novamente.

Então, senti seu corpo petrificar.

— Bella, você está.... – Pela primeira vez, vi ela gaguejar. – Terminando comigo? –

Vi seus olhos dourados jorrarem dor e eu neguei.

— Nunca. – Sussurrei.

Então, pela segunda vez, vi sua face se contorcer em alívio.

— O que faço para você me perdoar? –

— Não há o que perdoar Edythe. – Vi ela franzir o cenho. – Eu só estou magoada.

Vi ela soltar o ar, parecia um tanto cansada.

— Eu vou parar de insistir. – Murmurou, fazendo menção de se levantar, mas, segurei sua cintura.

Ela fixou seus olhos nos meus, confusa.

— Não vá. – Sussurrei, observando seus olhos brilharem. – Não consigo mais fazer isso sozinha. –

Então, com movimentos suaves, suas mãos passaram levemente pela minha cintura ainda um pouco dolorida, o vão entre meus seios, meu pescoço, o meu queixo, até parar em cima de meus lábios.

— Deus Bella, você é linda. – Sussurrou, se deitando em cima de mim e abocanhando meus lábios.

Eu tinha sentido tanta falta disso.

***

— Carine, já chega. – Resmungou Edythe, escondendo o rosto em meus cabelos quando o flash foi ouvido.

— É a primeira vez que você vai em um baile querida, em séculos, eu preciso guardar esse recordação. – Deu um sorriso enviesado.

Eu corei e Eleanor ao meu lado, riu alto.

— Edythe é tão careta. – Revirou os olhos e Edythe deu um tapa em sua nuca, a fazendo resmungar.

— Como está Bella? – Perguntou Archie, com um leve sorriso.

— Eu estou bem. – Sorri, um tanto trêmula. – O vestido.... É realmente bonito. – Assenti.

Archie sorriu alegremente.

— Aprecio o fato de você ter gostado dele. – Parecia orgulhoso ao olhar o vestido azul que eu usava.

— Sim, todos estão felizes, agora, podemos ir. – Resmungou Edythe, mau- humorada.

— Onde vocês irão? – A voz de Taylor soou dentro da sala de estar dos Cullens. Eu me virei para olhar a vampira que olhava curiosamente para todos nós.

— Edythe e Bella irão ao baile da escola. – Earnest disse.

— Ao baile? – Murmurou, parecia um tanto confusa. Seus olhos pousaram em mim. – Você não iria viajar? –

— A viagem foi cancelada. – Edythe disse, antes que eu sequer abrisse a boca. –

Taylor parecia estar conformada pela resposta de Edythe e somente me lançou um sorriso fraco.

— Você está maravilhosa Bella. – Confessou, olhando fixamente para mim. Eu corei.

— Vamos. – O humor de Edythe parecia ter piorado, ao ver que ela me puxou um tanto grosseiramente para a porta da entrada.

— Se divirtam. – Earnest disse, sorrindo amavelmente para nós duas.

Edythe parecia um tanto mais tranquila dentro do volvo.

— O que acontecerá com Taylor? – Perguntei e vi ela franzir o cenho. – Sabe, pelo o que eu sei, ela ainda está tentando controlar a sede....

— Nós iremos matá-la. –

Eu arregalei os olhos.

— Não! Não assim. – Riu da minha cara de espanto. – Taylor não poderá voltar para a vida que tinha, iremos montar um falso acidente, e logo depois, a mandaremos para o Alasca. –

— Alasca? – Murmurei. – Mas, então.... Ela não ficará mais em Forks? –

— Não podemos deixar que ela fique aqui e seja vista por alguma pessoa. –

— Ela ficará bem lá? – Sussurrei, temerosa. Edythe olhou-me de forma amorosa e assentiu.

— Existe um clã que reside lá, eles são ótimos, ajudarão no controle de Taylor, ela ficará bem. – Acariciou minha mão e eu assenti, suspirando.

— Ela poderá voltar? – Perguntei, e vi uma pontada de incomodo na face de Edythe.

— Talvez.... – Murmurou, franzindo o cenho.

Eu assenti e vi um leve sorriso em seus lábios.

— Nervosa? –

— Entediada. –

— Uhm, isso é um problema. – Franziu o cenho. – Bom, me diga Isabella Swan, foi a muitas festas escolares quando moravas em Phoenix?

— Sinceramente, essa é a minha primeira. –

Um leve sorriso entortou seus lábios.

— Eu ainda me lembro da minha primeira vez em um salão de festas. – Olhou para mim, os olhos dourados brilhando. – Era em 1930, e a música naquela época era simplesmente maravilhosa. – Deu um sorriso enorme. – Você iria amar. –

— Não tenho tanta certeza. – Franzi o cenho e ouvi sua risada musical.

O volvo finalmente parou.

Edythe saiu do carro, e, com a sua velocidade, abriu a porta rapidamente para mim.

O som dentro do salão estava alto, e eu me perguntava, como Edythe tinha conseguido me convencer a vir para cá?

— Eu vou estacionar o volvo em um lugar apropriado, você me espera? – Edythe murmurou, e eu assenti, recebendo um rápido beijo na bochecha, enquanto ela entrava no carro novamente.

Eu suspirei, olhando ao redor.

Um tanto surpresa, depois do som do volvo ter desaparecido, ouço alguns arbustos se mexendo incontrolavelmente, o som de passos e alguns resmungos irritados.

Mordi meus lábios, temerosa.

— Alguém ai? – Gaguejei, me achando idiota ao ver que, depois de alguns segundos, ninguém respondera.

— Bella? – Eu pulei e olhei para atrás, encontrando Jules.

— Jules? – Sussurrei. – O que você está fazendo aqui? –

— Eu precisava te ver. – A sua face se contorceu. – Eu estava preocupada. – Se aproximou com passos lentos.

Eu franzi o cenho ao ver a sua vestimenta.

Ela usava uma blusa branca larga demais para seu corpo magro e definido, junto com um shorts, que mais parecia restos de uma antiga calça.

Sem falar nenhuma palavra, andei rapidamente em sua direção a abraçando.

— Me desculpe. – Ela sussurrou em meu ouvido. – Eu tenho agido tão rude com você. – Murmurou, as mãos fazendo círculos em minhas costas.

— Mas, o que aconteceu? – Sussurrei. – O que está acontecendo? – Meus olhos foram ao seu braço, onde continham uma tatuagem. – Você.... Você fez uma tatuagem? – Murmurei, confusa, passando meus dedos por cima da mesma.

— Aconteceram algumas coisas. – Murmurou. – E eu não podia me aproximar. – Seus dedos acariciaram minhas bochechas. – Eu.... – Fechou os olhos com força, a voz começando a embargar. – Espero que me perdoe.

— Está tudo bem. – Sussurrei. –

— Você não me obedeceu. – Não parecia irritada. – Mas, ei, estou falando com Isabella Swan. – Deu um sorriso fraco. – Só.... Tome cuidado com Edythe, ok? E se ela te magoar, eu arranco a cabeça dela.

A afirmação dela foi tão séria que eu tive que rir.

— Estou feliz por você estar aqui. – Murmurei, e vi aquele característico sorriso enorme rasgar seus lábios. – Eu senti saudades.

Jules levantou uma sobrancelha.

— Você está sentimental, uh? – Fez graça e eu tive que corar.

Nós olhamos por alguns segundos, então, ela suspirou e se afastou, parecia incomodada.

— Eu vou indo. – Seus olhos foram a algum lugar atrás de mim. – E diga um “olá” para sua namorada por mim. – Olhei para atrás e vi Edythe, escondida por entre as sombras do salão, nos olhando de uma forma fixa.

Os olhos brilhavam na escuridão.

Jules me deu um sorriso torto e se afastou de mim, correndo em direção a floresta.

— Bella? – Meus olhos se desviaram para a vampira em minha frente, que tinha uma expressão tranquila. – Tudo bem? –

Pisquei algumas vezes, confusa.

— O que foi isso? – Murmurei, preocupada. – Como ela.... – Eu pisquei várias vezes novamente.

Edythe soltou um sorriso.

— Tenho certeza que ela lhe explicará em breve, mas, agora. – Ela colocou seus ombros para atrás e se aproximou levemente de mim.

E com seu vestido preto, que ia até seus calcanhares, olhos dourados que escureciam a cada segundo, ela se aproximou de mim.

— Isabella Swan, você me daria a honra de uma dança? – Sussurrou, sua mão acariciando levemente minha cintura.

Eu engoli em seco e assenti.

— Vamos. – Murmurou, um sorriso leve brincando em seus lábios, enquanto me puxava para dentro do enorme salão.

Quando finalmente chegamos a entrada do evento, se fazia uma fila de casais mais à frente.

— Vamos tirar uma foto. – Um sorriso maior tomou seu rosto animado, enquanto ela me obrigava a entrar na fila.

— Edythe. – Resmunguei audivelmente, mas, ela não parecia comovida pelo meu aparente desgosto.

Quando nossa vez finalmente chegou, Edythe se pôs em frente a câmera, me puxando junto ao seu corpo.

— Sorria.... – Sussurrou, com um sorriso de lado.

Eu sorri, sem mostrar os dentes, mas, antes que o flash da foto nos alcançasse, senti os lábios frios dela em minha bochecha, e senti minhas bochechas corarem e um sorriso verdadeiro e tímido tomar conta de meus lábios.

— Vamos. – Murmurou, com um sorriso brincalhão.

Quando entramos dentro do salão, a música era alta e vários adolescentes dançavam desajeitadamente ao nosso redor.

— Ei Bella! – Jeremy sorriu, acenando para mim mais ao longe.

Eu sorri hesitante, sendo puxada por Edythe novamente.

Para a minha surpresa, ela me levou para fora do salão, em uma parte iluminada, um jardim sendo específica, com várias pequenas flores e um clima agradável.

Suas mãos pegaram a minha delicadamente, e então, a música de dentro do salão mudou para uma mais lenta.

Seu corpo se movimentou para o lado e eu franzi o cenho, tentando imita-la, mas, não acho que tenha dado certo.

Edythe soltou uma risada.

— Desculpe eu.... – Espremi os lábios. – Não sei dançar. – Abaixei a cabeça, respirando fundo.

Seu corpo se movimentou suavemente e para minha surpresa, seu braço me levantou, e eu fiquei alguns centímetros mais alta que ela.

— Você está tão linda. – Murmurou, os olhos dourados me olhando brilhantes, felicidade genuína ali jaziam. –

Eu sorri manhosa, circulando meus braços ao redor de seu pescoço, enquanto ela me embalava em uma dança lenta.

— Edythe? – Eu a chamei e senti seus dedos passarem delicadamente pelas minhas costas. –

— Sim? – Sua voz soara suave, como se cantasse.

— Eu estou sendo egoísta? – Murmurei, observando as estrelas a cima de nós. – A não deixar você ir com os Volturi? –

Edythe não me respondeu de imediato.

— Eu me sinto insegura a maior parte do tempo com você. – Edythe nos virou suavemente, em uma dança um tanto desajeitada. – Eu não consigo ler suas expressões direito, eu não.... – Suspirou. – Eu não consigo ver suas intenções e sentimentos tão claramente. – Seus olhos dourados fixam em meus olhos. – E quando você disse que não e.... Ficou com raiva de mim, por eu cogitar ir com eles, eu me senti.... Feliz. – Seu rosto se aproximou-se do meu. – Ter você, assim, tão claramente, dizendo que se preocupava tanto comigo, me fez me sentir amada. – Eu corei e seu sorriso aumentou. – Então, eu acho que eu sou a egoísta. -

— Eu te amo. – Sussurrei, e vi um sorriso bobo torcer seus lábios.

— Mesmo eu sendo um monstro? Mesmo sendo a namorada mais egoísta que você teve e irá ter? –

— Você não é um monstro. – Enfatizei, minhas mãos indo ao seu rosto. – Eu não consigo ver.... Como você poderia ser um monstro. –

— Eu posso te matar em segundos Bella. –

— Já conversamos sobre isso. – Sussurro sobre seus lábios. – Monstros não amam, monstros não sentem remorso. –

Seus braços me apertaram mais e eu suspirei.

— Eu só quero ficar com você, pra sempre. – Murmurei, e então, seu corpo se tencionou.

— Por toda a sua vida. – Me corrigiu e eu franzi o cenho.

— Do que você está falando? –

Ela se silenciou.

— Você.... Não quer me transformar? –

— Isso não é discutível. –

— O que? Por que? – Exclamei. – Pensei que....

— E não pensou errado! – Me interrompeu. – Eu vou te amar, pra sempre, vou ficar com você por anos, até você ter o mesmo final que todos os humanos acabam tendo, e então eu...

Eu olhei para ela sem acreditar.

— Você...? – A incentivei a continuar.

— Vou logo em seguida. – Vi seu rosto se transfigurar em pura dor.

— Você... Você... – Eu pisquei várias vezes. – Não, você não pode fazer isso. –

Um sorriso suave torceu seus lábios.

— A muitos anos eu pensei que eu iria para o inferno graças a criatura que eu sou, que, no momento em que eu sucumbisse, a minha alma sofreria pelo resto da eternidade. – Seus olhos dourados cruzaram-se com os meus. – Mas, eu descobri que cada pessoa tem seu próprio inferno, sua própria dor.

— Onde que você quer chegar com isso? – Murmurei, temerosa.

— Um mundo sem você, é o meu inferno Isabella Swan. –

Eu sempre soube que Edythe não era de palavras bonitas, que os seus sentimentos iam mais de atos, sorrisos e momentos que ela poderia ser irritantemente protetora.

Mas, naquele momento em que eu vi seus olhos dourados clamarem para mim, eu me vi impassível.

— Então me transforme. – Murmurei, tentando convencê-la. Vi um sorriso enviesado torcer seus lábios.

— Não. –

— Isso não é justo. –

— A vida não é justa Bella, nunca te disseram isso? – Sua sobrancelha direita se levantou e eu revirei os olhos, me impedindo de sorrir.

— A cada segundo em que passamos juntas, eu estou mais perto da morte. –

Eu soube que iria machuca-la com aquela frase.

— Então, eu terei que aproveitar cada segundo. — Murmurou, e um sorriso misterioso cruzou seus lábios.

Em um movimento rápido, eu estava em suas costas, e, segundos depois, estávamos em cima do salão, andando sobre seus telhados.

Ela me puxou pela cintura para deitarmos.

— Edythe? – Chamei sua atenção, e vi seu rosto se desviar-se, fixando- se no meu. – Prometa que não irá se sacrificar dessa forma no dia em que eu morrer. –

— Impossível. – Sussurrou.

Eu sorri amavelmente, passando meus dedos por seu rosto.

— Só viva. – Murmurei, encostando minha testa com a dela. – Viva o quanto puder, viva por nós duas, e a cada vez que você conquistar alguma coisa, pense em mim. –

— Eu penso em você a cada segundo. –

Eu sorri.

— Então pense mais. – Murmurei. – E quando você notar, a dor terá indo embora. –

Seus lábios me calaram, e ela me puxou fortemente contra seu corpo.

E, naquela noite, sobre os telhados de um salão, e sob as estrelas, eu me vi amando cada vez mais Edythe Cullen, e seus incríveis olhos dourados e cabelos acobreados, seu jeito descontraído e por muitas vezes misterioso.

Por que ela era única.

E eu não conseguia me ver sentindo outra coisa a não ser amor por ela.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^